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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Este é um período muito conflituoso para os adeptos sportinguistas. Se, por um lado, queremos que aqueles que também lutam por um lugar europeu percam os seus jogos, pelo o outro, encaramos a difícil dilema de querer ver o eterno rival sofrer mais um pouco pela sua persiguição do título. Seja mera antipatia ou profundo anti-benfiquismo, não é uma emoção fácil de ajustar. Já tive ocasião de debater esta temática com amigos e nenhum exibe forte convicção. Ontem só me foi possível assistir aos últimos minutos do embate no Funchal, mas sem deliberada reflexão dei-me por mim a querer o sucesso do Marítimo. É um instinto dentro de nós com muitos anos de vida e não é de um momento para o outro que se desvia as emoções para dar lugar à lógica. No caso do jogo na Madeira, eu teria ficado muito satisfeito com o empate. Um ponto para o Marítimo não nos prejudicava muito, mas a perda de dois pelo Benfica proporcionaria uns dias de muita aflição para os lampiões.
Dentro de dias voltaremos a ter outro exame de consciência do género, pela visita do Estoril à Luz. Partindo do princípio que o Sporting tem de vencer os seus jogos, o Estoril, com dois pontos de avanço, terá de sofrer uma derrota, e que melhor lugar para isso acontecer se não perante a equipa encarnada em sua casa. Esta será, porventura, a última e mais provável oportunidade para o Estoril perder pontos - três, já que dois não chegam - porque a seguir recebe o Beira-Mar e no último jogo visita o Gil Vicente. Da forma como eles estão a jogar, não contaria com desaires nestes dois jogos. A pergunta crucial para os sportinguistas é: vão querer a derrota do Benfica para satisfazer as eternas emoções ou vão torcer para que vença e contribua, indirectamente que seja, para o Sporting chegar à Europa ?
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