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Rui Gomes, em 15.06.13
 

-    First Portuguese Canadian Club    -

O primeiro clube de origem portuguesa a ser fundado no Canadá, em 1956 - o meu pai foi um dos fundadores - e esta é a foto da melhor equipa de todos os tempos do clube e da história da então "National Soccer League" (NSL). A extraordinária época de 1979, com um registo total de vitórias - nem um empate houve - inclusive da pré-época, amistosos, campeonato e taça, com um recorde de mais golos marcados e menos sofridos. Esta equipa era o modelo "sonho"... quanda entrava em campo nunca se questionava se ía vencer, somente por quantos.

Na foto: De cima, à esquerda: Manuel Luís (massagista), Carlitos (Lusitânia), Dallas, Rodney cap. (ex-EPL), Hildeberto, Alberto (Cova da Piedade) e Vítor. Em baixo: José Testas (Benfica, V. Guimarães, Farense), Tito (V. Guimarães), Marinho (Sporting), Rilhas (Bombarralense), João Moniz (Sporting, Atlético), Chico Bolota (União de Tomar, NASL), Daniel Rivero (Belenenses) e Eduardo (Desportivo de Chaves, NASL). Treinador: Benvindo Assis (Farense, Lagos, Olhanense e Barreirense).

No famoso jogo em que derrotámos o bicampeão FC Porto, a equipa portista alinhou com: Fonseca, Vieira (Óscar), Teixeira, Simões e Murça; Quinito (Lima Pereira), Frasco e Costa; António Oliveira, Fernando Gomes e Vital. Na ausência de José Maria Pedroto, foi António Morais que orientou a equipa.

Os golos da partida, todos do FIRST, obviamente, foram marcados por Tito, Chico Bolota e Marinho. O Chico ainda acertou na trave com outro potente remate de fora da área. Quem talvez tenha sido o melhor em campo foi o Zé Testas - o incontornável 10 - que andou os 90 minutos a dar "nós cegos" a António Oliveira.

 

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publicado às 21:53

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7 comentários

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De sloct a 15.06.2013 às 22:37

Uma relíquia!!!!

O Hildeberto não jogou também no Lusitânia dos Açores?
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De Rui Gomes a 15.06.2013 às 23:07

Certeiro, meu caro, ele veio desse clube. Lá era extremos e a nossa equipa foi adaptado a extremo.
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De sloct a 16.06.2013 às 08:21

Exacto, era extremo, lembro-me de o ver mais tarde, por volta de 80, 81, por aí, a cara é a mesma. E existe um cromo duma equipa do Lusitânia em que o Hildeberto aparece de barba cerrada, numa foto tirada no Estoril.
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De Rui Gomes a 16.06.2013 às 09:19

É possível, de facto, embora eu não me lembre de o ver com barba.
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De Rui Gomes a 15.06.2013 às 23:30

Perdão, eu e as minhas pressas e os erros ortográficos.

Ele jogava a extremo e na nossa equipa foi adaptado a lateral, pela sua velocidade. Era usado como um lateral é usado hoje que, naqueles tempos, não era comum. Esta equipa usava muito um variável do 4x3x3. Os extremos Moniz e Marinho, o ponta de lança firme que era o Tito, atrás dele como falso ponta de lança/médio o Chico Bolota e atrás desse o Zé Testas, que era o patrão da equipa.

Curiosamente, e por isso ele era o capitão, o "coração" da equipa era o inglês Rodney. Salvo partir uma perna, nunca se rendia. Um jogador à velha English Premier League, luta nos 90 minutos. Grande jogador e de enorme carácter.
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De haja luz a 15.06.2013 às 22:54

O Rui era director?
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De Rui Gomes a 15.06.2013 às 23:20

Enquanto no First Portuguese, fui sempre director-técnico, ou seja, o que em Portugal nessa altura chamavam chefe do departamento de futebol. Eu tinha controlo absoluto sobre as equipas e só respondia à Direcção/Administração. Ninguém interferia com a equipa se não por meu intermédio. Eu escolhia treinadores e recrutava jogadores, com a assistência dos meus mais próximos colaboradores. O futebol era do meu total domínio. Foi isso que eu pretendi fazer no Sporting e que o Cintra teve enorme dificuldade em compreender e aceitar.

Existiram equipas no FIRST, como esta de 1979, que tinham muito autonomia em relação à Direcção, porque o financiamento era todo privado. Não me recordo agora dos números exactos, só vendo a papelada, mas a folha salarial só do plantel, nada mais, desta equipa andava à volta dos 25 mil dólares mensais, fora prémios, que, nesse tempo, era muito dinheiro. Mas também haviam muitas receitas. As boas equipas, como esta, lotavam o estádio com 10 mil pessoas, mais do que a maioria da actual I LIga.

As minhas equipas eram conhecidas, pela organização e pelo nível de competitividade, por serem muito despendiosas, mas também eram as que mais lucro disponibilizavam aos clubes.

O mesmo sistema de apoios privados também era aplicável a algumas equipas amadoras ou não-profissionais. A vantagem, pelo meu ponto de vista, era que me proporcionava controlo e poder absoluto e, daí, os inúmeros títulos que conquistei.

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