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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
A recém-entrevista que o professor Jesualdo Ferreira concedeu ao jornal «Record», em que a sua passagem pelo Sporting mereceu destaque. As considerações de maior interesse para sportinguistas:
"Treinar o Sporting foi um grande orgulho que fechou um ramo para quem esteve à frente de todas as grandes potências do futebol português.»
«Não sei se a experiência do Sporting foi a mais difícil da minha carreira. Fizemos um trabalho espectacular que me deu um gozo enorme e um prazer muito grande. Lamento não ter chegado onde os adeptos desejavam e nós também, mas todos devem perceber que, apesar de tudo, a situação podia ter sido mais grave para o Sporting se, em determinada altura, não se tivesse mudado o rumo que estava a ser traçado.
«Vamos construindo a nossa vida com os momentos bons e maus. Acho que, no Sporting, houve muita gratidão por parte de uma larga maioria dos jogadores e isso vou levar comigo para sempre. É o melhor bocado que levo do clube. Isso e o carinho da massa associativa.»
«O carinho dos jogadores do Sporting obrigaram-me a pensar quanto à minha continuidade no clube. Reconheço, de cada vez que a questão do meu futuro se colocou, que a relação com o plantel pesou no entendimento que fui definindo sobre o papel a desempenhar no clube. Tenho de reconhecer que sim.»
«Bruma, para lá do talento tem uma virtude extraordinária: gosta de jogar futebol. E essa é uma qualidade que define os grandes. O Bruma gosta de jogar, aprende com facilidade e tem uma capacidade fantástica de apropriação das coisas. Tacticamente revelou evolução tremenda nos últimos tempos. Ainda lhe falta muita coisa mas tem prazer pelo jogo; trabalha para a equipa como poucos e revelou agora um clique para a sua evolução. No fim das cavalgadas já tem capacidade para serenar e definir a assistência ou fazer ele próprio o golo. Nos tempos em que estive com ele, a percentagem de lances bem concluídos era menor. Quando consolidar tudo será um fora-de-série. Agora o sucesso não vai depender só dele, mesmo parecendo condenado a ser um futebolista do topo internacional.»
«Com argumentos e estilos diferentes, o Eric Dier também vai ser um craque. É o jogador do futuro e chegará, fatalmente, muito longe. Também ele tem carácter e prazer em fazer bem as coisas. Há outros que, também talentosos, têm outros interesses tão importantes quanto o futebol e não se focam tanto naquilo que é importante para a profissão. Muitos ficam pelo caminho.»
«A minha ligação ao futebol será eterna. E pode prosseguir noutras funções.»
Com tudo o que o professor Jesualdo Ferreira já ofereceu e ainda tem para oferecer ao futebol, só posso lamentar que as partes não tivessem consolidado pareceres quanto ao futuro do futebol do Sporting, a fim de permitir a sua continuidade na estrutura da SAD, mesmo com a presença de Leonardo Jardim. Dá para imaginar o que poderia ser !
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