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#1 - Temos qualidade para ganhar?

 

No final da temporada registaram-se 86 pontos no campeonato. Uma performance muito elevada, fruto da conjunção de factores directos e não directos ao planeamento da época. Tivemos quase um pleno de vitórias nessa pré-época, alcançando no primeiro jogo oficial uma vitória categórica – a Supertaça – perante o SL Benfica. 86 pontos fariam do Sporting campeão 97% das disputas em campeonato, mas convém reconhecer que estes pontos não são uma matemática possível de realizar sempre. Existe alguma conjugação planetária que nos diga que, perante um acumular de pontos cada vez maior nas últimas três épocas, se farão ainda mais pontos nesta próxima? Mais a mais, observando-se com algum detalhe estas últimas exibições, alguns elementos do presente plantel demonstram lacunas não coadunáveis com os níveis de exigência do nosso Clube. As limitações mais visíveis são evidentes perante os resultados mais recentes. Sem reforços, mesmo com a entrada dos nossos “4 mosqueteiros”, não se pode ambicionar muito.

 

#2 - Jesus estará motivado?

 

A entrada de Jesus trouxe-nos uma “alma” que de algum modo alinhavou crença e atitude, elevando a confiança de todos nós rumo a um estado de graça positivo. Agora trata-se do momento em que se exige outros valores com o empenho de outrora, como a consagração da qualidade do técnico, assim como a sua plena justificação do avultado investimento que representa o seu ordenado, um ano mais. Inexplicavelmente observa-se-lhe um semblante cansado (triste?), introspectivo, quase denunciando algum desgaste ou falta de confiança. Talvez este projecto do Sporting não seja a melhor pré-reforma de uma carreira que se “limitará” ao nosso campeonato, reconhecendo nós que correremos o risco desta nossa ambição se diluir igualmente com o tempo. Só na vida real os casamentos deveriam ser eternos: se as pessoas não estão bem, sigam a sua vida. Se querem continuar casados, entreguem amor incondicional, e essencialmente, cuidado com desabafos infelizes que em nada melhoram a confiança alheia.

 

#3 - Clube único no mundo a ser atacado por “Croquetes” ou “Cromos”?

 

Afiaram-se as facas para se proceder a uma "limpeza", de acordo com as directrizes que definem este “Novo Sporting”. “Croquetes Nunca Mais”, nem mesmo como entrada, pois agora está na altura de coleccionar Cromos para “aguçar o apetite”. A sabedoria popular diz-nos que “Homem pequeno, velhaco ou dançarino”. Assim sendo, neste Tango que é o “Novo Sporting”, eis que surge uma espécie de “Napoleão” para discursos de nova Era. Sendo o fetiche da Monarquia o Bobo da Corte, compreende-se esta necessidade de tal personagem neste reinado. Se tal não for, talvez alguma dívida por serviços prestados ao nosso Clube em Abril de 2014, numa parceria Jornal de Notícias/Proteste Investe com objectivos de avaliação ao nosso Gabinete de Apoio ao Investidor?

 

#4 - Dr. Strangelove em exibição no Alvaláxia?

 

Para quem não conhece, “Dr. Strangelove” é uma obra de 1964 do já falecido realizador Stanley Kubrick. Sintetizando, trata-se de uma narrativa que envolve o esforço de políticos e militares em inibir as tresloucadas pretensões de um General em iniciar uma Guerra Nuclear. Sr. Carlos Vieira, de colega para colega, peço-lhe o seguinte: coloque em prática todo o seu conhecimento e saber! O sucesso da Área Financeira, como tão bem o Senhor saberá, depende de seis factores: muita cafeína, ideias, amigos, estudo, liberdade e um telefone. Aqui entre nós, o sucesso desta Alemanha deve-se ao inverso da teoria social da Coreia do Norte. Saque um coelho da cartola, ponha uma ideia em prática, trate de realizar as receitas extraordinárias. Se o problema é o “Dr. Strangelove” ou alguma Magia Negra Angolana a pairar sobre o escritório, inibindo-lhe de algum modo o cenário de intervenção, então demita-se. Como é possível não se fazer nada neste campo em três anos!

 

#5 - Foi a "Formação" que deu a Champions ao FCPorto?

 

Amarante FC, Oriental de Lisboa, Guarani, Young Pirates, Zalgiris Vilnius e Velikie Luki foram alguns dos clubes que estiveram na formação de jogadores campeões europeus pelo clube português, orientados por um técnico com apenas 4 anos de experiência. Sim, não me esqueço que Nuno Valente (Sporting) também lá estava. O que se pretende reflectir com este ponto 5, baseia-se na fundamentalização de uma observação incessante para com a jóia da nossa coroa (a Formação) no sentido de elevação constante do clube, afim de combater uma tendência de falta de títulos no futebol. Por vezes invade-me uma sensação de que somos “nós contra o mundo”, fechando os olhos ao presente, assim como à necessidade do Sporting entender que neste planeta actual, carece de realismo acreditar que os melhores jogadores se podem manter demasiado tempo no Clube. Bolas, “uns” apenas falam em 60 milhões com a mesma naturalidade com que “outros” colocam no bolso o mesmo valor (SL Benfica com Gaitan e Renato). “Uns” dizem felizes que “não enchem a barriga a empresários”, outros dão-se ao luxo de nos “roubar” Mitroglou e Cervi por diferenças de 2/3 Milhões. Esta estratégia adoptada pela Comunicação do Sporting aparenta ser um “modus-operandi” para encobrir algumas lacunas...

 

#6 - Não quero ver J. Mário nem Podence 10 anos no Sporting…

 

… nem que para tal tenham de lhes colocar umas tranças e realizem 35+45 Milhões de Euros. Acima de tudo, gosto do Sporting como o Clube que é, assim como o que este representa. Nós não somos os Moicanos contra o Invasor. Somos o Sporting Clube de Portugal, um clube moderno com uma extraordinária apetência para formar jogadores de classe internacional mas que teima em olhar para estes como o nosso “primeiro amor que não se esquece”. Urge entender que estamos em desvantagem perante toda a Europa desenvolvida no que respeita a fontes de financiamento directas da nossa economia. O Sporting não pode cair na tentação de um sobre-endividamento em ordenados, inibindo a fluidez financeira do Clube para outros fins.

 

#7 - Vergonha em vender João Mário por 30/40 Milhões?

 

Agora que todos acreditamos neste Sporting estável (?), coloca-se a nossa instituição no papel de grande Imperador da Europa. Antes que se culpe a Comunicação Social de que terá sido esta a inibir um grande negócio ao Clube, temos de, com honestidade, questionar se existe mesmo algum clube na Europa interessado em fazer negócios connosco. Ou que algum clube acredite mesmo no Dr. Strangelove.

 

publicado às 11:00

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