Tudo bem, mas algumas comparações não são realísticas. William , José ou o Pedro não têm de se preocupar com o Labyad , até porque cá fora, pela desinformação à conveniência que tem circulado, ninguém sabe ao certo o seu salário. Numa equipa sempre houve e sempre haverá variáveis.
O Fernando Torres quando chegou ao Chelsea como um dos melhores goleadores do futebol, decerto que não mereceu dúvidas pelo seu elevado salário. Desde então, que não tem produzido ao nível esperado, os seus colegas já vão andar preocupados com o seu salário ?... É uma contenda que faz parte natural da indústria.
Concordo que no último ano de contrato tem de se tomar determinadas medidas, mas muito do resto é subjectivo, pelos variáveis.
O que dirá uma Direcção daqui a dois ou três anos quando se vir confrontada com 10 ou 12 contratos de longo prazo dos formados que não atingiram o nível esperado e que terão de ser colocados fora por empréstimo, transferência, etc., e, entretanto, a folha salarial a contabilizar.
Não estou em desacordo com a actual política, mas detesto ver a bancada simplificar uma situação tão complexa, muitos só por ser através das acções do "Bruno" que chegou há dois dias ao futebol e ainda tem léguas por aprender.
Claro que é perigoso deixar um jogador ganhar um estatuto desportivo relevante sem a situação estar precavida, mas muitas vezes isso surge inesperadamente, já que é impossível antecipar a evolução de todos os jogadores com exactidão. Um jovem que milita na equipa B ainda com contrato de 2 anos é chamado à equipa principal para dois ou três jogos e, inesperadamente, faz excelentes exibições que potencialmente precipitam interesse do exterior. Qual é a solução ? Deixar de o jogar pelo "perigo" ou ir logo a correr renovar por mais 4 ou 5 anos. E se aqueles jogos que ele fez são enganadores ?
Tudo matéria muito complexa.