De Mike Portugal a 13.09.2013 às 10:09
Podes explicar melhor o que queres dizer no post?
Quero dizer que o Sporting cedeu ao Zahavi no que ele sempre quis - vender o passe do Ilori ao Liverpool. Claro que a mesa das negociacoes se conseguiu mais algumas vantagens, mas nada de comparavel com o que poderia valer daqui a um ou dois anos.
O Sporting tinha dito que estas chantagens para vender os jogadores agora tinham acabado, e que eles ou renovavam ou "nao calcavam" e estragavam a carreira. Afinal o Ilori, que ainda tinha dois anos de contrato pela frente, nao fez uma coisa nem lhe aconteceu a outra.
A conclusao que qualquer jogador da formacao pode tirar daqui e que, desde que tenha algum mercado, podera forcar a saida, dado que o Clube acabara por ceder. Veremos o que se passara com o Dier, daqui a um ano.
Como ja referi noutro post, as guerras travam-se quando se tem armas para o fazer. O Sporting esta descalco. Tinha de realizar capital, pelo que vendeu o Bruma e o Ilori o melhor que pode.
Em conclusao, o Zahavi que sempre exigiu esta venda, conseguiu os seus objectivos. E o Sporting que sempre quis renovar com o Ilori, obter dele proveitos desportivos pelas actuacoes na equipa e valorizar o jogador para venda futura, ficou sem ele prematuramente.
SL
De Lion73 a 13.09.2013 às 11:13
O Sporting acaba por vender por vender por mais do dobro que as primeiras ofertas, um jogador que não queria renovar, que não estava com a cabeça no clube, que coloca a hipótese até de trocar de selecção.
A atribuição desse resultado num suposto jogo Zahavi/Sporting, soa a mão de um qualquer Bruno Paixão. Não é credível.
Entao, a partir de agora, as condicoes necessarias e suficientes para vendermos as nossas jovens promessas sao:
- o jogador nao querer renovar e nao estar com a cabeca no Clube e
- conseguimos mais do dobro das ofertas iniciais (a proposito, tem de me dizer que contas fez para chegar..).
SL
De Lion73 a 13.09.2013 às 11:56
Eu vou colocar as coisas de outra forma. As condições necessárias para não vendermos as nossas promessas antes do desejável:
- Lançamento na equipa principal com a sua situação contratual resolvida.
- Clube com um projecto apelativo e competitivo para os nossos atletas, que legitimamente não se sentem confortáveis numa instituição com os problemas graves que o Sporting tem apresentado.
- Valorização dos jovens formados em Alvalade, sem disparidades monstruosas a nível salarial, com jogadores da mesma idade, contratados externamente e com rendimento inferior, a ganharem mais de 10 vezes os seus salários.
Com isto resolvido, mesmo atletas sem um pingo de gratidão ao clube que os formou e ao país que representam, pensarão 2 vezes antes de forçarem a sua saída.
Quanto aos meus cálculos, tenho que presumir que os valores adiantados pela CS há uns meses ( 3M, 3,5M ), CS que ontem foi referida neste espaço como fonte mais credível que os próprios comunicados do clube, são factuais.
Entao concorda comigo que foi extemporaneo o lancamento da guerra aos empresarios, quando o Sporting nao tinha condicoes para a ganhar, limitando-se assim a fazer os negocios possiveis, mas sem conseguir atingir os seus objectivos nem marcar a sua posicao de principio de nao ceder a chantagens?
De Lion73 a 13.09.2013 às 15:20
Não posso ser conclusivo quanto a isso, desculpe.
O que é sabido, é que 1 mês antes das eleições, Zahavi "compra" os direitos de agenciamento de Bruma, que supostamente tem um acordo verbal para a sua renovação, alcançado 3 meses antes.
Segundo palavras do presidente e logo após a tomada de posse, Zahavi, exige para si, 1M como comissão pela renovação e 10% do passe do jogador, mais a imposição da venda de Ilori para Inglaterra. A CS repetidamente noticiou propostas do Liverpool na ordem dos 3M.
Resultado disto, após entendimentos fechados mas logo a seguir quebrados por exigências de última hora, pedidos de nulidade de contratos que colocaram em causa os direitos desportivos e económicos do jogador Bruma, que esteve perto de sair a custo zero, quer Ilori, quer Bruma, cada um com cerca de 1 dezena de jogos feitos pela equipa principal, são vendidos por valores que resultam, ambos, a entrada no top das 10 maiores vendas de sempre do Sporting, liquidas de cedências a terceiros.
Eu não aplaudi as vendas dos 2 jogadores. São jogadores com potencial e que, daqui a uns anos, quem sabe, poderiam resultar em encaixes financeiros maiores. São contudo 2 jogadores com claros problemas comportamentais ( Ilori muitas vezes transmitiu isso dentro de campo, com uma displicência evidente e Bruma, um claro caso de dependência emocional a um empresário), com tudo a provar, que forçaram a saída e mostrando uma evidente quebra no compromisso para com o clube.
Mas forçando a sua saída, só a concretizaram nos termos exigidos, dentro do possível, pelo Sporting. Por valores muito superiores aos inicialmente falados. Nenhum clube está imune a situações destas. O porto, este ano e no passado, teve casos idênticos, por exemplo.
Interessa, na minha opinião, em vez de relativizar a dificuldades de 2 casos que já se sabia que eram muito difíceis, pela atitude dos jogadores e seus empresários, perceber qual o sentido estratégico da estrutura de futebol e a sua coerência na gestão de activos.
- Até ver, temos quase todos os jovens da formação, com mais potencial, salvaguardados com contratos de longa duração.
- É visível a exigência e diferença de tratamento para quem rende, tem comportamento profissional e está comprometido com o clube.
- A gestão de activos, que colocou o seu foco em manter apenas os jogadores com salários mais elevados, quando estes rendem e acrescentam valor, indiciam a introdução de conceitos de meritocracia e combate à desigualdade de tratamento, quando o rendimento e talento é semelhante.
É assim que se dão lições aos nossos jovens. É assim que vamos impedir novas chantagens. É assim que os manteremos durante mais tempo, satisfeitos por vestirem a nossa camisola.
Não é, certamente, por pagar comissões elevadíssimas por renovações ou oferecendo salários milionários, que recolheremos beneficios futuros. "O Sporting tinha que renovar com Bruma". Pois. Há muito tempo que tinha que renovar com Bruma.
Apenas dois reparos da minha parte, simplifica uma questão que é, por natureza, muito complexa e de impossível resolução total para o Sporting.
1. Indiferente dos anos de formação, o atleta só pode assinar o seu primeiro contrato profissional aos 18 anos - e aqui não se fie na decisão "milagrosa" da CAP no caso Bruma, quanto a contratos promessas - e se optar por não o fazer, simplesmente sairá do clube, sem retorno para o mesmo, salvo no futuro com alguma compensação pela formação.
2. A renovação dos jovens que foi efectuada, foi deveras simplificada pelo facto de nenhum deles ter presença de relevo no mercado. A realidade é que com aqueles que tinham - Ilori e Bruma - o resultado está à vista.
O Sporting simplesmente não tem e nunca terá os meios financeiros para proteger totalmente o seu investimento nos formados.
Concordo com a actual política de renovação, por falta de melhores alternativas mas, dos 19/20 jovens, daqui ao máximo de 2/3 anos, se tanto, vamos andar preocupadíssimos em colocar algures no mapa futebolístico os 95% que não conseguirão entrar no plantel principal e/ou atrair interesse do exterior.
De Mike Portugal a 13.09.2013 às 13:36
Rui,
Só um reparo. Um jogador pode assinar contracto profissional ao completar 15/16 anos e não 18. O que te referes dos 18 anos é o facto do jogador poder assinar contracto por mais de 3 anos.
Se estiver enganado retirarei o dito, mas quero crer que o contrato que assinam antes do 18 é um contrato de formação e não profissional. Até porque antes do 18 até tèm de ser os pais a assinar.
De Jose a 13.09.2013 às 16:55
A sua opinião acerca da Zahavi 1 SCP 0, está fora de contexto e só revela uma obsessão de mal dizer ao presidente do Sporting.
Que saiba nunca ouvi dizer ou renovam ou ficam encostados para sempre. A minha interpretação é: caso não renovam ficam encostados ou saem por um preço que o SCP ache justo. No caso do Ilori, o preço para a sua venda, falava-se em 7 milhões. O Zahvi e outros clubes ofereceram até 3.5 milhões e nunca foi vendido. Saiu pelo preço estipulado pelo presidente mais 25% de mais-valias, não sei onde está a derrota do presidente. Se acha uma derrota que venha mais derrotas destas.
De paulo a 13.09.2013 às 11:54
para ser 100% honesto deveria acrescentar aí o valor do perdão da divida relativa á transferência do Insua que ainda consta no R&C. Acho que cerca de 1,2ME.
O que nos leva novamente para 7,2ME + 1,5 (possíveis).
Apraz-me muito ver, que leu o jornal bem esmiuçadinho. Se esta é a sua única observação , só posso estar contente.
p
Se foi perdoado algum valor (o que desconheco), o mesmo tera de estar incluido na venda. Os auditores nao aceitam, nem seria minimamente correcto, que o valor do perdao nao seja incluido como parte integrante do valor total da transaccao.
Assim sendo, caso tal perdao de 1,2 milhoes tenha acontecido, isso significara que o Sporting ira receber apenas 4,8 milhoes.
As minhas criticas, bem como os meus elogios, as contratacoes e dispensas, podera encontra-los em postes anteriores.
SL