«Quero dar os parabéns ao Jorge Jesus, que conseguiu jogar em três campos. (...) Ele condicionou este jogo e o jogo do Sporting, onde vimos mais do mesmo.»
Muito embora o clube que este senhor representa possa a qualquer altura ser beneficiado, não deixa de ter razão. Ou não fosse o JJ um dos lídimos representantes do clube do regime.
Paulinho, é verdade que o arbitro errou mas não desculpa a falta de ambição e controle emocional de uma equipa que até esteve duas vezes a ganhar. E como sabemos, os arbitros são humanos e erram tal como os jogadores e treinadores.
É treta, não é? Eu sei mas é a lengalenga que usam quando nos calha a nós.
A grande virtualidade desta "frase da semana" (na jornada em que se viu algo impensável - o Porto ser prejudicado nos dois golos do adversário) é que acabámos por ter alguém a "chorar-se" por nós do penalty que o Xistra "não viu", enquanto que nós ficámos caladinhos e o nosso treinador até disse que era uma hipocrisa os grandes queixarem-se dos árbitros. Em suma: 1) Passámos por uns "gajos porreiros" dos árbitros e que até os compreendemos quando "erram". 2) Não "justificámos" o empate de sábado com a "desculpa habitual", não choramingando nem ficando, assim, mal na fotografia (porque, antes, tivemos decisões que nos beneficiaram). 3) Não "desresponsabilizámos" os jogadores publicamente com o árbitro. 4) A boca (merecida!) que o Jesus levou veio do treinador do próprio "clube da fruta" (com o "peso" acrescido que isso tem junto dos árbitros).
Espero que o presidente do Sporting tenha aprendido esta lição do futebol: às vezes (a maior parte delas) é preferível ficar calado.