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Era quase evidente que iriamos pagar caro toda a arrogância do Presidente do Sporting e da sua equipa (com excepção do Leonardo Jardim) nas declarações antes do jogo do Porto, que passou até para alguns jogadores como o Mauricio que, apesar de todo o seu empenho, mostrou ontem porque jogava na 2ª divisão no Brasil (Eric volta depressa!).

 

Pagou a equipa e pagaram os adeptos, porque toda a linguagem sem nivel do Bruno de Carvalho a tentar imitar o seu ídolo Pinto da Costa (aquela do pedir um ambiente hostil no Dragão é mesmo de quem não iria sentar-se perto dos adeptos) teve a resposta violenta de gente que devia de uma vez por todas ser proibida de ir aos estádios.

 

Não peguei nas declarações de Bruno de Carvalho antes do jogo porque não quis ser acusado de desestabilizar o Sporting antes de um jogo tão importante, como muitas vezes fez o Bruno de Carvalho no passado e no ror de asneiras só queria destacar uma “pérola” que li este fim de semana no Expresso (já um bocado desactualizada) e que confirma tudo o que tenho escrito sobre a falta de educação e nível do Presidente do Sporting.

 

Em resposta a uma qualquer provocação de Pinto da Costa, Bruno Carvalho disse:  "O meu pai, que eu adoro, é uma pessoa com 80 anos. A certa altura temos algumas dificuldades, é normal".

 

Uma pessoa que conhece bem o Bruno Carvalho disse-me há uns tempos que ele é o tipo de pessoa que até vende a mãe se lhe der jeito, agora comprovo que para se fazer de engraçado e aparecer desrespeita na praça publica o próprio pai, o que é uma coisa que a mim me dá a volta ao estômago pois só consigo ter respeito e apreço pelas pessoas mais velhas, especialmente o meu pai (a quem agradeço ser sportinguista).

 

Faz-me mesmo muita pena ver o Sporting, que mais do que qualquer outro clube em Portugal sempre prezou a dignidade, a educação e a honradez, ser hoje dirigido por alguém que nem o próprio pai respeita e que consegue descer a tão baixo nivel. É também por isso que não me admiram nada o tipo de comentários ordinários (alguns que infelizmente têm que ser censurados pela obscenidade) que aqui surgem quando criticamos este Presidente, porque o exemplo vem de cima.

 

Sinceramente custa-me pagar quotas para ajudar a pagar o ordenado a alguém fazer estas tristes figuras que nos envergonha e sinto que estou cada vez menos sozinho. O que lhe tem valido até agora tem sido o infeliz passado recente que herdou e a que ninguém quer voltar; um Leonardo Jardim que é de facto bom treinador (e que só espero não perca a paciência para aturar o Presidente coisa que já me pareceu mais longe), a nossa formação pré-Virgilio que produziu craques como o William Carvalho e a malfadada banca que é quem, mais do que nunca, manda no Sporting.

 

publicado às 10:32

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79 comentários

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De Anónimo a 28.10.2013 às 11:12

E esta pérola?

"acho graça quando ouço que ele foi um dos independentes com a vitória mais surpreendente das últimas autárquicas... Antes da candidatura, foi dependente dos partidos e figuras partidárias; agora é o mesmo cenário. Não deve ser fácil fazer todas estas conjugações na sua vida. Para lá de todas estas dependências, já se viu que tem uma subserviência muito vincada ao seu ídolo desportivo. No meio desta ginástica, não deve ser fácil passar tanto tempo de joelhos."

Quando há uns tempos falava na lampionização do Sporting, era disto a que se referia: o discurso dos milhões, o discurso da maior potência de desportiva do mundo e arredores, o discurso das "forças vivas e do gigante adormecido", retórica que poderia ter sido reciclada de um Luís Filipe Vieira circa 2004.

Procurei - em vão - no sábado por algum tipo de censura a este comentário, apenas para constatar duramente que o Processo de Carvalhização em Curso está a dar frutos: quem não se revê nesta conduta simplesmente deixou de ter saco para aturar os evangelizadores.

Claro que os teóricos do carvalhismo se apressarão para defender a incursão táctica do Carvalho, com uma panóplia de justificações que falham a inteligência da mesma forma que falham na educação. Já os carvalhologistas de linha mais moderada, condenarão a diatribe do Carvalho como uma resposta porventura excessiva (dores de crescimento e afins) a um comentário pouco abonatório sobre a linha de conduta do próprio Carvalho.

E o que fica não é o (baixo) nível do Carvalho - que, ainda por cima, foi pedir meças a alguém que efetivamente tem no currículo algo mais do que falir empresas - mas a recorrente recondução dialética do Sporting ao protagonismo do seu (Querido) Líder. É o Presidente contra tudo (nomeadamente os valores do Sporting) e contra todos (aqueles que ousem refutar a sua palavra).

Longa vida ao Carvalhismo.

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