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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Li um artigo que muito embora não faça referência ao Sporting em termos depreciativos, questiona se existe suficiente qualidade individual no plantel para suster o rigor competitivo do longo campeonato e mesmo que o título não seja uma consideração preponderante, se será então o suficiente para garantir, no mínimo, o acesso à Liga dos Campeões.
Diz o autor - com razão de ser - que o factor principal que levou à derrota no Dragão foi precisamente a superior qualidade individual da equipa portista e que, na sua opinião, o Sporting tem apenas três jogadores de classe superior: Rui Patrício, Fredy Montero e a grande revelação William Carvalho. André Carrillo pode chegar ao topo - está melhor este ano - mas os demais dificilmente passam de bons actores secundários. Muito pouco para tanto, mesmo com a excelente organização de jogo e orientação técnica de Leonardo Jardim.
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O técnico madeirense, na conferência de imprensa de antevisão ao embate de sábado com o Marítimo, teceu algumas considerações interessantes e que de algum modo se relacionam com a temática que aqui abordamos:
«(...) Não é por termos perdido o último jogo que mudámos. Temos jogos importantes para o futuro mas isso, para nós, não é importante porque trabalhamos em micro ciclo, concentrados apenas no próximo adversário. Agora pensamos no Marítimo, depois pensamos no próximo.»
Nenhuma surpresa aqui, já que é o mesmo discurso sereno que Leonardo Jardim mantém desde o primeiro dia. No entanto, deu a entender que poderão haver mexidas no onze inicial: Maurício está em dúvida devido a lesão, Capel está apto a jogar os 90 minutos e Jefferson igualmente. Nada foi indicado sobre qualquer alteração no meio campo, nomeadamente Vítor Silva no lugar de André Martins.
«A primeira parte (no Dragão) foi de boa qualidade mas uma das nossas características é a mobabilidade ofensiva e a troca de posições, e isso não aconteceu. Quando temos uma atitude mais pacífica somos mais facilmente marcados e isso não é a nossa forma de estar.»
Surpreende-me a sua apreciação de "uma primeira parte de boa qualidade", salvo se a sua referência é ao jogo de contenção, já que ofensivamente não existimos, com nenhuma oportunidade de golo criada e somente 4 remates, todos de fora da área.
«Abel não falou directamente de Dier mas dirigiu-se a toda a equipa. Foi uma ideia colectiva. Independentemente de onde jogam, os jogadores têm de ter intensidade alta. O Dier, sendo menos utilizado na equipa principal, teve a oportunidade de manter níveis físicos altos na equipa B. Aconteceu o mesmo com Rinaudo, Jefferson... vários outros o fizeram porque temos um plantel curto e precisamos de ter jogadores disponíveis para a primeira equipa.»
Desconheço a que propósito este assunto surgiu - porventura por pergunta de jornalista - mas lamenta-se que Leonardo Jardim, que já tendo sido forçado a explicar o que dirigentes dizem na praça pública, vê-se agora na posição de justificar as declarações do treinador da equipa B. É por de mais evidente, para mim, pelo menos, que há aqui alguma sensibilidade em relação a Eric Dier, pela sua escassa utilização.
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