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As realidades de Leonardo Jardim

Rui Gomes, em 04.12.13

 

 

As estatísticas da Liga conformam que Leonardo Jardim tem vindo a utilizar quase exclusivamente 12 jogadores nas primeiras 11 jornadas, acumulando 9865 minutos de jogo, com dois totalistas: Rui Patrício e Cédric Soares. Os restantes 8 somam, entre si, 978 minutos de jogo, com destaque para Marcelo Boeck que ainda não se estreou no campeonato. Vejamos o registo individual:

 

Rui Patrício: 11 jogos - 990 minutos

Cédric Soares: 11 jogos - 990 minutos

Maurício: 10 jogos - 900 minutos

Marcos Rojo: 8 jogos - 720 minutos

Jefferson: 9 jogos - 800 minutos

Adrien Silva: 11 jogos - 928 minutos

William Carvalho: 11 jogos - 978 minutos

André Martins: 9 jogos como titular/1 como suplente utilizado - 763 minutos

André Carrillo: 9 jogos como titular/2 como suplente utilizado - 760 minutos

Wilson Eduardo: 7 jogos como titular/3 como suplente utilizado - 604 minutos

Diego Capel: 5 jogos como titular/4 como suplente utilizado - 458 minutos

Fredy Montero: 11 jogos - 974 minutos

 

Estes são os acima referidos 12 jogadores que têm sustentado as equipas iniciais nas 11 jornadas. Vejamos então o tempo de jogo dos usuais suplentes:

 

Eric Dier: 4 jogos como titular/2 como suplente utilizado - 398 minutos

Iván Piris: 2 jogos - 180 minutos

Fito Rinaudo: 3 jogos como suplente utilizado - 35 minutos

Vítor Silva: 1 jogo como titular/4 como suplente utilizado - 166 minutos

Gerson Magrão: 1 jogo como titular/3 como suplente utilizado - 78 minutos

Islam Slimani: 7 jogos como suplente utilizado - 88 minutos

Carlos Mané: 3 jogos como suplente utilizado - 33 minutos

 

Ainda foram convocados Salim Cissé, Rúben Semedo e Filipe Chaby, mas sem registar minutos de jogo.

 

Rinaudo e Carlos Mané ainda nem sequer jogaram meio jogo cada e Magrão e Silami o equivalente a um jogo inteiro.

 

Mesmo considerando que o Sporting não participa nas competições europeias, está fora da Taça de Portugal e está a jogar praticamente apenas um jogo por semana, a dúvida que se apresenta é se o plantel - já curto à raiz e que ainda mais curto se torna, pela utilização dada aos jogadores por Leonardo Jardim - irá ou não ressentir a carga de jogos, especialmente durante os meses de Inverno. Isto, com o inevitável acréscimo de pressão sobre os atletas se o Sporting se mantiver em posição para lutar pelo título, declarações em contrário não obstante.

 

Adorava poder apresentar esta questão a Leonardo Jardim e saber a sua planificação da época. A dar ouvidos aos rumores que circulam na praça, o Sporting poderá contratar pelo menos um defesa central e um médio criativo no mercado de Janeiro. Confirmando-se, leva a questionar quem esses jogadores irão substituir no actual principal onze leonino. Eric Dier que é uma alternativa de qualidade, está relegado ao banco salvo surgirem lesões ou castigos e um médio criativo - quiçá, um 10 - só para o lugar de André Martins.

 

Por fim, considerando o tempo de jogo do jovem Carlos Mané - 33 minutos - não sei se não seria mais produtivo integrá-lo na equipa B onde poderia continuar o seu desenvolvimento, pese a competição inferior.

 

publicado às 05:18

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6 comentários

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De Tywin Lannister a 05.12.2013 às 05:32

Infelizmente, é o eterno problema de só poderem jogar onze de início, mais três durante o jogo. E numa equipa em construção, que se quer entrosada e rotinada, especialmente ao nível da defesa, quanto menos mexidas houver, melhor. Logo, haverá jogadores que raramente terão oportunidades para jogar, a menos que as mesmas lhes sejam concedidas na equipa B, que por agora, não tem sido usada como equipa de reservas.

O mesmo problema temos na equipa B, em que temos o caso do João Mário que ultimamente pouco ou nada tem jogado, para dar tempo a outros jogadores. Tendo em conta o exemplo do William Carvalho, certamente que dava jeito colocar uns quantos jogadores jovens da formação em rodagem por equipas belgas... o problema é que depois os mesmos não poderão ser usados pela equipa principal em caso de eventual necessidade.

Voltando a falar do plantel da equipa principal, Ivan Piris vai dando para os gastos, sendo opção para ambas as laterais, mas dificilmente jogará de início, dada a sublinhada aposta em Cédric Soares. Marcelo Boeck só vai jogar um jogo ou outro e isso é pouco, pois notou-se nos últimos jogos que fez que está bastante enferrujado com tanto tempo de paragem. Rinaudo está tapado por William Carvalho e na frente do ataque, Cissé nem calça, tendo sido colocado para crescer na equipa B.

Agora é esperar que haja um aumento de qualidade durante a janela de transferências de Inverno, caso haja um aumento de liquidez com uma eventual venda de Elias, por exemplo, para reforçar o meio-campo, apesar de achar que Gerson Magrão irá ficar até ao final da temporada depois do último jogo, se for cumprindo nas vezes em que for chamado até ao final de Janeiro.

Infelizmente não podem jogar todos mais vezes, a equipa ainda não está madura que chegue para que haja mais rotações no onze, nem as mesmas serão necessárias tão cedo, uma vez que a equipa joga apenas uma vez por semana e poucas vezes irá enfrentar adversários que joguem quase sempre com a máxima intensidade, nesse aspecto, a Taça da Liga irá oferecer mais uma oportunidade para a equipa crescer mais um pouco. :)
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De Rui Gomes a 05.12.2013 às 06:37

Meu caro, o ponto fulcral dos post não era jogarem todos ou não, mas sim que fazer uma época com 12 jogadores e ter sucesso, ser necessário que tudo decorra às mil maravilhas sem a mais pequena contrariedade.´Por outras palavras, uma enorme dose de sorte !

Ainda ontem Marinho Peres, reflectindo no que lhe aconteceu no Sporting, disse,
palavras para o efeito, que para ganhar/ser campeão é preciso ter bons suplentes e usá-los.

Como as coisas têm corridor até agora, até admito a possibilidade de este ano vir a ser um ano excepcional em que contrário à norma e à lógica, Leonardo Jardim vai conseguir atingir sucesso. Mas mesmo que isto se venha a concretizar, não contraria o conceito fulcral.
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De Lionheart a 05.12.2013 às 14:17

Lembro-me bem dessa época do Marinho Peres. Foi aí que nasceu aquela provocação dos rivais de que o Sporting era só até ao Natal, porque nesse ano ia muito bem lançado até esta altura do ano e depois acabou-se. Mas a nossa equipa estava muitos furos abaixo do Porto e do Benfica nessa altura. Mais ainda do que agora. Veja-se.


Plantel do Sporting em 1990/91: Ivkovic, Sérgio, Carlos Xavier, João Luís, Marinho, Venâncio, Miguel, Leal, Mário Jorge, Paulo Torres, Douglas, Oceano, Filipe, Litos , Careca, Bozinowski, Ali Hassan, Balakov (integrou o plantel em Janeiro de 1991) Peixe, Jorge Cadete, Fernando Gomes, João Luís Esteves, Edel, Lima.

Plantel do Porto: Vítor Baía, Padrão, Miguel Ângelo, Jorge Silva, Paulo Pereira, Toni, Abílio, Branco, Morgado, Vlk, Geraldão, Aloísio, Fernando Couto, João Pinto, Bandeirinha, Jaime Magalhães, André, Cau, Tavares, Semedo, Bino, Kiki, Madjer, Jorge Couto, Kostadinov, Domingos, Paille, Baltazar, Jorge Plácido

Plantel do Benfica: William, Rui Águas, Paulo Sousa, Veloso, Vitor Paneira, Ricardo, Pacheco, Isaías, José Carlos, Valdo, Jonas Thern, Silvino, César Brito, Neno, Sanchez, Magnusson, Fernando Mendes, Samuel, Paulo Madeira, Vata, Stefan Schwarz, Lima, Hernâni, Rui Bento

Resumidamente, tínhamos muito menos internacionais do que os rivais. Menos qualidade no geral. Os nossos avançados eram um Gomes em final de carreira e o desajeitado Cadete, enquanto o Porto tinha "só" o Kostadinov e o Domingos. O meio-campo do Benfica era muito bom. Depois tinha o Isaías que era um "tractor", o Valdo que era fino como papel e o César Brito fartou-se de marcar golos, incluindo os dois que deram o título aos encarnados nas Antas.

Na equipa do Sporting veio a salientar-se Balakov, que curiosamente chegou a meio do ano. Claramente num nível à parte e em que durante muito tempo a nossa equipa era ele e mais dez. Por isso acho que naquela época estávamos pior do que agora. Primeiro porque o Benfica e o Porto tinham um plantel superior ao actual (na minha opinião). Benfica que tinha sido finalista da Taça dos Campeões Europeus na época anterior e teve um número apreciável de jogadores seus no Mundial de 1990 (depois os custos desse investimento deram na crise de 1994, como se sabe). O Sporting tinha uma equipa banal, que só melhorou quando integrou todos os jogadores campeões do mundo em Riade na equipa principal, depois já com Bobby Robson.
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De Rui Gomes a 05.12.2013 às 14:34

É possivel que a equipa actual tenha mais qualidade individual, mas com um plantel tão curto não sei se será o suficiente para aguentar a época.

P.S. O Fernando Gomes em fim de carreira ainda marcou, salvo erro, mais de 30 golos em duas épocas. Nada mau !
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De Lionheart a 05.12.2013 às 14:49

Nem eles sabem se o plantel é suficiente para aguentar a época. Há épocas em que as coisas correm muito bem e dá para aguentar. Em 1999/2000 foi assim, também com um plantel curto, embora superior ao actual, sem dúvida alguma (mas na posição de ponta-de-lança o Montero não é inferior ao Acosta, nem o Patrício é pior que o Schmeichel, pelo contrário). Foi um ano praticamente sem lesões, felizmente, em que o Sporting estando afastado da UEFA conseguiu ser muito regular no dois últimos terços do campeonato.

PS. Quanto ao Gomes, sim, ainda esteva para as curvas. Melhor do que ele no Sporting nos anos 80 só o Manuel Fernandes e o Jordão, não?
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De Tywin Lannister a 06.12.2013 às 04:02

Até ao final da temporada, talvez um ou outro jogador some mais minutos, mas tal dependerá se houver ausências de vulto na equipa. Da maneira como as coisas têm corrido, apenas teremos mexidas aqui e ali, em 3 ou 4 lugares na equipa, de forma pontual e possivelmente, apenas uma ou duas de cada vez. Talvez lá mais para a frente, um ou outro jogador comece a descansar mais tempo, para outros irem somando minutos. Infelizmente, não temos muitas opções que possam entrar de chapa na equipa principal, mesmo olhando para a equipa B, e nesta vejo de repente, apenas 3 ou 4 nomes: Ricardo Esgaio, João Mário, Rúben Semedo e Betinho. E já estou a deixar o Iuri Medeiros de fora, que promete ser o tal número 10 que tanto precisamos.

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