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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Estamos a acabar 2013 e está na altura de se fazer o balanço deste ano e de se projectar o próximo.
Começámos o ano leonino com a marcação de eleições que ficaram marcadas pela forma como estas foram “forçadas” pela Assembleia Geral, as cenas muito tristes que se passaram no auditório de Alvalade a fazer lembrar as da reacção ao anúncio dos resultados das anteriores eleições e a surpresa de ter sido apenas José Couceiro a apresentar uma candidatura contra a natural recandidatura de Bruno Carvalho (agora já com um discurso bem diferente em relação ao da eleição anterior).
Com a vitória de Bruno Carvalho, que ainda evidenciou uma enorme divisão no clube, surgiu uma imediata pacificação do clube (ao contrário do que provavelmente se passaria caso tivesse ganho Couceiro), concretizando-se assim o nosso tranquilo “25 de Abril”. Depois de um período de sucessivas lideranças ligadas ao projecto “Roquette”, tinha chegado a hora de, para o bem e para o mal, se abrir uma nova página no nosso clube. Foi uma solução justa porque o “regime” anterior tinha falhado, em particular na capacidade de agregar os sportinguistas e porque o clube foi levado quase à bancarrota. À nova Direcção, apesar das desconfianças de muitos sportinguistas em relação à pessoa do Presidente, foi dado o benefício da dúvida e virámos assim esta página da vida do Sporting.
À semelhança do 1º ano com Godinho Lopes, foi possível ir recuperando a esperança entre as hostes leoninas e depois de um vergonhoso 7º lugar, acabámos este ano empatados em 1º (embora afastados da Taça de Portugal), muito graças ao acerto nas contratações de Leonardo Jardim e Fredy Montero e no bom aproveitamento de elementos como William Carvalho, produto do tal “roquetismo”. Foi ainda possível negociar condições com a nossa “troika” que permite deixar-nos respirar um bocado melhor em termos financeiros, embora ainda estejamos longe de poder tomar decisões de forma independente dos nossos financiadores (o que depois do que nos aconteceu na anterior liderança e conhecendo o perfil desta até não me parece mal).
Tive aqui a preocupação quase contracorrente de ir alertando para as contradições, mentiras, erros e até ausências de cultura sportinguista do actual Presidente. A “benfiquização” do Sporting, o constante atirar as culpas para o passado e para outros, as falhas na formação, as atitudes arrogantes e irresponsáveis foram aqui dissecadas, combatendo um excessivo “endeusamento” do Presidente, fomentado curiosamente pela imprensa ligada aos nossos rivais (e que tanto ajudou Bruno Carvalho a chegar a Presidente). Tendo sido concretizado o nosso 25 de Abril, os tiques ditatoriais, populistas e por vezes até delirantes do novo Presidente, infelizmente não me deixaram descansado que não estaremos perante o nosso Vasco Gonçalves (mas desta vez sem o apoio dos russos).
Foi um ano de mudança para o Sporting e o nosso clube bem precisava de mudança e tenho ainda esperança que não se confirmem ao longo de 2014 as piores expectativas que tenho em relação a esta liderança (a inenarrável conferência de imprensa após o jogo com o Nacional não ajudou) e que seja mesmo possível estabilizar o clube e só voltarmos a eleições em 2017 e ai fazermos a avaliação definitiva desta Direcção. Caso contrário, espero que entre os sportinguistas surja um Jaime Neves / Ramalho Eanes a liderar um 25 de Novembro no nosso clube para voltarmos a ter um Sporting honrado e ganhador, fiel às suas origens e história.
Bom Ano Novo!!
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