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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Concluída a 25ª jornada todos nós já fizemos as contas. O que seria se…
O futebol tem a extraordinária qualidade de projetar o futuro. Há sempre novos desafios. Terminado um jogo há o seguinte. E o outro logo a seguir. Como referi antes do jogo na Pedreira, é necessário olhar em frente mais do que lamentar o passado, mas há que fazer as correções necessárias. Depois de corrigido o que falhou, não conseguirá vencer quem ficar preso aos erros passados. O treinador da dobradinha e do 7º lugar na Fase da Liga dos Campeões tem de merecer a nossa confiança. Senão, quem a merece?
Agora, há que ligar à terra e fazer o que tem de ser feito.

Vou repetir pequenas e modestas observações e curiosidades:
Para a semana, estamos por mérito próprio numa outra importante luta e objetivo.
Força Sporting CP!
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do SPORTING CP e a outros intervenientes do jogo com o SC BRAGA da jornada 25 da Liga Portugal Betclic, que resultou num empate 2-2. Golos de Gonçalo Inácio 22' e Luís Suárez 45+2'.
AO LEÃO FALTOU-LHE ESTOFO NA 2ª PARTE

O SPORTING falhou uma oportunidade de ouro no assalto ao tri campeonato, tropeçando na Pedreira no último minuto dos descontos, dando o empate ao SC Braga. Um jogo que podia ter ficado resolvido ao intervalo (assentava melhor um 3-0 que o 2-1) em que Rui Borges ofereceu toda a 2ª parte, abdicando claramente de atacar, pondo-se a jeito para o que acabou por acontecer, a dar-se mal nos descontos. Os leões começaram desde cedo a empurrar o jogo para o meio campo adversário e a criar oportunidades de golo (Geny e Pedro Gonçalves desperdiçaram boas ocasiões) chegando ao 1- 0 e na jogada seguinte Suárez perde isolado o 2-0 na cara do guarda redes, o Braga chegou ao empate num lance raro e contra a corrente do jogo, mas Suárez depois de um movimento nível tecnico elevado, recuperou a vantagem no Penálti. O 2º tempo resultou numa tragédia melodramática, com o Sporting a cavar o seu destino na partida ao oferecer a iniciativa e o domínio total ao Braga, que voltou a empatar através de um penálti no ultimo lance do jogo. Suárez destacou-se, Inácio esteve no melhor e no pior.

DESTAQUE - LUÍS SUÁREZ - 4.5 - Não merecia aquela tragédia nos descontos, foi um bicho sempre à solta no 1º tempo, a jogar de costas para a baliza sacou o Paulo Oliveira do jogo (substituído ao intervalo para escapar ao 2º amarelo), inventou o enorme pormenor técnico no lance do penálti e que o converteu com a habitual competência. Teve o 2 - 0 nos pés, quando correu dezenas de metros isolado, com o guarda redes a defender por instinto o seu remate e ainda deu preciosa ajuda em vários movimentos defensivos. Na 2ª parte com a equipa a baixar drasticamente o bloco, foi ilhéu isolado e abandonado no ataque.
RUI SILVA - 3 - Foi uma daquelas noites que a equipa precisava de um milagreiro na baliza, no penálti, no ultimo segundo do jogo, mas nada aconteceu de extraordinário, sofreu os 2 golos sem espinhas. Quase que era também surpreendido numa bola fácil, mas foi a tempo de reagir defendendo-a em cima da linha de golo. Quando procurou colocar a bola mais longe com os pés, raramente teve sucesso, com ofertas constantes para o adversário.
ÍVAN FRESNEDA - 4 - Um dos melhores da equipa, deu o exemplo numa tremenda disponibilidade, nos movimentos defensivos e no apoio do ataque, combinando com sucesso vários lances com o Geny e o Trincão, voltou sim, a faltar um melhor acerto nos cruzamentos.
OUSMANE DIOMANDE - 3 - Chegou primeiro à bola nas alturas mas rematou fraco e à figura no único lance do registo na área do adversário. No comportamento defensivo reinou na sua zona, nos habituais duelos aéreos e na marcação em cima, sem dar grandes espaços. No 1º golo do Braga também foi solidário na apatia da defesa, na falta de reacção ao movimento do Horta.
GONÇALO INÁCIO - 3 - Esteve no melhor, um belo golpe de cabeça no golo que desbloqueou a partida e no pior em vários lances e que lhe deveriam custar a nota negativa não fosse o golo marcado. No erro do Geny no calculo do passe que isolou o Salazar que já se sabia que ía cruzar, com o Horta a passar de TGV por um Inácio a dormir, a pensar sabe-se lá em quê. Depois um outro erro grave, num mau passe a entregar a bola ao adversário que ficou em superioridade numérica à entrada da área e por último a má abordagem a novo cruzamento do Salazar, com a bola a pinchar para um Horta sem marcação que rematou de pronto e que foi direta ao seu braço, isto nos últimos segundos do jogo. Assim fica difícil.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 3.5 - Desta vez foi obrigado a ser mais posicional e menos ousado no ataque, principalmente na 2ª parte, no serviço permanente a fechar os espaços ás constantes movimentações dos criativos do Braga e do sempre subido Victor Gomes. Defensivamente até que foi o elemento mais esclarecido e mais difícil de bater.
MORTEN HJULMAND (Cap) - 3.5 - Uma grande 1ª parte em que foi alvo dos holofotes em vários lances vistosos, com cortes seguros e pela raíz matando as ofensivas do Braga, dando depois tremenda capacidade física no apoio aos movimentos da linha da frente no ataque, em lances de grande aperto para a defesa minhota. Como toda a equipa, também caiu a pique na segunda parte, raros momentos em que conseguiu roubar e segurar a bola e po-la a circular com segurança no meio campo.
HIDEMASA MORITA - 3 - Deu nas vistas no melhor período da equipa na primeira parte, com a missão de ligar o jogo com as linhas da frente e respaldar ao mesmo tempo o colega dinamarquês nas sua açôes. Correu kilometros e viu-se nas várias recuperações, perante os desequilíbrios na defesa, preenchendo os espaços para fechar as linhas de passe ao adversário. A meio da 2ª parte e já amarelado, começou a dar sinais de cedência física, acabando por ser substituído, tardiamente (73')
GENY CATAMO - 3 - Prometeu sempre muito em todo o jogo, mas tudo bem espremido nada saiu das suas acções ofensivas, protagonizou vários lances e com espaço para fazer melhor acabou por decidir sempre mal, estragando vários ataques prometedores pelas más execuções, faltando uma maior visão no critério. Defensivamente ficou directamente ligado ao 1º golo do Braga, um erro que foi decisivo, uma aberrante leitura de um passe longo (teve tempo para perceber e rectificar) com a bola passar-lhe por cima e deixar isolado o Salazar,
FRANCISCO TRINCÃO - 3.5 - Foi desequilibrador na primeira parte, seguro nas acções quase sempre com critério assertivo, sempre disponível na missão de sacrifício de carregar a bola e a equipa com o bom resultado prático ao intervalo. Na 2ª parte viu-se em terrenos muito recuados, pouco habituais e foi-se desgastando no esforço defensivo. Os momentos altos, isolou o Suárez na cara do guarda redes que quase deu o 2-0, e quase no fim abriu uma cratera àfrente do Fresneda, num lance que podia ter acabado no 3-1.
PEDRO GONÇALVES - 3 - Ainda longe do Pote que conhecemos, nunca fez a diferença, longe disso, só deu para uma razoável participação nas triangulações nas zonas avançadas do meio campo, também no melhor período da equipa. Marcou o canto que deu sucesso, no golo inaugural, marcado com o "cabezazo" do Inácio. Com o rendimento a cair a pique, foi também e já tardiamente, substituído.
JOÃO SIMÕES - 2 - Entrou 73' - Urgia dar oxigénio à equipa, uma reacção que resultou já tarde vinda do banco. O jovem Simões tentou cumprir a sua missão de ser o "vírus" na engrenagem do meio campo do Braga, conseguindo-o algumas vezes, emperrando-a e enervando os jogadores adversários que corriam contra o tempo.
LUÍS GUILHERME - 2 - Entrou 73' - Tinha a missão de recuperar a circulação da bola em posse da equipa, mas só por uma vez conseguiu faze-lo com relativo sucesso, a equipa voltou a perder a bola e já não a recuperou mais na segurança que se exigia. Foi aposta sem resultado satisfatório.
EDUARDO QUARESMA - 2.5 - Entrou 73' - Mesmo sem culpa directa, o empate com aquele penálti nos ultimos instantes do jogo sacou-lhe a nota positiva. Boa entrada no jogo e que devia ter acontecido mais cedo, posicionou-se na linha de 3 centrais e todas as suas intervenções foram relevantes, com personalidade e qualidade a bloquear linhas de passe, com um corte providencial a tirar o pão da boca ao Salazar A verdade é que o lado direito, a porta ficou mesmo trancada. Ainda teve tempo para explorar a sua técnica de velocidade com saída vertical com bola a driblar só parado por falta.

RUI BORGES - 1 - Vai ver o título por um canudo. Caiu com estrondo na pedreira, no jogo chave de uma eventual aproximação à liderança da Liga, era a hora H para mostrar a diferença e a capacidade de chegar, no real, ao objectivo mais cobiçado, o título. Um jogo tem 90', neste caso teve mais 3' adicionais e não só os 45' da 1ª parte, onde de facto apresentaram grande superioridade, podendo até ter resolvido o triunfo nesse período, pelas oportunidades claras de golo. Não se compreende a estratégia da 2ª parte, com um tão radical contraste, onde abdicaram claramente do ataque para tão cedo gerirem a curta vantagem do 2-1. Tudo pode ser aceitável e compreensível, perante circunstancias como o desgaste, mas se havia desgaste só forem feitas 3 substituições e tardias, uma repetição de situações anteriores, depois o que já fica mais difícil de entender, quando o árbitro deu 3' de descontos e com o Braga no desespero total a carregar, não é queimada a possibilidade de parar o jogo nesse período para mais uma substituição, e com isso cortar o ímpeto ao adversário. Assim fica muito mais difícil.
CARLOS VICENS - 3 - Aproveitou e bem tudo o que lhe deram, encostado ás cordas em toda a 1ª parte, pode sorrir no intervalo pelo resultado muito simpático, pelo que tinha acontecido. Depois voltou a ter mais uma oferta, o ser-lhe entregue a iniciativa do jogo, da posse e do recuo exagerado do bloco adversário e que ainda por cima tardou a refrescar a sua equipa. Numa noite de tantas ofertas não podia faltar a cereja no cimo, um penálti caído do céu, precisamente nos derradeiros segundos do jogo.
MIGUEL NOGUEIRA - 4.5 - Boa arbitragem, segura, assertiva na esmagadora maioria dos lances, tanto técnica como disciplinarmente. Dando um bom exemplo, que é possível apitar com justiça e personalidade este tipo de jogos de exigência máxima. nas grandes penalidades apitou de pronto. Ficou a dúvida, de ter perdoado o segundo amarelo ao Paulo Oliveira ainda na primeira parte.
MANUEL MOTA - 4.5 - Dois lances nas áreas que pelas imagens não deixaram dúvidas, que de facto foram lances para grande penalidade.

Braga trava Sporting com penálti nos descontos e os rivais podem aproveitar.

O Sporting e o Braga defrontam-se para a 25ª jornada da 1ª Liga. Em 2024-25, na Pedreira, os leões venceram por 4-2 com golos de Morita, Hjulmand e Harder, que bisou. Uma vitória alcançada com uma cambalhota épica no marcador. Foi o dia em que Ruben Amorim disse adeus ao projeto sportinguista.
Hoje, na Pedreira, não é obrigatório jogar bonito, mas o nosso futebol tem de ser positivo e jogado com paixão, energia e inspiração. O resultado está por decidir, a imprevisibilidade torna o futebol excitante e faz com que cada jogo seja um acontecimento irrepetível.
Na antevisão do jogo, Rui Borges afirmou esta sexta-feira que vencer na visita ao Braga é o resultado que lhe interessa na 25ª jornada, apesar do clássico entre os rivais. Desvalorizou o facto de a equipa bracarense estar mais fresca por não ter jogado a meio da semana: “a nossa ambição e vontade de ganhar é tanta que jamais servirá de desculpa o ter menos dias de descanso para o jogo.” Debast “pode estar dentro da convocatória”, ao contrário de Ioannidis que “está fora”.
Agora, o campeonato está na sua fase decisiva e cada ponto a mais ou a menos é precioso. Na hora da verdade, é necessário olhar em frente mais do que lamentar o passado, há que fazer as correções necessárias. Depois de corrigido o que falhou, não conseguirá vencer quem ficar preso aos erros passados.
Na fotografia, Daniel Bragança em ação no Braga - Sporting disputado em 2024-25.

O Sporting oficializou a renovação do contrato de Francisco Trincão por mais três anos, ficando vinculado até junho de 2030, sendo que o seu anterior contrato expirava em 2027. A cláusula de rescisão mantém-se nos 60 milhões de euros. O avançado representa o Clube desde 2022-23.
De verde e branco, Trincão já cumpriu um total de 192 jogos oficiais, tendo apontado 45 golos e realizado 48 assistências. Atualmente, tem um valor de mercado de 35 milhões de euros, o mais alto que já registou em toda a carreira.
Nas primeiras palavras após a renovação, que foi realizada no Teatro Politeama, Francisco Trincão partilhou a sua satisfação: “É uma grande sensação. Era algo que já estava a ser falado há algum tempo e agora concretizou-se. Estou muito feliz por poder continuar de Leão ao peito.”

O futebol português alcançou um novo paradigma no que refere ao treino e à táctica durante a segunda metade da década de 1940. Foi então que se verificou a publicação de um conjunto de obras de grande qualidade técnica e científica, nomeadamente “Estratégia e Método Base do Futebol Associativo Científico”, de Augusto Sabbo, “Os Segredos do Futebol: Técnica de Ensino, Aprendizagem e Treino, Tática de Jogo”, de Cândido de Oliveira, e “O futebol português e o sistema de Herbert Chapman”, de Adriano Peixoto.
Adriano Peixoto teve um papel destacado. Estudioso e apaixonado pelo futebol e pelo seu desenvolvimento, para além de “O futebol português e o sistema Herbert Chapman”, em 1948, publicou ainda “Futebol-Problemas da táctica”, em 1951, e “As grandes tácticas do futebol”, em 1965. Foi director da publicação “Selecções Desportivas”, da Editora Atlântida (Coimbra, 1951 e 1952).
Pelo seu trabalho, Adriano Peixoto contribuiu para que o treinador se tornasse num elemento decisório fundamental na estrutura do futebol do clube, ocupando-se do planeamento e da organização de um conjunto de factores desportivos e comportamentais mais dinâmicos e complexos do que era habitual. Treinou diversas equipas, funções em que procurou perceber e aprofundar os problemas estratégicos do jogo. Chegou a seleccionador da equipa nacional de juniores, que se estreou em competições internacionais no VII Torneio Internacional de Juniores disputado na Alemanha, em 1954.
O que está em causa?
O Sporting-FC Porto a para a meia-final da Taça de Portugal, prosseguiu fora das quatro linhas, com declarações contundentes dos respetivos presidentes. André Villas-Boas afirmou mesmo que Frederico Varandas já tinha chamado ladrão aos árbitros João Capela e Nuno Almeida e ao “presidente da Federação” [Portuguesa de Futebol]. É verdade?
“O presidente do Sporting já chamou ladrão ao presidente da Federação, ao João Capela, ao Nuno Almeida (…)”
Esta declaração de André Villas-Boas aos jornalistas após o Sporting-FC Porto, constituiu mais um episódio da guerra de palavras entre dragões e leões.
João Capela foi árbitro de primeira categoria entre 2005/06 e 2018/19 (com exceção de 2006/07). Um dos seus jogos mais polémicos da carreira foi o Benfica-Sporting, da 26.ª jornada da temporada 2012/13, que originou um rol de críticas dos leões. Na altura, Frederico Varandas era o médico da equipa profissional de futebol.
Já Nuno Almeida, que dirigiu jogos do escalão principal de 2002/03 a 2006/07 e de 2001/12 a 2024/25), não tem um histórico de grandes polémicas com o Sporting, apesar de numa das últimas partidas que arbitrou dos leões (Sporting-FC Porto, em dezembro de 2023), a equipa de Alvalade reclamar dois golos mal anulados.
Já quanto ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol, tudo indica que André Villas-Boas se referia ao atual, Pedro Proença, ex-presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).
O Polígrafo Futebol não encontrou qualquer declaração pública (ou proferida em contexto privado, mas filmada) de Frederico Varandas desse teor (ou com um conteúdo que pudesse gerar interpretações nesse sentido) sobre João Capela, Nuno Almeida ou Pedro Proença. A pesquisa incidiu também no tempo em que o atual presidente do Sporting era médico do clube.
O Polígrafo Futebol contactou ainda o gabinete de comunicação do FC Porto para saber quais as declarações concretas a que aludia André Villas-Boas (conteúdo integral, data e local), mas o FC Porto preferiu não fazer qualquer comentário ou acrescentar alguma outra informação sobre este tema.
Assim, pode concluir-se que é falso que Frederico Varandas tenha chamado ladrão ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol, João Capela ou Nuno Almeida, não se confirmando o que declarou André Villas-Boas, presidente do FC Porto.

Será que o Senhor Villas-Boas pode mentir a seu bel-prazer e ficar impune? É que para mim, liberdade de expressão não é liberdade de difamação.
O Presidente Varandas não age, reage quando o Sporting e a sua dignidade são postos em causa. Quem gosta de ser acusado do que não é ou do que não fez? O futebol português chegou a um ponto em que já não é possível ignorar os demónios à solta ou ser-se brando.
Para pacificar o estado do futebol, terá de haver intervenção ao mais alto nível, de quem de direito. Mas parece que todos fingem que não veem o que se está a passar. E se calhar, quando decidirem agir, será tarde demais,
Bom dia a todos,
Carlinha
O presidente Varandas tem razão. A gente que governa o Antas não tem ética nem vergonha. Antes e depois dos jogos a pressão das arbitragens continua. Num estádio onde era visitante e onde foi bem recebido, Villas Boas, sem respeito pelo Clube que visitou e pelo seu treinador, fez uma declaração à comunicação social, quando estava no uso da palavra o Rui Borges.
Neste jogo de palavras, sobre a espuma das coisas, vêm nos pós jogo, criticar a arbitragem e pressionar os órgãos desportivos para levantar um processo contra o jogador Suarez, por determinados gestos, com o intuito do seu afastamento das competições. Isto é a prova provada de como age esta gente, transformando adversários em inimigos. E é sobretudo a prova de que a luta é e será dentro e fora do campo.
Por outro lado, o senhor Farioli que supostamente é treinador do Antas, ultrapassa essas funções para se assumir como mais um guerreiro, transformando também os jogos de futebol em batalhas campais, fora e dentro do campo. A sua estratégia passou por não deixar jogar, colocando quatro homens no meio campo contra os dois do Sporting, o que se traduziu, no bloqueio do ataque leonino. No entanto, mais cedo que tarde, Rui Borges fez a leitura correcta, subiu Gonçalo Inácio e deslocou Fresneda para o centro equilibrando o jogo.

A esta estratégia deve-se reagir com inteligência. Como diz o ditado “nunca lutes com um porco ,ficas todo sujo e o porco gosta". A principal reacção tem de ser dentro do campo, com competência e lealdade desportiva. Fora do campo, nestas guerras verbais, devemos ser firmes na resposta, sem perder a elevação. Se entrarmos nesse jogo, corremos o risco de só alimentar o ruído.
Como não gosto de "peixeiradas", preferia que os órgãos directivos do Clube, ponderassem as respostas antes de as dar. A reacção do Presidente Varandas, algo precipitada e muito emotiva, penso que só favorece o infractor e a sua hipocrisia. Estamos numa fase importante da época e pouco ajudam expressões como “eles não jogam nada” porque desvalorizamos um adversário que queremos derrotar. E se no final não vencermos títulos, o que espero que não aconteça, teremos dificuldades em justificar esta expressão.
Em conclusão, podemos denunciar com clareza e factos a estratégia dos adversários, sem nos envolvermos na lama que espalham, porque é isso que também pretendem. Jogo a jogo, estamos na luta.

O Villas Boas anda a esticar-se, julga-se um expert nestas coisas do futebol cá do burgo, o que aconteceu no Estádio do Dragão foi gravíssimo e andam a querer branquear, aos poucos fica a ideia que nada se passou. Ontem foram recebidos com dignidade e o que fez? Propositadamente fez as suas declarações para a comunicação social precisamente no momento em que o nosso treinador estava na sala de imprensa em direto, uma enorme deselegância na forma provocatória.
Comentário de Julius Coelho a propósito da intervenção pública de Villas Boas no final do jogo Sporting - Porto.

“O Porto na primeira parte não quis jogar muito, aproveitou-se muito das faltas e das paragens de jogo, fez com que o jogo ficasse um bocadinho mastigado e parado. Na segunda parte jogámos mais, tanto nós como eles, acabou por ser um jogo mais aberto, fizemos o golo de penálti, mas podíamos ter feito mais.”
Francisco Trincão no final do jogo Sporting 1 - Porto 0.

Onze metros de frieza no momento do penálti!
"É uma grande sensação. Era algo falado há algum tempo e agora concretizou-se. Estou muito feliz por poder continuar de leão ao peito", disse o extremo de 26 anos, que alargou o contrato por mais três temporadas.
No clube desde 2022/23, o internacional português já venceu dois campeonatos e uma Taça de Portugal. Esta época leva 11 golos e 12 assistências em 38 jogos.
Sobre a Champions, destacou o apuramento direto para os oitavos e o sorteio frente ao Bodo/Glimt: "Estamos motivados". Quanto às diferentes posições em que joga, garantiu: "Sou um jogador mais completo e maduro."
Parabéns, Trincão! Que felicidade ver um craque e sportinguista, a renovar com o clube do coração. Continua a brilhar de leão ao peito! 💪🦁💚🤍

O SPORTING derrotou o FC Porto por 1-0 em Alvalade, e ganhou vantagem nas meias finais da Taça de Portugal. Luís Suárez resolveu de penálti (62'), num jogo em que os leões tiveram mais iniciativa mas com poucas oportunidades de parte a parte (já escaramuças houve mais que muitas).
Mais um clássico muito amarrado e mal jogado, com poucos momentos de grande interesse, tendo a toada do jogo sido a intensidade, os duelos físicos e as muitas paragens (só na 1.ª parte foram 10' de compensação). O Sporting foi a equipa que mais procurou a vitória e foi recompensado numa grande penalidade de Suárez, enquanto os Dragões defenderam sempre com muitos, apostando nas saídas rápidas para criar perigo.
Na 1.ª parte a equipa de Rui Borges sentiu dificuldades em libertar-se do jogo muito físico e de marcação ao portador da bola do adversário que recuperou muitas bolas em zona alta, condicionando a saída em construção dos leões. Com o golo a meio da 2.ª parte, o Sporting em vantagem começou a agarrar o comando do jogo, a libertar-se e a conseguir chegar mais vezes à frente, ameaçando o 2-0. No entanto as substituições de Rui Borges tiraram discernimento à equipa (João Simões com uma má entrada estragou várias lances).

Hjulmand destacou-se, confirmando a sua subida de forma, Maxi Araújo protagonizou um grande duelo com William Gomes e terminou por cima, Suárez marcou com frieza o penálti, Morita apesar de falhar alguns passes esteve irrepreensível nas acções defensivas. No inverso, Luís Guilherme e Geny apesar de algumas "llegadas" não tiveram sucesso nos lances individuais.

O árbitro Claudio Pereira foi a estrela apagada da noite, não teve coragem de puxar pelo 2.º amarelo e expulsar o Alberto Costa, depois de uma falta grosseira sobre o Geny (45+3'), impedindo o FC Porto de jogar toda a 2.ª parte reduzido a 10 elementos.



Sporting e Porto defrontam-se em Alvalade para 1ª mão da eliminatória das meias finais da Taça de Portugal. Trata-se da primeira parte desta eliminatória e os leões estarão dispostos a mostrar a sua capacidade para surpreender o adversário. Para isso exige-se intensidade e movimentação definida, organização defensiva e ofensiva numa dinâmica viva, eficiente e com enorme qualidade. Acredito que quem é resistente o acaso vai ao seu encontro.
Podemos imaginar como os portistas se vão apresentar com o seu futebol muito físico e competitivo, forte na redução dos espaços, nas transições, com marcações apertadas e grande pressão sobre o portador da bola. O seu jogo será duro, agreste perto do violento, intenso e em profundidade, sempre à espreita de alguma falha do Sporting.
Na antevisão do jogo, Rui Borges considerou que o favoritismo é 50-50, sublinhando que são duas equipas equilibradas e que a qualquer momento uma pode ferir a outra. Afirmou que o Porto defende muito bem e que os jogadores leoninos terão de estar muito unidos e comprometidos. Garantiu que a identidade da equipa não muda e que “somos detentores deste troféu e queremos continuar a tê-lo e disputar a final novamente”. Sobre o árbitro, Cláudio Pereira, de quem os sportinguistas não têm boas recordações, desejou que fizesse um bom jogo, focando-se apenas na performance dos seus jogadores, sem se envolver em questões externas. Pote e Debast estão recuperados.
Na fotografia, o guarda-redes leonino João Azevedo segura a bola perante a ameaça do avançado portista Costuras. Trata-se de um Sporting - Porto disputado em 1938-39. A publicidade do mítico Stadium de Lisboa anuncia o vinho Ramos Pinto e, mais ao lado, a Creolina Pearson. Um doce e revigorante néctar e um desinfectante de comprovada acção antibactericida. Ambos ainda muito úteis por estes dias!
(O jogo tem transmissão televisiva na RTP1.)

O crucial e exigente mês de Março!

O frente a frente entre Frederico Varandas e Bruno Sorreluz será no dia 12 de março, transmitido em direto na Sporting TV, precisamente dois dias antes do ato eleitoral que irá definir o próximo presidente do Clube. Este debate é o único programado entre os dois candidatos e constitui uma ocasião privilegiada para se debaterem ideias e projetos para o futuro do Sporting tendo em vista os próximos quatro anos.

O rendimento de Luis Suárez em campo desde que chegou ao Sporting já se reflete no seu valor inicial, que aumentou face ao montante inicialmente acordado no verão de 2025, fruto do cumprimento de objetivos contratualmente definidos. Os números constam no Relatório e Contas relativo ao período entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2025, documento entretanto comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. Aí está detalhado que a aquisição do avançado ao Almería implicou 22,497 milhões de euros, acrescido de 1,621 milhões em encargos adicionais, elevando o investimento para 24,568 milhões de euros, incluindo montantes referentes aos mecanismos de financiamento e de solidariedade.
Desde logo, a titularidade frente ao V. Guimarães, no passado mês de dezembro, permitiu atingir a marca dos 20 jogos no onze inicial, desbloqueando a primeira tranche adicional de 500 mil euros, num mecanismo progressivo que se repete a cada conjunto de 20 partidas até ao limite de 80. Além disso, existem outras metas que poderão fazer crescer o montante global da operação, como a eventualidade de Suárez ser o melhor marcador da Liga, que acrescentaria mais 500 mil euros à fatura. Com os valores contabilizados, o avançado torna-se na contratação mais cara de sempre do Sporting.
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