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Gosta de carros ?

Rui Gomes, em 22.06.18

 

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Um dos carros mais caros do Mundo

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publicado às 23:59

 

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Jaime Marta Soares disse em entrevista à TVI que a AG de destituição, marcada para este sábado, está em perigo. O presidente da MAG revelou que está a ser chantageado por Bruno de Carvalho, que quer os boletins à maneira dele e ameaçou retirar os funcionários caso tal não se verificasse.

"Neste momento a realização da Assembleia Geral está em perigo por chantagem de Bruno de Carvalho. Ou o boletim é como ele quer ou não há funcionários. Ele está a fazer chantagem. Da minha parte tudo será feito para que a AG se realize e em segurança total, mesmo que tenha de engolir sapos".

 

Reacção de José Sousa Cintra, em declarações à CMTV:

 

"Isso são provocações, não é bonito. Isso não é sério, não é de um sportinguista. É triste ouvir isso, espero que seja só conversa fiada e que as coisas funcionem com normalidade. Na cabeça daquele presidente tudo pode acontecer, vale tudo para continuar lá. Não há palavras para descrever. As autoridades têm de pôr termo a isto.

"O senhor Bruno de Carvalho não pode brincar com a lei. Tem de haver Assembleia Geral, o presidente da MAG não pode recuar um milímetro. O Bruno de Carvalho não é dono do Sporting, ele faz daquilo uma quinta dele. Os funcionários não têm de ter medo. Estão ao serviço do Sporting. Cumpram a sua obrigação".

 

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publicado às 22:15

 

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Bruno de Carvalho, presidente do Sporting que se encontra suspenso de funções, perdeu esta sexta-feira as duas providências cautelares que tinha interposto no Juízo Local Cível de Lisboa para fazer valer a sua visão da realidade. A menos de 24 horas da Assembleia Geral de destituição do Conselho Diretivo que lidera, estas são derrotas pesadas. Além das providências terem sido rejeitadas liminarmente por dois juízes diferentes, um deles diz mesmo que a Comissão de Gestão liderada por Artur Torres Pereira e nomeada por Marta Soares para gerir os destinos do Sporting é legal.

 

Uma reportagem de Luís Rosa, jornal Observador, que nos foi referida pelo leitor HY, a quem agradecemos.

 

Por ser excessivamente extensa, deixamos aqui o link para referência dos leitores.

 

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publicado às 21:57

 

Em entrevista à CMTV, esta sexta-feira, José Maria Ricciardi reagiu às declarações de Carlos Vieira, em que este o acusou de ter acesso a informações privilegiadas sobre a situação financeira do Sporting, chamando mesmo mentiroso ao ainda membro do Conselho Directivo:

 

"Se o Sporting conseguir entrar na normalidade institucional, terá condições para voltar ao mercado de capitais. Haverá outras alternativas, mas ao contrário das mentiras de Carlos Vieira, não tenho nenhuma informação privilegiada. A única informação que tenho são os relatórios e contas. O Dr. Vieira é de facto um mentiroso compulsivo. Não tenho conhecimento dos números a não ser os que são públicos. Não consigo especular sobre se há dinheiro ou não há dinheiro".

 

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"Sobre as contas do Sporting, que dependerão sempre de alguma alteração no cenário das rescisões que houve na equipa de futebol, primeiro é preciso tomar conhecimento do que se passa na realidade. Como sabemos, há a possibilidade de poder falar-se com os jogadores e conseguir pelo menos com parte uma melhoria da situação actual no que diz respeito às rescisões. Só depois disso se pode avaliar a situação da tesouraria.
 
No que diz respeito à Assembleia Geral, os sócios são os donos do Clube. Toda a gente tem direito a exprimir as suas convicções e o que entende que é melhor para o Clube. Ninguém está acima de ninguém".
 

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publicado às 17:44

A bola que se esfumou

Rui Gomes, em 22.06.18

 

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Na realidade, o título do post que é da minha autoria, não coincide com o do excelente artigo de Paul Ames, publicado no prestigioso site Politico (em inglês)... "A parábola do populismo do futebol português"em que o autor analisa a dimensão política da situação do Sporting, na qual Bruno de Carvalho é tratado como um populista.

 

Não é a primeira vez que a situação no Sporting é notícia na imprensa internacional, nem o órgão de informação traz uma solução para resolver o impasse entre a facção pró e anti Bruno de Carvalho – mas, desta vez, um dos sites mais influentes do mundo analisa a dimensão política do caso. Mais do que um texto sobre política, é um texto sobre como um "populista" chega ao poder.

 

"Cinco anos depois de ter entrado em cena com a promessa de tornar o Sporting grande de novo, o clube está amargamente dividido e enfrenta avisos de falência. O treinador principal e os melhores jogadores fugiram, incluindo quatro membros da equipa que chegou à final da Taça de Portugal”.

 

“Num país que escapou em grande parte à epidemia global de políticas violentas, a ascensão de De Carvalho - e possível queda - é vista como uma advertência sobre os perigos do populismo".

 

"Os populistas começam por se apresentar como representantes do povo contra a elite. E reivindicam poder absoluto para lutar contra as conspirações dessas mesmas elites. Foi exactamente isso que vimos no Sporting".

 

"O Sporting parece tão longe como nunca de recapturar seus dias de glória do meio do século XX. Bruno de Carvalho é um presidente fã que os sócios reelegeram com 86% dos votos. Ele alimentou-se de uma profunda frustração entre os adeptos que durante décadas assistiram aos arqui-rivais do Sporting, Benfica e FC Porto, estabelecerem o seu poder no futebol português. Desde 1982, o Sporting só venceu o campeonato duas vezes. Isto apesar de um programa de juventude de renome mundial que nutriu alguns dos maiores talentos recentes do jogo, como como Cristiano Ronaldo, Luís Figo e Paulo Futre".

 

"O presidente leonino aproveitou as redes sociais para expor teorias da conspiração que sugeriam comportamentos manipulados pelos antigos líderes do Benfica e do Porto".

 

Para quem compreende inglês, vale a pena visitar o site cujo link já referimos no primeiro parágrafo.

 

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publicado às 12:54

O Sporting para lá das novelas

Rampante, em 22.06.18

 

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Infelizmente o Sporting está a viver um momento que poderia dar o enredo de uma qualquer novela de qualidade duvidosa, no entanto os sócios têm de perceber que existe vida para lá das novelas a que temos assistido diariamente na TV e cujos protagonistas já todos conhecemos.

 

Para “aligeirar” o ambiente, proponho-me falar de finanças, de forma clara, simples e espero eu, ao alcance da compreensão de todos.

 

Uma das bandeiras de BdC é a recuperação financeira encetada em 2014 e relançada recentemente. Um grande feito aos olhos dos Sportinguistas que endeusaram um BdC que nunca teve a honra de admitir que a recuperação já estava desenhada antes dele assumir funções e no fundo a ele coube apenas o “papel” de assinar o documento final. A esta recuperação, muito pode o Sporting agradecer a Ricciardi que nos bastidores permitiu que a banca ajudasse o Sporting num momento em que Portugal atravessava uma crise devastadora. O mesmo Ricciardi a quem BdC sempre “beijou a mão” pela ajuda dada e que até como é publico, levou BdC a convida-lo para o seu casamento. O mesmo Ricciardi que após criticar BdC, ganhou o estatuto de inimigo publico nº1 para os Brunistas.

 

A outra grande bandeira de BdC é a recuperação dos passes dos jogadores. Um grande feito aos olhos dos Sportinguistas que endeusaram um BdC que nunca teve a honra de admitir que esta recuperação só foi conseguida graças à boa vontade da Holdimo, que aceitou 20% do Capital Social do SCP em troca de partes dos passes de 20 jogadores, onde se incluíam Cedric, Adrien e João Mário, num claro péssimo negócio para as finanças da Holdimo. A mesma Holdimo que BdC sempre viu como um parceiro amigo e que agora, após criticar BdC, ganhou o estatuto de inimigo publico nº1 para os Brunistas.

 

Goste-se ou não de Ricciardi e Sobrinho (eu não sou fã deles) a verdade é que ambos ajudaram a salvar o SCP no momento que o SCP mais precisava. BdC sabe disso, tal como sabe que foi graças a essas intervenções que ele apresentou os seus “brilharetes”. A retirada de apoio destas duas personagens foi porventura a maior perda de BdC, dai os ter atacado com toda a sua fúria e os ter colocado como “os cabeças” de um plano qualquer para tramar o SCP.

 

Mais recentemente BdC anunciou uma nova reestruturação que passava por recomprar as VMOC’s e pelo adiar do reembolso de um empréstimo obrigacionista. O que BdC nunca disse é que isto não é uma reestruturação, mas sim um resgate face à eminência da falência da SAD, senão vejamos.

 

As VMOC de forma simples:

 

O SCP tinha vários empréstimos a bancos que não conseguia pagar pelo valor de 135 milhões de euros. Como o SCP não podia pagar, fez-se um acordo onde se estabelecia que o SCP tinha até 2026 (após adiamento em 2014) para pagar a divida. Para os bancos este era um risco, pois bastava que as acções estivessem a menos de 1€ para perderem dinheiro, no entanto entre isso ou não receber nada, mais valia assumirem o risco. Ora, recentemente BdC anunciou a recompra das VMOC por cerca de 40,5 milhões após negociação com os bancos. O que ninguém perguntou é: se ainda faltam 8 anos até ao fim do prazo, porque aceitam os bancos vender já, perdendo assim 94,5 milhões de euros. Ou seja, por cada 1000€ emprestados ao Sporting, os bancos só vão recuperar cerca de 300€. Este é um negócio que aos olhos de qualquer pessoa parece altamente lesivo para os bancos e tendo em consideração que os bancos são entidades financeiras que visam o lucro, apenas encontro 2 possíveis justificações; os bancos acreditam que em 2026 as acções valerão menos de 30 cêntimos cada uma, ou os bancos acreditam que o SCP SAD está em sério risco de insolvência e como tal preferem receber já alguma coisa, do que não receberem nada no futuro. TODAS as outras justificações que têm vindo a publico são simplesmente incongruentes.

 

O reembolso do Empréstimo Obrigacionista

 

Obrigações são empréstimos que entidades não bancárias fazem às sociedades, ou seja, são empréstimos onde o dinheiro provem de fundos de investimento e de pessoas particulares. Por norma são considerados investimentos relativamente seguros e com uma boa rentabilidade. São bons para as sociedades porque conseguem empréstimos de dinheiro a menor custo do que se fosse através da banca e é bom para os investidores que ganham juros superiores aos depósitos ditos tradicionais. Estes empréstimos são altamente analisados pela CMVM e pelos bancos emitentes por forma a estabelecer um nível de risco que é comunicado aos potenciais investidores. São estas análises que dão segurança a este tipo de investimentos e por isso é altamente anormal que ocorra um incumprimento ou um atraso no reembolso. Pois, o SCP atrasou o reembolso, e porquê? Porque não tinha dinheiro para pagar.

 

Ao se confirmar que não havia dinheiro para pagar o empréstimo, BdC veio anunciar que a causa era porque o SCP pagava sempre os empréstimos em Novembro. Pura demagogia. Nenhuma sociedade séria entra em eminente incumprimento apenas e só por uma questão de datas, o real motivo é sempre o mesmo, falta de dinheiro. Foi feita uma assembleia de obrigacionistas e BdC veio a público, de forma triunfante, mostrar que tinha sido adiado o reembolso, ou seja, os obrigacionistas apoiavam-no. Pura, pura mentira.

 

Tal como os bancos, os obrigacionistas (entidades e pessoas que procuram lucrar) viram-se na eminência de não receber nada, por isso acederam ao adiamento, pois assim pode ser que ainda tenham hipótese de receber alguma coisa. A questão é que muitos obrigacionistas não acreditam que o SCP consiga cumprir em Novembro e por isso, tal como os bancos fizeram com as VMOC’s, eles estão a vender as obrigações ao desbarato, sendo que ao dia de hoje há obrigacionistas que aceitam perder cerca de 15%, isto é, por cada 1.000€ investidos, há quem aceite recuperar já 850€, assumindo 150€ de perda mais os juros que ia ganhar. Haver quem aceite perder dinheiro num empréstimo obrigacionista quando estamos apenas a 5 meses do seu vencimento é extremamente preocupante.

 

O futuro

 

Sejamos honestos. Com ou sem BdC o futuro financeiro do SCP SAD é negro, muito negro. Todos os credores (bancos e obrigacionistas) estão neste momento a aceitar ter perdas em troca de não ter mais relações com o SCP. A CMVM não deixa, e dificilmente deixará, o SCP emitir novas obrigações sem que existam garantias de terceiros. O auditor externo (PWC) alerta para o risco eminente de falência da SAD. E para piorar, a sociedade vive uma guerra interna. Uma autêntica tempestade perfeita.

 

Com ou sem BdC, o SCP só sobreviverá se existir alguém que dê a mão ao SCP, tal como fizeram os mal-amados Sobrinho e Ricciardi em 2014.

 

O que será melhor para o futuro do SCP? Com ou sem Bruno de Carvalho?

 

Deixo ao leitor tomar essa decisão, com base nos dados que expus acima, no entanto eu pessoalmente jamais investiria 1€ com BdC no comando. Além de todos estes alertas que a banca e os obrigacionistas nos enviam, BdC mente aos investidores e não só. Não acredito que existam investidores neste momento com coragem de colocar dinheiro nas mãos de BdC, e a história indica isso mesmo. BdC prometeu em 2013 investimentos Russos que nunca se concretizaram, em 2014 prometeu um novo investidor em comunicado à própria CMVM e o mesmo nunca apareceu e agora mais recentemente ainda se lançaram noticias acerca de um possível investidor chinês (?), mas rapidamente a notícia arrefeceu dado que a mesma não recolheu qualquer credibilidade. Assim pergunto: sem investimento externo, sem crédito por parte da banca e sem possibilidade de obter empréstimos obrigacionistas como pensa BdC financiar o SCP? Será que vai “dar o barrete” a todos os credores e tentar gerir o SCP com as receitas do Clube? Receitas essas que não chegam sequer para as modalidades quanto mais para o Futebol sénior?

 

Negro, muito negro.

 
Nota final: a falta de liquidez do SCP é evidente, não só pelo adiamento do reembolso das Obrigações mas também pelo que tem vindo a publico, tal como o incumprimento de alguns pagamentos. A situação tende a piorar, pois estamos num período em que não existem receitas imediatas e a venda de jogadores ficou "suspensa" com as rescisões. Acredito e antevejo que a reunião de amanhã com os funcionários seja mesmo um "aviso à navegação" acerca de possíveis incumprimentos de pagamento de vencimentos, onde BdC tentará uma vez mais passar a responsabilidade para outros que não ele próprio. 

 

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publicado às 04:05

 

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Passo a descrever as 12 lições que Bruno de Carvalho aprendeu com a experiência de Donald Trump. Umas resultam de personalidades narcisistas e megalómanas semelhantes. Outras serão fruto de coincidência. Outras correspondem ao “ar do tempo”. Outras terão sido mesmo decalcadas pelo próprio ou por conselho de agências de comunicação. Mas todas correspondem a uma forma de fazer política, seja num país ou num clube:

 

1– Para manter uma maioria fanatizada não pode haver matizes. O mundo divide-se em dois: o povo, representado por mim, e a elite, representada por aqueles que me enfrentam

 

O povo, no caso do Sporting, é o sócio comum. A elite é uma amálgama. Podem ser pessoas reconhecidas pelos sócios (os “notáveis”), mesmo que tenham apoiado ou feito parte das direcções do líder; os accionistas, mesmo que tenham sido grandes amigos no passado; e grupos sociais específicos (os “croquetes”). O povo é toda a gente que não se destaque publicamente, liderado pela única pessoa que merece ser destacada, o próprio Bruno de Carvalho. O único “notável” legítimo. O resto ou é elite ou está ao serviço dela para retirar o poder ao povo.

 

2– Não pode haver nenhuma plataforma de diálogo e compreensão entre os que estão do meu lado e aqueles que se opõem a mim

 

Para que a radicalização de posições e a fanatização acrítica funcione é fundamental que não haja qualquer plataforma de diálogo entre os que estão pelo líder e os que estão contra o líder. Os primeiros alvos devem ser, por isso, os moderados. A fractura absoluta entre os dois lados permite quebrar todos os laços de pertença que não dependam da liderança.

 

Quem não seja por Bruno de Carvalho é “sportingado” e não tem nada em comum com os que o apoiam. Nem sequer o clube, a que não deviam pertencer. A incomunicabilidade torna impossível a razoabilidade. Passam a ser dois mundos que não se falam e não se compreendem. Isso protege os apoiantes do líder de qualquer influência.

 

3– Uma enorme aliança de interesses conspira contra mim (ou contra nós)

 

Nenhum ataque ao líder resulta de uma opinião livre e desinteressada. Todos estão ligados por uma enorme rede conspirativa que pode juntar pessoas e grupos com pouco ou nada em comum. A visão conspirativa do mundo é o que traça o laço inquestionável entre o povo e o líder, fazendo de cada novo inimigo não uma derrota mas a confirmação da justeza da luta.

 

No caso do Sporting, isso incluiu aqueles que os adeptos se habituaram a ter como heróis: os jogadores. Anular a “idolatria” pelos atletas (ainda muito antes das rescisões) é uma excelente forma de concentrar apenas no presidente o foco da admiração. De um lado temos Bruno de Carvalho e todos os verdadeiros sportinguistas e do outro os accionistas, os agentes, os jogadores, a comunicação social, os outros clubes e todos aqueles que internamente trabalham para estes interesses.

 

4– A instituição existe na medida que eu existo, eu sou quem agrega todos os que a defendem

 

A instituição, os seus símbolos e a sua história, que geralmente precedem os dirigentes e a eles devem sobreviver, são lentamente substituídos pela figura do líder. Porque tudo o que transcende o líder exibe a transitoriedade da sua liderança, relativizando assim o seu próprio poder. Os momentos da vida familiar do presidente misturam-se com a vida do clube. E o presidente está no centro de todos os momentos relevantes do clube. Está sentado no banco como se fosse um treinador ou a festejar no relvado como se fosse um jogador. Não aprecia a tribuna presidencial onde outros presidentes estiveram, o que o equipararia a eles. Só assim se constrói a ideia de que a instituição nasceu, morrerá e se esgota com o seu líder. Afastá-lo é matar a própria instituição.

 

5– Todas as figuras que me acompanham no poder são secundárias, descartáveis e apenas aceitáveis se me seguirem cegamente

 

Nenhuma figura, para além do líder, se deve destacar. Dar relevância à equipa dirigentes é dar força aos futuros traidores. O líder decide, os outros aplicam. O único obstáculo a isto, no caso de Bruno de Carvalho, foi Jorge Jesus. Que se revelou, coisa que nunca imaginei, um “político” notável. Apenas para a sua própria sobrevivência, mas notável.

 

6– A lei é um mero formalismo e os contrapesos ao meu poder são traição

 

Numa nação seria muitíssimo difícil, mas num clube é bastante fácil nomear órgãos inexistentes, promover a leitura criativa dos estatutos e da lei ou adulterar o conteúdo de decisões judiciais. Ficou evidente como é possível fazer desabar um edifício regulamentar e criar uma espécie de legalidade paralela. E com isso infectar toda a estrutura, impondo a todos a dúvida sobre a legitimidade de qualquer contrapoder.

 

Bruno de Carvalho não é Donald Trump porque o Sporting não é um país. Mas é impressionante o que eu, com tantos anos de experiência política, aprendi ao observar poucos meses de confronto num clube. E estou assustado com o que nos espera na política.

 

7– Se eu vencer o povo votou em mim, se eu perder houve fraude

 

Nas eleições federais, Donald Trump deixou sempre na dúvida se aceitaria os resultados caso fosse derrotado. Deixar no ar a possibilidade de haver uma fraude era o que lhe permitiria não respeitar a vontade dos eleitores se fosse contra ele. Para a Assembleia Geral de sábado – e, se for o caso, nas eleições –, muitos seguidores de Bruno de Carvalho têm feito o mesmo, deixando várias pistas sobre a probabilidade de uma “golpada”. Seja porque venceu, seja porque houve fraude, Bruno de Carvalho tem sempre a vitória garantida junto dos seus. E assim os poderá manter fanatizados.

 

8– Banalizar o insulto até já não ser ouvido como insulto retira quem não insulta do confronto

 

A maioria dos intervenientes políticos e cívicos está limitada por algumas regras sociais de civilidade. Desfazer essas regras pode ser uma grande vantagem. Como se costuma dizer, não vale a pena atirares-te para a lama com um porco, ficas sujo e ele gosta. Banalizar o insulto permite retirar da contenda quem quer proteger a sua credibilidade. Quando repetido muitas vezes o insulto deixa de chocar. E quando deixa de chocar, a ausência dos oponentes nesse nível de debate passa a ser percepcionada como sinal de fraqueza. No fim, resistem os mais agressivos, que conseguem acompanhar a violência do debate, o que leva o espectador desatento a equiparar os dois lados. Nisto, Bruno de Carvalho é uma cópia quase decalcada de Donald Trump. Apenas um pouco mais grosseiro.

 

9– Toda a comunicação social está contra mim porque faz parte do sistema, só devem acreditar em mim e nos que falam em meu nome

 

A comunicação social portuguesa não gosta de Bruno de Carvalho com o mesmo empenho que a norte-americana detesta Donald Trump. Um e outro fizeram tudo para ser odiados pelos jornalistas. E os jornalistas caíram na armadilha. Um e outro não perderam nada com este ódio que rapidamente se transforma em parcialidade. Todos os ataques funcionam como confirmação de que a comunicação social trabalha para o inimigo. E quanto mais forem provocados mais partidários serão os jornalistas e mais razão darão à sua “vítima”.

 

A partir daqui, passa a ser possível dizer que, estando militantemente contra o líder, toda a comunicação social mente. E exigir aos seguidores que a ignorem, ignorando assim qualquer tipo de escrutínio externo. No caso de Trump, pede para verem a Fox News. No caso de Bruno de Carvalho, só pode pedir para verem a Sporting TV, que usa, tal como o site do clube, como órgão oficial de facção.

 

10– Mesmo que a comunicação social não goste de mim vai-me dar todo o tempo de antena porque eu lhes ofereço o grotesco, que dá audiências

 

Se a comunicação social não demonstra qualquer simpatia por Bruno de Carvalho, assim como não mostrou qualquer simpatia por Donald Trump, porque lhe dá tempo de antena ilimitado? Porque, à sua escala, um e outro dão audiências. Todas as novelas que alimentam são deprimentes, tristes, rocambolescas, por vezes o acidente para que todos olham, mas um excelente reality-show.

 

E assim Bruno de Carvalho vai usando a dependência das televisões por audiências para ter palco e ganhar força. E usa, como Trump, as redes sociais para criar factos de polémica diários.

 

11– Um exército de fanáticos (ou de perfis falsos) nas redes sociais faz milagres para anular o inimigo

 

Quem tem acompanhado as polémicas do Sporting nas redes sociais fica varado com o cerco feito a qualquer pessoa que ouse fazer a mais pequena crítica a Bruno de Carvalho. Os ataques não passam apenas pela repetição dos argumentos dados pelo presidente, por mais estapafúrdios que sejam. Quase sempre recorrem ao insulto e à perseguição em matilha ou à ameaça explícita. A violência é tal que até os mais corajosos e persistentes desistem de participar no debate, deixando as tropas de choque sozinhas na arena.

 

Dirão que tudo isto é o habitual das redes sociais. A diferença é que, neste caso, é coordenado. Muitos dos perfis são falsos ou anónimos e há fortes suspeitas de que a empresa de comunicação contratada pelo Sporting estreou em Portugal a estratégia experimentada por Trump e políticos de extrema-direita europeus.

 

12– Se mentir sempre, ou não serei desmentido ou obrigarei o inimigo a estar sempre a responder-me

 

Qualquer fact-checking às intervenções de Bruno de Carvalho exigiria muito mais espaço do muito que ele usa. Tal como sucedia com Donald Trump. Em muitos casos a mentira é fácil de desmontar, de tal forma é descarada. Só que as mentiras são como as dívidas: uma é um problema para o mentiroso, muitas é um problema para quem queira repor a verdade. Perante uma sucessão de mentiras, que permitem construir uma realidade paralela (o fanático é condicionado a não acreditar na imprensa e em mais ninguém que não seja o líder), o adversário tem duas hipóteses: repor a verdade e ficar preso à agenda imposta pelo líder ou deixar que a mentira se instale como verdade.

 

Bruno de Carvalho não é Donald Trump porque o Sporting não é um país. Quem não ligue ao que se passa no futebol considerará, por isso, este paralelo absurdo. Mas é por estarem em patamares muito diferentes que este exercício é tão útil. Porque se Bruno de Carvalho conseguiu – e penso que em muitos casos o fez conscientemente – adaptar para um clube a lógica de um combate político do outro lado do Atlântico, quer dizer que a receita é ainda mais eficaz do que se pensava.

 

Quem conseguir readaptar a táctica de Bruno de Carvalho à política nacional poderá ir longe e ter efeitos destrutivos a uma escala muito maior. Claro que, por ser o meu clube e por ser um presidente que apoiei, dou a isto tudo uma importância talvez desmedida. Num clube não existem os mesmos conflitos que existem no resto da sociedade, as pessoas não valorizam as mesmas coisas, as condições materiais de vida têm pouca relevância para as escolhas que fazem. Mas é impressionante o que eu, com tantos anos de experiência política, aprendi ao observar poucos meses de confronto num clube. E estou assustado com o que nos espera na política.

 

Daniel Oliveira, jornal Expresso

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publicado às 04:04

 

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Segundo acta de reunião datada de 28 de Dezembro de 2017, Bruno de Carvalho recebeu prémio extraordinário de 100 mil euros pelo desempenho da equipa de futebol na época 2016/2017.

O Sporting terminou, então, o campeonato no 3.º lugar, alcançando a fase de grupos da Liga dos Campeões, via «play-off».

 

Em reunião da administração da SAD ficou decidido que Bruno de Carvalho teria direito a 100 mil euros de prémio extraordinário, enquanto os restantes três membros do Conselho de Administração (Carlos Vieira, Guilherme Pinheiro e Rui Caeiro) teriam direito a 50 mil euros cada.

De referir que para os jogadores foi prémio de 1 milhão de euros, a distribuir por todo o plantel, enquanto à equipa técnica coube 250 mil euros.

 

***Esta informação foi divulgada no Facebook por Manuel Moura dos Santos.

 

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publicado às 04:03

Ponte de ligação aos leitores

Rui Gomes, em 22.06.18

 

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"Só uma adenda sobre Carlos Vieira, uma das mais elaboradas invenções sociais a que assistimos nos últimos tempos. Trata-se de alguém que foi fabricado na Opus Dei mas há muitos anos que anda à boleia da Maçonaria por via familiar. Gestor medíocre e sem currículo, contribuiu para o descalabro da universidade do sogro.

 

Raramente fala porque mal consegue articular duas frases seguidas. Tem, no entanto, um faro apurado para situações de potencial aldrabice onde navega bem. Muitos amigos próximos nem sabiam que se interessava por futebol quando apareceu ao lado de Bruno de Carvalho".

 

Leitor: SR. COMENTADOR

 

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publicado às 04:02

 

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A gestão de tesouraria da Sporting SAD obriga à transferência de jogadores até 30 de Junho para assegurar a entrada de pelo menos 15 milhões de euros, o valor que estava previsto encaixar com uma emissão obrigacionista que tem vindo a ser adiada devido à turbulência que se vive em Alvalade. Fonte oficial do Sporting CP indicou ao Negócios que até ao momento as propostas que chegaram ao Clube são pouco atractivas, tendo sido recusadas.

 

Reportagem de Pedro Curvela, jornal Negócios

 

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publicado às 04:01

Beldades do Mundial 2018

Rui Gomes, em 22.06.18

 

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publicado às 04:00

 

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Terá dado entrada na Procuradoria Geral da República, através do DCIAP, uma denúncia anónima contra Bruno de Carvalho, relacionada com um alegado pagamento de quotas em atraso a vários sócios para que estes votassem a favor da sua continuidade na Assembleia Geral do próximo sábado, no Altice Arena. 

Esta queixa abrange todos os elementos do Conselho Diretivo e poderá dizer respeito a milhares de euros.
 

A denúncia está a ser agora investigada pelas autoridades.
 

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publicado às 00:18

Gosta de carros ?

Rui Gomes, em 21.06.18

 

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Um dos carros mais caros do Mundo

2016 Ferrari F12tdf Coupe - Leilão 2017 - 1,1 milhões de dólares

 

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publicado às 23:30

Salvemos o Sporting !

Ricardo Leão, em 21.06.18

 

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SPORTINGUISTAS

 

Temos de sair deste longo e doloroso ciclo das trevas, para o qual o nosso querido Clube foi forçada e vilmente arrastado pela tirania insana de um charlatão psicopata que se convenceu ser (e agindo como) dono único, absoluto e perpétuo do Sporting Clube de Portugal.

 

Está, finalmente, na hora de nos libertarmos do catastrófico inferno que se abateu sobre a nossa muito respeitada e prestigiosa Instituição centenária – participando, urgente e activamente, na recuperação das suas estabilidade, decência e dignidade.

 

Cumpre-nos restabelecer os ideais, princípios e valores que determinaram e sempre distinguiram a existência do Sporting – mas que tão ignobilmente têm sido desprezados e espezinhados nos últimos anos.

 

É imperioso exterminar radicalmente o vírus infeccioso que tem vindo, gradualmente, a destruir o Clube. Abolir o instalado culto do totalitarismo, do despotismo, do divisionismo, do conflito, do confronto, da perseguição odiosa, da difamação, do incitamento à violência, da intimidação chantagista, da ordinarice verbal, da mentira sistemática.

 

Devemos, obviamente, exigir que os autores ou responsáveis pelos incomensuráveis danos materiais, desportivos e morais, infligidos no decorrer desta fase mais calamitosa, sejam judicialmente processados e, se acusados, compulsivamente forçados a indemnizar o Clube.

 

Chegou a grande oportunidade de fazer ouvir a nossa voz. De, através da força do voto, expressar a nossa vontade de pôr um fim definitivo à louca escalada ruinosa e de retornar ao caminho da esperança, da nobreza moral e da dignidade. Em liberdade democrática. Sem receio da intimidação gratuita das milícias ao serviço do abominável personagem que, por interesses pessoais, é, consciente ou inconscientemente, o principal responsável pela desgraça que feriu dramaticamente a nossa gloriosa Instituição.

 

Há que diligenciar esclarecer a grande maioria dos sócios da vital importância da próxima Assembleia Geral para a sobrevivência do Sporting Clube de Portugal – incitando-os à sua participação. Temos de fazê-lo por todos os meios possíveis, até porque os órgãos oficiais do Clube (site oficial, redes sociais, jornal e canal televisivo) – numa clara prova da infame ditadura reinante e de desprezo pelos direitos dos associados – omitem ou boicotem intencionalmente toda a informação que não seja aquela que sirva ou enalteça o líder populista.

 

Até sábado, no Altice Arena!

 

Leão da Guia

 

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publicado às 22:00

Mais uma vergonha dos nossos tempos

Rui Gomes, em 21.06.18

 

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Dirigentes dos núcleos sportinguistas de Viana do Castelo e Matosinhos estão a organizar uma excursão à Assembleia Geral de sábado, recorrendo às redes sociais para divulgar a iniciativa. A inscrição na viagem vem com condições: o autocarro só transportará para Lisboa apoiantes de Bruno de Carvalho. Quem não estiver ao lado do suspenso presidente e dos seus sete anões amestrados , não poderá integrar a viagem.

 

Que esta indecorosa iniciativa está a gerar enorme polémica entre sportinguistas, não é surpresa alguma, mas é caso óbvio para nos deixar boquiabertos quanto ao baixo nível que alguns seres desprezíveis que se dizem sportinguistas, estão dispostos a ir, agindo como seguidores desvairados de um lunático-mor, o suspenso presidente.

 

Em princípio, compete aos associados dos próprios núcleos lidar com eles, mas se eu tivesse palavra no assunto, seriam expulsos de sócios do Sporting Clube de Portugal à primeira oportunidade.

 

ADENDA

 

Andava eu hoje descansadinho a passear pela Internet e deparei-me com uma série de comentários que me deixaram curioso graças ao seu conteúdo... Ora, como as pessoas estão convencidas que são as mais espertas lá da rua, esquecem-se que o mundo é grande e pode haver sempre alguém mais esperto... assim, posso dizer que comecei a seguir o rasto, até porque algumas mensagens efectivamente mostravam que estava a haver uma concertação de alguns núcleos para esta história dos autocarros, e dei de caras com um Sr. de nome Fernando Filipe que pertence à direcção do Núcleo de Viana do Castelo, sendo este Sr. um dos organizadores de tal evento. O que é engraçado é que este sujeito ainda teve a "cromice" de se ir gabar para o FB de Bruno de Carvalho, relatar ao mestre (qual lambe cus) o que estava a fazer.


Mas a história não acaba aqui... este cromo, faz parte da admin da página "O norte é verde" que o Rui aqui colocou, tendo mesmo como referência no seu perfil que essa página seria o seu emprego, tal como o núcleo de Viana. Pois bem, como entretanto começou a circular pela Comunicação Social este caso, o cromo, cheio de medo o que fez? "Despediu-se" (hoje às 19:26) da página do Facebook e assim espera que não haja consequências por estar neste esquema e ao mesmo tempo na direcção de um núcleo, tendo até tentado registar o "despedimento" como tendo sido a 1 de Janeiro de 2018.


Este pessoal mete-se em cada uma e depois como são "cromos amadores", ao fugirem, ainda fazem mais estardalhaço... Se é verdade que os Homens caem de pé, estes brunistas mostram bem que de Homens têm muito pouco. 

 

RAMPANTE 

 

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publicado às 20:09

 

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Do recém-comunicado da Comissão de Gestão liderada por Artur Torres Pereira, sobre medidas que pretende tomar caso venha mesmo a assumir a gestão do Clube a curto prazo, transcrevo os seguintes parágrafos que me parecem pertinentes e muito importantes, considerando as actuais circunstâncias do Sporting:

 

3. A Comissão de Gestão manifesta a sua mais profunda preocupação com a degradação económica e financeira da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do Sporting Clube de Portugal, a qual resulta inequívoca na comunicação à CMVM dos respectivos auditores, Price Waterhouse Coopers. Fica claro nessa comunicação que a Sporting SAD caminha para uma situação insustentável, como aliás é igualmente visível no comportamento do mercado com os respectivos títulos mobiliários.

 

4. Em conformidade, a Comissão de Gestão solicitou uma audição urgente ao presidente da Assembleia Geral e ao presidente do Conselho Fiscal da Sporting SAD, para enquadrar as medidas que, neste domínio, em breve serão anunciadas. Todos os actos que de forma irresponsável comprometem a Sporting SAD serão avaliados em sede própria e no momento próprio.

 

5. A Comissão de Gestão comunicou aos bancos que trabalham com o Sporting Clube de Portugal que se devem abster de quaisquer operações com o Conselho Directivo suspenso de funções, o qual não representa legal e formalmente o Sporting Clube de Portugal. O mesmo se aplica a todas as entidades empresariais ou desportivas que tenham relações de qualquer tipo com o Sporting Clube de Portugal.

 

6. A Comissão de Gestão deliberou tomar as diligências apropriadas para concretizar com celeridade uma auditoria às contas do Sporting Clube de Portugal.

 

7. Finalmente, a Comissão de Gestão quer deixar a todos os trabalhadores, funcionários e colaboradores do Sporting Clube de Portugal uma palavra de apreço, de confiança e de estimulo relativamente ao futuro do nosso Clube do coração.

 

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publicado às 16:56

Homero é do Sporting.

Drake Wilson, em 21.06.18

 

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Peca quem apressa o Hóspede que não quer partir,

como quem o detém quando este já está a partir.

O Hóspede deverá ser bem tratado se ficar,

e não deverá ser impedido de partir se assim o desejar.

 

por Homero, o culpado.

 

Por vezes, questiono-me que entidade sobrenatural terá o Sporting perturbado ao longo da sua centenária odisseia, que tão reiteradamente condene este Clube a crises, convulsões e outras metafóricas maldições tão frequentes. Na nossa elementar sinceridade, é inquestionavelmente um grande Clube, mas persistentemente condenado a um palco institucional patético. Por vezes, o Sporting consegue ser uma corporação demasiado complexa para o talento humano… seja qual for o talento. Essa complexidade, prende-se não com as diferenças entre a “eleita” e a “putativa”, mas com a própria natureza do Clube.

 

O Sporting é o quê?

 

Comecemos pelos tais 3,5 Milhões de Adeptos que o Sporting tem. Podiam ser 6 Milhões, mas na origem procurou-se um caminho distinto, que invariavelmente fez do Sporting o que o Sporting é. A formação Social e Desportiva, o Ecletismo, as conquistas nas Modalidades, Moniz Pereira, Aurélio Pereira, 5 Violinos, são alguns símbolos da génese do Sporting que não sucederiam, pela doutrina, se o Sporting seguisse o caminho popular dos 6 Milhões. Este Sporting, envolto numa concepção de elite, (e não de elites), perdeu porém, a partir da década de 70 o comboio competitivo na sua principal modalidade, o Futebol. Nada de novo, portanto.

 

Dentro deste universo de 3,5 Milhões de Adeptos do Sporting, existem partidários de uma espécie de doutrina reformista, embrionada num emergente burguesismo sem conteúdo, que surgiu na Lisboa pós-revolução. Essencialmente novos-ricos, filhos de famílias influentes ou até operários órfãos de representatividade social, estes multiplicaram-se com ideologias revolucionarias sem substância ou aplicabilidade na vida social ou profissional. Introduziram-se no Sporting como puderam, ou conforme o grau académico ou influência lhes permitiu, e difundiram dentro do Clube as suas frustrações, a sua instabilidade pessoal, em formato de militância. Começou com os negócios de Jorge Gonçalves e com a problemática empregabilidade dos filhos de João Rocha, fundadores de uma claque – os primeiros a tentarem convergir o Sporting em ideais pessoais. Aqui, encontramos o ponto onde o Sporting começa a mudar, para pior.

 

Supõem-se tratarem-se de sportinguistas, pois muitos são Sócios e acompanham frequentemente o Clube. Mas involuntariamente odeiam o Sporting e a sua genética leonina. Foram os primeiros a confundir o Sporting que existia – que não lhes servia – com o Sporting que desejariam ter, mas não tinham. Para disfarçarem a falta de intelectualidade, lançaram a primeira golpada no Sporting – confundir os princípios de elite (e não elitista) de um Clube, como causa ao seu insucesso. O Sporting "não ganhava no Futebol pela ala financeira”, foi um termo usado por demasia já na década de 80. Estes actores, Gonçalves e referidos refractários, trouxeram problemas de contabilidade, e pior, abriram o Sporting a aproximações políticas. Gonçalves com o PSD na ocasião, Juventude Leonina com a extrema-direita. Fiquemos por aqui em relação a este tema, por ora.

 

Quem tomou realmente o Clube de assalto?

 

Estes, e aqueles que descendem dos seus exemplos revolucionários sem causa, valorizam o Sporting como “Clube diferente”, mas odeiam o Clube por não ter 6 Milhões de Adeptos. Vangloriam-se da importância das nossas Modalidades, apenas como contrapeso à cólera que lhes desperta a ausência de títulos na principal, o Futebol. Estes Adeptos, como representação do clientelismo que tomou progressivamente o Clube de assalto desde os referidos exemplos, utilizam o Sporting como ascendente a particulares interesses sociais, profissionais, e até mesmo políticos. O Sporting, como o próprio é, não lhes interessa. O que lhes interessa, é ter uma fórmula para ganhar no Futebol e, por conseguinte, obterem representatividade para futuras aventuras.

 

Como referi, alguns alcançaram as claques, como as conhecidas militâncias de extrema-direita que posteriormente provocaram cisões dentro da Juventude Leonina e geraram novos grupos de apoio… ao Sporting / interesses políticos? Outros, como Presidentes, alcançaram o voto popular com a premissa de romper com o passado, mas curiosamente nenhum deles constituiu melhores bases para o futuro. Do Sporting servem-se, lá está, como clientes, onde desejam viver uma série de experiências que lhes permitam descobrir e usar os seus talentos, aprender, e posteriormente engajarem-se na vida. O que procurou Sousa Cintra? O que procurou Luís Duque? O que procurou Santana Lopes? O que procura Mário Machado? E finalmente, o que procura Bruno de Carvalho? Estes vivem somente, de recrutamento alheio, como trampolim. Um antagonismo ao circo institucional do Sporting? Naturalmente que não, porque o Circo só não o vê quem não quer.

 

A emulação de um falhado

 

Bruno de Carvalho é, no meu entender, uma das maiores fraudes que surgiu no Sporting. Num artigo publicado a 30 de Abril deste ano no Diário de Notícias, intitulado “A verdade sobre a situação financeira do Sporting”, porventura redigido em parceria com Nuno Saraiva e que só recentemente o li, são abordadas questões de natureza financeira, uma espécie de Magnum Opus sofista. Numa linguagem intangível e abstrata, confunde matérias nunca relacionáveis – renegociação da dívida bancária com aumentos de posição accionista (desculpe??) –, responsabilizando o reequilibro da situação financeira pelo crescendo do sucesso desportivo (nas Modalidades, suponho?), não esquecendo a pérola “crescimento sustentado de todas as linhas de receitas comerciais…” – “crescimento sustentado de receitas” é algo que nunca calculei existir. Trata-se possivelmente do “grito do ipiranga” da Economia de Marx, uma mudança total de “paradigma”, ou simplesmente pavor em morrer afogado em dinheiro. Deu-me, por alguns segundos, vontade de rir.

 

Se o referido artigo teve Bruno de Carvalho como autor, Carlos Vieira é um péssimo professor. A demissão automática do segundo seria tão óbvia como a falta de cultura do primeiro.

 

Depois, as aparições televisivas. A benevolência que Bruno de Carvalho crê como serviço público, através de um discurso somente estéril e incorpóreo, revela-se, perante toda a sociedade como um degradante préstimo intelectual. Quando acordamos, percebemos que já não nos lembramos da pergunta nem percebemos a resposta, qual retórica golpada de quem não tem solução para os problemas criados por si. Bruno de Carvalho destruiu o seu próprio projecto desportivo, desmembrou a equipa de Futebol, transformou o Sporting num conflito à sua imagem – no fundo, a maior face do clientelismo onde os interesses particulares são sempre superiores aos interesses do Clube. O Sporting pós 25 de Abril quase sempre existiu como veículo de interesses de Presidentes, sendo a presidência de Bruno de Carvalho a que mais suspeitas levanta. Que currículo tinham Gonçalves, Sintra, Santana e Carvalho (alguns exemplos) para ocuparem a Cadeira no Sporting? Eram todos clientes profissionais! Por vezes, os Adeptos mereciam uma providência cautelar.

 

Mas por um lado, agradeço a Bruno de Carvalho a lição que nos deu a todos. Demonstrou que no Sporting existem dois Clubes, duas facções, duas vertentes de pensamento, que como em quaisquer nações ideologicamente distintas, dia algum se conciliarão. Ele simplesmente escolheu o seu lado, como qualquer cliente escolhe o fruto do seu prazer. Muda de Treinador como quem muda de telemóvel. Cria grupos privados de Whatsup para se unir aos Atletas e publicações públicas de Facebook para os destruir. Permite a convivência de grupos de destabilizadores com Jogadores da qual resulta o maior êxodo desportivo alguma vez visto em Portugal. Promove um sucesso económico encoberto até a CMVM proibir um simples empréstimo obrigacionista que põe a descoberto a falta de liquidez, levando a PWC a assumir perante o órgão regulador a ameaça da continuidade da operacionalidade do nosso Clube. Tudo isto é criminoso. Para mim é o resultado óbvio do que sucede quando o Cliente... se torna Presidente. 

 

Mais do que nojo, tenho pena daquilo no qual o Sporting se tornou.

 

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publicado às 11:00

Nunca mais chega a hora...

Rui Gomes, em 21.06.18

 

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 ... Para nos vermos livres deste desprezível aldrabão que se apoderou do Sporting. Esta situação de que ele é protagonista, com o intuito único de salvaguardar os seus interesses pessoais, mesmo em detrimento do Clube, há muito que ultrapassou os limites do que é minimamente aceitável, mesmo numa sociedade democrática.

 

Num dos seus mais recentes indecorosos actos - no Facebook, como não podia deixar de ser - publicou as faces de Jaime Marta Soares, Artur Torres Pereira, Frederico Varandas, Álvaro Sobrinho, Henrique Monteiro e José Maria Ricciardi, acusando-os de serem perpetradores de "um ataque de torrismo" no Sporting:

 

"O que esta gente, que se diz sportinguista, está a fazer ao Sporting CP e à SAD é um acto de terrorismo, similar ao que aconteceu na Academia. Mas com uma diferença: é que estes promovem um ataque terrorista contra 3.5 milhões de sportinguistas, com a cara destapada e com a conivência de alguma comunicação social!".
 
Isto, de quem até já foi acusado por um juiz de ser, pelo menos, responsável moral do real ataque de terrorismo que ocorreu na Academia Sporting.
 
Por muito reprovável que seja, até dá para compreender a perversa motivação do lunático figurante. O que eu acho incrível é verificar que conta com o apoio daqueles que se dizem sportinguistas. Uma mancha verdadeiramente negra e imperdoável, na honrosa história desta Instituição centenária. 
 
Nunca mais chega a hora... a nossa sanidade não tem capacidade para muito mais.
 

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publicado às 04:23

Rumores do mercado: Adem Ljajic

Rui Gomes, em 21.06.18

 

 

Adem Ljajic, médio-ofensivo sérvio de 26 anos que alinha pelo Torino, clube onde chegou em Julho 2016, proveniente da Roma, a um custo de 9,2 milhões de euros.

 

Tem contrato com o emblema italiano até Junho 2020 e o seu passe está actualmente avaliado em 13,3 milhões de euros.

 

Aparentemente, é um pedido no novo treinador.

 

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publicado às 04:22

 

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Depois de vencer o primeiro jogo do playoff da final do campeonato de futsal (5-4), o Sporting visitou o rival no Pavilhão da Luz e saiu derrotado, por 3-2.

 

Esta foi a primeira derrota no campeonato esta época do bicampeão em título. O Benfica inaugurou o marcador por intermédio de Robinho (3'), mas o Sporting deu a volta no espaço de um minuto, com golos de Fortino (6') e Merlim (7'), antes de Bruno Coelho restabelecer a igualdade na segunda parte (29').

 

No penúltimo minuto, Raúl Campos marcou e deu a vitória aos encarnados e igualou a final, disputada à melhor de cinco e cujo terceiro jogo está marcado para domingo, 24 de Junho, no Pavilhão João Rocha. O quarto jogo disputa-se na Luz, no dia 27, e um eventual quinto encontro está agendado para 30, novamente na casa dos leões.

 

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publicado às 04:21

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