Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



A vida vai continuar

Rui Gomes, em 12.03.20

21312452_L0T3b.png

É caso dar o mínimo de espaço às virgens ofendidas mesmo aturando vários queixumes. É vital abertura de espírito para entender que este é um momento delicado e que as autoridades tudo estarão a fazer para que os portugueses enfrentem o Covid-19 da melhor forma. Vai haver futebol com bancadas vazias? É triste, é verdade. Não é assim que se faz a festa do desporto-rei ou de qualquer outro. Mas não vem daí nenhum mal muito grave ao Mundo. E todos teremos tempo para perceber se não serão necessárias medidas ainda mais severas. A saúde primeiro.

Os adeptos têm direitos. E querem assistir aos jogos. Não podendo, será melhor não haver futebol? É possível. Provavelmente caminharemos para aí. Mas para grandes males, grandes remédios. E se nós aceitamos a economia de mercado quando vivemos tempos normais, parece chegada a hora de quem detém os direitos partilhar um pouco. Não seria de oferecer a jornada na TV a todos os portugueses como acto solidário? Ou as operadoras vão mesmo tentar aproveitar o vírus para fazer mais dinheiro à conta das medidas de prevenção? Não quero acreditar.

Adoro futebol. Assim como muitos outros desportos. Mas pensemos na nossa saúde. Com o fanatismo vigente pode não parecer, mas há coisas mais importantes do que uma bola.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 03:33

Algumas figuras em foco

Rui Gomes, em 07.03.20

img_192x192$2019_09_07_00_18_48_1598529.jpg

Um breve excerto da crónica semanal de Rui Santos em Record, com foco em algumas figuras do futebol português mais em destaque nestes últimos dias:

António Salvador - Está a consolidar o seu crescimento como líder do Sporting Clube de Braga. Percebe o futebol como todos. A importância da formação; a importância das infra-estruturas; a importância do negócio. Geriu bem o ‘negócio-Amorim’, sob o interesse da ‘instituição-Braga’.
 
Custódio - Passa a ser, repentinamente, o ‘sr. 15 milhões’. Esta estória das cláusulas de rescisão também tem de ser revista — e não apenas a questão dos ‘níveis’ dos treinadores.
 
Frederico Varandas - É preciso acreditar muito num treinador (em começo de carreira) para fazer aquilo que o presidente do Sporting fez.
 
Jorge Mendes - São demasiadas as suspeitas que envolvem operações de transferência e representação de jogadores e treinadores sob a chancela directa ou indirecta da Gestifute, algumas das quais já foram denunciadas pelo "Football Leaks".
 
Luís Filipe Vieira - Tem cerca de dois meses para tomar grandes decisões. Muita coisa para ganhar ou perder.
 
"Ó Boi!" - Tudo arquivado. Menos a falta de dignidade dos protagonistas.
 
Rúben Amorim - Boa apresentação: descontracção, discurso fácil, ambição, convicção. Os jogadores precisam muito de acreditar no seu líder. A passagem - mensagem direi eu! - passa mais depressa. E Amorim parece ter esse poder.
 
Rui Pinto - Tem um valor acrescido pelo facto de os sistemas de regulação tradicionais não captarem nem capturarem os esquemas ilícitos do futebol, com consequências para os contribuintes, nomeadamente ao nível da fiscalidade. Há muita gente interessada em que Rui Pinto continue detido, e isso é preocupante.

publicado às 03:17

Rui Santos escreve muito que faz perfeito sentido na sua última crónica em Record, mas limito-me a transcrever duas partes que considero interessantes:

img_192x192$2019_09_07_00_18_48_1598529.jpg

"Enquanto as equipas portuguesas deixam de jogar, em Fevereiro, nas competições europeias, temos um Cristiano Ronaldo incapaz de se conformar e de se reformar; temos Diogo Jota e Rúben Neves a marcar golos; temos Jorge Jesus a afirmar-se como papa-títulos no Brasil e temos um conjunto alargado de jogadores e treinadores a demonstrar que são capazes de dar respostas…

Continuo a pensar que Portugal é, em proporcionalidade, um grande fenómeno à escala mundial. Até poderia ser um super-fenómeno se, em contraponto, não cultivasse um conjunto de bizarrias internas, que começam na obsessão de controlar tudo e todos e não respeitando ninguém, nem a própria sombra.

O que se passa em Portugal é deveras ultrajante, mas o que mais choca é a impunidade e a consagração da ideia de que os heróis devem ser os controladores do submundo. A quantidade invulgar de fazedores de heróis é perturbante.

E precisamente por isso o futebol português está como está... Agarrado ao ruído e nas mãos dos parasitas e figurantes que alimentam e engordam os (falsos) heróis".

Sobre os treinadores dos clubes que participaram na Europa, diz o seguinte:

"O afastamento das equipas portuguesas das provas europeias é um problema bem mais profundo, mas nesta eliminatória os respectivos treinadores cometeram muitos erros:

Bruno Lage Disse que, frente ao Shakhtar, se viu um ‘Benfica à Benfica’. Onde? Na Cochinchina? As alterações permanentes e a falta de consistência estão na base de tudo. Errático".

Sérgio Conceição - Não merece a situação que se construiu à sua volta. O Bayer é melhor, mas as opções que fez não resultaram.

Rúben Amorim - Cotação em alta, perfil elogiado sem favores, mas a falta de maturidade também se viu nos dois jogos frente ao Rangers. O que é… natural!

Jorge Silas - Fica difícil explicar como é que a equipa se equilibra nos últimos jogos e depois é o próprio treinador a promover os desequilíbrios. Inaceitável.

publicado às 12:30

Frase do dia

Rui Gomes, em 24.02.20

img_192x192$2015_10_12_15_23_37_1005745_im_6366770"O último parágrafo vai para o árbitro Nuno Almeida, que ontem – em Alvalade e com a bênção do VAR – transformou um penálti claro, contra o Boavista, num envergonhado pontapé de canto.

Como diria um antigo director meu, pela manhã, ao ver a primeira página do jornal, elaborada pelo chefe de redacção que esse mesmo director largara à sua sorte na noite anterior: "Não te canses mais, pá. O melhor é fechares a porta e mandares todos para casa"".

Alexandre Pais, em Record

publicado às 19:00

Vingadores e vingados

Rui Gomes, em 10.02.20

Não obstante a má época desportiva do Sporting CP, continuo a achar que movimentos de destituição são um grande disparate, até pela banalização que começa a tomar conta deste (irresponsável) mecanismo.

21363942_wdw5M.jpeg

O Sporting CP transformou-se num Clube de vingados e vingadores e, numa espiral tão vertiginosa quanto esta em andamento, ninguém tem razão, ninguém merece respeito — e o Clube é que paga. Para acabar a espiral é preciso mudar os Estatutos, porque considerando o passado, relativamente recente, NINGUÉM sobrevive a este catastrófico rodízio.

O actual presidente já começou a explicar, aqui no Record, as razões por que esteve mais susceptível ao erro e, considerando a herança, é preciso um pouco mais de tempo para se inverter o rumo. Não é uma questão de mera desculpabilização; é uma questão de realismo e também de se perceber bem que só se deve mudar de presidente em pleno mandato por questões substantivas.

Não há nenhum clube no mundo que tenha passado o que o Sporting já passou e não há nenhum clube que mude de presidente como quem muda de camisa. Há uma frase da primeira parte da entrevista concedida ao Record que deveria fazer muita gente reflectir: "Não permito negócios debaixo da mesa. Nunca se vão entregar envelopes com notas nos escritórios do Sporting ou ver transferências investigadas na PJ".

O Sporting tem muitos assuntos sérios para resolver, mas o futebol tem um maior: não se deixar tomar pelos salteadores. Os pilares do negócio também precisam de ser refundados — e, para o efeito, é imprescindível estarem todos de plena consciência de que é preciso eliminar alguns vícios…

Texto da autoria de Rui Santos, em Record.

publicado às 04:05

Cair na real - "Vendi para sobreviver"

Naçao Valente, em 08.02.20

A recém-entrevista concedida ao jornal Record, dividida em duas partes, aborda de forma pormenorizada a situação actual do Sporting CP, descrevendo e justificando o caminho seguido. Na primeira parte, desenvolve a situação financeira, e os seus reflexos na vertente desportiva. Na segunda parte serão analisados assuntos como ataque a Alcochete, claques, contestação. Dada a extensão desta entrevista, com muitos pormenores, a análise que aqui deixo para reflexão dos leitores, focar-se-á em aspectos que considero estruturantes. Para uma percepção mais precisa da entrevista, aconselho a fazerem a sua leitura na íntegra.

img_920x518$2020_02_07_09_22_55_1660717.jpg

Na primeira parte da entrevista, o presidente do Sporting abordou de forma objectiva a situação real do Clube. Focou-se no seu mandato e explicou a razão das medidas tomadas, que sempre foram condicionadas pela área financeira. Deste modo, afirmou que havia uma necessidade de tesouraria de 215 milhões de euros. Conseguiu com a venda de activos receber 115 milhões que permitiram colmatar os pagamentos mais urgentes. Desta verba foram gastos 25 milhões (12 no inverno e mais 13 no verão) na aquisição de jogadores. A negociação com os bancos aos quais deve 118 milhões, continua.

No final da época anterior, a Direcção percebeu que a preparação da próxima estava muito dependente da transferência de Bruno Fernandes. Acontece que a proposta que chegou ao Sporting era de 45 milhões de euros mais 25 em resultados variáveis. Na altura foi decido não a aceitar, por ser considerada insuficiente. A decisão implicou falta de qualquer verba para aquisições, algumas das quais estavam previstas, como a de Robertone, entre outras. Assim, houve a necessidade de recorrer a empréstimos possíveis, que nas circunstâncias não correram bem. Frederico Varandas admite que essa decisão foi um erro, assim como outras  referidas nas suas respostas. 

Numa descrição detalhada sobre a estratégia, afirma que esta se centrou, prioritariamente, em garantir a sustentabilidade financeira. Hoje, afirma, esse problema está ultrapassado, embora ainda exista um défice de cerca de 25 milhões que precisa de ser compensado com aumento de receitas. Conclui que o Sporting como Clube sustentável está muito melhor.  Acrescentou ainda que não referiu esta situação há mais tempo por razões que se prendem a reacção dos mercados, quando a credibilidade do Sporting estava de rastos.

Como já tive ocasião de escrever aqui, a situação geral do futebol, mesmo admitindo erros, esteve muito condicionada pelos recursos financeiros. Sempre afirmei que o dinheiro das vendas inicialmente efectuadas, como as de Bas Dost e Raphinha, por exemplo, foi usado para pagamentos urgentes de tesouraria. O pouco dinheiro disponível tem sido utilizado na recuperação da Academia, que deixou de fornecer activos para o Clube como devia ser a sua função. Nessa linha já foram foram efectuados contratos em todos os escalões com atletas prometedores, que os clubes europeus cobiçavam.

Em conclusão, saliento a prioridade apresentada por esta Direcção: recuperação financeira para que o lube possa funcionar e continuar a ser dos sócios; a reactivação da Academia como motor da criação de activos/mais valias que garantam autonomia e sustentabilidade; aposta em jovens como Camacho ou Plaza; preparação atempada da próxima época com parte dos cerca de 35 milhões da venda de Bruno Fernandes, para compra de jogadores credenciados, e fazer  regressar atletas emprestados, como João Palhinha. Nota-se, porém, alguma imprecisão sobre a próxima época.

A verdade nua e crua é a melhor forma de esclarecer devidamente os adeptos, e de os fazer sair da fantasia em que viveram ainda há poucos anos, e na qual têm vivido há muitos mais. Ou os sócios "caem na real" ou a agonia do Sporting, que não é recente, continuará.

A avaliação da Direcção de um clube deve fazer-se em relação ao seu trabalho global.  Os sócios/adeptos que teimam em concentrar a sua análise apenas nos resultados desportivos transitórios, cometem um erro, e não estão a ajudar o Sporting a reerguer-se. No entanto, quero justamente distinguir os adeptos que reagem de forma meramente emotiva, dos que propositadamente agem de má fé, em função de interesses que não são os do Sporting.

Numa nota final considero que poderá haver uma ou outra afirmação contestável, e que há em certos aspectos algum "dourar da pílula". É preciso dar esperança às hostes mas de forma puramente realista. 

Por fim, numa opinião pessoal, que tenho vindo a defender, a avaliação de uma Direcção também não pode depender da performance de uma modalidade, por mais importante que esta seja, mas pelo trabalho global que está a efectuar, para garantir um rumo coerente e consistente para o Sporting CP, sustentado na saúde financeira, e que permita dar passos seguros numa competetividade constante.

publicado às 03:05

Frederico Varandas "abre o livro"

Rui Gomes, em 07.02.20

img_467x599$2020_02_07_01_38_21_1660644.jpg

Frederico Varandas concedeu uma grande entrevista a Record, onde abordou todos os temas da actualidade do Sporting Clube de Portugal. Rendimento da equipa de futebol, finanças, transferências e muito mais. O presidente do Sporting terá respondido a um vasto leque de questões pertinentes para o universo sportinguista.

Ao que consta, algumas das questões mais em destaque:

"No início da proxima época vamos ter a Academia nova... Não dá votos, mas dá o futuro do Sporting".

"É possível fazer "tudo isto"  e melhorar competitivamente a equipa? Não consigo".

"Bas Dost foi vendido por sete milhões de euros e o Clube precisava desse dinheiro para sobreviver".

"Marcel Keizer sofreu na pele os erros do nosso planeamento".

"Se isto é um Clube de malucos, o principal maluco sou eu".

"Com a venda de Bruno Fernandes virámos o Cabo das Tormentas".

Não confirmamos ao certo se no sábado ou no domingo, mas vamos tentar reproduzir toda a entrevista para então poder ser debatida pelos leitores. O jornal Record publica a mesma em Premium, a primeira parte esta sexta-feira e a segunda no sábado.

Dito isto, não é de prever que esta entrevista do presidente do Sporting vá alterar o estado de coisas muito significativamente. A maioria silenciosa de sportinguistas vai continuar... silenciosa, e os 'antis' e afins vão emergir dos buracos que nem ratos para tentar tirar o máximo de proveito da ocasião com críticas sem fim.

Este é o Sporting CP da actualidade e enquanto não mergulhar ainda mais na lama, muito dificilmente as coisas mudarão.

Adenda: Estou a pensar que nem sequer valerá a pena publicar a entrevista completa do presidente. Os adeptos, sem ser surpresa alguma, na realidade, só estão interessados em comentar/debater a época da equipa principal de futebol, os respectivos resultados e as contratações, tudo que já foi aqui debatido vezes sem conta.

publicado às 05:03

Taça que os liga

Rui Gomes, em 21.01.20

Tantas vezes desdenhada, quase sempre por quem não a venceu, a Taça da Liga volta a ter uma final four que se espera altamente competitiva e que junta quatro dos cinco maiores clubes nacionais da actualidade.

img_192x192$2015_10_12_13_07_15_1005695_im_6366777

Todos eles chegam a esta fase da época a olhar para a prova com muita sede: para Sporting, SC Braga e V. Guimarães é a única oportunidade de vencer um troféu esta época, sendo que os dois emblemas do Minho têm ainda como motivação extra especial o facto da final ser disputada em Braga. Para o FC Porto, será porventura um medicamento (mesmo que seja momentâneo) para a depressão que se instalou no Dragão após a última jornada da primeira volta.

É óbvio que há muito em jogo nesta final four. As vitórias serão muito comemoradas e as derrotas irão custar a digerir – no fundo, tudo aquilo que deve haver numa competição desportiva profissional.

A Taça da Liga precisa de ser repensada, nomeadamente no seu formato e calendário, mas é um erro querer acabar com ela.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

publicado às 04:04

Bruno e o futuro

Rui Gomes, em 20.01.20

img_192x192$2015_10_12_13_07_15_1005695_im_6366777O Sporting precisa de vender, o Manchester United precisa de comprar e Bruno Fernandes precisa de dar o salto para uma liga de topo. As três necessidades estão alinhadas, mas a transferência do capitão dos leões volta a cair num impasse, à imagem do que aconteceu no último Verão.

Depois de ter estabelecido um preço para transferir o seu jogador mais valioso, Frederico Varandas tem pouca margem para recuar, até porque é muito fácil prever uma hecatombe desportiva ainda maior da equipa leonina se perder Bruno Fernandes. Mas esse seria o passo racionalmente mais correcto.

O Sporting vive estrangulado em termos financeiros, gastando demasiado para o que faz em campo – faz sentido estar a lutar pelo 3.º lugar com Famalicão ou Sp. Braga, gastando muito mais do que estes clubes? Transferir Bruno Fernandes é a saída óbvia para um clube com muito pouco a perder a curto prazo.

Porque, à medida que as épocas passam, mais difícil será manter a valorização do médio (faz 26 anos em Setembro) tão elevada. E um encaixe de sete dezenas de milhões de euros poderia servir de base para a reconstrução de um novo Sporting. Importante é que, depois, esse dinheiro não seja esbanjado.

Fernando, que ontem saiu de Alvalade (alguma vez entrou?), está aí para lembrar a todos o que não se pode fazer.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

publicado às 09:13

Riscos desportivos

Rui Gomes, em 14.01.20

Bruno Lage e Sérgio Conceição abordaram anteontem os respectivos jogos da Taça com a cautela que se impõe. Sabem ambos que são muito mais fortes, mas o primeiro puxa pela rotatividade para prever alguma surpresa, o segundo diz que o único que arrisca algo é o FC Porto, pois o Varzim só tem a ganhar. Têm razão. Não há falhas no discurso. Por outro lado, esse é o preço a pagar de treinar uma equipa grande, que tem mais do que uma competição para jogar. Diga-se de passagem, ambos têm a sorte de treinar plantéis de talento. Menos do que vitórias não é admissível.

A Silas pedem-se também vitórias mas sem um plantel tão rico. O risco desportivo aqui é maior. O técnico perdeu Vietto na pior altura possível, Coates com um amarelo risível em Setúbal e ainda corre o risco de ver partir Bruno Fernandes, pois o negócio está agora nas mãos do Manchester United. E depois segue-se a final four da Taça da Liga, em que o argentino continuará a ser uma miragem e Bruno não deverá mesmo estar. E este parece o único título possível para os leões esta época...

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 05:18

675373.png

ANTÓNIO SALVADOR- Demasiado a meio da ponte. Demasiado ‘jogador’. Quer ficar na história? Então seja mais incisivo sobre aquilo que pretende para o futebol português!

BRUNO FERNANDES - Muito boa a entrevista ao Record... E comece a pensar em tirar o título para ser treinador, porque há duas ‘skills’ que não enganam: liderança e poder de comunicação.

BRUNO RIBEIRO - A honra e a dignidade não valem nada, no futebol em que… ‘vale tudo’?!

CARLOS CARVALHAL - Genuíno, com espírito de futebol positivo, decidiu regressar a Portugal, depois de achar que o oxigénio que armazenou em Inglaterra seria suficiente para respirar, livremente, no futebol português. Não é. Este ambiente na bola indígena é pútrido, venenoso e sufocante. É uma questão de tempo. Ninguém com capacidades fica aqui muito tempo.

JORGE JESUS - Percebeu tarde que Portugal é um grande país mas que há outras realidades para além do Benfica, Sporting ou FC Porto. Foi preciso sair de Portugal para adquirir uma nova dimensão. E ainda estará a tempo de conquistar a… Champions? Dependerá do próximo passo e da capacidade — no mercado - daqueles que o rodeiam.

RÚBEN AMORIM - O ‘nível 4’ ou outro qualquer do género não oferece aos treinadores competências essenciais ao nível da liderança e da comunicação, e por isso vamos ver até que ponto esta escolha de Salvador não é essencialmente… política. 

O CACTO - Erros graves

Erros gigantescos de arbitragem na Taça da Liga: golo anulado a Piazon (por André Narciso), a prejudicar gravemente o Rio Ave no jogo com o Gil Vicente (VAR precisa-se!), o que desencadeou a reacção atípica de Carlos Carvalhal;

Expulsão de Bolasie em Portimão, com a agravante da expulsão ter sido resultante de uma descarada e grosseira simulação do jogador Willyan;

E, na Taça de Portugal, no jogo FC Porto-Santa Clara, dirigido por Fábio Veríssimo/Luís Ferreira (VAR) falta de Corona no único golo da partida.

No caso do jogador do Portimonense, por se tratar de uma questão disciplinar, espera-se que o depoimento de João Pinheiro ajude a repor a verdade: Bolasie despenalizado e… Willyan castigado, por ferir a ética desportiva.

publicado às 02:47

"Todos os jogos são tudo ou nada"

Rui Gomes, em 26.12.19

2019-12-25.png

Num excerto da entrevista que Bruno Fernandes concedeu recentemente ao jornal Record, damos destaque a estas suas considerações:

"Todos os jogos daqui para a frente são tudo ou nada (...), a diferença pontual é muito grande e não temos margem para erros. Eles [Benfica e FC Porto] têm. O FC Porto não tem muita porque já está a quatro pontos do Benfica e interessa-lhe continuar a quatro, mas nós não temos outra opção senão ganhar daqui para a frente porque a nossa margem de erro é muito pequena devido a erros que cometemos no passado com outras equipas que agora têm de ser colmatados com os jogos tanto contra os grandes como também contra os 'não-grandes'.

Há que alimentar sempre essa esperança... (de vencer o campeonato). Não nos temos de preocupar com os de trás, quanto mais nos preocuparmos com os de trás menos nos vamos preocupar com os da frente. O importante agora é tentar recuperar pontos aos da frente. Independentemente de podermos ou não ultrapassar algum deles, temos de acreditar que conseguimos e tentar fazer o melhor para ficarmos o mais perto possível deles".

Bruno Fernandes estará a considerar o mais óbvio, porventura, embora seja missão muito complicada os jogadores ainda pensarem no título esta época, tendo em conta os 13 pontos de atraso do líder Benfica e nove do FC Porto. Isto, não obstante ainda faltar disputar vinte jornadas na Liga NOS.

publicado às 02:33

img_192x192$2015_10_12_15_23_37_1005745_im_6366770... Mas voltemos (centremo-nos) ao (no) passado fim de semana, que havia começado mal para a rapaziada que vive da desgraça alheia – com a vitória do Sporting CP em Portimão. E por uma simples razão: se há equipa desprezada por muitos dos seus adeptos e criticada por quase todos os comentadores, é a do Sporting. 

No entanto, nem tudo o que parece é e os jogadores de Alvalade responderam agora, de forma soberba, aos que, como eu, acham que muitos deles não têm categoria para vestir a camisola leonina. Afinal, Silas pode ter um tesourinho nas mãos.

A jogar fora, a perder ao intervalo (1-2) e com menos um em campo – após uma expulsão inacreditável – o Sporting deu a volta ao marcador, recorrendo aos "patinhos (ainda mais) feios" que tinha no banco e, como sempre, ao desempenho sublime do seu capitão. Que exemplo notável de profissionalismo e capacidade de superação! 

Sim... se o trabalho e o talento comandam a vida, de pouco valeriam se a sorte não fosse procurada com determinação, coragem, sacrifício e um coração enorme. Tudo isso vimos, na agreste noite algarvia, numa dúzia de futebolistas que têm, afinal, categoria para jogar no Sporting.Chapeau!

Alexandre Pais, jornal Record

publicado às 05:02

Bons e maus momentos

Rui Gomes, em 22.12.19

21312452_L0T3b.pngJorge Jesus lutou por um sonho e não esteve longe de o alcançar. É verdade que o Liverpool ganhou de forma justa, mas o Flamengo do português bateu-se muito tempo de igual para igual e chegou a assustar o poderoso Klopp. Eis uma derrota que custa. Mas a cabeça sai erguida.

Os árbitros portugueses estão a passar uma fase muito complicada. É difícil perceber qual o momento mais ridículo de ontem, se a expulsão de Bolasie, se o golo anulado ao Rio Ave. Temos de respeitar os profissionais da arbitragem. Mas eles também deviam respeitar a vida de quem apitam.

No meio das guerras do futebol há momentos de arte. Os golos de Guedes e Camacho, por exemplo. O primeiro é de antologia. Confesso ter ficado pregado à cadeira. A execução do jogador sadino... uau! E o miúdo leão já mostra bons pormenores.

E... para não esquecermos que este é o futebol português, a noite trouxe um protesto. O Portimonense quer o Sporting penalizado por não ter dois jogadores formados localmente. Os leões garantem que são Max e Bruno Fernandes. O CD decidirá. Não seria tema sem a reviravolta de 2-1 para 4-2... em superioridade numérica. E era bonito Willyan ter vindo pedir desculpa ao companheiro de profissão pelo teatro. Foi feio.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 18:54

img_552x364$2019_09_07_00_18_48_1598529.jpg

O tema das claques, que ganhou um renovado élan com a recém-tomada de posição do actual Conselho Directivo do Sporting e do seu presidente, Frederico Varandas, está a ser discutido da pior forma ou, melhor dizendo, não está a ser analisado no contexto e na dimensão exactos.

1. Há uma corrente de opinião, sustentada por um lado no interesse da manutenção das mordomias e dos negócios de duas claques do Sporting CP e, por outro, na motivação de franjas oposicionistas cujo maior interesse é chegar ao poder, seja lá por onde for, que vê o posicionamento de Varandas como uma espécie de bóia de salvação, considerando o ainda fraco desempenho da equipa de futebol, no primeiro ano de ‘autonomia varandista’, com treinador e jogadores escolhidos no âmbito da sua administração e consulado.

2. Não se pode misturar as coisas e é perigoso misturar as coisas. Há anos que o tema das claques foi abandonado e, por causa desse abandono, as claques foram ganhando— junto dos clubes, de Norte a Sul — um poder inusitado e, repito, perigoso. Esse poder foi sendo consolidado com a total indiferença e cumplicidade das tutelas.

3. Toda a gente se lembra, no auge do processo Apito Dourado, das imagens do presidente do FC Porto à chegada ao tribunal rodeado de ‘seguranças’ da principal claque dos azuis-e-brancos.

4. Mais recentemente, o que aconteceu na Academia do Sporting, cuja invasão ocorre na sequência de um clima e de uma linguagem bélicas usadas pelo ex-presidente destituído, inclusive contra a própria equipa e jogadores, colocou o tema das claques num patamar de perigosidade nunca antes visto.

5. Não cedendo aos caprichos das ditas claques e não alimentando as suas mordomias e negócios, o presidente leonino expôs-se como nunca. As duas claques foram engordando e inchando muito antes ainda do fenómeno Bruno de Carvalho (todos nos lembramos das problemáticas do eixo Godinho Lopes-Pereira Cristóvão), mas foi com ele que adquiriram a expressão máxima da influência e do peso na estrutura.

6. Um presidente entrar, recorrentemente, no relvado para, junto do sector das claques, estender vénias de agradecimento pelo apoio prestado, foi mais uma das singularidades achadas no tempo mais lamentável da história do Sporting.

7. Quer dizer: para poderem ter o conforto da segurança, ou lá o que isso representa, e a disponibilidade dos braços armados, os presidentes de clubes dos mais representativos do futebol nacional como o FC Porto e o Sporting, em momentos e épocas diferentes, não se importaram de trocar esse apoio pela perda de autonomia e poder.

b52db8675f0916ef01322ac2e452b2ae.jpg

8. Quando, em Abril deste ano, o FC Porto foi a Vila do Conde empatar e hipotecar a réstia de esperança que ainda havia na reconquista do título, a humilhação sofrida por jogadores, treinadores e administradores correspondeu à cedência mais indigente e invertebrada que uma estrutura (supostamente forte) poderia protagonizar.

9. Isto anda tudo de pernas para o ar, completamente subvertido. E, repito: os clubes e os seus responsáveis alimentaram e acomodaram-se a um regime que é uma enorme afronta a qualquer sociedade civilizada.

10. E isto aconteceu debaixo do nariz do Estado, com claques organizadas ou não, sendo que em Portugal estar ou não estar legalizado vai dar exactamente ao mesmo. Ao mesmo indigno regime genericamente de impunidade, perante a ameaça, o desrespeito — perante princípios basilares de urbanidade — e a violência.

11. O tempo que leva a amassar legislação e a criação de organismos de suposta Autoridade — a ineficácia tem sido (até agora) brutal. Conversa de chacha.

12. Vamos ser claros: os clubes dominantes e os governos andam a fazer pouco daqueles que não se revêem minimamente neste tipo de processos. Se quisessem acabar com isto, já o tinham feito. Hoje em dia, há mecanismos fáceis de accionar segundo os quais qualquer espectador que se sente num determinado lugar dos recintos desportivos é potencialmente identificável.

13. Esta coisa-chique dos GOA torna a subversão ainda mais indigna, porque é legitimada. Pagar e ainda financiar o apoio para quê?... Deixem o livre arbítrio de puxar pelas equipas aos adeptos. Adeptos comuns... Adeptos sem agenda... Adeptos que apenas querem ver o seu clube ganhar e saibam aceitar a derrota.

14. Dá muito mais trabalho às polícias e uma concertação maior entre Ministérios?... Sim, mas o poder político não pode de modo algum continuar a fazer de conta. Este problema não é só do Sporting; é do FC Porto e do Benfica — e é do País.

15. O poder político tinha a obrigação de acabar com as claques, quando elas exorbitaram o objecto da sua existência. É muito difícil de entender a passividade de António Costa e até de Marcelo Rebelo de Sousa, perante este desfile de indignidades. Ou talvez não.

Rui Santos, jornal Record

publicado às 03:32

Nas mãos das equipas

Rui Gomes, em 06.11.19

Nos três grandes portugueses o que importa é o futebol. Essa é a mola real dos clubes. Por muito que Benfica e Sporting apostem no ecletismo também como forma de afirmação da marca, ambos mais do que o FC Porto, diga-se, se as coisas não correm bem dentro das quatro linhas o caldo está entornado.

21312452_L0T3b.png

Agora com oposição conhecida e assumida, Luís Filipe Vieira tem tido no comportamento da equipa na Liga dos Campeões o maior inimigo da época. Foram muitos os que se apressaram a condenar Bruno Lage, a atacar a equipa e tudo o que mexesse bem cedo. Agora líder e com tudo em aberto na Europa, a águia tem ouvido menos críticas. Mas um deslize em França poderá fazer voltar tudo outra vez. É assim a vida no futebol português.

Varandas também vive o mesmo tipo de problema mas muito, muito mais agravado. Não interessa a situação financeira do clube. Não interessa o facto de todas as modalidades lutarem pela vitória. É a equipa de Jorge Silas que fará com que o presidente sobreviva, ou não, em Alvalade. São muitos os movimentos que lhe pedem a cabeça. E já há recolha de assinaturas para tudo e mais alguma coisa. O Sporting deixou de ser um clube que despede treinadores a torto e a direito para fazer o mesmo a presidentes. Vai ter um triste fim.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

*** O artigo foi escrito antes do jogo e subsequente derrota do Benfica em Lyon.

publicado às 03:47

A Liga está a animar

Rui Gomes, em 28.10.19

21312452_L0T3b.pngA Liga mudou. Há novo líder, FC Porto e Benfica chegaram-se à frente e o Sporting parece dá indicações de querer voltar a respirar. Em Tondela os encarnados ganharam mas essa foi a única boa notícia. Mais uma exibição cinzenta e sem alegria, mas que deu para celebrar mais um recorde. É importante ganhar sem jogar bem. Mas convém subir o nível um dia destes. Já os dragões foram muito superiores ao Famalicão. Deram três golos de avanço ao ex-líder e ainda ficaram alguns por marcar. Demonstração de força da equipa de Sérgio Conceição.

O Sporting vai evitando as certidões de óbito. Mesmo vivendo uma espécie de guerra civil com as claques, a equipa de Silas tenta fazer bem. Nem por isso foi superior ao Vitória de Ivo Vieira, mas a eficácia marca a diferença no futebol.

Os energúmenos que atiraram este domingo tochas para os relvados de Tondela e Alvalade não são verdadeiros adeptos. Não passam de fanfarrões que usam as claques como forma de afirmação pessoal. Um adepto que ama o clube não o faz gastar milhares de euros com infantilidades imbecis. Está, de facto, na hora de limpar as claques. Não é preciso acabar com elas. Há ali gente boa. Basta de lá tirar os criminosos. De adeptos não têm nada. Não está na hora do estado ganhar também coragem?

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 16:18

Equipa ganha com a guerra

Rui Gomes, em 25.10.19

21312452_L0T3b.png

A equipa do Sporting foi ontem a grande beneficiada pela guerra entre Frederico Varandas e as claques Juventude Leonina e Directivo. Um plantel que anda a jogar sobre brasas desde que a época começou, que já ouviu assobios em Alvalade antes de o relógio chegar aos 20 minutos de jogo, ontem foi bem apoiado até ao fim. Numa guerra em não haverá vencedores, mesmo que no fim um dos lados pense que triunfou, pode ser que a equipa, ela sim, ganhe qualquer coisa.

Após um mercado turbulento, o despedimento de Keizer, a promoção e despromoção de Pontes e a eliminação em Alverca, Silas precisa de tempo para implantar ideias. E fazê-lo entre jogos, não sendo impossível, é muito difícil. Principalmente com um plantel sem a qualidade de outros com que pretensamente se bate pela liderança na liga. Paz com as bancadas ajuda.

Dragão amorfo. Estranho. Esperava-se mais. Nada está perdido, mas pontos em casa são importantes.

O Sp. Braga conseguiu um belíssimo triunfo na Turquia. Sá Pinto tem uma equipa de duas faces, que se conseguir encontrar-se a meio será um caso sério.

Triste pela derrota do V. Guimarães. Injusta. Imerecida. Inglória.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 12:30

Limites

Rui Gomes, em 21.10.19

img_192x192$2015_10_12_13_07_15_1005695_im_6366777

Nenhum presidente em nenhum clube pode mandar contra a vontade da maioria dos sócios, mas também em nenhum clube pode haver grupos minoritários de sócios a quererem mandar em tudo. Quaisquer que sejam os erros que Frederico Varandas tenha cometido à frente do Sporting, nada, mas mesmo nada, justifica o clima de intimidação que o líder dos leões e o ‘vice’ Miguel Afonso sofreram após o jogo de futsal com o Leões de Porto Salvo. Uma coisa é pedir a demissão da direcção (e, já agora, como se terão sentido os jogadores de futsal do Sporting naqueles momentos?), outra é fazer esperas e atirar pedras a carros de dirigentes, que foram eleitos pela maioria dos votos expressos em urna.

Houve limites que foram ultrapassados e que legitimam o corte total do protocolo com duas das claques anunciado ontem pelo Sporting. Não sendo a Juve Leo e o Directivo XXI representativas de todos os sócios (longe disso), são uma minoria ruidosa – para o bem e para o mal –, militante e com voz que se ouve nos estádios e pavilhões, sendo muitas vezes a única voz a ser ouvida. É essa presença tão activa e constante que faz com que seja um grande risco para qualquer direcção tentar comandar um clube de relações cortadas com as claques. Mas não estabelecer um limite seria um risco ainda maior.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

publicado às 16:29

Uma extensa crónica de Rui Santos, publicada no jornal Record esta sexta-feira, da qual transcrevemos este excerto:

21363942_wdw5M.jpeg

"O Sporting tem um muito acentuado problema de desunião crónica para resolver, que tudo afecta — e, claro, a natureza da gestão desportiva e a equipa de futebol.

Um problema de desunião crónica é como um cancro. É muito difícil de curar, se não for atacado no momento mais certo, antes de se desenvolver e alastrar.

A desunião crónica ainda não matou o Sporting, mas está a enfraquecê-lo de uma forma irracionalmente inconcebível. É muito difícil erguer alguma coisa, no futebol do Clube ou na sua periferia, enquanto a desunião prevalecer sobre tudo o resto.

A desunião crónica é o princípio e pode ser o fim de tudo.

O Sporting não morre, mas no futebol está a fraquejar perigosamente na sua dimensão desportiva e competitiva. É muito preciso ter a noção disso. E ter a noção que mais egos, arrogâncias, ambições descabeladas, insultos e manifestações de natureza patológica, gratuitamente violentas, vão empobrecer o Sporting a um nível que muitos imaginariam impossível.

O Sporting, ainda noutro patamar, é um caso singular de resiliência. Metaforicamente, é um grande barco que anda no alto mar a levar com a violenta força das ondas, algumas das quais aumentadas, artificialmente, por ‘marinheiros-suicidas’ disfarçados de bóias-salvadoras. Não basta levar com o ‘mau tempo’ e com as investidas dos adversários, que querem legitimamente dominar as águas territoriais, mas também com uma incrível (auto) propensão para a sabotagem e para os actos de pirataria. As velas nos mastros estão rasgadas, há buracos no casco, água e ratos a rodos no porão, mas o barco, contra ventos e marés, lá resiste, numa trajectória errática mas ainda assim heróica e valente.

A recém-eliminação do Sporting da Taça de Portugal, caindo aos pés do Alverca, que fez um jogo competente e maduro, é ‘vergonhosa’ mas nem sequer já cabe, neste contexto, no âmbito das ‘grandes surpresas’. Parece que nada resulta, mesmo quando — aqui e ali — se faz um esforço mínimo para resultar.

O Sporting sofre de um problema global de confiança. Ninguém é capaz de pegar na palavra para unir. Frederico Varandas está na cabeça do touro sem ajudas. Desgasta-se, e sempre que fala, acossado por todos os lados, não consegue ser assertivo. Há gente, na estrutura, certamente bem intencionada, mas não parece estar a ajudar o presidente. E ainda é preciso perceber se, em matéria de aconselhamento no apetrechamento do plantel, Frederico Varandas não foi traído. O plantel é desequilibrado e mais parece uma casa de recuperação de dói-dóis. Até dói".

publicado às 03:03

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D




Cristiano Ronaldo


subscrever feeds