Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



 

prog_scp_maritimo.gif

 

Foi um Sporting muito personalizado e com grande dinâmica de jogo que entrou no relvado de Alvalade para defrontar o Marítimo, reagindo muito bem ao polémico embate de Gelsenkirchen. O auto-golo madeirense, aos 8', apenas serviu para dar ainda mais confiança a uma equipa que não evidenciava quaisquer sinais de duvidar da sua capacidade para alcançar o objectivo. 

 

Os golos de João Mário - a excelente cruzamento de Nani, aos 15', e de Paulo Oliveira, aos 42', novamente Nani com um pontapé de canto muito bem executado, acentuou a merecida superioridade do Sporting. A bem dizer, a única oportunidade de perigo criada pelo Marítimo surgiu aos 31', com um remate ao lado da baliza de Rui Patrício.

 

Considerando as circunstâncias de jogo, acho que o único pensamento na mente de sportinguistas era quantos mais golos marcaria o Sporting no segundo tempo. Naturalmente, o Marítimo entrou em campo com outras ideias e a não dar sinais de se sentir derrotado; marcou aos 50', dois minutos mais tarde Rui Patrício foi obrigado a fazer uma boa defesa para evitar o 3-2, mas o segundo golo insular acabaria por surgir aos 54'. O suficiente para assustar a equipa leonina e os 37,579 espectadores em Alvalade.

 

Depois de ter falhado duas claras oportunidades para golo, Fredy Montero executou um lance de belo efeito técnico, aos 66', para dar maior tranquilidade ao Sporting e garantir a vitória.

 

Salvo aqueles primeiros 20/25 minutos da segunda parte, porventura por excesso de confiança e à vontade, com a vantagem de três golos, uma exibição sólida por parte do Sporting.

 

Nota de relevo para a estreia de Miguel Lopes na Liga esta época, salvo erro, o primeiro golo oficial de "leão ao peito" para Paulo Oliveira e, meses mais tarde, Junya Tanaka voltou a pisar o relvado, quando entrou aos 87'.

 

Com este resultado, o Sporting continua sem derrotas domésticas e coloca-se em boa posição para poder lutar pelo título.

 

publicado às 19:56

Muito simples... ganhou o melhor !!!

Rui Gomes, em 19.10.14

 

fc-porto-vs-sporting-sp-na-taca-de-portugal_81935.

 

Muito bom jogo do Sporting no Estádio do Dragão, a espaços, excelente até. Toda a equipa esteve muito bem mas, na minha opinião, além do inevitável Rui Patrício com três defesas chave - aos 23', aos 68' e, claro, a grande penalidade aos 51' - o meio campo leonino fez uma exibição fabulosa; João Mário esteve bem, mas um pouco mais discreto, Adrien Silva lutador do primeiro ao último minuto e, por fim, William Carvalho com a sua melhor prestação da temporada, ao nível das que nos habituou na época passada.

 

Não foi surpresa de maior Slimani e Carrillo ficarem no banco, pelo desgaste ao serviço das suas respectivas selecções. No entanto, não esperava ver a dupla Maurício e Paulo Oliveira, embora o primeiro tenha alinhado no lado esquerdo do eixo, como já aqui referimos em algumas ocasiões. Boa exibição de Cédric Soares e creio que Jonathan Silva está no onze para ficar. Nos últimos 20/25 minutos acusou o cansaço, mas já era de esperar pela pressão alta que o Sporting exerceu.

 

A linha ofensiva desempenhou o seu papel. Diego Capel, sem deslumbrar, mas sempre muito consciente das suas responsabilidades defensivas; Nani a jogar com total confiança recuperada e a marcar um excelente golo de fora da área; Fredy Montero também com uma muito boa exibição, mais no todo do seu jogo do que exclusivamente como ponta de lança. Logo aos 2 minutos viu-se na área bem enquadrado com a baliza, mas acabou por fazer um remate fraco. Creio que demonstrou, mais uma vez, que pode ser muito útil à equipa, mas não na ponta do ataque.

 

Curiosamente, Slimani (69') e Carrillo (77') entraram ainda a tempo de combinar no 3.º golo do Sporting.

 

Parabéns a Marco Silva pela bem pensada estratégia de jogo. A equipa apareceu muito bem organizada e apenas acho que agiu tardio a substituir João Mário (85'), quando o meio campo do Sporting já há longo que evidenciava o desgaste do jogo. Este seu atraso podia ter saído caro, porque foi precisamente nessa fase do jogo que o FC Porto pressionou mais a área do Sporting.

 

João Sousa com critérios muito discutíveis, para não dizer inclinados. Na jogada que dá ensejo à grande penalidade - erro do auxiliar - Jackson Martinez está em posição irregular e ainda é possível debater se Maurício cometeu falta. No cartão amarelo que mostrou a Jonathan Silva, aos 70', creio que nem falta houve. Por outro lado, podia ter assinalado uma segunda grande penalidade, por mão do defesa argentino.

 

No resumo dos 90 minutos, ganhou o melhor. Creio que esta asserção é indiscutível.

 

Parabéns Sporting !!!

 

ngB06C6FE2-5BC9-406A-822A-53FA9EAFCD90.jpg

ng839DD0BD-C5FF-4E58-A164-79FB927C5091.jpg

ng98257A00-E81B-4211-BE06-52F3FD17827D.jpg

 

publicado às 05:28

Finalmente... golos !

Rui Gomes, em 22.09.14

 

 

Na realidade, não considero que o Sporting tenha feito uma exibição muito diferente das que já assistimos - especialmente tendo em conta o adversário - mas, no futebol, uma equipa vive à base dos golos e quando estes aparecem, fazem toda a diferença.

 

Aqueles dois excelentes remates, para golo, de Adrien Silva e Nani, aos 10' e 12' respectivamente, era precisamente o que o Sporting necessitava, urgentemente, para apagar a sombra de Maribor e dar uma boa dose de confiança à equipa. Slimani, aos 25', isolado diante o guarda-redes gilista, até poderia e deveria ter aumentado o marcador, mas a sua ineficácia com os pés manifestou-se novamente.

 

Marco Silva não surpreendeu, minimamente, ao fazer entrar Maurício, Sarr e Jonathan Silva, este último pela indisponibilidade de Jefferson, e até João Mário, em substituição de André Martins. Para ser justo, é a minha opinião que o médio da formação leonina fez um bom jogo e teve muita influência na melhor dinâmica que se verificou do meio-campo do Sporting. Creio que será uma aposta para continuar, havendo lógica e bom senso. Já o mesmo não se poderá dizer com Diego Capel no lugar de Carrillo, decisão surpreendente, mas o treinador terá querido descansar um e dar tempo de jogo ao outro. O avançado peruano acabaria por entrar aos  70', a tempo de marcar o quarto golo do Sporting, finalizando uma excelente combinação entre Nani e João Mário. Este, que também serviu magnificamente Slimani aos 69' e, desta vez, os pés do argelino não o atraiçoaram.

 

Tivemos hoje a primeira real oportunidade para observar Jonathan Silva em acção e não obstante a natural falta de identificação com a equipa, acho que se viram alguns bons pormenores e que o jovem argentino merecerá novas oportunidades para mostrar a sua mais-valia, até porque faria bem a Jefferson adornar o banco durante alguns jogos. Isto, apesar do ataque do Gil Vicente não ter exercido muita pressão sobre a defesa do Sporting.

 

Nani mais uma vez a demonstrar o seu enorme talento e a sua incontornável influência na equipa. William Carvalho não esteve mal, mas ainda está longe da forma que atingiu na época passada. Excelente golo de Adrien Silva e um elemento também muito influente na dinâmica do meio-campo, embora um pouco mais desaparecido na segunda-parte.

 

Uma palavra final - crítica, aliás - para Marco Silva. Continua a demonstrar enorme dificuldade em fazer uma gestão adequada do plantel: André Martins vai de titular - que foi nos primeiros 5 jogos - para a bancada, a fazer companhia a Junya Tanaka, mais uma preterido pelo treinador. É óbvio que o avançado japonês não goza da confiança do técnico, seja para o que for, e até dá para questionar o propósito da sua contratação. A última questão, que só Marco Silva poderá explicar, relaciona-se com a sua decisão de ir a jogo com 6 defesas... contra o Gil Vicente. Os quatro titulares, mais Paulo Oliveira e Ricardo Esgaio. O que fará ele quando tiver pela frente o FC Porto ou o Chelsea ?

 

Os critérios de Carlos Xistra, uma autêntica palhaçada. Nada de novo aqui.

 

publicado às 04:15

Juniores abrem caminho com vitória

Rui Gomes, em 17.09.14

 

Na primeira jornada do Grupo G, a equipa de sub-19 do Sporting - comandada por José Lima - venceu a sua congénere do NK Maribor, por 3-1, em jogo realizado na Eslovénia. José Postiga inaugurou o marcador aos 31', através de uma grande penalidade, José Correia aumentou a vantagem leonina aos 78' e Eloi fechou o marcador nos descontos, já depois do Sporting ter sofrido um golo também de penálti.

 

No outro jogo do Grupo G, o Chelsea venceu o Schalke 04 por 4-1.

 

Parabéns aos nossos jovens "leões" que abriram o caminho para os seniores, no embate agendado para as 19h45.

 

Ao fim e ao cabo, o jogo foi transmitido, pelo menos localmente, e esteve acessível online.

 

publicado às 15:53

Equipa B volta a vencer

Rui Gomes, em 28.08.14
 

  

A equipa B do Sporting venceu o Desportivo das Aves, por 3-0, em jogo realizado no Estádio Aurélio Pereira, na Academia de Alcochete, a contar para a 4.ª jornada da II Liga. Os golos leoninos foram apontados por Jonathan Silva, aos 30', Ryan Gauld aos 64' e Enoh a fechar o marcador aos 87 minutos.

 

Apenas me foi possível assistir aos derradeiros 40 minutos, mas foi o suficiente para finalmente poder apreciar o jovem escocês em campo. Não há dúvida alguma que é um puro "10", evidenciando "escola" e bons dotes técnicos. Joga quase sempre ao primeiro toque e salvo um ou outro rasgo individual, procura sempre desmarcar colegas e distribuir jogo. Aparece facilmente em qualquer zona do terreno e não obstante o seu físico, não se abstêm da confrontação pela tentativa de recuperar bolas. A exemplo da equipa, denota alguma falta de entrosamento, disposição que só poderá melhorar com o passar do tempo e jogos nas pernas. Ao risco de massacrar o tema, mais do que nunca não compreendo não lhe terem sido dados mais minutos de jogo durante a pré-época, especialmente integrado no onze mais titular da equipa principal.

 

A formação leonina alinhou de início com mais três elementos da equipa principal, dois deles em estreia absoluta em jogos oficiais: Jonathan Silva e Ramy Rabia, e ainda Slavchev, este a dar lugar eventualmente a Iuri Medeiros. Jonathan marcou um golaço com um potente remate com o pé esquerdo de fora da área. Rabia demonstrou muito à vontade e sentido oportuno no corte - não obstante a falta "feia" que cometeu para grande penalidade - mas a defesa leonina, em geral, "brincou" muito com a bola em zonas recuadas e entregou o esférico muitas vezes ao adversário com passes falhados. Tobias Figueiredo é neste momento o pilar defensivo mais sólido. O guarda-redes Luís Ribeiro faz-me lembrar Rui Patrício; bom entre os postes - defendeu, inclusive, a grande penalidade - mas muito mau a colocar a bola em jogo, com excesso de apetência para a pontapear.

 

Em geral, acho que falta muito entrosamento à equipa secundária do Sporting. Pouca regularidade e eficácia nas jogadas de transição e com execsso de individualismo por parte de alguns jovens. No todo, um trabalho em progresso e esperamos que produza bons resultados, nomeadamente no desenvolvimento dos jovens talentos.

 

publicado às 04:56

Muito pouco... muito tarde !!!

Rui Gomes, em 27.06.14
 

 

Portugal triunfou sobre Gana mas, em abono da verdade, não jogou o suficiente nos três jogos no Brasil para merecer continuar na competição. Não deixa de haver uma enorme ironia em que hoje, em Brasília, um Cristiano Ronaldo mais feliz e inspirado poderia ter levado "o barco a bom porto" se tivesse concretizado apenas metade das oportunidades flagrantes de golo que surgiram. Foi ao encontro dos ferros em uma ocasião e o guarda-redes ganense esteve em bom plano durante o jogo com diversas boas defesas.

 

Muito há para discutir nos próximos dias e semanas, mas não posso se não insistir que o desaire português começou com a convocatória de Paulo Bento, acentuou-se com a goleada sofrida às mãos da Alemanha no primeiro desafio e praticamente ficou confirmado com a vincada inépcia perante uma muito ao alcance equipa dos Estados Unidos.

 

A Selecção Nacional era a segunda mais velha a participar no Brasil e essa condição evidenciou-se claramente nos jogos realizados. Mesmo perante Gana, com tudo na linha, não houve aquela frescura e energia necessárias para levar o jogo aos ganenses com maior agressividade.

 

Com ou sem Paulo Bento a liderar, terá de haver uma enorme remodelação de valores na equipa, em preparação para a fase de apuramento do Euro 2016, que terá o seu início em Setembro.

 

Nota: Apenas um reparo final sobre a arbitragem. O juiz do Bahrein até nem esteve mal, mas a exemplo do que sucedeu nos primeiros dois jogos, em lances cruciais passíveis de grande penalidade, e outros de maior influência, o benefício da dúvida nunca foi dado a Portugal. Hoje ficou por assinalar pelo menos uma falta sobre Cristiano Ronaldo na área ganense.

 

publicado às 07:24

 

 

 O Sporting recebeu e derrotou o Benfica, esta terça-feira, por 2-0, em jogo a contar para a 5.ª e penúltima jornada da Fase Final do Campeonato Nacional de Juvenis. Os golos leoninos foram apontados por Pedro Ferreira e Ronaldo Tavares.

 

No outro jogo desta jornada, o V. Guimarães venceu o FC Porto, também por 2-0, garantido a sua continuidade no topo da tabela classificativa, com 10 pontos, mais 1 do que o Sporting. Tanto águias como dragões estão agora fora da corrida e o título vai ser decidido no próximo domingo, dia 15 de Junho, às 11h00, na Academia Sporting, entre os "leões" e o V. Guimarães.

 

Promete ser um jogo de emoções fortes com o título em disputa e os nossos jovens merecem todo o apoio dos adeptos sportinguistas.

 

publicado às 15:30

Juniores venceram o FC Porto

Rui Gomes, em 01.05.14
 

 

Em jogo a contar para a 12.º jornada da Fase de Apuramento de Campeão do Campeonato Nacional, o Sporting recebeu e venceu o FC Porto, por 5-3. Os golos leoninos foram apontados por João Graça, Mama Baldé, Lisandro Semedo, João Palhinha e Matheus Pereira.

 

Com este resultado, o Sporting soma 23 pontos, cinco atrás do líder Benfica que, com duas jornadas por disputar, tem a vantagem de dois pontos sobre o 2.º classificado SC Braga.

 

Ainda não tive ocasião de ver esta equipa jogar, mas intriga-me especialmente o jovem Matheus Pereira que tem vindo a registar golos tanto de "leão ao peito" como pela Selecção Nacional do respectivo escalão.

 

publicado às 23:00

O mais importante está garantido !!!

Rui Gomes, em 19.04.14
 
 
 
Bem... conseguiu-se de facto o mais importante: a vitória! E com esta, a garantia do 2.º lugar na época de 2013/14 e o acesso directo à fase de grupos da Liga dos Campeões na próxima temporada. Dito isto - e não é pouco - cada vez mais vejo-me a comentar que o melhor destes últimos jogos do Sporting tem sido o resultado, dado que as exibições, como a de hoje no Restelo, deixam muito a desejar.
 
Apesar do controlo quase absoluto até se ter ficado a jogar com dez unidades - pela (injusta) expulsão de Marcos Rojo - muito pouca intensidade, tão pouca ou menos ainda velocidade, novamente muitos passes falhados e ocasiões de golo quase nulas, salvo o excelente remate à trave por André Martins, aos 32 minutos.
 
Não sei se corresponde à realidade, se é apenas impressão minha, mas analisando o jogo friamente fica-se com a sensação que esta equipa do Sporting está a "queimar os últimos cartuchos" da época, com exibições individuais muito irregulares e alguns jogadores simplesmente a "desaparecerem" do jogo. Valeu, como sempre, a organização colectiva, obra notável de Leonardo Jardim que terá sido - foi mesmo - o componente mais valoroso desta época.
 
A defesa leonina continua invulnerável, apesar de, na minha opinião, este ter sido o jogo mais pobre de Jefferson desde que chegou ao Sporting, com muitos erros, um deles, aos 49' - completamente fora de posição - que podia ter dado em golo, salvo pela boa intervenção de Rui Patrício.  
 
Apetece-me comentar a arbitragem de Cosme Machado, mas não vale a pena. Mais um apitador à boa portuguesa, com erros diversos e critérios disciplinares de difícil interpretação. Felizmente que acabou por não ter influência directa no resultado.
Adrien Silva viu o seu 9.º cartão amarelo aos 37 minutos e vai falhar o próximo jogo, tal como Rojo, pela expulsão. André Martins (82') e Carrillo (88') também foram "amarelados". 

 
A partir de hoje é uma mera questão de cumprir calendário, embora acredite que Leonardo Jardim não permitirá que os jogadores esqueçam que a época só termina no fim. Alguma expectativa pela possibilidade de poder ver jogar Shikabala, finalmente !
 
O resumo do Belenenses 0 Sporting 1 pode ser visto aqui.
 

publicado às 21:11

 
Um jogo muito estranho, este Sporting-Gil Vicente, em que o Sporting controlou praticamente do primeiro ao último minuto - a baliza de Rui Patrício nunca foi seriamente ameaçada - mas com um número abismal de passes, cruzamentos e remates mal executados.
Tudo começou da melhor maneira com o golo de Slimani logo no primeiro minuto, a excelente cruzamento de André Carrillo, mas o próximo verdadeiramente excitante momento da partida acabaria por surgir só aos 63 minutos, pela autêntica "bomba" de Marcos Rojo à trave da baliza de Adriano. 
Leonardo Jardim mexeu novamente na equipa, deixando André Martins no banco, e inserindo Carlos Mané em posição mais central, mas o jovem hoje não esteve muito inspirado. Em grande plano esteve Carrillo, completamente demolindo o lado esquerdo da defesa do Gil Vicente - especialmente nos primeiros 45 minutos - mas nem sempre com a eficácia desejada nos cruzamentos.
Adrien Silva viu cartão amarelo aos 13' - o seu oitavo - e praticamente desapareceu do jogo. William Carvalho sempre em evidência, mas com um número indesejável de passes falhados. Diego Capel trabalhou muito e sofreu a usual dose de faltas, mas não deslumbrou. Heldon marcou o seu 10.º golo da época, o seu primeiro de "leão ao peito".
O que mais se evidenciou neste jogo - sem ser novidade alguma e à parte da acima referida excessiva má execução - foi a insistência do jogo do Sporting pelas alas, com quase total ausência de penetração pelo corredor central, disposição já reconhecida desde o início da época, embora com um pouco mais dinâmica com a entrada de André Martins.
Em análise final, conta o resultado e os preciosos três pontos, que permitem ao Sporting aproximar-se ainda mais de assegurar o muito ambicionado 2.º lugar no campeonato.
Em termos disciplinares, pelos cartões hoje exibidos por Bruno Esteves, Cédric Soares vai falhar a visita ao Restelo, pelo seu 9.º amarelo, e Heldon, William Carvalho, Slimani, Adrien Silva e Maurício, todos no limite.
 Se não compreendi mal, estiveram 32,792 espectadores em Alvalade.
 O resumo do jogo pode ser visto aqui.
 

publicado às 04:50

Feirense 1 Sporting B 2

Rui Gomes, em 06.04.14
 

 

Em jogo da 37.ª jornada da II Liga, a equipa B do Sporting visitou e venceu o Feirense, por 1-2, com golos de Wallyson (52') e Wilson Eduardo (60').

 

O Sporting alinhou com o seguinte onze: Luís Ribeiro; Ricardo Esgaio, Matias Pérez, Rúben Semedo e King; Kikas, Wallyson e Filipe Chaby; Iuri Medeiros, Dramé e Wilson Eduardo. Ainda entraram no jogo Edelino Ié, Stojanovic e Enoh.

 

Com esta vitória, o Sporting classifica-se em 5.º lugar com 61 pontos - 8 pontos atrás do líder Moreirense - fruto de 18 vitórias, 7 empates e 12 derrotas. Esta equipa liderada por Abel Ferreira, embora registe uma média razoável de golos marcados: 50 - 1,35 por jogo, já sofreu 42 golos, ou seja, 1,13 por jogo.

 

Na próxima jornada - domingo, dia 13 de Abril - o Sporting recebe o Farense.

 

O resumo do jogo com o Feirense pode ser visto aqui.

 

publicado às 20:42

O Sporting chegou, viu e conquistou !

Rui Gomes, em 05.04.14
 
O título do post será um pouco exagerado. A bem dizer, o Sporting chegou, viu, começou a orquestrar a conquista, fez breve pausa para admirar a obra e depois é que a finalizou. Seja como for, esta vitória garantiu, para já, o acesso aos "play-offs" da Liga dos Campeões, com o acesso directo à fase de grupos ainda por confirmar matematicamente.
Na realidade, foi um jogo que não suscita muito comentário. O Sporting foi uma equipa muito organizada e competente na primeira parte e quando teve oportunidade para marcar, marcou mesmo, primeiro por William Carvalho, aos 14 minutos, a excelente passe de calcanhar de Slimani e depois por Marcos Rojo, aos 33', na sequência de um pontapé de canto. O Paços de Ferreira não surpreendeu, minimamente: também bem organizado, com a moral em alto pelos recentes bons resultados e, à imagem do seu treinador, a "distribuir lenha à vontade do freguês".
A única disposição do jogo a apontar ao Sporting, foi o seu excesso de conforto com o resultado durante os primeiros 20 minutos da segunda parte, permitindo mais penetração à equipa pacence, resultando no golo de Bebé aos 54 minutos. Rui Patrício terá ficado menos bem na fotografia, embora se admita que foi um potente remate. Dito isto, o melhor guarda-redes português da actualidade fez uma defesa excepcional aos 15', também por remate do avançado do Manchester United. Finalmente, aos 66', a fechar o marcador, o excelente remate de Adrien Silva.
Não gosto de comentar a arbitragem, salvo quando existem decisões com influência directa no resultado, o que não aconteceu. Carlos Xistra teve algumas dificuldades no capítulo disciplinar, mas acho que não fez um trabalho negativo.
Não posso terminar esta análise sem comentar a exibição de William Carvalho: Classe... pura classe ! Se estiveram presentes os usuais observadores do Manchester United que andam há semanas a acompanhá-lo, uma maior garantia que este jovem não vai fazer uma segunda época na equipa principal do Sporting. Infelizmente, diga-se !
Nota à parte: considerando as carências atacantes da Selecção Nacional, é a minha modesta opinião que Paulo Bento não deve hesitar em convocar BeBé. É um daqueles jogadores que cada vez mais deixa a sensação de perigo eminente, sempre que toca na bola e, quando assim é, a sua eventual contribuição para a equipa das quinas poderá ser significativa.
 

publicado às 22:05

 

Mais uma vez o Sporting não deslumbrou, longe disso em facto, mas trabalhou muito para conseguir mais uma importante vitória neste seu surpreendente campeonato. A bem dizer, nunca teve controlo absoluto do jogo mas também não nunca o concedeu a um Vitória de Guimarães que apenas exerceu maior pressão ofensiva e criou oportunidades de algum perigo durante um breve período na segunda parte.
 
Os primeiros 45 minutos foram muito repartidos, com o Sporting a conseguir mais profundidade ofensiva através de Mané, Heldon e Capel, mas a executar cruzamentos de fraca qualidade e a falhar frequentemente no último passe, tendência aliás que manteve durante toda a partida. Leonardo Jardim mexeu na equipa ao intervalo, fazendo entrar Fredy Montero para o lugar de Heldon e aos 48' surgiu o remate do pé direito de Marcos Rojo que tabelou num defesa e traiu o guarda-redes do Vitória. Tinha o destino, e o árbitro auxiliar com deficiências oculares, que um bom golo de Montero aos 59', que daria termo ao seu longo jejum, acabaria por ser mal anulado por fora de jogo não existente. Já perdi conta dos golos que já foram mal ajuizados em detrimento do Sporting.
 
Penso que foi um jogo de esforço colectivo em que nenhum jogador se evidenciou muito mais do que qualquer outro. A defesa sem reparos negativos de grande relevância; um meio campo muito lutador com Carlos Mané mais uma vez a demonstrar os seus dotes criativos; Capel e Heldon a conseguirem a desejada profundidade nas alas mas depois a evidenciarem muito pouca eficácia nos cruzamentos; e um Slimani muito trabalhador e a cobrir muito terreno, mas com dificuldade em executar lances com os pés, porventura até desperdiçando pelo menos uma oportunidade flagrante para golo. Viu um cartão amarelo por simulação aos 5', na minha opinião bem mostrado, e arriscou o segundo aos 51 minutos, com o que pareceu ser outra simulação, mas que, felizmente, o árbitro entendeu não sancionar. Aquilo que mais me afrontou, como já referi, foram os fracos cruzamentos e a frequência de últimos passes faltosos.
 
Continuamos no bom caminho, se não para o título que já estará fora do alcance, mas em excelente posição para garantir o 2.º lugar e o acesso directo à fase de grupos da Champions. Segundo consta, estiveram presentes em Alvalade 35,674 espectadores.
 
Comentário à parte em relação aos nomes de sócios nas camisolas dos jogadores. É uma ideia, como tantas outras, que agradará a uns e não a outros. A parte que mais me surpreendeu é os Regulamentos da Liga o permitirem e quero crer que os dirigentes do Sporting averiguaram essa disposição antes de assumir o acto. É possível que já tenha ocorrido no passado, mas não tenho memória disso. 
  

publicado às 23:19

 

 

A equipa B do Sporting viajou até Trás-os-Montes este domingo e derrotou o Grupo Desportivo de Chaves, por 2-3, em jogo a contar para a 35.ª jornada da II Liga. Digno de destaque que esta foi uma das raras ocasiões em que os "Bês" jogaram sem qualquer elemento da equipa principal, disposição que deveria ocorrer com mais frequência. Os golos leoninos foram apontados por Iuri Medeiros, aos 34', Ricardo Esgaio, aos 69', e o reforço de Janeiro, o francês Dramé, aos 87 minutos.

 

Com esta vitória, apenas a sexta fora de casa esta época, a acompanhar 3 empates e 9 derrotas, o Sporting colocou-se em 6.º lugar na tabela de classificativa, em igualdade pontual com o Desportivo das Aves, 9 pontos atrás do líder FC Porto B. No registo geral, o Sporting conta com 16 vitórias, 7 empates e 12 derrotas, 55 pontos.

 

O golo de Ricardo Esgaio foi o seu 12.º segunda da época na Liga - com 2954 minutos de jogo (32,8 jogos) - entre os 42 da equipa até este ponto, com 37 sofridos. Situa-se, então, em 3.º lugar na lista dos melhores marcadores da II Liga, empatado com Moreira do Leixões e Funes Mori do Benfica B, 1 golo atrás de Tozé, do FC Porto B e 5 golos atrás do líder, Pires, do Moreirense.

 

O próximo jogo está agendado para domingo, dia 30 de Março, às 16h00, com a Oliveirense a visitar a Academia de Alcochete.

 

O resumo do jogo em Chaves pode ser visto aqui.

 

publicado às 16:34

 
 
O Sporting conseguiu assegurar os três pontos num campo onde o Marítimo regista 6 das suas 8 vitórias no campeonato e 21 dos seus 30 pontos, com golos de Adrien Silva, aos 3 minutos, William Carvalho, aos 38 e Jefferson a fechar o marcador numa jogada individual, aos 84 minutos. Sinto-me tentado a dizer que o golo tão madrugador de grande penalidade terá dado um sentido prematuro de segurança à equipa, que por relaxo defensivo permitiu o empate três minutos mais tarde. Dito isto, a defesa leonina esteve novamente sólida, tendo sido este o seu maior lapso da partida.
Leonardo Jardim não surpreendeu com o onze inicial e a inclusão de Carlos Mané no meio campo, no lugar do lesionado André Martins, teve o resultado expectável: mais e melhor criatividade e profundidade ofensiva no corredor central e menor intensidade defensiva, no entanto, o jovem esteve muito bem ao longo dos 90 minutos, com precauções defensivas muito mais acentuadas nos segundos 45 minutos.
Não deixo de admitir que com o passar dos minutos - e do sofrimento - na segunda parte, a minha irritação com o treinador foi aumentando significativamente. O Sporting baixou demasiado as suas linhas, deu muito do meio campo ao Marítimo e proporcionou-lhe a maior fatia da dinâmica ofensiva do jogo, indicação clara da estratégia delienada ao intervalo no balneário. As substituições, na minha opinião, foram tardias, com Carrillo a entrar aos 73 minutos e Montero aos 78. O primeiro, muito em especial, devia ter entrado muito mais cedo. O resultado de tudo isto foi que o Sporting andou a "viver" muito tempo à beira do precipício, até ser confortado com o golo de Jefferson. Sofrimento e perigo desnecessários !
Em geral, não foi um jogo deslumbrante por parte do Sporting, mas sim de muito trabalho, num campo extremamente difícil para visitantes, onde, recorde-se, os principais rivais ainda não venceram esta época. Mais uma enorme partida pelo espectacular William Carvalho. Cada vez mais adjectivos escassam para descrever o futebol que está a ser desenvolvido por este ainda muito jovem futebolista.
A arbitragem não teve influência no resultado, mas não se deixou de verificar o excesso de rigor de Jorge Sousa em "amarelar" jogadores do Sporting. E, para não variar, mais um golo mal anulado, novamente a Slimani, quase ao fechar do pano, num fora de jogo inexistente assinalado pelo árbitro auxiliar.
Afinal de contas Shikabala foi convocado para possibilitar convívio com a equipa e dar um passeio até à Madeira, dado que assistiu ao jogo da bancada. Por este caminho, o reforço de Janeiro só poderá vir a ser útil na próxima época. Também novidade, Vítor viu alguns minutos de jogo depois de várias semanas de ausência.
Não sei se é falsa impressão minha, mas pelo número de repetições do golo de William Carvalho, fiquei com a ideia que a  Sport TV fez um esforço extra-especial para ver se conseguia descobrir uma qualquer falta não assinalada no lance.
 

publicado às 20:54

Boa exibição e vitória merecida

Rui Gomes, em 16.03.14

 

 
Muito bom jogo por parte do Sporting a começar pelo treinador, pela sua preparação da equipa, a disposição táctica e pela escolha do onze, e a acabar com os jogadores que deram o seu máximo em campo, alguns, mesmo a um nível muito elevado. Só lamento ficar com um pouco de sentimento "je ne sais quois" pela jogada do golo em fora de jogo, dado a posição ligeiramente adiantada de André Martins, mas o futebol é assim mesmo e Slimani executou com excelência o "golpe" fatal.
 
É justo começar a análise pelo avançado argelino pela sua excelente exibição, em todas as vertentes do jogo. Tanto assim, que acabou por se esgotar e ser rendido por Fredy Montero aos 73 minutos. Mais uma vez demonstrou que, em termos ideais, não é um ponta de lança talhado naturalmente para o 4x3x3, mas essa disposição não o condicionou hoje, muito pela sua garra e entrega. Surpreendentemente, temos mais um ponta de lança com capacidade para fazer a vida cara às defesas adversárias e com um jogo aéreo que já não se via no Sporting desde Mário Jardel.
 
Em contraste com o que se tem visto em diversos jogos, desta vez o Sporting exibiu muito boa dinâmica logo pelo apito inicial, exerceu pressão, cortou bem as linhas de passe e contrariou as manobras de transição do FC Porto, excepção ocasional à virtuosidade de Ricardo Quaresma, o mais destabilizador e perigoso dos portistas. Além disso, conseguiu profundidade ofensiva, pecando somente pelo menor número de remates à baliza. A melhor ocasião de golo para as duas equipas nos primeiros 45 minutos, terá sido o remate à trave de Rui Patrício pelo mesmo Quaresma.
 
Na segunda parte o Sporting exerceu ainda mais e melhor pressão e com o passar dos minutos reconheceu-se que o FC Porto já não tinha o mesmo fulgor. Surgiram mais oportunidades para golo, maioritariamente pelo Sporting, mas faltou a finalização. 
 
Escrevi aqui no meu usual texto de antevisão ao embate, que este era o tipo de jogo ideal para as características de Diego Capel, especialmente no que diz respeito à previsível "punição" física que poderia aplicar aos jogadores portistas. Assim aconteceu e preza-me verificar que Leonardo Jardim terá feito leitura semelhante, para o integrar no onze pela primeira vez nas últimas semanas.
 
Todos os jogadores do Sporting estiveram muito bem, sem excepção. Alguns, como já referi, a um nível superior. A defesa esteve quase impecável com o enorme William Carvalho a ser dono e rei do meio campo, muito bem complementado por Adrien Silva e André Martins. Pasma-me a maturidade e serenidade dos jovens, muito em especial: Carlos Mané e Eric Dier. Não pretendo diminuir Maurício, até porque tem sido uma surpresa muito agradável, mas sinto imensa dificuldade em ver o defesa central inglês no banco dos suplentes.
 
Bem... ficamos com 5 pontos de separação na luta pelo importante 2.º lugar e se os dois pontos de Setúbal já eram importantes, agora ainda mais, porque poderiam ter permitido uma quase garantia da posição e exercer maior pressão no Benfica. Uma palavra final para Pedro Proença: no capítulo técnico esteve bem - há quem fale numa grande penalidade não assinalada contra o Sporting, que eu não identifico - como era esperado e desejado, pecando principalmente na vertente disciplinar. Se o rigor que usou no cartão amarelo que mostrou a Adrien Silva logo aos 10 minutos de jogo tivesse sido aplicado com regularidade, muitos mais teriam sido mostrados e dificilmente o FC Porto não teria acabado só com dez jogadores. Aquela acção de Fernando sobre Montero algo desnecessária, consequência, porventura, pela frustração do jogador. Será justo dizer que o árbitro não teve influência no resultado.
Nota: Helton sofreu uma ruptura total do tendão de aquiles do pé direito e vai ser operado.
 

publicado às 21:30

 
 
Estava praticamente pronto para iniciar este texto com o termo "quem não marca sofre" mas, felizmente, o "miúdo" Mané mais uma vez entendeu que as coisas não podiam ficar como estavam e com a sua penetração pelo interior iniciou a reviravolta do Sporting, com o lance da grande penalidade que acabou por ser bem executada por Jefferson e permitiu a igualdade do marcador.
O Sporting entrou muito forte no jogo, com muita dinâmica e absoluto controlo das operações e Slimani desperdiçou uma grande oportunidade a passe de Carrillo, aos 11 minutos, que teria acentuado a sua superioridade. Gradualmente foi baixando a intensidade, permitindo ao SC Braga entrar no jogo, mesmo sem criar grande perigo, salvo por livre bem marcado e defendido por Rui Patrício aos 32', seguido quatro minutos mais tarde, pela infelicidade do autogolo. Mesmo à porta do intervalo, novamente Slimani e depois Maurício tiveram boas oportunidades para marcar, mas acabaram por ser negados. 
A segunda parte começou mais ou menos da mesma forma como o jogo iniciou, com o Sporting a controlar e a  pressionar mais, mas a grande diferença surgiu novamente do banco, não pela entrada de Heldon por André Martins (57'), mas sim pela colocação de Carlos Mané no corredor central, que deu ao Sporting a penetração ofensiva que não se tinha evidenciado até esse ponto do jogo e interrompeu a até aí muito previsível procura de Slimani através dos cruzamentos aéreos. O avançado argelino acabou por marcar o golo da vitória, aos 74', mas apesar da sua entrega ao jogo, demonstrou, mais uma vez, na minha opinião, que não é o ponta de lança ideal para o 4x3x3.
O Sporting foi a única equipa que merecia ganhar este jogo, mesmo sem deslumbrar. Notou-se uma vez mais a falta de um construtor de jogo e elo de ligação nas transições ofensivas e, como já referi acima, a procura de Slimani pelo jogo aéreo tornou-se muito previsível e fácil de contrariar pela equipa bracarense.
Por norma evito de comentar exibições individuais, mas não posso deixar de realçar as excelentes prestações de William Carvalho e Marcos Rojo, os melhores em campo, seguidos muito ao perto por Carlos Mané. Não se pode considerar que Magrão tenha feito um mau jogo, na ausência de Adrien Silva, e era de esperar pouco ritmo pelo sua limitada utilização até agora, mas não me convence que é jogador para um Sporting competitivo.
Em última análise, uma partida que o Sporting poderia ter vencido sem sofrer tanto, mas que no final das contas assegurou o mais importante, que são os três pontos.
 

publicado às 22:13

 
Se há mérito no argumento que mais vale jogar mal e ganhar do que jogar bem e perder, esse mérito, hoje, em Vila do Conde, é todo do Sporting. Não obstante a vitória, esta equipa leonina está-se a tornar cada vez mais irreconhecível com o passar de cada jogo, e algumas opções de Leonardo Jardim igualmente mais discutíveis. Apesar de se reconhecer que as condições do relvado não eram ideais para criativos, a recusa do treinador em dar mais tempo de jogo a Carrillo - entrou aos 79' - é absolutamente incompreensível, já para não mencionar o "esquecido" Diego Capel.
Os primeiros 45 minutos do jogo por parte do Sporting, para ser simpático, são para esquecer. Simplesmente não executou seja o que for, não exerceu qualquer pressão no adversário, não houve intensidade nem dinâmica alguma, e só não foi para os balneários a perder, graças à feliz dupla intervenção de Maurício e Rui Patrício a evitar o golo do Rio Ave aos 30 minutos.
Leonardo Jardim surpreendeu para começar a segunda parte pela entrada de Carlos Mané para o lugar de André Martins. Aqui, mérito para o treinador, porque se há explicação para esta vitória do Sporting, esta terá forçosamente de começar por este jovem, que veio dar mais alguma profundidade e criatividade ao meio campo leonino, além do belo golo que marcou. A segunda parte da explicação centra-se em Islam Silmani, que entrou aos 55' minutos, pela saída de Wilson Eduardo. O avançado argelino surgiu a exercer maior pressão na frente do ataque e nos centrais do Rio Ave e acabou por inaugurar o marcador para o Sporting com um bom golo de cabeça, a centro de Jefferson.
As explicações serão muitas e variadas, mas esta equipa do Sporting não está bem e verificam-se diversos jogadores com um rendimento muito baixo. Salvo os dois já mencionados, poucos dos outros estiveram bem, alguns mesmo mal e, no caso de Adrien Silva, simplesmente horrível. 
E, entre tudo isto, a "saga" dos amarelos continua: Fredy Montero e Adrien Silva viram o quinto amarelo da época e vão falhar a recepção ao SC Braga. Não vale a pena voltar a falar na gestão de amarelos, porque, pelos vistos, o Sporting não se dá a essa "traição" à verdade desportiva. Não pretendo evocar o árbitro neste muito pobre jogo de futebol, mas mostrou-se muito receptivo a "amarelar" jogadores do Sporting ao mais pequeno pretexto, como era de esperar aliás. O cartão mostrado a Carlos Mané, apenas por ter começado a tirar a camisola, é injustificável.
Gostaria de dizer "tudo bem que acaba bem", mas temo ainda por pior nos próximos jogos, a jogar desta maneira.
 

publicado às 22:07

 
 
Não gosto de questionar treinadores, mas todos têm uma característica em comum que me exaspera: excesso de teimosia. E Leonardo Jardim não é excepção à regra. Atendendo às más condições do relvado - indubitavelmente identificadas muito antes do jogo começar - parece-me lógico que a disposição teria indicado ao técnico do Sporting que a sua equipa não iria poder jogar o seu usual futebol; que os extremos não iriam ter condições para conduzir o esférico pelas alas com algum grau de regularidade significante, que o jogo teria de assentar mais em lances aéreos e em profundidade e que, para esse fim, a equipa necessitaria de mais peso e altura em campo, componente que o obrigaria a alterar ligeiramente o seu preferido 4x3x3, abdicando de um extremo e fazendo entrar Islam Slimani.
Mesmo depois de verificar as dificuldades que a equipa do Sporting sentiu logo a partir do primeiro minuto em controlar a bola e assentar qualquer tipo de jogo - o Arouca teve 60 por cento posse de bola - e antecipando que seria impossível ao adversário manter na segunda parte a pressão alta que exerceu nos primeiros 45 minutos, mesmo com isto à vista, insistiu nos mesmos onze ao intervalo, optando por "queimar" 8 minutos até fazer entrar Slimani para o lugar de Diego Capel. O avançado argelino fez sentir a sua presença imediatamente e tinha a ironia do destino que ele viesse a marcar o golo que daria a vitória ao Sporting.
Esperava igualmente que fizesse alguma outra opção em relação a André Martins, que sentiu enormes dificuldades em movimentar-se naquele pesado relvado mas, surpreendentemente, foi William Carvalho que acabou por sair aos 68 minutos, ainda com o jogo empatado. A substituição não fez sentido, mas dou o benefício da dúvida a Leonardo Jardim, porque desconheço se existia algum impedimento físico com o médio leonino ou se os seus 4 amarelos influenciaram a decisão.
Em geral, um jogo que não podia ter sido bem jogado devido às condições do relvado, mas mesmo tendo isto em consideração, acho que o Sporting exagerou com o passe longo e com o jogo aéreo, especialmente na primeira parte.
As duas expulsões ordenadas por Cosme Machado foram absolutamente ridículas, na minha opinião. Tanto no caso do jogador do Arouca como com Marcos Rojo, foram faltas vulgares que não mereciam o segundo amarelo.
Em última análise, grande satisfação pela vitória, embora o empate não fosse escândalo algum. Ainda continuamos com a "estrelinha" que, a bem dizer, é justa e merecida.
 

publicado às 23:00

Vitória sofrida apesar do resultado

Rui Gomes, em 14.01.14
 
O Sporting começou com grande dinâmica e intensidade de jogo e foi premiado aos 18 minutos com um golo espectacular de Carlos Mané, o seu primeiro pela equipa principal. Gradualmente foi baixando essa intensidade e permitiu a recuperação ao Marítimo, que só não marcou na primeira parte graças a duas ou três defesas de grande qualidade por Marcelo Boeck, que acabou por ser um dos melhores, se não o melhor jogador em campo. Ao intervalo, o Sporting registava mais posse de bola (56%) mas com a equipa madeirense a fazer mais remates (9 contra 7) e mais remates à baliza (5 contra 2).
A segunda parte viu o Sporting marcar logo aos 49' através de Vítor - salvo erro, o seu segundo golo pelo Sporting - a passe de grande qualidade por Diego Capel, de certo modo contra a corrente de jogo, que via o Marítimo a criar muitas dificuldades com as suas rápidas transições e criando diversas oportunidades de golo, algumas anuladas pelos defesas leoninos, outras por excelentes intervenções de Marcelo Boeck.
Através de um pontapé de canto executado por Jefferson, Marcos Rojo, de cabeça, sentenciou o resultado aos 84' e a muito sofrida vitória do Sporting, não obstante a vantagem no marcador.
Leonardo Jardim fez cinco alterações no onze usual: Boeck para render Rui Patrício, Eric Dier para o lugar de Maurício, Vítor Silva por André Martins, o jovem Carlos Mané a extremo e Islam Slimani em substituição de Fredy Montero que não saiu do banco.
Tanto Carlos Mané como Vítor estiveram bem, apesar de eventualmente acusarem a sua falta de utilização. Eric Dier foi o que já conhecemos, sólido, apesar de um ou outro lapso, assim como o resto da defesa do Sporting. Slimani jogou os 90 minutos, trabalhou muito e mostrou bons pormenores, embora, na minha opinião, não seja um ponta de lança talhado para jogar sozinho na frente do ataque no 4x3x3 de Leonardo Jardim.
Este é o Sporting que temos visto toda a época; grande organização de jogo, intensidade que oscila ocasionalmente, mas com maior eficácia perante a baliza adversária do que tem demonstrado em jogos recentes. Slimani poderia ter feito um ou dois golos. Veremos se será o suficiente para a segunda volta do campeonato.
Terá sido a casa mais fraca da época com 11.321 espectadores em Alvalade. Parece que a Taça da Liga não motiva os adeptos. 
 

publicado às 21:42

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2022
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2021
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2020
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2019
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2018
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2017
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2016
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2015
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2014
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2013
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2012
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D




Cristiano Ronaldo