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Fotografia com história dentro (152)

Leão Zargo, em 23.06.19

SCP SLB 1986-87 7-1 CN.jpg

Uma vitória efémera!

Ralph Meade, Manuel Fernandes e Mário Jorge festejam um golo, perante o desalento de Dito, Oliveira e Silvino. Foi no célebre Sporting 7 - Benfica 1, em 14 de Dezembro de 1986, a tarde em que os “leões devoraram gulosamente as águias” (Aurélio Márcio, no jornal A Bola) e o último dia em que Silvino equipou de azul.

Este jogo, memorável para os leões e desastroso para os encarnados, encerra várias lições. A primeira é de que uma vitória pode ser apenas uma vitória. Mesmo um triunfo assim invulgarmente volumoso. No final, o Benfica foi o campeão nacional com vinte vitórias, nove empates e somente uma derrota. Essa, a do 7-1, precisamente. O Sporting ficou em 4º lugar, com menos onze pontos do que o rival de sempre.

Outra grande lição decorre da inconstância dos adeptos. Muitos benfiquistas presentes na bancada Superior Norte entenderam que aquela seria a melhor ocasião para fazer uma fogueira onde queimaram bandeiras e cachecóis do seu clube. Há quem garanta que houve cartões de sócio que foram à vida. Palpita-me é que que poucos meses depois tiveram de ir a correr à “Loja” para comprar à pressa os apetrechos para a festa do título.

Há ainda uma outra lição, mas essa bem amarga para o treinador Manuel José. Em 14 de Dezembro dirigiu os leões no celebrado 7-1, mas não aqueceu o lugar durante muito mais tempo. Naquela tarde em Alvalade houve abraços entre todos, menos de um mês depois, em 11 de Janeiro, recebeu a guia de marcha depois de um empate com o Rio Ave (0-0). Depois da euforia, a solidão. Mistérios que o futebol tece.

Ficha de jogo:

Campeonato Nacional, 14ª jornada

Sporting 7 - Benfica 1

Estádio de Alvalade, 14 de Dezembro de 1986

Árbitro: Vítor Correia (Lisboa)

Sporting - Damas, Gabriel, Venâncio, Virgílio, Fernando Mendes (Duílio, 78), Oceano, Zinho, Litos (Silvinho, 78), Mário Jorge, Manuel Fernandes e Ralph Meade

Treinador - Manuel José

Benfica - Silvino, Veloso, Dito, Oliveira, Álvaro, Shéu (Nunes, 58), Diamantino (César Brito, 72), Carlos Manuel, Vando, Chiquinho e Rui Águas

Treinador - John Mortimore

Golos: 1-0, Mário Jorge (15), 2-0, Manuel Fernandes (50), 2-1, Vando (59), 3-1, Ralph Meade (65), 4-1, Mário Jorge (68), 5-1, Manuel Fernandes (71), 6-1, Manuel Fernandes (83) e 7-1, Manuel Fernandes (86)

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publicado às 12:59

Fotografia com história dentro (151)

Leão Zargo, em 16.06.19

Tirsense Sporting 1948-49 2-1 1ª elim. TP.jpg

Tirsense 2 - Sporting 1: uma eliminação que deu brado

O Tirsense eliminou o Sporting da Taça de Portugal por 2-1 em 17 de Abril de 1949. Os jesuítas jogavam na 3ª Divisão e eram treinados por “Pinga”, o célebre jogador do Porto. Os leões tinham conquistado o Campeonato Nacional que terminara uma semana antes, mas as derradeiras cinco jornadas foram penosas, com duas derrotas e um empate.  O pior foi a grave lesão de Peyroteo no final do mês de Março na Covilhã. Mas também Veríssimo, Jesus Correia e Travassos, entre outros, estavam com problemas físicos.

Cândido de Oliveira sonhava com a Taça Latina que se disputaria na segunda quinzena de Junho e na última jornada do Campeonato em Guimarães, em 10 de Abril, dos “Cinco Violinos” apenas fez alinhar Vasques. Uma semana depois, para a Taça de Portugal em Santo Tirso, o treinador voltou a poupar alguns dos habituais titulares, entre eles, Veríssimo, Jesus Correia e Travassos, para além de Peyroteo que continuava lesionado. O nº 9 leonino só voltaria a jogar num particular com o Deportivo da Coruña em 29 de Maio.

No Tirsense - Sporting correu mal tudo o que podia correr mal. Um campo sem condições para a prática do futebol, o jovem Sérgio Soares acusou a responsabilidade de substituir Peyroteo, um golo mal invalidado, bolas na trave e no poste e Azevedo, que se lesionara, cometeu aos 83 minutos um lapso que permitiu que Mendes fizesse o 2-1 que vigorou até ao final do jogo. O tricampeão nacional que tinha conquistado a Taça de Portugal nas últimas três edições ficou pelo caminho na primeira eliminatória da prova em 1948-49.

Ficha de jogo:

Taça de Portugal (1ª eliminatória)

Tirsense 2 - Sporting 1

Campo Abel Alves de Figueiredo, 17 de Abril de 1949

Árbitro - Augusto Pacheco (Aveiro) 

Tirsense - Daniel, Joaquim, Chelas, Cruz, Álvaro, Prazeres, Zeca, Falcão, Mendes, Catolino e Mota

Treinador - Artur Sousa “Pinga”

Sporting - João Azevedo, Octávio Barrosa, Juvenal, Canário, Manecas, Mateus, Armando Ferreira, Vasques, Sérgio Soares, João Martins e Albano

Treinador - Cândido de Oliveira

Golos - 0-1 Armando Ferreira (12m), 1-1 Catolino (20m) e 2-1 Mendes (83m) 

(Fotografia na revista Stadium, 2ª série nº 333 de 20 de Abril de 1949)

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publicado às 13:03

Fotografia com história dentro (150)

Leão Zargo, em 09.06.19

SCP juniores 1955-56 Campeão Nacional.jpg

Os juniores leoninos em 1955-56

A maioria dos sportinguistas considera que a Formação leonina no futebol faz parte do ADN do Clube. Essa convicção está associada ao histórico de jogadores que se iniciaram nas camadas jovens e a uma tradição de décadas que permitiu que muitos desses atletas tivessem alinhado na equipa principal. O Sporting conquistou a primeira edição do Campeonato Nacional de Juniores, em 1938-39.

Todos conhecemos os nomes de Octávio Barrosa, Manecas, Morato (pai e filho), Fernando Mendes (médio), Pedro Gomes, Alexandre Baptista, Damas, Zezinho, Bastos, Aurélio e Carlos Pereira, Laranjeira, Caló, Barão, Inácio, Freire, Ademar, Virgílio, Carlos Xavier, Venâncio, Futre, Litos, Lima, Mário Jorge, Fernando Mendes (defesa), Paulo Torres, Cadete, Beto, Peixe, Figo, Cristiano Ronaldo, Rui Patrício e Adrien, entre muitos outros. Integraram os escalões jovens e o plantel sénior.

A equipa de juniores da época de 1955-56 terá sido uma das mais fortes sempre no que refere à qualidade colectiva, e começou a ser construída nos principiantes dois anos atrás. Nessa época venceu as duas competições em que participou, o Campeonato Regional e o Campeonato Nacional. Em trinta e dois jogos consentiu três empates e uma derrota, marcou cento e quarenta e três golos e sofreu nove golos. O treinador era o argentino Anselmo Pisa, que orientava também o plantel principal.

***A fotografia refere-se à final do Campeonato Nacional com a Académica de Coimbra, nas Salésias em 6 de Maio de 1956, que os leões venceram por 7-1:

De pé - Anselmo Pisa, António João Azevedo, Serra Coelho, Brito Lobato, Fernando Mendes, Emanuel Carvalho, António Morato, Nelito Fernandes e Valente;

Em baixo -  Mário Couto, Carlos Coutinho, Jorge Mendonça, José Sampaio, Elísio Bispo e Carlos Santos.

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publicado às 12:38

Fotografia com história dentro (149)

Leão Zargo, em 02.06.19

SCP 1953-54 tetra e dobradinha.jpg

Galaz, o “pêndulo da equipa”

O algarvio João Galaz jogou no Sporting entre 1953 e 1960. Apesar de não possuir o currículo desportivo de outros atletas leoninos, estrelas no Clube e na Selecção, foi um dos jogadores nucleares do seu tempo. O brio que colocava na disputa do jogo e a confiança que transmitia tornaram-no quase imprescindível. Manteve com Caldeira e Pacheco uma luta acérrima pela titularidade na defesa. A polivalência permitia-lhe ocupar um lugar na linha média.

Galaz realizou grandes épocas no Sporting, sendo em algumas delas um dos atletas que participou em maior número de jogos. Aconteceu, por exemplo, no ano do tetra e da dobradinha, em 1953-54, e na conquista do título de Campeão Nacional, em 1957-58. Jogando, na defesa ou no meio campo, foi considerado o “pêndulo da equipa”. Por modéstia, costumava afirmar que isso se devia apenas à sua concentração em cada partida que disputava.

Participou em 137 jogos oficiais com o leão ao peito e esteve em 4 de Setembro de 1955 na histórica abertura da Taça dos Clubes Campeões Europeus frente ao Partizan de Belgrado. Uma das maiores desilusões da sua carreira de futebolista decorreu de nunca ter sido internacional A, embora tivesse vestido as camisolas das selecções B e Militar. Recebeu em 2009 o Prémio Stromp na categoria “Saudade”. Faleceu em 1 de Junho de 2016.

Na fotografia, uma equipa leonina na época do tetra e da dobradinha (1953-54):

De pé - Janos Hrotko, José Rita, Carlos Gomes, Passos, Galaz, Caldeira e Juca;

Em baixo - Hugo, Vasques, João Martins, Travassos e Fernando Mendonça.

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publicado às 13:49

Fotografia com história dentro (148)

Leão Zargo, em 25.05.19

SCP FCP 1977-78 2-1 finalíssima da TP.jpg

A primeira finalíssima da Taça de Portugal

O Sporting e o FC Porto já se defrontaram em quatro finais da Taça de Portugal, com dois triunfos para cada um dos contendores. Hoje à tarde no Jamor haverá inevitavelmente desempate. Nas quatro finais anteriores nunca houve um vencedor nos noventa minutos do jogo, sendo sempre necessário o prolongamento e até três finalíssimas.

A primeira final entre os dois clubes aconteceu apenas na época de 1977-78 e disputou-se em 17 de Junho. Os portistas tinham conquistado o título nacional uma semana antes e quebrado um jejum de dezanove anos, e apresentaram-se como favoritos. O jogo foi muito duro, conflituoso, e terminou empatado a 1-1, mesmo depois do prolongamento.

Por essa razão, de acordo com o regulamento em vigor, jogou-se na semana seguinte, em 24 de Junho, a primeira finalíssima da Taça de Portugal. Houve de novo emoção no Estádio Nacional, o FC Porto apresentou-se bastante defensivo e o Sporting superiorizou-se na segunda parte com Vítor Gomes e Ademar mais adiantados no terreno no apoio ao trio ofensivo (Manuel Fernandes, Keita e Manoel).

Apesar de desfalcado de Jordão, Fraguito, Manaca, Da Costa, Baltazar e Barão, o Sporting foi um justo vencedor. Na finalíssima, Botelho, Artur, Vítor Gomes e Manuel Fernandes exibiram-se a grande altura. Depois de uma época muito irregular e de um frustrante terceiro lugar no Campeonato, a conquista da histórica Taça de Portugal constituiu um poderoso bálsamo para os sportinguistas. Na final de hoje desejamos que os jogadores leoninos sejam fortes e audazes, que sejam mesmo leões.

Ficha de jogo:

Finalíssima da Taça de Portugal

Sporting 2 - FC Porto 1

Estádio Nacional, 24 de Junho 1978

Árbitro - Mário Luís 

Sporting - Botelho, Artur Correia, Laranjeira, Meneses, Inácio, Aílton, Ademar, Vítor Gomes (Cerdeira, 81m), Manuel Fernandes, Keita e Manoel

Treinador: Rodrigues Dias

FC Porto - Fonseca, Gabriel, Simões, Teixeirinha, Taí, Adelino Teixeira, Brandão, Octávio Machado, Duda, Fernando Gomes e Seninho

Treinador - José Maria Pedroto

Golos: 1-0 Vítor Gomes (55m), 2-0 Manuel Fernandes (62m) e 2-1 Seninho (80m) 

*Na fotografia: Inácio, Artur, Manuel Fernandes, Vítor Gomes e Cerdeira com a Taça de Portugal de 1977-78.

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publicado às 12:59

thumbnail_Sporting sub 23 2018-19.jpg

O Desportivo das Aves foi o vencedor da primeira edição da Liga Revelação (sub 23), somando mais um ponto que o Sporting e mais dois que o Rio Ave, respectivamente segundo e terceiro classificados. Na fase de apuramento de campeão, em dez jogos, os leões obtiveram cinco vitórias, dois empates e três derrotas. A equipa leonina inviabilizou a conquista do título na penúltima jornada quando foi derrotada nos descontos pelo Estoril Praia. 

O Sporting também participou na Taça Revelação. Eliminou o Vitória de Setúbal nos quartos de final (3-1), mas perdeu nas meias finais com o Rio Ave (4-2).

O campeonato da Liga Revelação tem como matriz a Premier League sub-23 e assume como finalidade favorecer a transição da formação para as camadas seniores dos jovens futebolistas. Apesar do campeonato sub 23 ter sido fervorosamente disputado até à última jornada, permanecem sérias dúvidas quanto à real competitividade da prova e em que medida substitui realmente a 2ª Liga.

Houve grande instabilidade desde o início da época no que refere à orientação técnica da equipa. José Lima substituiu Luís Martins por razões de saúde no final do mês de Julho e foi o treinador até à 14ª jornada. Depois, Tiago Fernandes sentou-se no banco em dois jogos, Francisco Barão apenas num jogo e Alexandre Santos a partir da 18ª jornada.

Essa instabilidade teve naturalmente consequências no desempenho desportivo, mesmo considerando que neste escalão os jogadores possuem ciclos específicos de crescimento e afirmação.

Foram utilizados trinta e cinco jogadores nas dezanove jornadas da Liga Revelação (dois não chegaram a sair do banco):

Guarda-redes

Diogo Sousa - 15 jogos 2º ano

Luís Maximiano - 18 jogos 1º ano

Vladimir Stojković - 6 jogos 4º ano

Defesas

Thierry Correia - 26 jogos 1 golo 1º ano

João Oliveira - 15 jogos 1º ano

Euclides Cabral - 1 jogo 1º ano (até Janeiro)

Kiki Kouyaté - 18 jogos 3º ano (até Janeiro)

João Queirós - 14 jogos 2º ano

João Silva - 27 jogos 1 golo 1º ano

João Ricciulli - 11 jogos 1 golo 1º ano

Ronaldo de Souza - 6 jogos 1 golo 2º ano (desde Janeiro)

Tiago Djaló - 7 jogos júnior (até Janeiro)

Pedro Empis - 23 jogos 3º ano

Abdu Conté - 27 jogos 2º ano

Médios

Bruno Paz - 26 jogos 1 golo 2º ano

Daniel Bragança - 20 jogos 5 golos 1º ano (até Janeiro)

Bubacar Djaló - 7 jogos 2º ano

Tomás Silva - 36 jogos 2 golos 1º ano

Nuno Moreira - 25 jogos 3 golos 1º ano

Miguel Luís - 10 jogos 1 golo 1º ano

Paulinho Lucas - 34 jogos 4 golos 3º ano

Matheus Nunes - 10 jogos 2º ano (desde Janeiro)

Francisco Geraldes - 1 jogo 5º ano (desde Janeiro)

Carlos Jatobá - não jogou 5º ano (até Janeiro)

Avançados

Dimitar Mitrovski - 31 jogos 5 golos 1º ano

Marco Túlio - 28 jogos 8 golos 2º ano

Mees de Wit - 21 jogos 1 golo 2º ano

Jovane Cabral - 2 jogos 2º ano

Elves Baldé - 16 jogos 5 golos 1º ano (até Dezembro)

Gonzalo Plata - 4 jogos Júnior (desde Janeiro)

Diogo Brás - 3 jogos Júnior

Pedro Mendes - 34 jogos 18 golos 1º ano

Pedro Marques - 23 jogos 7 golos 2º ano

Leonardo Ruiz - 1 jogo 3 golos 4º ano (até Agosto)

David Wang - não jogou Júnior

(Dados da Wiki Sporting)

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O melhor momento da época para a equipa verificou-se entre meados de Novembro e o início de Janeiro de 2019, período em que alcançou seis vitórias e um empate nos jogos que disputou. Então, parecia ter consolidado processos e filosofia de jogo, com um bom o equilíbrio entre o jogo defensivo e um futebol rápido que envolvia sempre vários jogadores no processo ofensivo. Mas, seguiu-se acentuada instabilidade competitiva como já de tinha verificado no início da época quando nunca conseguiu três vitórias consecutivas.

Dos jogadores que integraram o plantel sub 23, apenas quatro foram chamados a alinhar pela equipa principal esta época: Jovane Cabral participou em trinta e um jogos (Liga Portuguesa, Taça de Portugal, Taça da Liga e Liga Europa), Miguel Luís em catorze jogos (Liga Portuguesa, Taça de Portugal, Taça da Liga e Liga Europa), Thierry Correia dois jogos (Liga Europa) e Bruno Paz um jogo (Liga Europa). Abdu Conté e Pedro Marques foram convocados, mas não chegaram a sair do banco.

Houve jogadores que se destacaram pela qualidade desportiva e espírito competitivo. Os guarda-redes Diogo Sousa e Luís Maximiano, os defesas laterais Thierry Thierry, João Oliveira e Abdu Conté, os centrais rápidos Kiki Kouyaté, João Queirós e João Silva, os médios Bruno Paz, Tomás Silva, Nuno Moreira e Paulinho Lucas, o médio ofensivo Marco Túlio e os avançados Pedro Marques e Pedro Mendes, o goleador da equipa.

Elves Baldé e Daniel Bragança, emprestados ao Paços de Ferreira e ao Farense, justificam uma observação muito atenta. Gonzalo Plata, Matheus Nunes e Ronaldo de Souza foram contratados em Janeiro e revelaram-se jogadores interessantes.

Este escalão (sub 23 ou equipa B) constitui uma fase competitiva essencial na transição entre os juniores e os seniores. Muitos observadores consideram que a Liga Revelação tem uma competitividade inferior à 2ª Liga e que responde essencialmente às necessidades dos clubes que não possuem equipas B. Assinalam que Benfica, FC Porto, Braga e Vitória de Guimarães continuam a competir na 2ª Liga. Tem constado que a Direcção do Sporting está a analisar a possibilidade de voltar a haver uma equipa B.

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publicado às 13:26

Fotografia com história dentro (147)

Leão Zargo, em 18.05.19

 

SCP 1978-79 Antas 1.4.1979.jpg

 

Um Porto - Sporting para o Campeonato Nacional (1978-79)

 

O Porto - Sporting que se disputou em Abril de 1979 para a 24ª jornada do Campeonato Nacional teve um aspecto em comum com o clássico de hoje: portistas e benfiquistas lutaram pelo título até ao último dia, enquanto que o 3º lugar ficou para os sportinguistas. Neste jogo nas Antas, os leões apresentaram-se muito bem organizados e disciplinados tacticamente, num 4x3x3 ameaçador que perturbou os jogadores azuis e brancos. 

 

Durante os noventa minutos da partida, a equipa do Sporting defendeu sempre com grande acerto, o guarda-redes Botelho realizou uma exibição brilhante, o meio campo foi laborioso e o tridente ofensivo com Keita, Manuel Fernandes e Jordão conseguiu manter a defensiva adversária em constante sobressalto. O empate (0-0) acabou por ser o resultado justo e, apesar do ponto perdido, o Porto acabaria por conquistar o Campeonato.

 

Mas, a história da fotografia não se esgota neste “clássico”, e permanece muito válida na actualidade. É que apesar de uma “guerra” declarada com o Benfica, o Sporting foi capaz de se reforçar e preparar a época seguinte, conquistando um título de Campeão Nacional invulgarmente épico, que premiou a orientação sábia e resiliente do treinador Fernando Mendes. Um triunfo inesquecível, de uma equipa com raça e querer inexcedíveis.

 

Na imagem, a equipa leonina que iniciou o Porto 0 - Sporting 0 em 1978-79:

 

Em cima - Laranjeira, Bastos, Keita, Marinho, Jordão e Botelho;

Em baixo - Ademar, Manuel Fernandes, Inácio, Zandonaide e Artur.

 

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publicado às 13:06

Fotografia com história dentro (146)

Leão Zargo, em 12.05.19

 

São Paulo -Sporting  2.10.1960.jpg

 

A inauguração do Estádio do Morumbi

 

O Estádio Cícero Pompeu de Toledo, mais conhecido por Morumbi, em São Paulo, foi inaugurado oficialmente no dia 2 de Outubro de 1960. Nessa altura as bancadas ainda estavam incompletas, mas na década seguinte chegou a ser o maior estádio particular do Mundo, com capacidade para 150 000 espectadores. Foi o primeiro campo de futebol no Brasil a usar traves e postes redondos na baliza.

 

Para a inauguração, o São Paulo convidou o Sporting para um jogo amigável, ao qual assistiram 56 448 adeptos. Os leões apresentaram-se na máxima força, destacando-se Figueiredo, o “Altafini de Cernache”, e os brasileiros Aníbal e Géo contratados no início da época. Foi adiado o jogo com a Académica para a 3ª jornada do Campeonato Nacional. Os tricolores venceram por 1-0, com um golo de Peixinho, que na pequena área cabeceou rente à relva para a baliza leonina. Chamaram-lhe o “golo de peixinho”, pela analogia com um peixe nadando.

 

Entretanto, por estes dias, o Sporting recebeu um convite do São Paulo para, em 2020, ser o convidado de honra nos sessenta anos do Morumbi. Júlio Casares, dirigente do clube brasileiro, esteve em Alvalade e reuniu-se com o vice-presidente Francisco Salgado Zenha e Rahim Ahamad, vogal para a internacionalização da marca, e ficou previsto que esse jogo comemorativo se realizará no mês de Julho do próximo ano.

 

Ficha de jogo:

 

Inauguração do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, 2 de Outubro de 1960

São Paulo 1 - Sporting 0

Árbitro - Olten Ayres de Abreu

 

São Paulo - Poy, Ademar, Gildésio, Riberto, Fernando Sátyro, Victor, Peixinho, Jonas (Paulo Lumumba, depois Cláudio Garcia), Gino Orlando, Gonçalo e Canhoteiro (Roberto Frojuello)

 

Treinador - Flávio Costa

 

Sporting - Aníbal, Mário Lino, Morato, Hilário, Fernando Mendes, David Julius, Faustino Pinto, Hugo Sarmento, Figueiredo (Fernando Puglia), Diego (Géo) e Seminário

 

Treinador - Alfredo Gonzalez

 

Marcador - Peixinho (12m)

 

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publicado às 12:55

Fotografia com história dentro (145)

Leão Zargo, em 05.05.19

 

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António Morais num Sporting - FC Porto em Abril de 1988

 

Em 1987-88 a época ia desastrosa para o Sporting, classificado apenas em quinto lugar no final de Dezembro. Mas, por vezes, o pior está sempre para vir, e aos leões isso aconteceu em Janeiro com apenas uma vitória em cinco jogos. A cereja em cima do bolo foi uma goleada por 4-0 em Penafiel. E a oitava posição na tabela classificativa.

 

Houve a inevitável “chicotada psicológica”, o inglês Keith Burkinshaw foi substituído por António Morais, o antigo adjunto de Pedroto, que chegou a Alvalade confiante no seu valor e do plantel leonino. À cautela acrescentou, com um sorriso irónico, que se por acaso falhasse todos diriam que “foi o sacana do Norte”. Orientou o primeiro jogo em Vila do Conde, em 7 de Fevereiro, com uma vitória por 2-1.

 

António Morais reencontrou-se com o FC Porto na 29ª jornada do Campeonato Nacional. Os portistas ainda estavam invencíveis e lideravam destacadíssimos a competição, que venceriam com quinze pontos de avanço sobre o Benfica, o segundo classificado. Os leões lutavam por assegurar o quarto lugar conquistado ao Boavista, e que dava acesso às competições europeias.

 

Naquela noite fria de 9 de Abril o Estádio de Alvalade estava muito bem composto e o FC Porto mostrou desde logo que não estava ali para correr riscos. Na primeira parte esteve muito organizado no seu meio campo, sem um remate perigoso que tenha incomodado Vítor Damas. Os leões é que sentiam a necessidade da vitória em virtude da disputa com os boavisteiros, jogando sempre em velocidade e pelas alas, com grande destaque para Lima.

 

Os visitantes só reagiram quando Paulinho Cascavel, aos 46 minutos, de fora da grande área, rematou forte e colocado com sucesso ao ângulo superior esquerdo da baliza de Mlynarczyk. A partir daí o jogo ficou equilibrado, até que Mário Jorge marcou um golo invulgar. Pontapé de canto para a pequena área, a bola bateu no peito do guarda-redes e a seguir beijou as redes. O FC Porto ainda reduziu para 2-1, mas foi o melhor que conseguiu fazer.

 

No final do jogo, o treinador do Sporting exprimiu a sua satisfação: “Estamos satisfeitos sem estar eufóricos. Os meus jogadores mostraram aquilo que sabem e conseguimos quebrar a invencibilidade do FC Porto. A nossa massa associativa bem mereceu esta alegria.”  Infelizmente, António Morais não voltou a orientar noutro “clássico” pois pouco tempo depois morreu tragicamente num acidente de viação.

 

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publicado às 13:02

O “eu” e o “nós”

Leão Zargo, em 01.05.19

 

Sporting champions league futsal 2019.jpg

 

O Sporting está diferente. Mas, definitivamente diferente. Na verdade, os sportinguistas puseram termo à insanidade que quase varreu o Clube. Acabaram as voltas olímpicas, os murros no peito e a máxima “a primeira coisa a fazer é criar fama de maluco”. Acabou o tempo do “sebastianismo” com pinceladas “messiânicas”, sem qualquer outro limite que não fosse a glorificação pessoal. Era o tempo do “eu”.

 

Nesta época, até agora, o Sporting foi o campeão europeu de judo de clubes. Campeão europeu de crosse (corta mato) em atletismo feminino. Campeão europeu masculino e feminino de goalball. Campeão europeu de futsal. No momento da vitória, da aclamação dos vencedores, o protagonismo é de quem deve ser: atletas, treinadores e outras pessoas directamente ligadas ao triunfo. Cá dentro, a equipa principal de futebol conquistou a Taça da Liga e vai disputar a final da Taça de Portugal. Afinal, ainda pode ser melhor do que muitos imaginaram. É o tempo do “nós”.

 

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publicado às 12:45

Perder no último instante do jogo

Leão Zargo, em 27.04.19

 

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O Sporting Sub 23 defrontou hoje o Estoril Praia na Amoreira. Os estorilistas venceram por 2-1, com um golo marcado por Mascarenhas nos descontos. Antes do jogo se iniciar havia grande expectativa pois em caso de vitória o Sporting ficaria com os mesmos pontos do Desportivo das Aves na liderança da Liga Revelação.

 

Depois de duas vitórias consecutivas, com esta derrota o Sporting fica em desvantagem na luta pelo título de campeão. Com 39 pontos, menos três do que o líder Desportivo da Aves e menos dois do que o segundo classificado, o Rio Ave, o Sporting precisa de uma conjugação muito favorável: terá de vencer o Benfica na última jornada e que estes dois clubes percam os seus jogos com o Braga e o Estoril.

 

Com este resultado, o Sporting continua em 3º lugar, com 39 pontos. No dia 1 de Maio disputa-se a última jornada da fase de Apuramento de Campeão da Liga Revelação. Os leões jogam com o Benfica no Estádio de Alvalade, às 11h00.

 

 

Ficha de jogo:

 

Liga Revelação (Fase de Apuramento de Campeão - 9ª jornada)

Estoril Praia 2 - Sporting 1

Estádio António Coimbra da Mota, 27.4. 2019

Árbitro: Bruno Rebocho

 

Estoril: Igor, Kadú, Kiko (Klismahn, 88'), João Cardoso (Lionnel, 77'), João Oliveira, Pedro Matos (Tiago Melo, 60'), Fábio Martins - Cap., Albino (Mascarenhas, 77'), Toti, André Franco, Luís Ká

 

Treinador: Vasco Seabra

 

Sporting: Luís Maximiano, Pedro Mendes, Paulinho, João Silva, Pedro Empis (Mitrovski, 66'), João Ricciuli (Thierry Correia 76'), Matheus Nunes, Tomás Silva - Cap., Ronaldo Souza, Marco Túlio, Mees de Wit (Abdu Conte, 46').

 

Treinador: Alexandre Santos

 

Marcadores: Pedro Mendes (8’), Toti (35’) e Mascarenhas (90’+6’)

 

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publicado às 15:07

 

Comitiva do Sporting no aeroporto de Frankfurt 25.

 

O Sporting defrontou em Magdeburgo, então República Democrática Alemã, nas meias-finais da Taça dos Vencedores das Taças em 24 de Abril de 1974. O regresso a Portugal estava previsto para o dia seguinte, 25 de Abril. A viagem não se realizou como estava previsto pois o aeroporto de Lisboa permanecia encerrado em consequência da Revolução dos Cravos.

 

A comitiva ficou retida no aeroporto de Frankfurt de onde voou para Madrid, para depois viajar de autocarro até à fronteira do Caia. Impossível, as fronteiras estavam fechadas e foi necessário encontrar alojamento em Badajoz. Era grande a preocupação, havia notícias na imprensa internacional de mortes e feridos em Lisboa. Os telefonemas eram difíceis.

 

O presidente João Rocha através de contactos com militares do Movimento das Forças Armadas conseguiu desbloquear a situação. Finalmente, lá veio a autorização de entrada no país, mais de quarenta horas depois da eliminatória em Magdeburgo. Mas, ainda bem a tempo de jogar (e vencer) dois dias depois com o Belenenses para a Taça de Portugal.

 

Na fotografia, a comitiva leonina no aeroporto de Frankfurt no dia 25 de Abril de 1974.

 

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publicado às 13:00

Fotografia com história dentro (144)

Leão Zargo, em 21.04.19

 

Carlos Gomes.jpg

 

O guarda-redes desapareceu no intervalo do jogo

 

Entre o leque de grandes guarda-redes do futebol português, Carlos Gomes foi o mais desconcertante de todos. Era um leão indomável senhor dos seus direitos, para além de orgulhoso e de uma frontalidade exasperante. Isso levou-o a ser injusto e até cruel para muitos companheiros, como aconteceu com João Azevedo, e alimentou sempre uma aura de rebeldia e de polémica.

 

Na juventude, no Barreiro, colocava-se atrás da baliza de Francisco Silva, a quem chamava de Ti Chico, para quem ia buscar água fresca e laranjas roubadas nos pomares vizinhos. Aos dezanove anos, suplente no Sporting, exclamou com ironia que “o velho já nem vê a bola”, referindo-se a Azevedo, o “Hércules do Barreiro”, então na fase descendente. A um jornalista que lhe perguntou porque equipava de preto, respondeu que “visto-me de preto, pois enquanto o futebol português estiver nas mãos dos doutores, estou de luto”. Em Espanha, quando teve salários em atraso, garantiu ao presidente do clube que “no hay dinero, no hay portero”.

 

Carlos Gomes regressou de Espanha em 1961 para jogar no Atlético, e foi nessa altura que se verificou um episódio célebre, com contornos na penumbra provavelmente exagerados pela lenda. Ele tinha-se envolvido em determinadas embrulhadas e receava ser preso. Queixava-se de que era perseguido pela polícia política do regime do Estado Novo.

 

Na verdade, em tempos o guarda-redes foi agredido na sede da PIDE, em Lisboa, na sequência de uma discussão por ter estacionado o automóvel numa área reservada aos funcionários. Noutra ocasião, passou uma semana em prisão militar depois de ter troçado de Santos Costa, Ministro da Guerra, quando este discursava numa cerimónia da Selecção Militar de futebol.

 

Por essa razão, Carlos Gomes preparou a sua fuga de Portugal durante uma partida entre o Atlético e o Vitória de Guimarães, em 21 de Janeiro de 1962. Perto do intervalo do jogo chamou o massagista queixando-se de uma lesão. Foi conduzido para o balneário e no regresso das equipas para a segunda parte os agentes da polícia que o vigiavam levaram algum tempo até perceber que ele já não estava na Tapadinha.

 

Escondido na bagageira de um automóvel, Carlos Gomes fugiu em direcção à fronteira espanhola, e viajou depois para Marrocos onde obteve o estatuto de refugiado político e continuou a sua carreira de futebolista, alinhando pelo Ittihad Tânger. Mais tarde, foi treinador na Argélia e na Tunísia. Só voltou a Portugal em 1983.

 

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publicado às 12:50

Vitória justa pela margem mínima

Leão Zargo, em 20.04.19

 

Braga-Sporting_LR.jpg

 

O Sporting sub 23 deslocou-se ao Complexo Desportivo de Fão para defrontar o SC Braga e venceu por 2-1. Tratou-se de uma partida para a 8.ª jornada da Liga Revelação, fase de Apuramento de Campeão. O avançado equatoriano Gonzalo Plata, contratado no mercado de Inverno, estreou-se pela equipa leonina.

 

As duas equipas iniciaram esta partida receando-se mutuamente e procurando impedir situações de perigo nas proximidades das respectivas balizas. Houve muita circulação de bola no meio campo, com os defesas superiorizando-se aos avançados.

 

Progressivamente os leões foram tomando conta do jogo e inauguraram o marcador por Paulinho perto do intervalo. Assistido por Gonzalo Plata, o avançado Pedro Mendes fez o 2-0 aos 54 minutos, numa altura em que o jogo estava controlado pelos sportinguistas.

 

No entanto, os bracarenses reagiram, pressionaram na fase final, e Namora ainda reduziu a diferença no marcador. Pedro Mendes com quinze golos é o melhor marcador leonino.

 

 

Onze inicial do Sporting: Diogo Sousa, Ronaldo, João Silva, Abdu Conté, João Ricciulli, Matheus Nunes, Tomás Silva, Paulinho, Marco Túlio, Gonzalo Plata e Pedro Mendes.

 

Depois deste jogo, o Sporting sub 23 soma 39 pontos e está classificado em 2º lugar, com o Desportivo das Aves, e a dois pontos do Rio Ave que lidera. No dia 27 de Abril a equipa leonina desloca-se a Sintra para defrontar o Estoril Praia.

 

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publicado às 17:41

Fotografia com história dentro (143)

Leão Zargo, em 14.04.19

 

Cipriano dos Santos.jpg

 

Cipriano dos Santos, o guarda-redes que “não inchava com os aplausos”

 

Cipriano dos Santos é considerado o antecessor dos grandes nomes que defenderam a baliza do Sporting. Titular entre 1923 e 1932 e o primeiro guarda-redes leonino que vestiu a camisola da selecção portuguesa. Era marinheiro no Arsenal do Alfeite e foi aí que o Almirante Joaquim Oliveira Duarte o viu jogar, e levou-o para o Clube.

 

Cipriano deu rapidamente nas vistas por ser um jogador calmo entre os postes e valente nas disputas da bola com os adversários. Fotografias da época revelam-no atlético a saltar e a segurar com firmeza as bolas altas. Possuía uma capacidade inata para jogar futebol, sendo capaz de jogar com os pés com grande facilidade, uma competência técnica pouco usual nos guarda-redes daquela época. A pequena área era o seu território por excelência, onde fazia valer a elasticidade e a boa colocação na baliza.

 

Como jogava de frente para a bola falava muito com os seus companheiros da defesa, gritava-lhes ordens e indicações sobre os adversários. Ruy da Cunha, um dos primeiros jornalistas desportivos portugueses, escreveu que o guardião leonino “não inchava com os aplausos” por ser um “modelo de desportista”. O site sportingcanal refere o seu carácter, o desportivismo e o espírito de sacrifício, salientando que mesmo adoentado realizou jogos extraordinários.

 

Cipriano dos Santos pertence à História do Sporting. Foi ele que defendeu a baliza leonina na final vitoriosa do Campeonato de Portugal (3-0) disputada com a Académica em Faro, em 24 de Junho de 1923, na conquista do primeiro título a nível nacional. Venceu ainda por quatro vezes o Campeonato de Lisboa. Foi distinguido com a Medalha de Mérito e Dedicação nas Bodas de Prata do Sporting, em 1931.

 

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publicado às 13:28

Vencer mesmo sofrendo

Leão Zargo, em 13.04.19

 

 

O Sporting (sub 23) defrontou e venceu o Desportivo das Aves por 4-3 hoje em Alcochete. Tratou-se da 7ª jornada da fase de apuramento de campeão da Liga Revelação. Miguel Luís voltou a ser titular e jogou durante todo o jogo.

 

As duas equipas equivaleram-se na fase inicial da partida, mas aos 20 minutos Miguel Luís teve uma boa oportunidade e rematou ao lado. Foi o primeiro sinal de grande perigo. A expulsão do avense João Batista, por agressão a um adversário, permitiu um claro domínio sportinguista. Aos 43 minutos, na sequência de um remate de Marco Túlio ao poste, houve falta na grande área do Aves e Pedro Mendes inaugurou o marcador de penálti. Na jogada seguinte, Ricardo Rodrigues fez o empate.

 

O Sporting entrou muito forte na segunda parte e logo nos primeiros minutos Marco Túlio marcou por duas vezes. Os leões tornaram-se mais ofensivos e rematadores e Paulinho conseguiu um belo golo. Ricardo Rodrigues, o melhor do Aves, completou o seu “hat-trick” e lançou algumas dúvidas sobre o vencedor. No entanto, a equipa leonina foi capaz de se organizar e não voltou a sofrer golos. Miguel Luís esteve muito bem na organização do jogo sportinguista.

 

Com esta vitória, o Sporting sub 23 aproximou-se da liderança da Liga Revelação, ficando em 3º lugar, com 36 pontos, a quatro do Rio Ave, o primeiro classificado. Na próxima jornada, em 20 de Abril, a equipa leonina desloca-se a Braga para defrontar o clube local.

 

sporting_cp_-_cd_aves_sub-23_2.jpeg

 

Ficha de jogo:

 

Liga Revelação - 7.ª jornada, 2.ª fase (Apuramento de Campeão) - 13. 04. 2019

Sporting  - Desportivo das Aves

CGD Stadium Aurélio Pereira, Alcochete

 

Sporting: Luís Maximiano, Ronaldo Souza, João Silva, João Ricciulli, Pedro Empis (Abdu Conté, 79), Tomás Silva (capitão), Paulinho, Matheus Nunes, Miguel Luís, Marco Túlio (Dimitar Mitrovski, 69) e Pedro Mendes (Nuno Moreira, 79)

 

Treinador: Alexandre Santos

 

Desportivo das Aves: Raphael Aflalo, Bruno Sousa, João Batista, Ivanilson Magalhães, Zidane Banjaqui, Flávio Cristóvão, Jorge Braima “Bura”, Bruno Lourenço, Jorge Vilela, Ricardo Rodrigues e António Xavier

 

Treinador: Leandro Pires

 

Golos: Pedro Mendes (43’), Ricardo Rodrigues (44’, 74’ e 81’) e Marco Túlio (48’ e 49’)

 

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publicado às 17:13

Fotografia com história dentro (142)

Leão Zargo, em 07.04.19

 

Sporting 3 - Académico 3 1975-76.jpg

 

Valeu o “hat-trick” de Manuel Fernandes

 

O Sporting recebeu o Académico de Coimbra em Alvalade, em 13 de Março de 1976, e aos vinte e quatro minutos de jogo já tinha sofrido três golos. Damas estava irreconhecível, desconcentrado, e quando o topo sul começou a assobiá-lo pediu ao treinador para ser substituído. Saiu para os balneários debaixo de uma grande vaia. Para um guarda-redes, um dia mau na baliza é um dia de crucificação, mas aquilo foi muito pior ainda.

 

Nessa altura estavam decorridos vinte e nove minutos de jogo, os leões perdiam por 3-1 e Juca teve de substituir Damas por Matos. Em 1975-76 o pior estava sempre por vir. À irregularidade no Campeonato, à interdição do Estádio de Alvalade devido a uma invasão na Tapadinha e à eliminação precoce na Taça UEFA, seguiu-se a suspensão do guarda-redes pela Direcção do Clube.

 

Naquele dia valeu o “hat-trick” de Manuel Fernandes que evitou uma derrota que chegou a parecer inevitável. Tinha sido contratado para substituir Hector Yazalde e logo na primeira época marcou trinta e dois golos. O seu futebol tecnicista feito de invulgar versatilidade e intuição, mas também de grande acerto e potência, está bem expresso neste lance na pequena área adversária.

 

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publicado às 12:53

Jogadores emprestados pelo Sporting

Leão Zargo, em 02.04.19

 

Domingos Duarte Deportivo.jpg

 

A categoria de Bruno Fernandes tem impressionado todos que acompanham o futebol português. Segundo o jornal Record, a Direção do Sporting pretende renovar a ligação contratual através do aumento do vencimento e da cláusula de rescisão. A verificar-se será uma medida de boa gestão pois o futuro a médio prazo do plantel leonino passa pelo médio ofensivo.

 

No que refere ao planeamento do plantel a médio prazo, tem interesse recordar os trinta e dois jogadores que o Sporting emprestou a diversos clubes. O número elevado de atletas com vínculo contratual com o Clube e a extinção da equipa B determinou este excesso de empréstimos. 

 

Jogadores emprestados pelo Sporting:

 

Emiliano Viviano - guarda-redes - SPAL (Itália)

André Geraldes - defesa - Sporting Gijón (Espanha)

Guilherme Ramos - defesa - Mafra

Jonathan Silva - defesa - Leganés (Espanha)

Domingos Duarte - defesa - Deportivo Corunha (Espanha)

Ivanildo Fernandes - defesa - Moreirense

Lumor - defesa - Goztepe (Turquia)

Gonçalo Vieira - defesa - Santa Iria

Mauro Riquicho - defesa - Louletano

Rafael Barbosa - médio - Portimonense/Paços Ferreira

Ricardo Guima - médio - Académica

Pedro Ferreira - médio - Mafra

Edu Pinheiro - médio - Cesarense/Sintrense

Alan Ruiz - médio - Colón/Aldosivi (Argentina)

Budag Nasyrov - médio - Zira (Azerbeijão)

Mattheus Oliveira - médio - Vitória de Guimarães

Ryan Gauld - médio - Farense/Hibernian (Escócia)

Carlos Jatobá - médio - Atlético Goianense (Brasil)

Daniel Bragança - médio - Farense

Wallyson - médio - Estoril-Praia

Bruno Paulista - médio - Londrina (Brasil)

João Palhinha - médio - SC Braga

Josip Misic - médio - PAOK (Grécia)

Elves Baldé - extremo - Paços Ferreira

Mama Baldé - extremo - Desportivo das Aves

Iuri Medeiros - extremo - Génova (Itália)/Legia (Polónia)

Ary Papel - extremo - 1º de Agosto (Angola)

Matheus Pereira - extremo - Nuremberga (Alemanha)

Gelson Dala - avançado - Rio Ave

Bruno Fernandes - avançado - Gafanha/U. Madeira

Leonardo Ruiz - avançado - Zorya (Ucrânia)

Ronaldo Tavares - avançado - Cova da Piedade

 

Trata-se de um conjunto vasto de jogadores, muitos deles sem hipóteses de virem a alinhar na equipa principal do Sporting. No entanto, pelo percurso no passado e o desempenho na presente época, haverá quem tenha qualidade e potencial para, no mínimo, prestar provas na pré-época de 2019-20.

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publicado às 17:29

 

Boletim do Sporting CP 22.3.1922.jpg

 

Em 31 de Março de 1922 foi publicado o primeiro “Boletim do Sporting Club de Portugal”, com a periodicidade quinzenal. Inicialmente tinha oito páginas no formato de 20x28 e o pagamento facultativo de 2$00 semestrais. Trata-se do mais antigo periódico europeu de um clube desportivo.

 

A convicção da absoluta necessidade de um órgão informativo do Sporting nasceu numa tertúlia no Café Martinho, em Lisboa, onde se destacavam José Serrano, Mendes Leal e Júlio Araújo. O aprofundamento do espírito leonino, a defesa dos interesses do Clube e a circulação da informação eram alguns dos objectivos iniciais. “Razão de ser” foi o título do primeiro editorial.

 

Inúmeras gerações de sportinguistas consolidaram o seu querer e a sua paixão pelo Clube através da leitura das narrativas escritas nas páginas do Boletim, que passou a jornal em 1952. No seu período inicial teve como competidor o “Sport de Lisboa”, pertença dos rivais de sempre, que já existia mas que depois se extinguiu.

 

Longa vida ao “Jornal Sporting” !

 

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publicado às 18:00

Fotografia com história dentro (141)

Leão Zargo, em 31.03.19

 

Malcolm Allison Taça Portugal 1981-82.jpg

 

“Big Mal”

 

O Sporting teve uma temporada desastrosa em 1980-81. Praticamente, o pior aconteceu em todas as provas em que participou. Para a época seguinte, o presidente João Rocha considerou que para o cargo de treinador teria de haver uma decisão inesperada e ousada. Tendo falhado a intenção de contratar José Maria Pedroto, seguiu uma sugestão de John Mortimore e foi buscar Malcolm Allison. O plantel era forte. A Manuel Fernandes, Jordão, Eurico, Carlos Xavier, Bastos, Inácio, Mário Jorge, Ademar e Nogueira, entre outros, acrescentou António Oliveira e Ferenc Mészáros.

 

“Big Mal” foi o mais heterodoxo de todos os treinadores do Sporting das últimas décadas, talvez mesmo incomparável em toda a história do Clube. Jogadores e adeptos contam inúmeras histórias a propósito dele, fascinantes, umas, e inverosímeis, outras. Com os seus métodos de treino, filosofia de jogo e cultura desportiva formou com Oliveira, Manuel Fernandes e Jordão um triângulo ofensivo inesquecível, um meio campo operário e uma defesa de betão. Houve sempre uma história de conflitos de egos entre as três estrelas da equipa, mas o Sporting conquistou o Campeonato e a Taça de Portugal.

 

Em Alvalade os jogos começavam vinte minutos antes da hora marcada quando Malcolm Allison ascendia ao nível do relvado junto da Bancada Superior Sul. O efeito era poderoso. Carlos Xavier contou mais tarde que “quando íamos a caminho do relvado já estávamos em pele de galinha, porque o Allison entrava em campo antes de nós e era um espectáculo dentro do próprio espectáculo. Dava a volta ao campo com o braço no ar a segurar o inconfundível chapéu. Os adeptos deliravam e nós também. Houve uma altura em que até havia música ao vivo e se tocava o Comanchero. O Estádio ia abaixo”.

 

Na pré-época de 1982-83, João Rocha cometeu talvez o maior erro da sua gestão ao despedir “Big Mal” durante o estágio na Bulgária. Uma história nunca esclarecida que terá gerado grande instabilidade e indisciplina na equipa de futebol. O presidente suspendeu o técnico, despedindo-o pouco depois, e António Oliveira foi nomeado jogador-treinador. Depois de ter conquistado a sua quinta “dobradinha”, o Sporting terá iniciado a fase que o conduziu à secundarização desportiva no futebol nacional.

 

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publicado às 13:00

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