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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
A equipa B do Sporting sofreu hoje a sua quinta derrota da campanha 2013/14, perdendo em Alvalade com o Desportivo das Aves por 2-1. O golo solitário dos leões foi marcado por Luka Stojanovic que entrou em campo aos 64 minutos.
O Sporting encontra-se agora provisoriamente em 14.º lugar com 9 pontos, assente em 3 vitórias a acompanhar as 5 derrotas, com apenas 7 golos marcados e 12 sofridos.
Não assisti ao jogo e, por isso, não o vou comentar, mas segundo as reportagens noticiosas houve muita ineficácia ofensiva por parte dos leões, com Cissé a ser apontado como "o mais perdulário".
Abel Ferreira que me desculpe mas a sua tese de que as dificuldades devem-se simplesmente ao aumento de exigências na passagem dos juniores para os seniores, fica longe de explicar tudo, especialmente considerando que a equipa ainda hoje alinhou com Welder, Rúben Semedo, Nuno Reis, João Mário, Edelino Ié, Filipe Chaby e Cissé, que não são jovens totalmente inexperientes.
Se dermos asas à imaginação - e não é preciso muita - contabilizando o potencial para produção ofensiva entre os não inscritos e os que foram emprestados, sem maior razão de ser, o cenário poderia ser muito mais agradável, tanto quanto ao colectivo como individualmente. E... não me vou dar ao trabalho de reiterar as minhas dúvidas sobre o que eu considero ser a promoção prematura do treinador.
Uma muito boa primeira parte pelo Sporting onde só faltaram os golos nas diversas oportunidades criadas. Já o mesmo não se pode dizer dos segundos 45 minutos, a fluidez de jogo e alguns jogadores desapareceram e mais um má cobertura defensiva permitiu o único golo da partida.
A estreia a titular de Magrão no meio campo, dando claras indicações de ser um jogador experiente mas não é o 10 que o Sporting tanto precisa. Montero esteve mais envolvido nas acções deste jogo e poderia ter marcado, mas continua muito sozinho na frente do ataque. Wilson Eduardo bem nos primeiros 45 minutos mas muito menos influente na segunda parte. É evidente que este Sporting ainda está longe do que se pretende e Leonardo Jardim continua com muito trabalho pela frente.
Por fim, a questão que mais me incomodou durante o jogo: temos outro "caso" em Eric Dier ?... Como explicar a sua total ausência nos dois jogos do torneio no Algarve ?... Decerto que não é Maurício que lhe tira o lugar.
Uma situação que exige explicação.
Nota: Leonardo Jardim louvou a primeira parte da equipa e lamentou a finalização, confiante que esta vai aparecer. Entende que a equipa está a progredir, o que até pode ser o caso, mas os jogos têm 90 minutos e verificam-se muitas oscilações de rendimento.
Adien sofreu um entorse no pé que, em princípio, não aparenta ser grave e a única explicação sobre Eric Dier é que ficou fora "por precaução". Esperamos que seja apenas isso.
Como quase sempre nestas provas internacionais, Portugal consegue fazer o mais difícil: ser derrotado por uma equipa perfeitamente ao alcance através de golos escandalosamente falhados e erros defensivos infantis. Começou logo no primeiro minuto com Aladje mesmo em cima da linha de golo a fazer o "impossível", rematar por cima da trave. No segundo golo de Gana, falhanços de marcação tanto de Tiago Ilori e Mica e no terceiro golo da equipa africana, de livre, a bola vai directa à barreira de dois homens e Edgar Ié desvia-se para permitir o esférico entrar na baliza portuguesa. Já nos descontos, Bruma, bem colocado na área, desperdiçou uma excelente oportunidade de igualar o marcador.
Parece que falta sempre aquela mentalidade ganhadora na hora da verdade, indiferente dos talentos à disposição. Esta equipa de sub-20 tem isso mesmo, muito talento, e tinha a obrigação de ir muito mais longe na competição e não ser eliminada pelos inferiores ganenses.
O Sporting fez um bom jogo, um jogo muito competente, mas... e há sempre o mesmo mas, apesar das diversas oportunidades de golo que criou, não conseguiu finalizar, ao contrário do Paços de Ferreira que teve uma única durante os 90+4 minutos e não falhou. Será possível apreciar desempenhos individuais, mas penso que o jogo se resume a quatro lances cruciais: 1) uma bola que André Martins recebeu na grande área pacence e somente com o guarda-redes pela frente rematou para as nuvens; 2) o livro indirecto dentro da área que Rojo rematou contra a barreira; 3) a grande-penalidade não assinalada por Pedro Proença aos 61' por falta do guarda-redes sobre Ricky e, finalmente, o livre do Paços que Josué mandou ao poste e por falta de marcação defensiva do Sporting deu o cabeceamento para dentro da baliza leonina.
Pedro Proença esteve bem durante todo o jogo excepto no supracitado lance que ele interpretou não ser passível de falta para grande penalidade.
Embora o Sporting ainda não esteja afastado matematicamente de um lugar europeu, é realístico pensar que com dois pontos de atraso e mesmo admitindo a derrota do Estoril amanhã frente ao Benfica, é muito improvável que este venha a perder pelo menos três pontos nos seus dois últimos desafios da época; o primeiro contra o Beira-Mar, em casa, seguido pelo Gil Vicente em Barcelos. E isto, partindo do princípio que o Sporting conseguirá vencer os seus restantes jogos. Veremos, agora, o impacto que este cenário vai ter na estrutura do futebol do Sporting.
Um jogo muito equilibrado no estádio da Luz, em que a diferença fundamental foram os... golos. O Sporting apresentou-se muito bem organizado e não permitiu ao Benfica o seu usual domínio ofensivo mas, a bem dizer, também não criou suficientes oportunidades para si próprio. Teve mais posse de bola mas faltou-lhe o que sempre lhe falta, profundidade e criatividade no miolo e, sobretudo, remates à baliza de Artur dessa zona do terreno. No primeiro golo encarnado não houve erro defensivo mas foi dado exagerado espaço e tempo a Salvio para ele executar o remate com perfeição à baliza de Rui Patrício, sem hipótese para este. Houve alguma permissividade no segundo golo, que começou com um alívio curto de Boulahrouz e troca de bola entre Gaitan e Lima para a finalização deste, com Rui Patrício a fazer-se tardiamente à bola.
Os jovens do Sporting estiveram bem mas ainda lhes falta aquela maturidade necessária para fazerem a diferença em jogos de alta pressão. Por muito bem que André Martins tenha jogado, não deixo de ficar com a ideia que Labyad fez muita falta pela sua capacidade de remate e maior aptidão para jogar no corredor central ofensivo. O Sporting, que eu me recorde, não fez um único remate perigoso enquadrado com a baliza adversária. As lesões de Eric Dier e um pouco mais tarde de Miguel Lopes terão condicionado a equipa, mas são incidências de jogo e tem de se saber lidar com elas.
Por fim, temos a arbitragem de João Capela com flagrante disparidade de critérios e, na minha opinião - aqui arrisco exagerar - com três grande penalidades por marcar a favor do Sporting. Nos minutos iniciais por falta sobre Capel, aos 86' e 90 + 2' em lances que Viola foi claramente derrubado em falta, na grande área benfiquista. Ainda houve o outro lance de Ricky van Wolfswinkel, mas ficamos por aqui.
Muito embora o resultado não seja ao agrado do Sporting, não o afasta significativamente de um lugar europeu pelos outros resultados da jornada, em que tanto o Marítimo, Estoril e Rio Ave também sofreram derrotas. Esta luta vai-se arrastar até à última jornada.
P.S. Uma opinião que tenho já há algum tempo concerne Bruma. Por muito talentoso que seja, acho que a sua inclusão na equipa como titular é prematura. Hoje, como em outros jogos, faltou o melhor nos últimos 15-20 metros e, defensivamente, sentiu muitas dificuldades em dar cobertura ao seu corredor. É provável que seja uma decisão algo precipitada pela sua situação contratual, mas penso que o seu envolvimento na equipa deveria ser mais gradual.
O Sporting foi bem derrotado na visita ao Estoril, menos por aquilo que o adversário fez, mais, muito mais pelo que o Sporting não fez ou fez errado. Os «leõeszinhos» hoje mostraram a sua juventude e os mais experientes cometeram erros decisivos, o caso de Ricky van Wolfswinkel em não concretizar a grande penalidade e, Rui Patrício, num dos jogos mais desastrosos em memória. Na primeira parte e apesar da liderança no marcador com o bom golo de Ricky, pelo excelente passe de Bruma, a equipa leonina sentiu enormes dificuldades em controlar o meio campo e o fio de jogo. Muitos passes falhados, muitas bolas perdidas e pouca profundidade ofensiva. A situação melhorou no segundo tempo, especialmente pela entrada de Carrillo e Diego Rubio mas a grande penalidade falhada desnorteou a equipa. No terceiro golo do Estoril, apesar da bola ter sido bem colocada na marcação do livre, fica a ideia que Rui Patrício não estava concentrado e atrasou-se imenso em fazer-se à defesa.
A arbitragem cometeu erros mas não influenciou o resultado. Foi perdoado o segundo amarelo a Marcos Rojo e foi permitido ao Estoril fazer um jogo mais viril e faltoso. Um caso discutível, aquele em que Diego Rubio cabeceia e o árbitro auxiliar assinalou, incorrectamente, o fora de jogo. Fica a sensação de que o guarda-redes parou o esférico já dentro da baliza.
Mais três pontos perdidos e mais distantes ficaram os lugares que dão acesso às provas europeias. Jesualdo Ferreira terá que continuar o trabalho de recuperação da equipa, tarefa nada fácil.
Este Sporting - Marítimo resume-se à já notória falta de criatividade e agressividade ofensiva no último terço do terreno, também com algumas excelentes defesas do guarda-redes «madeirense». O Sporting desta época demonstra enormes dificuldades em marcar golos, factor que o impede de somar pontos em jogos que controla quase completamente. A defesa leonina esteve novamente bem, assim como Rui Patrício, que fez duas ou três defesas de qualidade em jogadas de contra-ataque. Não teve hipótese no golo que sofreu, maioritariamente pela boa execução do avançado do Marítimo.
Mesmo a jogar bem, mas por não conseguir penetrar as balizas adversárias, o Sporting continua a complicar as suas aspirações de assegurar um lugar de acesso às provas europeias na próxima época. Houve uma «chuva» de assobios no termo da partida e se foi dirigida à equipa leonina, é injusta, uma vez que não houve falta de empenho nem qualidade de jogo, salvo, como já foi mencionado, a incapacidade de penetrar melhor e de dar o «golpe» final. A arbitragem de Duarte Gomes não teve influência no resultado, apenas permitindo excesso de faltas ao Marítimo, sem cartões, na primeira parte e, na minha opinião, um livre indirecto na pequena área que ficou por marcar, por pé à cabeça de Diego Capel, naquela jogada que quase deu golo e onde o esférico acabou por sair, na recarga, pela linha de cabeceira. Este é o Sporting que temos no momento e só resta dar o maior apoio possível, para ainda salvar alguma coisa desta época que, uma vez concluída, é melhor esquecida.
Esta equipa, entre tanta coisa, não tem sorte alguma. Mesmo sem deslumbrar, esteve melhor do que o Rio Ave quase o jogo todo e acabou por sair derrotada por consequência de dois ressaltos de bola infelizes que resultaram em golos fortuitos. A defesa esteve bem - o Rio Ave não teve mais do que duas ou três jogadas de perigo - Rui Patrício, salvo erro, fez somente duas defesas de maior dificuldade - mas faltou o mesmo de sempre: o jogador 10 para fazer a diferença do meio campo para a frente e a agressividade e profundidade ofensiva no último terço do terreno. Jéffren podia ter dado a vantagem de dois golos ao Sporting, mas não foi eficaz suficiente para bater o guarda-redes do Rio Ave.
A primeira derrota de Jesualdo Ferreira desde que assumiu o lemo técnico da equipa e, considerando o que irá ocorrer dentro de breves dias, não veio numa boa altura, pese não existirem boas alturas para derrotas. A equipa está muito bem arrumada com Rinaudo a comandar as principais operações e com mais uma excelente prestação, mas falta aquele algo extra que faz a diferença entre as vitórias e as derrotas.
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