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«Era o meu aniversário. Fazia vinte aninhos! Nessa altura, eu não era muito certeiro nos cruzamentos. O Manuel José sabia disso e prometeu-me um jantar de lagosta se eu falhasse os cruzamentos nesse dia, só para me entusiasmar.Fiz o primeiro...golo! Fiz o segundo...golo! Quando fiz o segundo fui ao banco, abracei-me a um companheiro de equipa e disse-lhe, «já ganhámos um jantar.» Ao lado estava o Manuel José. Aviseio-o logo, «estou à espera do jantar!»

Mas nesse jogo há ainda outra história. Na altura ganhávamos pouco dinheiro e o Mário Jorge tinha comprado um Peugeot a prestações havia pouco tempo. Quando estávamos a vencer pr 2-0, tínhamos a eliminatória ganha e ele virou-se para a bancada onde se encontrava p homem que lhe tinha vendido o carro e disse-lhe, «pago-lhe já as prestações todas, com o prémio do jogo.» Quando o Barcelona marcou o 2-1, que lhe deu a passagem à eliminatória, virou-se outra vez para a bancada e disse, «ò chefe, preciso de mais 24 prestações.» (Taça UEFA, 5 de novembro de 1986)

 

* Do livro «Estórias d'Alvalade» por Luís Miguel Pereira

 

 

publicado às 23:10

Campeonato Nacional - 27 de Maio de 1962: Sporting 3 Benfica 1 - Sporting: Libânio, Lino, Hilário, Perides, Lúcio e Fernando Mendes; Hugo, Figueiredo, Diego, Geo e Morais. Benfica: Costa Pereira, Mário João e Ângelo; Cavem, Germano e Cruz; Simões, Eusébio, José Águas, Coluna e José Augusto.

O Carnaval já lá ia mas tinham sobredo serpentinas, cornetas e «fungagás». O público, em número redondo de 70 mil pessoas, agarrou nos restos e gastou-o naquela tarde. Havia Motivos de sobra: era a festa do título contra o fresquinho Campeão Europeu chamado Benfica.

«Aquele foi um jogo que definiu, no fundo, o grupo de trabalho que o Sporting tinha na altura. Eram jogadores muito iguais, quase ninguém sobressaia, éramos de uma bitola muito parecida, cada um na sua posição, é claro! Curiosamente,a selecção nacional era formada pela nossa defesa e pelo ataque do Benfica, com outros no meio. O nosso grupo de trabalho era muito unido, principalmente devido à intervenção excelente do treinador Juca. Foi a vitória da amizade, do bom abiente e de um grupo de pessoas que estavam imbuídas do mesmo espírito.

Recordo-me que, à partida, nós não éramos favoritos à conquista do título. Era um grupo muito novo, quase todos formados no Sporting. Nesse jogo frente ao Benfica, fiz uma assistência para um golo marcado por Morais. No final, houve invasão. Não havia barreiras ou vedações, as pessoas eram pacíficas. Foi uma festa».

 

* Do livro «Estórias d'Alvalade» por Luís Miguel Pereira

 

publicado às 01:12

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Taça das Taças 1963-64



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