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"Se Deus quisesse que jogássemos futebol nas nuvens, teria posto relva lá em cima". A frase do já falecido Brian Clough parece agora ganhar novo sentido, perante o que se começa a perceber ser a ligação entre o futebol e o desenvolvimento de demência. Por isso mesmo, a Federação Escocesa está a ponderar banir os cabeceamentos no futebol juvenil, revelou esta quinta-feira a BBC.

De acordo com um estudo recentemente divulgado no "The New England Journal of Medicine", em que também esteve envolvido John MacLean, o médico da Federação Escocesa, o número de mortes relacionadas com doenças neurodegenerativas é mais alto em ex-jogadores de futebol, assim como a prevalência de demência.

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A Federação escocesa pondera, assim, proibir que os(as) futebolistas com menos de 12 anos cabeceiem bolas, em treino, por prevenção, algo que também já acontece nos EUA. Na Europa, contudo, a Escócia seria o primeiro país a impor uma proibição semelhante.

"Temos de tomar algumas decisões sensatas e pragmáticas neste momento e isso tem a ver com o tentar reduzir o número de vezes que os jovens cabeceiam a bola - e mesmo nos treinos costuma haver mais cabeceamentos do que nos jogos", explicou John MacLean à BBC, assumindo que ainda não está directamente provado que sejam os cabeceamentos a prejudicar os jogadores, mas, por uma questão de "bom senso", o médico diz que não se pode "estar a à espera de provas claras" sobre o assunto.

Artigo de Tribuna Expresso

publicado às 03:16

Enquanto não se vislumbram avanços significativos na transferência do capitão leonino para o emblema inglês, vai-se falando dos contornos do negócio e das trocas que este pode envolver. Anteontem registaram-se passos em frente nesse particular uma vez que, dos quatro nomes propostos pelos Red Devils para incluir no negócio, o acordo contempla ainda a cedência temporária de um ou dois futebolistas e há um que reúne consenso em Alvalade: o internacional brasileiro Andreas Pereira, de 24 anos.

Aquando da recém-reunião que levou Frederico Varandas e Hugo Viana a Londres, onde conversaram com responsáveis dos Red Devils, o Manchester United mostrou-se desde logo disponível para incluir jogadores no acordo, uma medida que agradou aos leões. Dessa forma, para além de dinheiro fresco, poderiam ainda contar com reforços para a equipa principal.

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No entanto, os nomes entretanto apresentados (o guarda-redes Joel Pereira, de 23 anos, o defesa Marcos Rojo, de 29, o médio ofensivo Andreas Pereira, de 24, e o avançado Angel Gomes, de 19) levaram o Sporting a pedir algum tempo para pensar. Dessas cartaz, as que mais entusiasmaram o leão foram o internacional brasileiro e o velho conhecido Marcos Rojo. O regresso do argentino, no entanto, já ficou praticamente fora de hipótese, graças ao salário elevado.

Neste momento, Andreas Pereira é a solução mais forte. O jogador brasileiro terá ainda uma palavra a dizer. A favor do Sporting está o facto de uma permanência em Old Trafford poder significar menos protagonismo, uma vez que estará provavelmente tapado por Bruno Fernandes.

O negócio deverá ficar esclarecido até ao fim de semana. Ou seja, Bruno Fernandes deverá defrontar o Benfica na sexta-feira, em Alvalade, como desejava o Sporting.

Artigo de Tribuna Expresso

publicado às 03:04

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Considerações de José Peseiro sobre a sua mais recente aventura ao leme do Sporting, em entrevista à Tribuna Expresso:

O SPORTING QUE APANHOU

"Eu apanhei o vulcão na maior erupção... A maior cratera em que o Sporting esteve, eu estava lá. Estive no pior momento da história do Sporting. Quando saímos, estávamos a dois pontos do primeiro lugar e ainda em todas as competições. Fizemos uma equipa num turbilhão, numa confusão."

AS DIFERENÇAS ENTRE FC PORTO E SPORTING

"O FC Porto é, neste momento, mais organizado do que o Sporting, porque não passou pelo trauma que o Sporting passou no último ano e meio. O FC Porto tem melhor plantel, mais qualidade, mais organização, mais equipa, fruto também da qualidade do seu treinador e daquilo que ele tem dado ao FC Porto. O Sporting tem um onze de qualidade, mas, fora do onze, não tem a mesma qualidade que o FC Porto.

O clube, fruto do que se passou, não está unido. Antes do trauma, teve dois/três anos de grande nível. O Sporting tem mudado a direção técnica e os jogadores. O FC Porto também vendeu jogadores, mas contratou com qualidade. O Sporting não tem os recursos do FC Porto. Não estando na Champions, tem menos recursos."

NAKAJIMA, QUE QUERIA CONTRATAR PARA O SPORTING

"Nakajima era um dos jogadores que queríamos contratar, mas não conseguimos por ser caro. Queria para médio ofensivo, extremo de jogo interior. É um jogador que tem de ter movimento e dinâmica para desequilibrar. Mas tem capacidade de decisão e uma relação com bola muito boa."

publicado às 02:48

Liga NOS vida selvagem

Rui Gomes, em 12.12.19

21285923_RdzlC.jpegConseguimos vê-los na fotografia, a conversar uns com os outros, um deles com a bola no pé, até meio alheados do que se passa - o que é bom, na verdade. Eles chamaram-me a atenção porque, ultimamente, temos tidodias recheados de peripécias com apanha-bolas.

Primeiro foi o caso de José Mourinho, no Tottenham, a recompensar a clarividência de um deles, no jogo, na conferência pós-jogo e até no treino seguinte, onde o rapaz foi convidado a estar; e este fim de semana foi Duncan Ferguson, o treinador que ficou, interinamente, a tomar conta do Everton depois da saída de Marco Silva, que celebrou efusivamente um dos golos da equipa frente ao Chelsea com um apanha-bolas.

Ambas as situações descritas ocorreram na Premier League e isso não é, na verdade, coincidência ou sequer surpreendente: há outro campeonato no qual o futebol e tudo o que está à sua volta seja tão valorizado? Não creio (ao contráriodo que disse recentemente Jorge Jesus, do alto da sua soberba - está um homem mudado, diziam eles... então não).

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E assim chegamos aos apanha-bolas do Belenenses SAD (será que são do Belenenses SAD ou do Belenenses? Dúvidas (im)pertinentes)-FC Porto, que foram brindados com um excelente espetáculo no relvado do Jamor, não durante os 90 minutos, mas já após o apito final. Que, diga-se, não é espetáculo exclusivo às cores em questão, mas costumeiro por muitas das cores que entram num relvado em Portugal, entre comunicados, queixumes e dramatizações, com a assistência até de quem deveria promover o jogo mediaticamente, mas que não tem "juízo" para mais.

..... É assim a nossa Liga NOS. Mais vale os nossos apanha-bolas verem o United a surpreender o City, Messi a marcar como se nada fosse, Suárez a inventar soluções de predestinados, Ronaldo a continuar a somar golos, Joaquín a fazer história aos 38 anos, etc, etc, etc. Para ver esta Liga portuguesa, só mesmo como quem vê um documentário sobre a vida animal.

Texto de Mariana Cabral, em Tribuna Expresso

publicado às 03:02

O planeta dos Grupos Organizados de Adeptos

Um ponto de viragem na história, não só do Sporting, mas, sobretudo, do desporto nacional

Rui Gomes, em 27.10.19

mw-130.jpgComportamentos, por vezes, selvagens e, tantas vezes, irracionais. Em casa, estão à solta. Fora de casa, ficam em jaulas. Não são todos, mas são alguns. São demasiados. São mesmo demasiados que prejudicam os restantes que nesse grupo são incluídos e rotulados de igual forma. Grupos Organizados de Adeptos, os “GOA” ou as Claques.

Estamos todos familiarizados com estes termos, assim como estamos conscientes do que significam para além do que consta do seu mero literal significado. Na versão teórica são... “conjuntos de pessoas, filiadas ou não numa entidade desportiva, que actuam de forma concertada, nomeadamente através da utilização de símbolos comuns ou da realização de coreografias e outras iniciativas que visam apoio a clubes, associações ou sociedades desportivas, com carácter de permanência”.

Na prática, não são apenas isso. São muito mais. Por terem aquele significado “no papel”, seriam a estes grupos que a entidade desportiva concederia facilidades de utilização ou cedência de instalações, apoio técnico, financeiro ou material.

A verdade é que estes grupos já não eram só isto no passado e, seguramente, também não o são apenas desde 2009 (Lei n.º 39/2009, de 30 de Julho, estabelece o Regime Jurídico da Segurança e Combate ao Racismo, à Xenofobia e à Intolerância nos Espectáculos Desportivos). São tudo aquilo, mas também, em grande parte, grupos onde emergem associações criminosas de diversa índole, cuja expressão e dimensão permanecem arredadas do conhecimento público até as práticas criminosas atentarem contra a integridade física e moral.

A verdade é que os sucessivos casos que chegam ao nosso conhecimento, mais ou menos mediáticos, não reflectem a pacífica realidade que os conceitos acima transcritos parecem descrever.

É tempo de ponderar o que fazer com a verdadeira realidade e deixar de pactuar com uma situação em que as entidades desportivas são como escudos de um leque determinado de pessoas que vivem à margem da lei e que, em excessivo número de situações, nada mais fazem pelo desporto que não seja denegrir a sua imagem.

No passado dia 20 de Outubro de 2019 foi o dia em que o Sporting Clube de Portugal e a Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD informaram os sócios que haviam resolvido os protocolos celebrados com a Associação Juventude Leonina e com o Directivo Ultras XXI – Associação.

O ponto final nesta relação poderá ser também um ponto de viragem na história, não só daquela entidade desportiva, mas, sobretudo, do desporto nacional. Pode constituir o mote que permita combater um problema grave que ganha contornos de enraizamento incompreensíveis, que levaram a que as entidades desportivas ficassem reféns destes grupos, ao ponto de temer confrontá-los com aquilo que nada mais são do que deveres básicos de vida em sociedade, linhas simples de civismo ou obrigações naturais de um protocolo entre duas partes.

Resta agora aguardar para saber se outras entidades desportivas têm a coragem de fazer o mesmo.

João Pedro Maltez, Tribuna Expresso

publicado às 03:19

A lebre e a 'tortuga'

Rui Gomes, em 16.10.19

21285923_RdzlC.jpegÉ uma pergunta com uma resposta algo curiosa: até antes do jogo Portugal-Luxemburgo, quem era o jogador utilizado mais vezes por Fernando Santos na Selecção?... A lógica obrigaria o leitor mais incauto a responder Cristiano Ronaldo, mas essa não seria a escolha correcta. O capitão somava então 46 jogos por Portugal, mas ainda tinha dois colegas à frente dele. Com 51 jogos, a outra resposta mais óbvia, pela posição que ocupa: Rui Patrício, claro está. Mas, com 52 presenças nos 67 jogos do seleccionador, ainda havia um outro preferido: William Carvalho.

É provável que isto surpreenda os mais distraídos, mas o médio de 27 anos raramente está fora das escolhas de Fernando Santos, seja a '6', ou, mais recentemente, a '8', tendo até demonstrado uma espécie de veia goleadora nos jogos contra Lituânia e Sérvia, quando marcou um golo em cada um deles.

William, que foi dispensado devido a uma hérnia e já não defrontou o Luxemburgo, tem sofrido ao longo da sua carreira com um preconceito que assola alguns dos jogadores de futebol que têm muito pouca vocação para o atletismo: "é lento". Ou, como escreveu um desportivo espanhol após uma das primeiras exibições de William Carvalho pelo Bétis: é uma "tortuga" ("tartaruga", bem entendido).

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Ora, não tendo, obviamente, a velocidade clássica de deslocamento de uma lebre, William compensa com o posicionamento que adopta, com a interpretação do jogo e, claro, com a qualidade de tudo aquilo que faz com a bola - e com a rapidez com o que o faz. Como disse Fernando Santos, depois do jogo frente à Lituânia: "Tenho a certeza que William tem capacidade para fazer qualquer posição, 6,8 e 10. É um jogador de grande qualidade. Parece lento mas não é, tem uma passada muito larga, recupera facilmente".

E, nisto das lebres e das tartarugas, já sabemos todos que mais vale devagar e bem, do que rápido e mal... uma história um pouco (muito) à semelhança do apuramento (quer dizer, dos apuramentos) da selecção portuguesa com Fernando Santos. A corrida pode não começar tão bem como se quer, mas à chegada são as tartarugas que festejam.

Mariana Cabral, Tribuna Expresso

publicado às 03:32

Uma cambada de malucos

Rui Gomes, em 03.10.19

21285923_RdzlC.jpegPrimeiro, uma espécie de disclaimer: eu gosto muito de Silas. Gostei quando pegou no Belenenses (que então ainda não era só SAD) e colocou a equipa a jogar um futebol predominantemente ofensivo - porque uma coisa é jogar para ganhar, outra coisa bem diferente é jogar somente para não perder; gostei quando foi entrevistado pela minha colega Alexandra Simões de Abreu e admitiu, sem problema nenhum, algo que muitos nem admitiriam em privado: Vivi numa barraca. A primeira vez que vi um chuveiro pensei que era um telefone, encostei ao ouvido e abri a água; gostei quando sempre disse o que pensava nas conferências de imprensa, não se coibindo de criticar as exibições da equipa, mesmo ganhando, ou vice-versa - uma análise lúcida à produção em campo e não ao resultado, que falta a muito boa gente em Portugal; e, por fim, gostei de ouvi-lo quando chegou ao Sporting.

No relvado de Alvalade, na sexta-feira, ou na Academia de Alcochete, no domingo, Silas foi o que sempre costuma ser: confiante, sincero, desarmante. Ou, como o próprio disse: "Eu sou o mais maluco de todos".

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Se Bruno Lage foi uma lufada de ar fresco quando assumiu o Benfica, Silas já é o mesmo no Sporting. Mas convém ressalvar, para os mais distraídos, que exigir novidades - e resultados - apenas com uma mão cheia de treinos efectuados, isso sim, é que é coisa de malucos.

Como seriam, por exemplo, estas outras vincadas maluqueiras: insultar os árbitros todas as semanas; adeptos do mesmo clube à porrada na bancada; um presidente a apertar o pescoço de um adepto; continuar a haver jogos às 21h30 da noite; uma Liga subitamente parada por 30 dias; ou um treinador ter de esperar uma década - dez anos - para poder ter o curso de quarto grau para treinar ao mais alto nível.

Afinal quem são os malucos?

Mariana Cabral, Tribuna Expresso

publicado às 06:49

21367886_8PUwG.jpegFrederico Varandas fez o que tinha de fazer: deu um safanão na estrutura de futebol do Sporting, despediu o treinador, manteve Bruno Fernandes, resolveu vários dossiês pendentes, aliviou e muito a tesouraria do Clube e contratou três jogadores (embora por empréstimo) que visa reforçar o sector atacante da equipa. Quanto aos reforços, logo se verá. Mas no essencial o presidente retomou as rédeas do futebol do Clube, retirou argumentos aos críticos e deu passos no sentido certo para ter de novo os sócios com a equipa. Falta no entanto um ponto decisivo: a escolha do novo treinador. E aí Varandas não pode dar um novo passo em falso.

E dar um novo passo em falso é ir buscar treinadores que ninguém conhece à II Divisão espanhola ou outro estrangeiro qualquer sem curriculum que só treinou equipas do meio da tabela nos seus países e que a única coisa que lhes era pedido era que a equipa não descesse de divisão. Não é de um treinador com este perfil que o Sporting necessita.

Para já, a escolha de Leonel Pontes como técnico interino justifica-se plenamente. Pontes conhece muito bem o clube, é sportinguista, foi adjunto de Paulo Bento durante doze temporadas, já teve várias experiências no estrangeiro e está a ter um desempenho notável à frente da equipa dos sub-23 (cinco jogos, cinco vitórias, 23 golos marcados), podendo levar um ou mais destes jovens com talento para a equipa principal.

Não vejo pois, no plano interno, quem melhor possa agora assumir o cargo de treinador da equipa principal do clube. E convém lembrar (embora a história não se repita mas…) que quando o Sporting foi campeão pela mão de Inácio, este também substituiu um treinador estrangeiro no início da época.

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Dito isto, será Leonel Pontes o técnico ideal para o Sporting? Não, desde que haja melhor alternativa. E neste momento a única alternativa verdadeiramente válida que teria enorme impacto nacional e internacional seria a contratação de José Mourinho para liderar a equipa principal de futebol do Sporting. Dirão: não há dinheiro para contratar Mourinho. Tem de haver. E além de dinheiro terá de haver argumentos.

Mourinho está há quase um ano sem treinar. A sua última experiência no Manchester United deixou-o numa situação difícil. O conflito com os jogadores leva a que presidentes de clubes pensem duas vezes em contratá-lo. E por isso é que Mourinho não está a treinar em Inglaterra, Espanha e Itália, os campeonatos mais interessantes. Mas também não está a treinar em França ou Alemanha.

Por outras palavras, Mourinho está a desvalorizar-se como treinador e precisa de relançar a carreira. Que melhor desafio pode ter do que pegar no Sporting e levá-lo à conquista do título que lhe escapa há dezoito anos? Que melhor desafio pode ter do que conseguir para o clube um crescimento no seu prestígio nacional e internacional, que se tem vindo paulatinamente a perder nas últimas duas décadas? Afinal não foi isso que Mourinho fez quando chegou a Inglaterra para treinar o Chelsea, que não ganhava um título há 50 anos?

Mourinho voltaria a ser falado nacional e internacionalmente, o seu nome estaria de novo em cima da mesa dos grandes clubes europeus, o Sporting atrairia o olhar do mundo do futebol, os futebolistas teriam orgulho em ser treinados por ele e a nação leonina voltaria a acreditar que tudo é possível. É um jogo em que as duas partes ganhariam profundamente. Só é preciso que o dr. Varandas o convença com argumentos sólidos, estes ou outros. O dinheiro que o clube investir nessa contratação terá um elevadíssimo retorno. Tão certo como a Primavera suceder ao Inverno ou dois e dois serem quatro.

Nicolau Santos, Tribuna Expresso aqui.

publicado às 03:02

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