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Leões perdem no dérbi sub 23

Leão Zargo, em 19.10.19

Benfica e Sporting, os dois primeiros classificados da Liga Revelação, defrontaram-se hoje de manhã no Seixal em jogo da 11ª jornada. Os encarnados venceram o dérbi por 2-1. Na véspera, o treinador Leonel Pontes tinha avisado que “o Benfica tem excelentes jogadores, vamos manter o critério de análise ao adversário. É importante estarmos tranquilos e manter a cabeça fria”. Rafael Camacho alinhou a titular. Antes do início da partida cumpriu-se um minuto de silêncio em memória de Rui Jordão.

A primeira parte foi equilibrada, representada no empate (1-1). O Benfica explorou mais o corredor esquerdo ofensivo através de Tiago Araújo, o Sporting procurou sempre jogar mais apoiado para se aproximar da baliza adversária. Ronaldo Camará na sequência de um pontapé de canto e Pedro Mendes de grande penalidade fizeram os golos.

A equipa da casa entrou muito forte depois do intervalo e Gonçalo Ramos marcou logo nos primeiros minutos. Leonel Pontes respondeu com a entrada de Joelson Fernandes aos 63 minutos, que no minuto seguinte atirou ao poste. Com a chuva intensa o jogo tornou-se mais físico, privilegiando-se os passes longos para o meio campo adversário. Os leões pressionaram muito na fase final, mas não conseguiram marcar e perderam pela primeira vez esta época.

Apesar deste resultado, o Sporting continua a liderar a classificação com 30 pontos. Na próxima jornada, em 26 de Outubro, os leões recebem o Estoril-Praia em Alcochete.

Benfica-Sporting.jpg

Ficha de jogo:

Liga Revelação - 11.ª jornada (19.10.2019)

Benfica 2 - Sporting 1

Caixa Futebol Campus, Seixal

Benfica: Leo Kokubo, Ebuehi, Miguel Nóbrega, Morato, Frimpong, Rafael Brito (Tomás Azevedo, 79’), Paulo Bernardo, Ronaldo Camará, Jair Tavares (Tiago Gouveia, 72’), Tiago Araújo e Gonçalo Ramos (Luís Lopes, 79’)

Treinador: Jorge Maciel

Sporting: Diogo Sousa, Echedey Verde (Joelson Fernandes, 63’), Eduardo Quaresma, João Ricciulli (Tiago Rodrigues, 80), João Silva, Matheus Nunes, Rodrigo Fernandes, Tomás Silva (Dimitar Mitrovski, 80’), Rafael Camacho (Diogo Brás, 68’), Bruno Tavares e Pedro Mendes

Treinador: Leonel Pontes

Golos: Ronaldo Camará (25’), Pedro Mendes (g.p. 32’) e Gonçalo Ramos (49’)

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publicado às 13:07

Fotografia com história dentro (168)

Leão Zargo, em 19.10.19

Rui Jordão pintor.jpg

“Talvez falte mais silêncio ao futebol.” (Rui Jordão)

Rui Jordão era um jogador diferente. Um avançado felino que jogava de uma forma rara e muito eficaz, tecnicista e móvel, elegante e audacioso, versátil e corajoso. Fez uma dupla inesquecível com Manuel Fernandes, tendo jogado juntos no Sporting durante nove épocas e marcado em conjunto cerca de setecentos golos. Foi duas vezes campeão nacional e conquistou duas Taças de Portugal, para além de uma Supertaça, e distinguido com o Prémio Stromp em 1980.

Deixou de jogar em 1989 e assumiu uma paixão interrompida pelo futebol, a pintura. Um regresso à infância em Benguela quando pintava as ilustrações no jornal da escola, mas essencialmente o desejo de viver e de comunicar através da arte, longe de qualquer tipo do foco do futebolista que tinha sido e de uma realidade que o sufocava. O homem sociável, mas de caráter introvertido, trocou então o ruído dos estádios pelo silêncio do ateliê para o reencontro com o seu outro eu.

Jordão clarificou a sua relação com o futebol e a pintura numa entrevista ao Record, em 2000: “[O futebol] é um mundo demasiado objectivo, material e ruidoso. Era impossível encontrar outras formas de expressão que não fossem dentro dos relvados. Foi por isso que desapareci do meio durante muitos anos. Só o silêncio seria capaz de permitir o reencontro com o meu outro eu. Não sei qual dos dois é mais verdadeiro, mas quando comecei a pintar descobri uma outra forma de comunicar com os outros. O que o futebol não tem é o silêncio que preciso para mostrar a verdade que, enquanto jogador, ocultei. Talvez falte mais silêncio ao futebol.”

Por ser um pintor abstraccionista, Jordão construiu obras de arte em regra não figurativas, ou apenas com formas subtilmente harmonizadas para estabelecer uma conexão com o observador, recorrendo às relações formais existentes entre linhas, cores e superfícies para exprimir as suas correspondências simbólicas. Criou um universo autónomo abstracto, intuitivo e interpretativo, na linha da proclamação de Wassily Kandinksy que considerava que “criar uma obra de arte é criar um mundo”.

Rui Jordão licenciou-se em História de Arte na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e fez o curso de Belas Artes em Pintura, Desenho e Modelagem na Sociedade Nacional de Belas Artes. Participou em inúmeras exposições, individuais e colectivas, em Portugal e no estrangeiro. A última exposição foi “Que a Mente resista/Projeto de uma exposição/Palavras Ditas”, em Oeiras, em 2018. Integra várias colecções particulares, galerias e museus, o que constitui parte importante do legado da sua “segunda vida”.

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publicado às 12:15

Fotografia com história dentro (167)

Leão Zargo, em 13.10.19

SCP SLB 1956-57 1-0 CN 15ª jornada.jpg

O primeiro dérbi no Estádio José Alvalade (2ª geração)

O primeiro dérbi no novo Estádio José Alvalade inaugurado em 1956 realizou-se em 23 de Dezembro desse ano e teve os ingredientes principais dos grandes confrontos com o nosso rival: muito escaldante e bastante disputado.

A época estava a ser atribulada para os leões, que chegaram a andar pelos últimos lugares da classificação a par do Caldas, SC Covilhã e Atlético, e que terminariam num modesto quarto lugar. O argentino Abel Picabêa tinha sido contratado para fazer a renovação da gloriosa equipa dos cinco violinos, mas a empresa revelou-se muito maior do que seria previsível, e acabou por ser substituído por Enrique Fernandez. O Benfica venceu o Campeonato Nacional com uma forte ajuda do Sporting que derrotou o FC Porto por 2-1, em Alvalade.

Naquela tarde invernosa de Dezembro, à 15ª jornada, o Sporting andava quase pelo meio da tabela classificativa enquanto que benfiquistas e portistas lutavam pela liderança. O árbitro foi o célebre Inocêncio Calabote, que conquistaria a imortalidade alguns anos mais tarde no num Benfica-CUF.

O dérbi foi disputadíssimo como é da praxe, verificando-se grande domínio dos leões em quase todo o jogo, mas o Benfica pressionou muito a baliza de Carlos Gomes nos últimos vinte minutos. O guarda-redes revelou toda a sua categoria e não sofreu um único golo, impondo a primeira derrota da época aos da Luz. No final, Carlos Gomes afirmou aos jornalistas: “Qualquer das equipas podia ter ganho. Sinceramente achava que nos seria muito difícil derrotar o Benfica, mas todos jogámos com vontade férrea daí resultando um extraordinário desafio como este foi.”

O golo solitário foi marcado por Hugo Sarmento, contratado para substituir o inesquecível Jesus Correia, e que envergou a camisola leonina durante dez temporadas, jogando no lado direito da linha avançada. Apesar da vitória no dérbi, a época arrastar-se-ia penosamente para os sportinguistas, constituindo a eliminação pelo Vitória de Setúbal nos quartos-de-final da Taça de Portugal o epílogo de uma época desportiva fracassada.

Ficha de jogo:                                                                                                       

Campeonato Nacional da I Divisão - 15ª Jornada (1956-57)

Sporting 1 - Benfica 0

Estádio José Alvalade, 23 de Dezembro de 1956

Árbitro - Inocêncio Calabote (Évora)

Sporting - Carlos Gomes, Caldeira, Joaquim Pacheco, Pérides, Passos, Osvaldinho, Hugo Sarmento, Gabriel Cardoso, Pompeu, Travassos e João Martins

Treinador - Abel Picabêa

Benfica - José Bastos, Francisco Calado, Ângelo, Pegado, Artur Santos, Alfredo, Isidro, Coluna, José Águas, Salvador e Cavém

Treinador - Otto Glória

Marcador - Hugo Sarmento (17m)

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publicado às 13:30

Fotografia com história dentro (166)

Leão Zargo, em 06.10.19

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“Cantinho do Morais”

“Virei-me para o banco e confirmei se era eu. O técnico acenou-me que sim. Peguei na bola com jeitinho, disse-lhe umas palavrinhas amigas, dei-lhe um beijinho... Depois, mal senti o pé a bater nela fiquei logo com a sensação de que seria golo. Parece que o tempo parou ali. Observei a trajectória do esférico, vi o Figueiredo a correr para o primeiro poste e o guarda-redes atrás dele para interceptar o eventual cabeceamento do desvio, mas o destino estava traçado. A bola passou por cima dos dois e acabou por entrar junto ao segundo poste. Foi a euforia total, mas não foi um golo de sorte. Ao longo da carreira marquei mais uns quantos da mesma maneira.” (João Morais ao jornal i, pouco antes de falecer em 27 de Abril de 2010)

Foi no Estádio Deurne, hoje o Bosuilstadion, em Antuérpia, onde o Sporting conquistou a Taça dos Vencedores das Taças, no dia 15 de Maio de 1964. Depois de um empate 3-3 na final, Sporting e MTK Budapeste tiveram de disputar uma finalíssima. Aos 19 minutos João Morais marcou o pontapé de canto mais importante da história leonina.

Por não ter sido transmitido em directo pela televisão, o jogo foi vivido na rádio através da voz inesquecível de Artur Agostinho: “É pontapé de canto favorável ao Sporting. Vai agora marcar Morais, do lado esquerdo. Morais tem a bola no quarto círculo, prepara-se para a bater na direção da baliza de Kovalik… A bola vai partir, partiu, com boa conta, para a baliza… Golo! Golo! É gooooooolo do Sporting!”

Figueiredo tinha-se colocado junto do guarda-redes húngaro, e no instante do pontapé de canto, fez um movimento rápido para o primeiro poste, arrastando Kovalik… ficando a baliza desguarnecida. Era a estratégia preparada por Anselmo Fernandez para aquelas situações.

 Ficha de jogo:

Finalíssima da Taça dos Vencedores de Taças

Sporting 1 - MTK Budapeste 0

Estádio Deurne, Antuérpia, 15 de Maio de 1964

Árbitro - Gerard Versyp

Sporting - Carvalho; Pedro Gomes, Alexandre Baptista, Fernando Mendes e José Carlos; Pérides e Geo; Osvaldo Silva, Mascarenhas, Figueiredo e João Morais

Treinador - Anselmo Fernandez 

MTK Budapeste - Kovalik; Keszei, Danski, Kovaks e Jenei; Nagy e Vasas; Sandor, Boeder, Kuti e Halapi

Treinador - Bela Volentik 

Golo - João Morais (19m)

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publicado às 13:30

Fotografia com história dentro (165)

Leão Zargo, em 29.09.19

SCP infantis 1988-89 com César Nascimento e Osval

Silas

A fotografia mostra o plantel infantil leonino na época de 1988-89, com os técnicos César Nascimento e Osvaldo Silva. Para todos eles o horizonte tinha a cor verde da esperança. O segundo à esquerda, em baixo, é um miúdo que na altura ainda usava o nome de Jorge Fernandes, mas que brevemente seria conhecido por Jorge Silas, numa homenagem ao jogador brasileiro que na altura brilhava com a camisola sportinguista.

O jovem Silas jogou duas épocas nos infantis, mas foi dispensado na transição para os iniciados. “Era franzino, baixinho e naquela altura dava-se muita importância ao físico. Mas olhando para trás acho que tomaram a decisão correcta", como explicou o próprio numa entrevista à Tribuna Expresso, em 2017. Depois fez-se à vida, e jogou no Atlético, Ceuta, Elche, União de Leiria, Marítimo, Belenenses e Cova da Piedade, com passagens por Inglaterra, Chipre e Índia.

Jorge Silas regressou agora a Alvalade com uma tarefa complexa. Transformar um plantel descrente e desorganizado numa equipa competitiva e vencedora, e contribuir para unir e pacificar o Clube.  Para além de treinar os seus jogadores, terá também de ocupar-se deles como psicólogo, enfermeiro, terapeuta e conselheiro. Pelo menos isso. Não sei, aliás ninguém sabe de ciência certa, se ele tem estatura para tanto, capacidade e conhecimento para tudo o que é necessário, mas se tiver sucesso Silas ocupará um lugar de destaque na história do Sporting.

(A fotografia foi retirada da página no Facebook “Osvaldo Silva - Homenagem”.)

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publicado às 14:30

Sub-23 continuam invencíveis

Leão Zargo, em 28.09.19

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O Sporting sub 23 defrontou hoje o Belenenses SAD sub 23, em Odivelas, para a 9ª jornada da Liga Revelação. Os leões venceram por 2-1, permanecendo invictos na prova. Marco Santos, treinador-adjunto de Emanuel Ferro, sentou-se no banco para orientar a equipa.

O golo do Belenenses resultou de um autogolo de João Oliveira aos 27 minutos. Apesar da contrariedade, a equipa leonina não se desorganizou, continuou a exercer o domínio do jogo, mas os azuis criaram sempre perigo em ofensivas rápidas. Numa destas ocasiões, aos 70 minutos, o árbitro assinalou o castigo máximo por mão de Eduardo Quaresma, que Diogo Sousa defendeu. Uma intervenção importante do guarda-redes pois, logo a seguir, Pedro Mendes de cabeça fez o 1-1. A cinco minutos do fim do jogo, Tiago Rodrigues, que tinha substituído Pedro Mendes algum tempo antes, fez o golo da vitória na sequência de uma excelente abertura de Mitrovski.

O Sporting lidera a classificação com 27 pontos. Na próxima jornada, em 5 de Outubro, recebe o Feirense em Alcochete.

Ficha de jogo:

Liga Revelação - 9.ª jornada (28.09.2019)

Belenenses SAD 1 – Sporting 2

Complexo Desportivo de Odivelas

Árbitro: Gonçalo Nunes

BELENENSES SAD: João Monteiro, Gonçalo Agrelos, Luís Silva, Danny Henriques (Cap.), Luca Van der Gaag, Sithole, Simón Ramirez, Tomás Castro, Charles Brym, Edi Semedo e Edgar Pacheco

Treinador: Nélson Santos

SPORTING CP: Diogo Sousa, Nuno Mendes, Eduardo Quaresma, João Silva, João Oliveira, Bruno Tavares, Matheus Nunes, Tomás Silva (Cap.), Rodrigo Fernandes, Joelson Fernandes e Pedro Mendes (Diogo Brás, Nuno Moreira, Dimitar Mitrovski e Tiago Rodrigues entraram com o jogo a decorrer).

Treinador: Marco Santos

Golos: Diogo Sousa (p.b., 22’), Pedro Mendes (74’) e Tiago Rodrigues (86’)

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publicado às 14:04

Fotografia com história dentro (164)

Leão Zargo, em 22.09.19

Sporting na Taça do Rio Julho de 1951.jpg

O Sporting na “Taça do Rio”

O Sporting disputou a “Taça do Rio” em 1951 e em 1952, uma competição internacional disputada no Brasil, a primeira prova com clubes campeões nacionais da Europa e da América do Sul. É considerada pioneira do Mundial de clubes, foi chamada oficialmente como “Torneio Internacional dos Clubes Campeões” e os jornais designaram-na “Torneio Mundial dos Campeões”. Terá sido sugerida por Jules Rimet e Stanley Rous, presidente e vice-presidente da FIFA, à Confederação Brasileira de Desportos.

Os jogos realizaram-se nos estádios do Maracanã e do Pacaembu no mês de Julho, tiveram a presença de árbitros internacionais, bola exclusiva do torneio e grande cobertura pela imprensa desportiva europeia e sul-americana. Como era usual naquele tempo, os leões participaram reforçados por Patalino (O Elvas), Ben David (Atlético), Vieirinha (Estoril) e Serafim (Belenenses), em 1951, e por Ângelo Carvalho (FC Porto), em 1952. Na fotografia, os jogadores do Sporting assistem a um dos jogos da “Taça do Rio” no Maracanã em 1951.

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publicado às 12:15

Sete jogos, sete vitórias

Leão Zargo, em 19.09.19

 

Leixões 1 Sporting 2 19.9.19.jpg

O Sporting sub 23 venceu o Leixões, em Matosinhos, por 2-1, e continua a invicto na Liga Revelação. Sete vitórias em sete jogos. A equipa leonina começou muito bem a partida e aos dezasseis minutos já tinha uma vantagem de dois golos. No entanto, os leixonenses equilibraram o jogo na segunda parte, reduziram o marcador, e podiam ter empatado nos minutos finais.

Os leões lideram a classificação com mais sete pontos do que o Belenenses SAD, que está em segundo lugar. Na próxima jornada, em 24 de Setembro, os leões recebem o Rio Ave em Alcochete.

Ficha de jogo:

Liga Revelação - 7.ª jornada (19.09.2019)

Leixões 1 - Sporting 2

Estádio do Mar

Árbitro - Bruno Costa

Leixões - Carlos Peixoto, Lamba (Camelo, 70'), João Filipe, Fontes (Cap.), Folha (Edu, 51'), Onana, Dinho, Ricardinho (Ferreirinha, 70'), Léo (Chidera, 51'), Italo (Alan Júnior, 76') e Franco 

Treinador - Rui Borges

Sporting - Diogo Sousa, Rodrigo Fernandes, Joelson Fernandes (Diogo Brás, 75'), Nuno Mendes, Bruno Tavares  (Echedey Verde, 88'), João Ricciulli, João Oliveira (João Silva, 65'), Eduardo Quaresma, Tiago Rodrigues, Nuno Moreira (Dimitar Mitrovski, 65') e Tomás Silva (cap.) (Bernardo Sousa, 75')

Treinador - Emanuel Ferro

Marcadores - 0-1 (Tiago Rodrigues, 8'); 0-2 (Tomás Silva, 16'); 1-2 (Ítalo, 55')

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publicado às 19:11

Fotografia com história dentro (163)

Leão Zargo, em 15.09.19

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A estreia oficial de Yazalde

Hector Yazalde estreou-se oficialmente com a camisola leonina num jogo frente ao Boavista, para o Campeonato Nacional, disputado em 12 de Setembro de 1971. O avançado argentino tinha sido contratado em Janeiro desse ano, perante a incapacidade do peruano Jaime Mosquera de se adaptar ao futebol português. Por isso, o dirigente Abraão Sorin viajou para Buenos Aires para negociar com o Independiente. A tarefa não era fácil, o jogador era seguido por vários clubes, mas veio para Alvalade por 3 500 contos.

O primeiro jogo oficial de Yazalde foi revelador. Inaugurou o marcador aos cinco minutos e bisou aos vinte e cinco, abrindo o caminho para uma clara vitória sobre os boavisteiros por 4-1. O craque das Pampas impressionou logo fortemente os sportinguistas, pelo acerto e potência do remate à baliza e pela subtileza de movimentos na grande área. Tudo numa aparente simplicidade, mas na verdade o inesquecível “Chirola” era portador de uma “triunfante fatalidade” (Dinis Machado) perante os guarda-redes adversários.

Entretanto, decorreu quase meio século desde esse jogo. Pela sua natureza simbólica, o futebol tem a qualidade extraordinária de renovar de forma permanente as expectativas e os anseios dos seus adeptos. Hoje, de novo com estreias na equipa, o Sporting volta a defrontar o Boavista num jogo deveras importante. Oxalá tenham a mesma galhardia de Yazalde com o leão ao peito. A memória dos adeptos não costuma falhar.

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publicado às 12:15

Pedro Mendes decide

Leão Zargo, em 14.09.19

Pedro Mendes SCP Sub 23.jpg

O Sporting venceu hoje o Portimonense por 4-3 na Academia de Alcochete para a 6ª jornada da Liga Revelação. Em jogo aberto e muito disputado, defrontaram-se as duas equipas mais goleadoras da Liga Revelação, que não deixaram os créditos por mãos alheias. Antes os leões tinham sofrido apenas dois golos. O avançado Pedro Mendes esteve em destaque pelo “hat-trick” que conseguiu. Três golos à ponta de lança, como se costuma dizer.

O Sporting continua invicto, no entanto esteve duas vezes em desvantagem no marcador. A manhã inspirada de Pedro Mendes e um belo golo de João Oliveira garantiram a vitória leonina. Emanuel Ferro, que passou de adjunto a técnico principal, tinha garantido na véspera que a mudança no banco constitui apenas um “detalhe”. Considerou que a “não mudámos nada, a estrutura manteve-se toda (…) e o importante é dar continuidade ao bom trabalho que tem sido feito por todos”.

Com esta vitória, o Sporting lidera a classificação com dezoito pontos, mais cinco do que os segundos classificados, Benfica e Belenenses. Na próxima jornada, em 19 de Setembro, a equipa leonina defronta o Leixões.

Ficha de jogo:

Liga Revelação - 6.ª jornada (14.09.2019)

Sporting 4 - Portimonense 3

Estádio Aurélio Pereira, Alcochete

Árbitro - João Bernardo

Sporting - Diogo Sousa, Pedro Mendes (Bernardo Sousa, 87'), Rodrigo Fernandes, Joelson Fernandes (Dimitar Mitrovski, 87'), Nuno Mendes, Bruno Tavares (Nuno Moreira, 77'), João Ricciulli, João Oliveira (Diogo Brás, 90'), Eduardo Quaresma, Matheus Nunes e Tomás Silva (cap.)

Treinador - Emanuel Ferro

Portimonense - Nedja, Vilela, Paulo Estrela, Iago (Vasco Teixeira, 87'), Beto, Diogo Rodrigues (Francisco, 49'), Casagrande, Fali (cap.) (Sérgio Neto, 87'), Ohori (Payne, 65'), Thiago Moraes e Vinicius Bala (Cassio, 77')

Treinador - Bruno Lopes

Marcadores - 0-1 por Paulo Estrela (18' g.p.), 1-1 por Pedro Mendes (38'), 1-2 por Beto (49'), 2-2 por Pedro Mendes (67'), 2-3 por Pedro Mendes (70'), 2-4 por João Oliveira (79') e 3-4 por Casagrande (90')

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publicado às 16:12

Fotografia com história dentro (162)

Leão Zargo, em 08.09.19

SCP 1950-51 Taça O Século e de Campeão Nacional

Randolph Galloway

Sob determinada perspectiva, Randolph Galloway é o treinador leonino com maior índice de êxito competitivo: treinou o Sporting durante três épocas (de 1950-51 a 1952-53) e conquistou sempre o título de Campeão Nacional. No entanto, fracassou em duas edições da Taça Latina e da Taça de Portugal, o que ensombrou a sua passagem por Alvalade. Teve como adjuntos Fernando Vaz, primeiro, e Álvaro Cardoso, depois.

O técnico inglês aplicou o sistema WM no Sporting, que estava em fase de transformação. Peyroteo tinha abandonado no Verão de 1949 e jogadores carismáticos como Azevedo, Manecas, Veríssimo, Juvenal, Canário e Jesus Correia preparavam-se para pendurar as botas. Pala mão dele surgiram na equipa Carlos Gomes, Armando Barros, Mendonça, Caldeira e Joaquim Pacheco, um atacante que transformou em defesa.

Mas, o seu maior desafio foi encontrar um substituto para Peyroteo. Randolph Galloway, com a intuição de ter sido avançado no Derby County, Nottingham Forest e Coventry City, experimentou Mário Wilson, Joaquim Pacheco, Galileu, Jesus Correia e João Martins na posição de avançado-centro. Seria João Martins a afirmar-se no lugar, um jogador versátil e tecnicista que ajudou a criar um novo conceito para o nº 9.

O Sporting de Randolph Galloway era uma equipa bastante ofensiva e goleadora e foi tricampeão nacional, o que não voltaria a verificar-se na história do Clube. Subitamente, demitiu-se em Maio de 1953, em vésperas de um jogo com o Lusitano de Évora para a Taça de Portugal, mas terá contribuído de forma importante para a conquista do tetra por Álvaro Cardoso e Joseph Szabo na época seguinte.

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publicado às 13:30

Jogar bem, vencer melhor

Leão Zargo, em 02.09.19

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A equipa de sub-23 do Sporting CP viajou para Vila Nova de Famalicão conhecedora da vitória do Benfica frente ao Estoril-Praia e, em consequência, da igualdade pontual no cimo da tabela classificativa. Na véspera, o treinador Leonel Pontes tinha garantido que ia jogar “para ganhar e competir, possibilitar os jogadores de mostrar o seu potencial e, sobretudo, fazer um bom jogo, praticando bom futebol, atacando com qualidade, defendendo com agressividade e lutar pelos três pontos”.

Talvez por essa razão, os jogadores leoninos entraram no jogo com a finalidade de marcar rapidamente. Apesar de Pedro Mendes ter falhado um penálti aos 21 minutos, pouco tempo volvido o capitão Tomás Silva inaugurou o mercador e, mais alguns minutos, o camisola 9 não perdoou desta vez e fez o 2-0. Na segunda parte os leões marcaram mais três vezes, dando a devida expressão à boa exibição colectiva.

Com esse triunfo, o Sporting lidera isolado a tabela classificativa com cinco vitórias em cinco jogos, dezanove golos marcados e dois sofridos. Joelson Fernandes é o melhor marcador da competição com quatro golos e Tomás Silva, que renovou o contrato na semana anterior, vem a seguir com três golos. Na próxima jornada, em 14 de Setembro, o Portimonense joga em Alcochete.

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Ficha de jogo: 

Liga Revelação - 5.ª jornada (1.9.2019)

Famalicão 1 - Sporting 5

Estádio Municipal de Famalicão

Árbitro - Carlos Teixeira

Famalicão - Gabi, Clayton, Camará, Caiado (Nico Schiappacasse, 46’), Luka (André Silva, 64’), Anthony (Matheus Clemente, 46’), Konaté, Brian, Armando, Jorge Pereira (cap.) e João Neto (Chicão, 72’)

Treinador - Henrique Esteves

Sporting - Diogo Sousa, Gonçalo Inácio, Pedro Mendes, Rodrigo Fernandes, Joelson Fernandes (Diogo Brás, 68’), Nuno Mendes (Echedey Verde, 68’), Bruno Tavares, João Ricciulli, João Oliveira (Tiago Rodrigues, 83’), Matheus Nunes (Nuno Moreira, 80’) e Tomás Silva (cap.) (Dimitar Mitrovski, 80’)

Treinador - Leonel Pontes

Marcadores - 0-1 Tomás Silva (30'), 0-2 Pedro Mendes (37’), 1-2 Luka (43’), 1-3 Pedro Mendes (58’), 1-4 Tomás Silva (63’) e 1-5 Dimitar Mitrovski (90’+3)

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publicado às 04:48

Fotografia com história dentro (161)

Leão Zargo, em 01.09.19

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O dia em que Azevedo foi levado em ombros

Benfica e Sporting defrontaram-se na última jornada do Campeonato de Lisboa em 17 de Novembro de 1946, na Estância de Madeira. Estavam em igualdade pontual, e em caso de empate os encarnados seriam os campeões lisboetas. Aos 40 minutos do jogo, com o resultado em 1-0 favorável aos leões, Azevedo lesionou-se gravemente numa clavícula ao efectuar uma defesa.

Por não serem permitidas substituições, Jesus Correia, antes do intervalo, e depois Veríssimo substituíram Azevedo na baliza, enquanto ele era observado no balneário. Para surpresa de todos, com o Benfica a tomar conta do jogo por estar em superioridade numérica, o “Hércules do Barreiro” reentrou em campo com as costas ligadas e o braço esquerdo caído e inerte ao longo do corpo.

O que se seguiu ficou na memória dos que estavam a assistir ao dérbie. Azevedo voltou para a baliza e, num sacrifício sem limites, chegou a voar entre os postes, nomeadamente um remate de Espírito Santo ao ângulo, que desviou para canto com o braço que não estava lesionado. Apenas Arsénio o conseguiu bater aos 62 minutos. Mas, empolgou de tal forma os seus companheiros que Albano e Peyroteo, aos 85 e 86 minutos, marcaram os golos do triunfo.

No final, Azevedo foi levado em ombros pelos jogadores leoninos e vitoriado pelos adversários e pelo público. Na crónica sobre o jogo, Tavares da Silva escreveu que “Azevedo destacou-se como a figura central da partida. Meteu o público no bolso: primeiro, com um punhado de defesas incomparáveis; segundo, pelo espírito de sacrifício. O seu regresso às redes, cheio de dores, justifica-se pelo lado clubista, como chicotada moral no conjunto. E logo se viu o influxo”. (Stadium, n.º 207, 20 de Novembro de 1946)

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publicado às 14:00

Leonel Pontes

Leão Zargo, em 29.08.19

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A equipa do Sporting sub 23 teve uma entrada de leão na Liga Revelação. Lidera isolada a tabela classificativa com quatro vitórias em quatro jogos, catorze golos marcados e apenas um sofrido (de grande penalidade). Da equipa faremos uma análise do desempenho lá mais para a frente na competição, ficamos agora por uma observação de carácter genérico sobre o treinador sportinguista.

O treinador Leonel Pontes é um “velho” conhecido da formação leonina, ainda anterior à construção da Academia de Alcochete, pois começou com os sub 15 em 1999-2000. Depois treinou outros escalões da formação, foi adjunto de Luís Alegria e de Jean Paul na equipa B (2002-03) e adjunto de Paulo Bento nos juniores e na equipa principal (2004 a 2010). Participou no crescimento desportivo de jogadores como Cristiano Ronaldo, Nani, Miguel Veloso, Quaresma, João Moutinho, Rui Patrício e Daniel Carriço, entre outros.

A seguir acompanhou Paulo Bento na selecção nacional (2010 a 2013) e foi o treinador principal no Marítimo, Panetolikos (Grécia), Al-Ittihad (Egito), Debreceni (Hungria) e Jumilla (Espanha). Em Junho de 2019 substituiu Alexandre Santos na orientação dos sub 23.

Leonel Pontes jogou futebol em clubes chamados pequenos, tem formação académica em Ciências do Desporto (Faculdade de Motricidade Humana) e o curso de treinadores UEFA Pro-Nível 4 (17,5 valores). O facto de ter alcançado até esta data pouco ou nenhum êxito no futebol profissional levou a que seja considerado por muitos como um técnico mais vocacionado para o futebol de formação, onde existe uma outra lógica de liderança e de tratamento dos jogadores, outra exigência e imediatismo nos resultados.

A especificidade da Liga Revelação sub 23 permitirá avaliar com mais rigor as suas capacidades como treinador e conhecer melhor os seus processos de treino e de modelo de jogo. Também saberemos se teve sucesso naquilo que se propôs: “criar uma equipa competitiva para ir ganhando as provas em que estamos inseridos ao mesmo tempo que promovemos jogadores desta equipa de forma a providenciarmos ferramentas mais exigentes para a alta competição”.

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publicado às 13:30

Fotografia com história dentro (160)

Leão Zargo, em 25.08.19

Cinco Violinos.png

Manuel Vasques, o “Malhoa”

Manuel Vasques foi um dos “Cinco Violinos” e, apesar de ser o mais novo, talvez pela sua invulgar capacidade técnica entendia-se de olhos fechados com os companheiros. “Tinha bola dos pés à cabeça (…) dentro do campo era ele quem jogava ao meu lado e fazíamos umas combinações fantásticas”, recordou Jesus Correia. A excepcionalidade do quinteto também decorria da complementaridade entre eles. É o terceiro maior goleador da história do Sporting, com 227 golos em 348 jogos, tendo jogado de 1946 até 1959 de leão ao peito.

O jornalista Tavares da Silva chamou-lhe “Malhoa”. Tal como o pintor impressionista encarava o quadro como a obra em si mesma captando as múltiplas cores da natureza, o jogador leonino revelava o seu lirismo no rectângulo de jogo e na corrida em direcção à baliza através da magia com a bola nos pés ou da insuperável trajectória da bola. Um campo de futebol era como que uma folha A4 em branco onde ele iria pintar jogadas carregadas de génio e de epopeia.

Nunca foi consensual como os outros companheiros da linha avançada, pois não mostrava o mesmo vigor bélico. Maravilhou os adeptos sportinguistas pela componente artística, como os desesperou pela inconstância. Vasques possuía a consciência mítica do seu destino. Em entrevista ao jornal Norte Desportivo, em 1963, proferiu uma reflexão lapidar: "Como futebolista, senti que cumpri um destino ao qual não podia fugir, uma espécie de fado... não triste como é hábito ser cantado ou pintado, mas ao jeito corrido, alegre. Este foi o meu fado."

No futebol tudo é paixão e drama, sorte e azar, vitória e derrota. A memória de jogadores como ele mostra como num jogo de futebol, e a propósito dos seus grandes praticantes, é possível reflectir sobre as virtudes e as imperfeições da condição humana e, de igual modo, sobre o génio e a persistência ou o efémero e o circunstancial.

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publicado às 13:30

Fotografia com história dentro (159)

Leão Zargo, em 18.08.19

José Carlos SCP3 SLB1 Taça Emigrante 12.4.1971.j

Sporting 3 - Benfica 1 (Taça Emigrante, Paris - 1971)

Um Sporting-Benfica implica sempre um encadeamento de histórias, e de muitas histórias dentro de outras histórias, numa narrativa que vem desde o princípio do século XX. Cada um de nós, quando assiste a um dérbie, recorda outros jogos entre os eternos rivais e há peripécias que estão guardadas na memória como se tivessem acontecido no dia anterior. Por essa razão é sempre motivo de entusiasmo e é aguardado com enorme expectativa, como aconteceu na disputa da Taça Emigrante, em 12 de Abril de 1971, em Paris.

O Campeonato Nacional sofreu uma interrupção de três semanas na Páscoa de 1971 e combinou-se a realização de um dérbie no Estádio de Colombes, que se encheu com emigrantes portugueses e parisienses. Era muito grande o entusiasmo, até porque as duas equipas alinhariam com todos os seus craques, e para o efeito foi criada a Taça Emigrante. O desafio foi bastante equilibrado, mas a equipa leonina acabou por se superiorizar graças à segurança defensiva e à arte de Peres, Chico Faria e Dinis. A fotografia é do final do jogo, quando o capitão José Carlos, com a taça, comemorou a vitória junto dos portugueses no Estádio.

Ficha de jogo:

Taça Emigrante (Páscoa de 1971)

Sporting 3 - Benfica 1

Estádio de Colombes, Paris, 12 de Abril de 1971

Árbitro - M. Branca (França)

Sporting - Damas Caló, José Carlos, Laranjeira, Hilário (Celestino 75'), Tomé (Manaca 67'), Nelson, Peres, Lourenço, Chico Faria e Dinis

Treinador - Fernando Vaz

Benfica - José Henrique, Malta da Silva, Humberto, Zeca, Adolfo, Vítor Martins (Messias 87'), Diamantino (Jaime Graça 67'), Nené, Eusébio, Artur Jorge e Simões

Treinador - Jimmy Hagan

Golos - Tomé (47'), Jaime Graça (73'), Chico Faria (82') e Dinis (90')

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publicado às 13:15

Vitória justa pela margem mínima

Leão Zargo, em 12.08.19

Sporting CP 1 - SC Braga 0  Liga Revelação 2019-

Começou a Liga Revelação (sub 23). O plantel do Sporting, treinado por Leonel Pontes, é constituído essencialmente por jogadores da Academia que na época anterior alinharam nos sub 23, sub 19, sub 18 e até sub 17, ou que regressaram de empréstimos. Isto revela uma alteração estratégica importante, pois baixou a média de idades. Segundo o treinador “a ideia é tentar que os jogadores revelem maturidade, capacidade e prontidão para poderem jogar num nível mais acima e que todos tenham oportunidade de jogar num campeonato mais adaptado às suas características e ao seu potencial”. Recorde-se que em 2018-19 o Sporting ficou em 2º lugar a um ponto do campeão, o Desportivo das Aves.

Em Alcochete, os leões defrontaram o SC Braga, na partida da 1ª jornada, e venceram por 1-0. Gonzalo Plata, Nuno Mendes e Eduardo Quaresma, que integram o plantel principal, alinharam a titulares. O Sporting começou bem, num 4-3-3 com Gonzalo Plata, Pedro Mendes e Joelson Fernandes à frente, com um futebol esclarecido e ofensivo. Aos 20 minutos, na sequência de um canto bem marcado por Joelson Fernandes, o bracarense Samuel fez um autogolo. A partir daí, o jogo passou a ser repartido pelas duas equipas, mas a vitória leonina não merece contestação. Na baliza, Diogo Sousa esteve muito seguro.

Com uma boa moldura de espectadores, Bruno Fernandes, Luís Neto, Thierry Correia e Luís Maximiano assistiram ao jogo. Na próxima jornada, o Sporting desloca-se à Vila das Aves para defrontar o Desportivo local.

Ficha de jogo: 

Liga Revelação - 1.ª jornada (12.8.2019)

Sporting CP 1 - SC Braga 0

CGD Stadium Aurélio Pereira, Alcochete

Árbitro: Gonçalo Carreira

Sporting: Diogo Sousa, Pedro Mendes (Diogo Brás, 88’), Joelson Fernandes (Bruno Tavares, 75’), Gonzalo Plata (Tiago Tomás, 88’), Nuno Mendes (Echedey Verde, 45’), João Silva, João Oliveira, Eduardo Quaresma, Matheus Nunes, Nuno Moreira (Bernardo Sousa, 45’) e Tomás Silva (cap.)

Treinador: Leonel Pontes

SC Braga: Rogério, Bernardo, Anthony, Baldé, Pedro Martins (Pedro Santos, 65’), Veiga, Eynel (Xico, 80’) Samuel Costa (Nuno Cunha, 80’), Vítor, Xavier (cap.) (Eduardo Ribeiro, 86’) e Sanca (Willian, 65’)

Treinador: José Carvalho Araújo

Golo: 1-0 Samuel (p.b. 20‘)

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publicado às 19:15

Fotografia com história dentro (158)

Leão Zargo, em 11.08.19

Hino do Sporting 1956.jpg

O Hino do Sporting Clube de Portugal

Ao contrário do que muitos pensam, o Hino oficial do Sporting não costuma ser ouvido no Estádio de Alvalade. A popular e vibrante marcha Viva o Sporting”, cantada por Maria José Valério, ou o extraordinário e emocionante “O Mundo Sabe Que”, com letra de Miguel Pacheco e inspirado em “Comme d’habitude”, de Claude François, e “My Way”, de Sinatra, não são os hinos do Clube. Para o conhecermos teremos de recorrer ao inevitável youtube ou estar presente em alguma cerimónia ou gala leonina.

Na verdade, o Maestro Flaviano Rodrigues (música) e Ramiro Guedes de Campos (letra) compuseram em 1956 um hino épico, com recurso à simbologia sportinguista, no qual atletas e adeptos se deveriam inspirar na devoção e no esforço pelo seu Clube. A letra é reveladora do ambiente estético e político daquela época. O Hino do Sporting foi ouvido publicamente pela primeira vez em 10 de Junho de 1956 no contexto da inauguração do Estádio José Alvalade.

Apesar do seu carácter épico e motivacional, o Hino quase que deixou de ser cantado em público a partir da década de 1970, ouvindo-se apenas em algumas comemorações festivas. No Estádio de Alvalade, em virtude da harmonização coral mais apropriada para um sarau numa sala ou num recinto fechado, viu o seu lugar ocupado pela vibrante marcha cantada por Maria José Valério, que, entretanto, tinha sido gravada num disco de 78 rotações da Columbia.

 

Hino do Sporting Clube de Portugal

 

Marchando ao Sol, entre vivas e palmas,

E verdes ondas, bandeiras - mais e mais!

O Sporting surge! E cinquenta mil almas

No Estádio bradam ovações triunfais!

 

É verde a Esperança! É assim o Emblema

Que o povo tem sobre o peito, a palpitar!

Ser leão rampante é a honra suprema

Em Portugal d’Aquém e d’Além-Mar!

 

Lutai! Lutai! Lutai como leões!

Erguei-vos como fachos a arder!

Fazei vibrar os nossos corações!

A Esperança nos diz: - «Vencer! Vencer!»

 

«Leões»! «Leões»! Fazei que em vós assome

A Glória num clarão imortal!

Lembrai que tendes no nome

Este nome - PORTUGAL!!!

 

Música: Maestro Flaviano Rodrigues

Letra: Ramiro Guedes de Campos

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publicado às 12:45

O presidente e a sua circunstância

Leão Zargo, em 08.08.19

Frederico Varandas.jpg

Em breve conheceremos com maior rigor as consequências da derrota imposta pelo Benfica na final da Supertaça. O primeiro jogo da Liga, de súbito, tornou-se decisivo. Ou quase. Se correr mal, tudo pode correr mal. Até porque logo a seguir virá outra “final”. No Sporting, o futebol é o barómetro. Sinal de partida e de chegada.

O Clube apenas pode contar consigo próprio. A coesão da Direcção, a competência da equipa técnica, o profissionalismo dos jogadores e a motivação dos adeptos. Não haverá varinhas mágicas nem movimentos por baixo da mesa que resolvam a crise que se instalou. Nem vale a pena insistir a propósito da parcialidade da comunicação social.

O Sporting é um clube autofágico, mas isso já se sabe há muito. Trata-se de um caso de estudo, depois de António Ribeiro Ferreira (1946 a 1953) não voltou a ter um presidente vencedor e reconhecido pelos adeptos. Mesmo homens que perceberam a realidade do futebol do seu tempo, como Brás Medeiros e João Rocha. Ou presidentes campeões como José Roquette e Dias da Cunha.

Uma coisa é certa, verdadeiramente, Frederico Varandas está perante o seu primeiro teste de fogo. Não decide sobre tudo, mas num clube como o Sporting o presidente constitui equipas multidisciplinares nas diferentes estruturas nas quais delega o exercício de funções e que respondem perante ele. Um dos segredos da liderança está na escolha das pessoas certas para as diversas áreas.

Agora, será mais difícil controlar a ocasião e as circunstâncias. O tempo é desfavorável e não será permitido um deslize. Mas é nestas ocasiões que os líderes se afirmam. Nos próximos dias, o presidente Frederico Varandas tem de ser claro, oportuno, objectivo e convincente, e revelar conhecimento de causa e de controlo dos acontecimentos. E que não repita que não está preocupado, ao contrário da generalidade dos sportinguistas. 

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publicado às 12:50

Fotografia com história dentro (157)

Leão Zargo, em 04.08.19

P. Polainas, A. Raposo, J. Calquinhas e A. Rodrigu

Américo Raposo, tricampeão nacional de velocidade

O ciclismo contribuiu imenso para que o Sporting se tornasse num clube verdadeiramente nacional. Muitos portugueses que nunca viram jogar os grandes futebolistas de leão ao peito, vibraram na beira das estradas com os ciclistas de verde e branco. Admiravam o seu carácter e a força indómita para vencer as subidas intermináveis na montanha ou a temeridade e a velocidade dos “sprinters” na proximidade da meta. Em Lisboa, na pista do Estádio de Alvalade (no Lumiar e no inaugurado em 1956), realizaram-se festivais em que participaram ciclistas estrangeiros ou a chegada de etapas da Volta a Portugal.

O ciclismo leonino deu as suas primeiras pedaladas em 1911 por acção de António Soares Júnior e chegou a ser a segunda modalidade mais importante do Clube. Alfredo de Sousa, Alfredo Trindade, José Albuquerque “Faísca”, Francisco Inácio, Américo Raposo, João Roque, Leonel Miranda, Firmino Bernardino, Joaquim Agostinho e Marco Chagas, entre outros, levaram o nome do Sporting a todo o lado. “Lembro-me de ver as professoras com os alunos junto às estradas, tudo parava para nos ver”, recordou Leonel Miranda.

O ciclista Américo Raposo é considerado um dos maiores “sprinters” e “pistards” de sempre em Portugal. O seu forte não eram as provas por etapas, como a Volta a Portugal, mas corridas de apenas de um dia onde fazia valer as suas características. Mesmo assim, venceu doze etapas da Volta. A camisola do Sporting foi a única que envergou em toda a sua carreira entre 1949 e 1960, desde os dezasseis anos de idade na Escola de Ciclismo do Clube. Necessitou de uma autorização especial para que pudesse competir oficialmente e de imediato sagrou-se Campeão Regional de Velocidade em 1950.

Promovido à categoria de Independentes, Américo Raposo foi Tricampeão Nacional de Velocidade em 1951, 1952 e 1953. Ficaram célebres as suas disputas com outros grandes especialistas, como o sportinguista Pedro Polainas e o portista Onofre Tavares. Estreou-se na Volta a Portugal em 1952 e vestiu logo a Camisola Amarela ao vencer o Circuito da Pista do Lima, no Porto. Participou no Campeonato de Mundo de Pista em 1952, em Milão, e defrontou vedetas como Anquetil, Bobet, Bahamontes, Kubler e Poblet. Conquistou vinte e oito títulos de Campeão de Velocidade e de Fundo.

Na fotografia, Américo Raposo com Pedro Polainas, José Calquinhas e o Capitão da Secção Armando Rodrigues no Circuito da Figueira da Foz (retirado da página no Facebook de Américo Raposo).

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publicado às 13:25

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