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Alerta, o perigo espreita!

Leão do Norte, em 30.11.20

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A excelente, mas inesperada, carreira da equipa de futebol do Sporting na Liga portuguesa, colocará muitos intervenientes do futebol português, em especial os nossos adversários, em "acção", num horizonte temporal não muito distante.

Para Benfica e FC Porto é um dado perfeitamente factual que os dois primeiros lugares da Liga são uma questão exclusiva de ambos e a competição destina-se apenas a definir a sua ordem. No entanto, o rendimento da equipa do Sporting, bem acima do esperado, colocou-os perante uma nova realidade, de todo inesperada para eles. E perante o incómodo de tal situação, ninguém tenha dúvida de que vão agir e tão rapidamente quanto a prestação da equipa do Sporting continuar a surpreender.

Nesta mais recente paragem do campeonato começámos a assistir às primeiras "acções", nomeadamente através de declarações que desvalorizam o valor da equipa do Sporting na luta pelo título e centram a discussão nos "clientes" habituais. Também na análise do jogo com o Moreirense foram notórios os comentários, dos "comentadeiros", a clamarem que o Sporting tinha sido beneficiado (?) pela arbitragem.

Se por um lado o curso prudente passa por ignorar tais comportamentos e prosseguir com o rumo traçado, por outro devemos estar alerta porque são fiáveis indicadores de futuras acções, tendentes a prejudicar a nossa prestação desportiva. E se inicialmente são apenas na forma verbal, rapidamente se transformarão em acções concretas, típicas dos poderes instalados no futebol português, tão decididos que estão em não abdicar dos privilégios conquistados, sabemos muito bem de que forma.

Estejamos pois em alerta para o surgimento, num futuro próximo, de nomeações arbitrais "cuidadosamente" efectuadas, de habituais dificuldades de comunicação e acção do VAR, assim como de critérios disciplinares em "versão exclusiva" para os jogadores do Sporting, de "motivação" extra por parte dos adversários.

E, como diria um famoso humorista, 'last but not least', de alguma comunicação social - "opinadores", "cartilheiros" e afins - em uníssono, a debitarem fastidiosamente a habitual narrativa e a "desenterrarem" notícias "bafientas" numa tentativa de fabricarem supostos casos que condicionem o rendimento da equipa do Sporting e estimulem a habitual luta "fraticida" do nosso Clube e que tanto nos enfraquece.

A todos aqueles que sofrem e apoiam o verde e branco - sem outro interesse que não o do inigualável prazer das sucessivas vitórias - compete não servir de "combustível" a esta notória fogueira já ateada pelos vários rivais e que tem por objectivo principal "incinerar" as nossas aspirações desportivas.

Um vez que, face à actual realidade, estamos afastados dos estádios e não podemos dar o apoio directo ao nosso grande amor, que demonstremos todo esse apoio pela "omissão" de comportamentos inevitavelmente danosos ao Clube e que os nossos adversários tão bem têm sabido aproveitar ao longo dos últimos anos. Neste momento é, com certeza, um apoio muito mais importante para o Clube do que alguns possam imaginar.

Saibamos cumprir o nosso secular papel de adeptos, bastando para tal seguir o exemplo do indiscutível líder da equipa (Rúben Amorim), personalizado na forma como tem sabido contornar as "ratoeiras" que semanalmente lhe vão colocando.

Não tenho grandes dúvidas, porventura até aqui no Camarote Leonino, que os diversos alertas feitos para a ocorrência destas situações, bem como as possíveis reacções por parte de elementos do Sporting, irão desencadear, mais uma vez, o aparecimento do tradicional discurso de que tudo não passa de um produto da nossa fértil "mania" de vitimização e de perseguição.

Acredite quem quiser, mas este tipo de argumento, para além de muito conveniente, tem servido na perfeição aos nossos rivais mais directos para desvalorizar e descredibilizar, logo à partida, toda e qualquer posição assumida pelo Sporting.

Os que seguem atentamente o futebol há vários anos sabem bem que a mera coincidência ou a incompetência, não chegam, por si só, para explicar muitos dos acontecimentos que a equipa do Sporting tem sofrido "cirurgicamente" em alturas críticas da temporada, quase sempre quando se "intromete" no "acesso reservado" aos dois clubes que ilegitimamente se julgam os únicos detentores do crédito para disputar o título nacional. 

publicado às 03:34

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O afastamento prematuro da Liga Europa por parte do Sporting, tem motivado a discussão sobre uma eventual vantagem desse afastamento. 

Sendo inegável que qualquer tentativa de avaliação de uma hipotética vantagem (se é que de facto ela realmente existe) será sempre um acto subjectivo, irei procurar, na medida do possível, ilustrar, através de números, a realidade desse afastamento, para assim se poder inferir com mais propriedade uma eventual vantagem.

Sendo necessário o estabelecimento de condições para realizar um termo comparativo com um mínimo de fundamento razoável e tendo em conta toda a realidade e previsibilidade desportivas na presente data, estabeleci os seguintes dados:

  • Comparação da realidade competitiva, em jogos, de Sporting, Benfica, SC Braga e FC Porto até ao final de Março de 2021;
  • Número total de jogos a disputar pelas quatro equipas até ao final de Março de 2021, desde o início da época;
  • As quatro equipas classificar-se-ão para os quartos de final da Taça de Portugal;
  • As quatro equipas classificar-se-ão para as meias finais da Taça de Liga;
  • O FC Porto apurar-se-á para os oitavos de final da Liga dos Campeões;
  • O Benfica e o SC Braga disputarão os oitavos de final da Liga Europa.

Bem sei que estas premissas podem ser falíveis (por defeito ou por excesso em número de jogos), mas para conseguir ter uma razoável base comparativa são as que, à data actual, me parecem as mais prováveis. Deliberadamente, optei por excluir os jogos das meias finais da Taça de Portugal e da final da Taça da Liga, uma vez que a definição destes outros cenários levaria a tarefas de previsibilidade muito mais subjectiva. Refiro, no entanto, que poderão implicar, no máximo, a realização de mais três jogos às equipas eventualmente apuradas.

Com base nos dados da realidade estabelecida, verifiquei que no final de Março de 2021 o Benfica teria disputado o total de 41 jogos, o SC Braga 40 jogos, o FC Porto 38 jogos e o Sporting 32 jogos. Cenário este que corresponderia ao Sporting ter disputado um número de jogos 22% inferior ao Benfica, 20% inferior ao SC Braga e 16% inferior ao FC Porto.

Em relação à avaliação do número de jogos agendados por mês, em Janeiro temos o mês com mais densidade competitiva a nível das provas nacionais (oito jogos), sendo mesmo o único mês onde não se disputam jogos das competições europeias e como tal apresenta o mesmo número de jogos para as quatro equipas. Em Dezembro de 2020, o Sporting, em relação aos três concorrentes, irá realizar menos 28% dos jogos (5 vs 7) e em Fevereiro de 2021 menos 17% que o FC Porto (5 vs 6) e menos 28% que o Benfica e SC Braga (5 vs 7). Já em Março de 2021 disputará menos 25% que o FC Porto (3 vs 4) e menos 40 % que o Benfica e SC Braga (3 vs 5).

Claro que a estatística no futebol tem um valor relativo e esta exemplificação quantitativa é uma forma simplista de avaliar o contexto competitivo dado existirem diversos factores na definição do desgaste competitivo. No entanto pretende ser um pequeno contributo para a discussão da eventual vantagem atribuída à equipa do Sporting por não estar envolvida nesta fase das competições europeias.

publicado às 04:03

As discutíveis opções da Selecção Sub-21

Leão do Norte, em 19.11.20

A tripla dose de jogos da Selecção de sub-21 que deu para concluir a fase de apuramento para o Europeu do próximo ano revelou opções muito discutíveis na elaboração da equipa titular.

Pedro Gonçalves (Pote), elemento mais em destaque (sendo mesmo o melhor marcador) do Sporting CP e que foi "" o melhor jogador (não foi eleito o melhor jovem, foi mesmo o melhor na globalidade dos jogadores!) da Liga NOS nos meses de Setembro e Outubro, não mereceu a titularidade em nenhum dos jogos realizados nesta tripla jornada, entrando apenas nas segundas partes. 

Gedson Fernandes, que esta época disputou a relevante marca de um jogo (!) e 63 minutos pelo Tottenham, foi titular nos três jogos realizados pela Selecção.

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Apresentei estes dois exemplos, como até poderia apresentar outros, mas este será mesmo o caso mais exemplificativo das muito discutíveis opções por parte do seleccionador Rui Jorge. Parece-me deveras incompreensível que Pedro Gonçalves, pelo seu momento de forma, não seja titular nesta equipa em nenhum dos três jogos disputados e, mais ainda, quando alguns outros jogadores com reduzido ritmo competitivo foram titulares em todos os jogos.

A Selecção de sub-21 deve ser um espaço de competição onde jogam os melhores jovens do momento, e não funcionar quase ao estilo "plantel de clube", onde há uma equipa base que joga quase sempre, independente do estado de forma e de competição dos jogadores. Além disto, as formações jovens nunca devem ser (e espero bem que não sejam) uma "coutada" gerida por alguns em benefício dos seus "protegidos", nem uma "montra" onde se expõe e valoriza a "mercadoria" para selectivos futuros negócios.

ADENDA

Não sei bem o que o cartoonista tem em mente, mas o que mais transparece é que se Rui Jorge não esteve bem nestes últimos jogos, Fernando Santos não fez melhor, praticamente oferecendo o apuramento para a final four da Liga das Nações à França com a sua escolha de jogadores para o 'onze' inicial no jogo decisivo.

A formação gaulesa é sempre um adversário muito difícil, mais ainda quando a Equipa das Quinas opta por jogar logo de início em 'inferioridade' numérica.

publicado às 03:50

Custou um valor elevado... foi caro?

Leão do Norte, em 15.11.20

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No momento em que, para muitos, Rúben Amorim está na "moda" e muito se tem falado dos seus inegáveis méritos na carreira da equipa até à data, gostaria de abordar um tema que gerou, e continuará a gerar, muita discussão. O custo da sua contratação.

Deixando de lado as formas e prazos de pagamento, entretanto resolvidos entre os clubes, muitos foram os que questionaram, e continuam a questionar, o valor despendido por um treinador jovem e sem curriculum, quando o Clube está em notória contenção financeira.

Se as dificuldades financeiras vividas pelo Clube são um motivo preponderante para não se despenderem verbas elevadas em contratações, não é menos válido que essas dificuldades obrigam a um nível elevado de escolhas acertadas, sob pena do contínuo insucesso vir a originar, na globalidade, um dispêndio de verbas também elevado, com a agravante dos inevitáveis prejuízos desportivos.

Terá sido então Rúben Amorim um treinador caro e uma aposta demasiado arriscada para a realidade do Sporting?

Foi seguramente contratado por valores considerados elevados para a realidade económica do clube, mas eu não afirmaria que foi um treinador caro. Certamente que foi uma aposta de risco, face ao escasso curriculum, apesar de no seu curto período de trabalho em Braga ter demonstrado assinaláveis qualidades, nomeadamente um estilo de jogo atractivo e ter conseguido inegável e relevante sucesso desportivo, no qual se incluem as vitórias contra adversários teoricamente superiores e nos seus redutos. Paralelamente demonstrou uma personalidade vincada, com ideias definidas e um discurso fluído e comunicativo. Para os mais atentos, estava ali, ao nível da qualidade e do potencial , um treinador com algo de diferente e com futuro muito promissor.

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Conhecido o insucesso do Clube nas apostas feitas anteriormente e perante nova mudança, não restava à direcção do Clube outro tipo de solução, que não fosse a de encontrar alguém com o elevado potencial para ter sucesso, e para isso teria de arriscar, pois novo insucesso seria, quiçá, fatal para o seu projecto desportivo. Definiu o Rúben Amorim como a escolha certa e numa jogada de antecipação arriscou, mesmo tendo de pagar um valor considerado elevado. E ao escolher o Rúben Amorim não tinha alernativa senão arriscar.

Em primeiro lugar, porque treinava então um clube que na altura lutava pelos mesmos objectivos do Sporting e só o contrataria pagando a elevado valor da cláusula de rescisão, e em segundo, porque o tempo corria a desfavor, dado que havia a forte suspeita que estaria "em trânsito" para um outro rival. Pese embora o facto de ser ainda relativamente cedo para a avaliação concreta, esta aposta parece, até à data, ter provado que o risco assumido valeu a pena. E não falo só com base nas actuais vitórias consecutivas, mas na forma como ele transformou tanto a equipa como o próprio Clube ao nível de jogo, de mentalidade, de discurso, de planeamento e contratações...

Pelo que tenho observado Rúben Amorim prova que é um treinador destinado a atingir o topo. Pode, eventualmente, não vir a ter o sucesso que todos desejamos no Sporting, uma vez que as contingências são muitas (instabilidade do Clube, "status" do futebol português, decisões arbitrais...), mas não tenho a mínima dúvida que terá uma carreira de sucesso.

E um clube com a histórica dimensão e indisputável realidade do Sporting CP, para ter um potencial treinador de topo, terá sempre de arriscar na forma como o contrata e no timing do negócio, jogando em antecipação, pois só o conseguirá integrar nos seus quadros antes de outros concorrentes, se arriscar contratá-lo no período em que começa a demonstrar o seu potencial e não quando ele estiver já no topo. Nesta fase aparecerão outros, com outros argumentos, e o levarão.

Respondendo à questão colocada como mote para este post, afirmo o seguinte:

Caros não são os que realmente custam muito dinheiro... Caros são os que não rendem, por pouco dinheiro que custem!

Despender uma verba elevada com algo que nos dá rendimento é um investimento, que no futuro, conforme a rentabilidade, poderá muito bem vir a compensar. E na contratação de Rúben Amorim não duvido que o seu elevado custo, foi um investimento que futuramente será rentável, como aliás já se começou a verificar na valorização dos activos e na imagem que é transmitida pela equipa.

publicado às 03:04

Sporting, o Lema na origem do Sucesso

Leão do Norte, em 07.11.20

Se habitualmente é um prazer escrever neste blogue, hoje é com redobrado gosto que o faço, uma vez que aceitei o honroso convite de integrar a equipa de redactores. Tal facto implica um elevado grau de responsabilidade, não só para com quem teve a iniciativa de me convidar, como para todos aqueles, e são muitos, que diariamente lêem os textos aqui publicados.

Espero que as minhas reflexões possam ser interessantes e que despertem nos leitores a participação activa nas discussões. Não espero, nem é desejável, que as minhas ideias sejam partilhadas por todos. Espero sim que elas estimulem a diversidade de opinião e que assim se estabeleça uma pluralidade positiva para um saudável debate, sempre em benefício do Sporting Clube de Portugal.

... E para começar nada melhor do que aproveitar a visão dos fundadores do Sporting enquadrando-a na realidade actual deste grande clube.

Estando o Sporting a viver uma realidade especialmente positiva a nível desportivo, não nos devemos iludir ou deslumbrar com tal situação. As dificuldades e obstáculos só têm tendência a aumentar e as "ameaças" surgirão de vários quadrantes. E é com base no Lema do nosso clube que proponho uma reflexão sobre como, partindo dele, podemos contornar esses obstáculos e dificuldades, para prosseguir no caminho do sucesso.

ESFORÇO permanente.

Nada se consegue sem muito esforço e nós sportinguistas sabemos bem o esforço que é necessário fazer para atingir os nossos objectivos. A Rúben Amorim e aos jogadores é pedido profissionalismo, assente no esforço permanente do trabalho diário, mas também o esforço de não se iludirem com os sucessos, nem com as palavras dos oportunistas de ocasião que debitam presentes envenenados.

DEDICAÇÃO completa.

O afastamento prematuro da Liga Europa não deixou de ser um rude golpe no universo sportinguista, mas há que procurar o lado positivo que qualquer situação proporciona, que neste caso deverá passar por uma dedicação ainda maior aos objectivos das competições nacionais. Esta súbita maior disponibilidade face aos concorrentes directos proporciona o tempo necessário, não só para uma melhor recuperação entre jogos, como também para uma maior oportunidade de trabalho, permitindo então à equipa assimilar as ideias do treinador. Assim haja a dedicação para tal.

DEVOÇÃO inequívoca.

Os nossos adeptos, pela sua relação emocional ao Clube, são por excelência quem melhor interpreta este comportamento, através de uma devoção quase religiosa. Como adeptos não nos podemos alhear da importância que o nosso comportamento, por acções positivas ou negativas, tem no rendimento da equipa. Compete-nos, em nome da nossa devoção ao clube, ser uma força de apoio essencial à equipa para que esta alcance o sucesso ou, pelo menos, não interferir negativamente nessas possibilidades de sucesso.

À equipa (na sua grande maioria) obviamente não se pede esta devoção afectiva, pede-se devoção no profissionalismo e na entrega total, mas se ela sentir este comportamento por parte dos adeptos, ficará com certeza mais afectivamente ligada à necessidade de sucesso.

GLÓRIA como destino.

Com a reconhecida qualidade do plantel, a competência da equipa técnica e a conjugação dos pontos anteriores, certamente o clube estará destinado a trilhar o caminho para a glória. Poderá não ser tão breve como desejamos, mas certamente acontecerá no futuro.

Mais do que aparentes conceitos filosóficos, estas são reflexões bem reais na criação de condições para o desejado sucesso. A competência e qualidade dos integrantes da equipa do Sporting deixam-me esperançado no consecução desse sucesso.

Atingir o sucesso dá muito trabalho, a começar por aquilo que aparentemente não parece estar relacionado directamente com ele. Já os fundadores, na notável sua sabedoria e visão o sabiam. Só necessitamos de o aplicar à incontornável realidade do momento, pois só assim continuaremos a ser a maior potência desportiva nacional e que "o Sporting seja um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa".

publicado às 04:18

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