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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
A Selecção Nacional une e galvaniza os portugueses, com especial incidência nos que fazem parte da diáspora. Vivendo fora do país, exprimem através do futebol o seu vincado patriotismo e a cada vitória corresponde uma significativa subida do orgulho português. Independentemente do que acontecer no caminho desta Selecção, parece-me, pelo que vi até agora, que não mostrou capacidade suficiente para conquistar o campeonato europeu. No entanto, é preciso esperar, porque o futebol é uma caixa de surpresas. Curiosamente, quando ganhámos o europeu, não tínhamos a melhor equipa.

Todos os opinadores profissionais, disseram, depois da fase de grupos e especialmente com base no derradeiro jogo, que temos uma boa equipa, mas um mau, senão péssimo treinador, A ser assim e porque neste mister quem não sabe, não aprende de um dia para o outro, as nossas perspectivas não são muito animadoras. Claro que há sempre os eternos optimistas que acreditam em impossíveis.
Pondo de parte desejos, que não são realidades, enquanto adepto português, mantenho em aberto todas as possibilidades, sem qualquer euforia. Pode até ser que este seleccionador venha acompanhado de todas as estrelinhas do universo, como aconteceu nalguns jogos. Mas a ser verdade que Martínez, para além da referida incompetência, seja uma espécie de testa de ferro de outros interesses, sem capacidade para contrariar os “egos” que compõem a Selecção, tem de se concluir que foi uma aposta errada.
Numa outra vertente, pode questionar-se se foram convocados os melhores jogadores. A resposta parece-me óbvia, embora dúbia. Alguns serão os melhores, outros, nem por isso. E a ser assim, é lógico conjecturar que houve critérios que não foram isentos, e que podem ter tido reflexos no potencial da Selecção.
Nem sequer me escandaliza que fossem descartados alguns atletas do SCP, como fizeram alguns sportinguistas. Ser selecionado pode ter prestígio para o atleta, até do ponto de vista do patriotismo, mas não há garantia de qualquer outra vantagem, com uma ou outra excepção. Veja-se o caso de António Silva, como exemplo. Mas é um tema, que só por si, merece um debate.
Estou expectante com o que vem a seguir e com desejo que o que escrevi, não esteja certo. Para já estou mais focado na preparação do Sporting CP, para enfrentar desafios nacionais e internacionais. E por aí também se pode prestigiar o país e valorizar seguramente os nossos jogadores.
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