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A aposta nos jovens ?

City Lion, em 10.08.16

 

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Já é claro para todos que a formação do Sporting tem passado por um período negro que em minha opinião começou com Godinho Lopes, muito com o desinvestimento que houve nessa altura (em contra-ponto com o que os principais rivais fizeram) e com erros crassos na escolha dos principais responsáveis.

 

A recente escolha de Virgílio para assumir tanta responsabilidade foi, no mínimo, uma irresponsabilidade e tem sido um corropio de responsáveis e treinadores a sair e a entrar. Agora, depois de uma critica publica forte de Jorge Jesus, que até desmentiu Bruno Carvalho, lá tivemos que recorrer a quem lá estava no tempo dos "croquetes" para tentar endireitar a nossa formação.

 

Vamos ver no que vai dar desta vez mas é inegável que temos perdido já muito terreno para os rivais e não há dúvidas que este é um dos principais marcos negativos do consulado de Bruno Carvalho, mas cujo impacto só se verá bem lá mais para a frente.

 

Voltando a Jesus, ele tem agora tentado chamar a si próprio o mérito na aposta de jovens (que todos sabemos já não fazia no Benfica e até ficou célebre uma frase dele sobre esta matéria) e esta época até começou o seu discurso a enfatizar a qualidade dos jovens que temos, prometendo fazer uma forte aposta neles.

 

Um mês depois vimos cair aos poucos os jogadores que acreditamos poderiam ser o futuro imediato do Sporting nomeadamente Palhinha (no Belenenses, numa política de empréstimos que tal como aconteceu com Teo privilegia quem nos faz mal),  Francisco Geraldes (no Moreirense), Iuri, Podence e Wallyson.

 

Esgaio e Carlos Mané quando voltarem dos Jogos Olímpicos dificilmente terão mais oportunidades do que as poucas que lhe foram dadas a época passada (aliás a aceitação da ida deles ao Rio mostra isso mesmo), já para não falar em Tobias Figueiredo que está a caminho do Nacional, tapado que está por mais uma série de contratações bem duvidosas.

 

Já nem falo em Ryan Gauld e André Geraldes que também foram para o Setúbal porque me parecem que foram erros de "casting" (a somar a muitas dezenas deste género nos últimos anos) que nem sequer passaram pela nossa formação.

 

Lembro ainda que o ano passado Rúben Semedo teve que ser resgatado dum empréstimo ao Setúbal depois de Jorge Jesus constatar a inépcia dos últimos anos na contratação de mais de 10 centrais, cada um mais fraco que o outro. Foi também assim que João Mário e William felizmente conseguiram singrar no Sporting aproveitando uma falhada política de contratações cirúrgicas e conseguiram agarrar o seu "lugar ao sol".

 

As apostas em Matheus e Gelson a época passada foram ainda tímidas, embora espera-se que ambos tenham muito mais algumas oportunidades esta época, particularmente o último que parece mais maduro mas que não evoluiu ao longo da época passada tanto como prometeu no início. 

 

Em suma, Jorge Jesus tem-se mostrado um bom treinador (não tão bom como ele acha), mas esta falta de aposta nos jovens é claramente o seu ponto mais fraco.

 

Aqui, como em tantas coisas, tem faltado uma Direcção mais forte e a saber bem o caminho que quer seguir e que lhe imponha esta aposta que não só faz parte do nosso ADN, como é fundamental para a sustentabilidade futura do Sporting ... mas quem é que quer saber disso quando o único objectivo é o dia de amanhã e resultados imediatos que infelizmente tardam em aparecer.

 

publicado às 12:05

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1 comentário

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De mike1906 a 10.08.2016 às 12:52

Mais uma vez vou ter que discordar da sua opinião.
Após acompanhar atentamente a pré-época do Sporting, verifiquei que, eventualmente à excepção do Daniel Podence, nenhum dos outros jogadores utilizados, da formação, me demonstraram poder ser, neste momento, alternativas válidas aos titulares. Penso mesmo que a melhor forma dos fazer evoluir é exactamente a emprestá-los a equipas da 1ª liga para poderem rodar numa liga competitiva e ganhar experiencia. Foi fruto desse empréstimo que Ruben Semedo regressou, muito mais forte, por exemplo do que Tobias que por cá ficou. William, João Mário, Adrien todos eles foram emprestados. Se tivessem ficado em Alvalade a fazer 4 ou 5 jogos por época, se calhar, agora, já nem nos lembrávamos dos nomes deles.

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