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Os juros do caso que opõe o Sporting à Doyen já ultrapassaram os três milhões de euros, embora haja uma diferença entre as partes de 300 mil euros, no que diz respeito ao total da dívida.

 

Segundo Carlos Vieira, vice-presidente para a área financeira da Sporting SAD, o valor em dívida, no total, já com juros, situa-se nos 15,3 milhões de euros, ainda assim um montante inferior aos prémios que o Sporting tem de receber da UEFA - 18,2 milhões de euros. A verba não vai de encontro aos cálculos da Doyen, cuja fonte oficial clama que o valor em dívida com juros incluídos está nos 15,6 milhões de euros.

 

Os prémios conquistados pelo Sporting nas provas europeias estão retidos, como refere Carlos Vieira, no Office des Poursuites, uma espécie de tribunal de execuções suíço e cujo equivalente aproximado em Portugal é o Tribunal do Comércio. Esse dinheiro está sob a tutela daquele organismo helvético enquanto se aguarda por uma decisão final, pois a Doyen intentou em território nacional, como sustenta o Sporting no seu mais recente relatório e contas, uma acção no Tribunal da Relação de Lisboa que visa o reconhecimento da sentença decretada pelo Tribubal Arbitral do Desporto (TAS). O Sporting, após ser intimado pelo Tribunal da Relação de Lisboa, deduziu uma oposição que tem como intenção "obter uma declaração de ilegalidade no pedido de reconhecimento de sentença estrangeira efectuado nos tribunais portugueses".

 

publicado às 11:55

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39 comentários

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De Sérgio Palhas a 09.03.2017 às 12:35

Noticia com grande imprecisão de valores.

De acordo com a decisão do CAS disponibilizada pelo futebolLeaks:

O SCP foi condenado a pagar:

1. 5.050.000,00 € acrescidos de juros de 5% a partir da data 23/08/2014; (~250m€ ao ano)
2. 5.000.000,00 € acrescidos de juros de 5% a partir da data 04/12/2014;(~250m€ ao ano)
3. £1.433.596,15 acrescidos de juros de 5% a partir da data 23/08/2014; (71.679,81 £ ao ano)

4. Condenado a pagar 90% dos custos da arbitragem (a DOYEN paga os restantes 10%)
5. 40.000 Francos suíços para compensar custos do processo por parte da DOYEN;

Todos estes valores somados de juros andaram longe dos 3M€;

Fazendo contas por alto e considerando mesmo já 3 anos decorridos desde a sentença (que não é o caso) , teríamos:

3 * 250m€ + 3 * 250m€ + 3 * (71.679,81£) = 1,5M€ + 213m£ nem chega aos 2M€.

Os valores sem juros serão então:

10,05 M€ + 1,433M£ + (90% custos arbitragem) + 40m Francos suíços; algo próximo de 12,1 M€ anteriormente mencionados pelo SCP.

* Não consegui encontrar referências aos custos da arbitragem.

Pode ler se no entanto no último R&C relativos ao 1º semestre, na parte em que se justificam o valor das provisões existentes o seguinte:

"Ambas as partes instauraram acções no Tribunal Arbitral do Desporto (TAS/CAS), que, por acórdão proferido a 21 de Dezembro de 2015, decidiu pela validade dos ERPA relativos aos jogadores Marcos Rojo e Zakaria Labyad, tendo condenado a Sporting SAD ao pagamento da quantia de €12.013.990, acrescida de juros, e conferindo à Doyen o direito a receber 75% do montante que a Sporting SAD venha a auferir em virtude do seu direito a 20% do valor acima de €23.000.000 em caso de futura venda do atleta Marcos Rojo pelo Manchester United."





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De Diogo a 09.03.2017 às 12:57

Caro Sérgio,

Pensámos os dois no mesmo.

Abraço,

SL
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De Sérgio Palhas a 09.03.2017 às 14:14

A falta de rigor jornalismo é tal que se não tivermos devidamente informados somos enganados.

Eu como não confio pelo contrário desconfio da CS tenho guardados todos os documentos relativos ao SCP que foram tornados publico pelo FutenbolLeaks + os R&C da SAD e do clube.

Dá imenso jeito para rebater a "banha da cobra" que CS debita juntamente com os adeptos daquele clube que não fala dos outros.
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De Rui Gomes a 09.03.2017 às 14:21

Contrário à v/propaganda, não somos enganados só pela falta de rigor jornalístico.
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De Sérgio Palhas a 09.03.2017 às 14:22

Eu seu Rui é mesmo por opção!
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De Diogo a 09.03.2017 às 15:38

Rui,

Gosto de escrutinar cuidadosamente cada informação que me chega.

Por exemplo, se tivesse um blog e, ainda que por lapso, publicasse uma informação errada, constatando o lapso, prontamente editaria a notícia de modo a não espalhar "fake news".

SL
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De Rui Gomes a 09.03.2017 às 16:07

Diogo,

Não me atire areia para os olhos com essa da "notícia errada" !

Devote-se ao seu "messias", que é a sua missão na vida.
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De Diogo a 09.03.2017 às 17:12

Caro Rui,

Eu, quanto muito, seria devoto pelo Sporting.
Mas depois disto, devo questionar a que "messias" o Rui é devoto.

Eu peguei na sentença, numa calculadora e calculei os juros. Cheguei, como o Sérgio, a um valor matemática, objetiva e juridicamente correcto.
O Rui, sem ter sequer o mínimo de interesse em confirmar a informação que publicou, mantém uma informação falsa em destaque no seu blog e ainda questiona a minha motivação / honestidade.

A nossa diferença: eu pesquisei, informei-me e obtive as minhas próprias conclusões. O Rui fica-se por aquilo que a agência Lusa lhe entregou, sem manifestar qualquer interesse em confirmar uma informação sobre o n/clube.

Curioso, não concorda?

SL

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De Rui Gomes a 09.03.2017 às 18:33

Diogo,

Voltamos sempre à mesma lenga lenga, mas ainda não compreendi a razão que o caro não me convence com os seus argumentos, hoje e quase sempre.

Para já, o caro surge 95% das vezes para defender, directa ou indirectamente, o Bruno ou algo relacionado com ele, e não demonstra preocupação acentuada com o Sporting.

A sua posição como leitor é muito diferente da minha, em vários aspectos. É verdade que não me dei ao trabalho - por falta de disponibilidade e disposição - rara rever todos os números pertinentes ao caso e pelo seu comentário, só dei uma olhadela por alto.

A conclusão é que mesmo não sendo os 3 milhões de juros citados no post, não anda muito longe e, na realidade, até nem é o montante exacto que está em questão, mas sim o acréscimo da dívida com o passar dos meses sem o pagamento ser efectuado.

Curioso que há uma diferença de 300 mil euros entre as conclusões do Sporting e da Doyen, montante que acaba por ser pouco significativo. Mas o Diogo com a colaboração do Sérgio Palhas é que estão em poder da informação correcta.

Não apreciei a forma deliberada como recorre ao termo "informação falsa", só por não ser, porventura, cem por cento exacta. Se voltar a usar esta linguagem, não me verá muito receptivo a gestos simpáticos.

E reitero que o Diogo é como o Lion73 e mais uns quantos que invariavelmente só se dão ao comentário e subsequente debate em questões associadas com o Bruno. Não os vejo tão preocupados com o Sporting.

Pode responder, se desejar, mas para mim o assunto está conversado.
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De Diogo a 10.03.2017 às 11:15

Parece que não tenho direito de resposta. O que lamento!

Como lamento que a informação incorrecta do título deste post se mantenha!

SL
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De Rui Gomes a 10.03.2017 às 11:36

Não seja infantil, sobretudo não seja desrespeitador. Eu deixei-lhe um aviso e a sua primeira reacção foi de o ignorar. Assim, comigo, não vai longe.

Não pretendo debater este assunto novamente.
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De Diogo a 09.03.2017 às 12:56

Bom dia Rui,

A notícia em questão está incorrecta, não sei se por lapso do DN ou por lapso de Carlos Vieira.

15,3M deverá ser o valor aproximado da dívida total à Doyen, incluindo Rojo + juros + custas + honorários. Mas o valor dos juros não é 3M.

---

Resulta claramente do Relatório de Contas que a dívida à Doyen (ponto 9.1) situa-se em € 14.243.000, divindindo-se em:

-> Euros 12.014 milhares referentes ao valor de indemnização definido pelo Tribunal Arbitral do Desporto;
-> Euros 729 milhares referentes essencialmente aos juros associados ao valor da
indemnização acima referido, estimados pela Sporting SAD tendo como referência a data de 31 de Dezembro de 2015;
-> Euros 1.500 milhares de euros referentes ao valor liquidado à Doyen em Agosto de 2014, referente ao jogador Zakaria Labyad, o qual foi deduzido ao montante acima referido.

Para os que não confiam no Relatório de Contas, podem consultar a Decisão do caso, que está no FootballLeaks. Para facilitar, indico as contas:

O Sporting foi condenado a pagar:
- € 5.050.000 + juros de mora a 5% desde 23 de Agosto de 2014 até à data do pagamento;
- € 5.000.000 + juros de mora a 5% desde 4 de Dezembro de 2014 até à data do efetivo pagamento;
- GBP 1.433.596,15 + juros de mora a 5% desde 23 de Agosto de 2014 até à data do pagamento.

O valor da dívida atende à taxa de câmbio de 1.40 (em vigor no Verão de 2014). A soma das 3 rubricas dá pouco mais de 12M - como consta no Relatório.

Agora haverá que somar os juros de mora a 5% desde as datas indicadas pelo TAS até ao dia de hoje. Fazendo a conta, à data de hoje, os juros de mora ascendem a cerca de 1.4M.

SL
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De Rui Gomes a 09.03.2017 às 13:23

Primeiro, não tirei os dados do DN mas sim da Lusa.

Segundo, não venha com a engenharia financeira do Sporting/Bruno que não me diz muito.

Por este andamento e respectivos adornos, ainda vai chegar o dia m que a Doyen é que deve ao Sporting.
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De Diogo a 09.03.2017 às 13:51

Rui,

Nota-se que nem sequer se deu ao trabalho de ler o meu post.

Eu peguei na sentença do Tribunal Arbitral de Desporto e numa calculadora. É tão simples como isto. Se quiser, até lhe envio a sentença por e-mail.

SL
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De Jorge a 09.03.2017 às 15:08

Mais pormenor técnico, menos pormenor técnico :

5+5,05+2 = 12.05 Milhoes de euros (os 2 milhoes de euros são a verba em GBP )

15.3-12.05 = 3.25 Milhões de euros

O unico valor que não é retirado do seu comentário é o que foi confirmado pelo Carlos Vieira.

Há ai qualquer coisa nesses 729 meur de juros que não percebo, concretamente "o estimados pela Sporting SAD tendo como referência a data de 31 de Dezembro de 2015"

Se foram calculados a partir desta data, não consideram 1 anos e 4 meses para trás, se foram calculados até essa data, falta ai um ano de juros. A terceira hipotese é que se trata de uma gralha devendo lá estar Dezembro de 2016.
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De Sérgio Palhas a 09.03.2017 às 15:23

Jorge,


"Há ai qualquer coisa nesses 729 meur de juros que não percebo, concretamente "o estimados pela Sporting SAD tendo como referência a data de 31 de Dezembro de 2015"


A interpretação que faço é que até à data de 31 de Dezembro de 2015 são juros corridos e não após a data:

Para as parcelas com juros a pagar a partir de 12/2014 12 M€ * 5% = ~0,6M€
A restante de 5,05M€ iniciada em 08/2014 e até 12/2014 = 0,250 /12 *5 = ~0,104M€ ... penso que será +/- isto Jorge.

Faltam agora os juros de Janeiro de 2016 até ao dia do "acerto de contas".

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De Diogo a 09.03.2017 às 15:36

Julgo que os 700k previstos no RC foram calculados para fazer a provisão nas contas.

(note-se que a sentença é de 21/12/2015, os juros / provisão têm como referência o 31/12, coincidente com o final do 1.º semestre de exercício).

SL
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De Jorge a 09.03.2017 às 16:20

também me parece ser isso.

Portanto temos:
Divida total a 31/12/2015 = 12.8Meur
Divida em Março de 2017 = 15.3 Meur

A taxa implicita nestes valores é de cerca de 14 %. Ou isso, ou o CV baralhou-se.
Tendo em conta a calma olimpica que parece reinar acerca deste pagamento, espero bem que o homem se tenha baralhado.



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De Sérgio Palhas a 09.03.2017 às 16:25

Jorge,

Esqueceu-se deste valor referido pelo Diogo:
"Euros 1.500 milhares de euros referentes ao valor liquidado à Doyen em Agosto de 2014, referente ao jogador Zakaria Labyad, o qual foi deduzido ao montante acima referido. "

Se está no gozo e não quer perceber os valores tudo bem é um problema seu ... agora não nos tome por parvos ok.
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De Anónimo a 09.03.2017 às 17:08

O Sérgio é mesmo a pessoa certa para vir com essa do tomar por parvos...

Esqueci-me eu e esqueceu-se você no primeiro comentário ... presumo portanto que reconheça que é um comentário "com grande imprecisão de valores".

Mas não estou a gozar,não considerei os 1.5, a minha base foi o comentário do Diogo quando refere a sentença (5+5+2), não reparei nessa questão do Labyad.

Então o que está a dizer é que a divida "de partida" eram (simplificando) os 12+1.5 e que o jornalista está a pôr estes 1.5 na componente de juros, empolando o valor?
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De Jorge a 09.03.2017 às 17:08

desculpem o "anónimo"
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De Diogo a 09.03.2017 às 17:16

Caro Jorge,

É isso mesmo. A dívida à Doyen cifra-se em pouco mais de 15M, sendo que 12M + 1.5M + 1.5M (Rojo + Labyad + Juros).

O jornalista ignorou o Labyad e rotulou tudo como juros...

SL
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De Jorge a 09.03.2017 às 17:29

Ok, isso já é mais ou menos coerente com as restantes variaveis que conhecemos.
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De Sérgio Palhas a 09.03.2017 às 17:17

Jorge leu mal então, vistos as minhas contas serem apenas e só referentes aos juros e aos itens referidos no acórdão do CAS.

O montante referido pelo Diogo não entra para a base de calculo dos mesmos.

No que toca a imprecisões calha a todos caro Jorge basta para tal haver má vontade.
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De Jorge a 09.03.2017 às 17:40

Verdade.

Má vontade nuns casos, excesso de boa vontade noutros ...


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De José Santos a 09.03.2017 às 13:42

Boa tarde,

Se a notícia é realizada com base no que Carlos Vieira, disse...porque é que estão aqui a comentar que a notícia está incorreta e com grande imprecisão? Vocês estão mais bem informados que o vice-presidente para a área financeira da Sporting SAD?
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De Diogo a 09.03.2017 às 13:53

Caro José,

Carlos Vieira disse que a dívida à Doyen, já com juros, é de 15,3M. Isso está correcto.

Que o valor dos juros seja de 3M, parece-me não ser uma afirmação de Carlos Vieira, mas uma conclusão do jornalista. E esse valor de juros está incorrecto.

SL
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De carlos a 09.03.2017 às 15:27

Isto agora é o nosso sporting. Um sporting rufia, que não cumpre contratos, que locupleta-se de quantias que não lhe pertencem, que é alvo de penhoras e envergonha todos os sportinguistas. Ah e titulos ZERO.

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De Nelson a 09.03.2017 às 16:16

Mas o pavilhão está construído.
Na prática o que aconteceu foi o Sporting ter obtido por esta via um "financiamento" da Doyen para construir o pavilhão. O que pode ser questionado é se a taxa de juro a pagar à Doyen é mais baixa ou mais alta do que seria a taxa de juro de um financiamento bancário.
Por outro lado, também tenho dúvidas se em termos de imagem foi benéfico ou prejudicial esta guerra com a Doyen. Parece-me que foi prejudicial.
Mas lá que o pavilhão está construído e pago isso está.
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De Maria a 09.03.2017 às 17:53

Nem interessa se a conta aos juros, devidos, está errada ou como o dinheiro foi usado para algo que se queria.


Bruno mentiu ao dizer que tinha o dinheiro. Não tinha. Porque pura e simplesmente não era dele. E se tinha para pagar não deveria depois tê-lo usado no que bem entendesse.


Pelo menos em minha casa, através das gerações, primeiro paga-se o que se deve e depois os mimos. Nunca ocorreu a alguém tirar o dinheiro da electricidade para comprar sapatos novos.


Quem sai mal pintado é o Sporting. Porque o Bruno fez-se o Sporting. E tudo a assobiar para o lado:

- a Doyen sem se preocupar muito em receber porque quanto mais tarde melhor. Sai sempre a ganhar. Como disse que o faria. A Doyen parece achar que ganha mais com o dinheiro do lado do Sporting do que no banco...

- O Bruno porque quer uma obra e chamá-la sua. E quando os outros festejarem títulos (e ganhos) ele faz a inauguração; e o Sobrinho encarrega-se de lhe dar tempo de antena nos media...


Faz lembrar as escandaleiras que de vez em quando aparecem de alguém que vive acima das suas possibilidades com o dinheiro dos outros. (que ninguém veja o que tem de mal diz tanto sobre quem o faz e quem deixa fazer) (pergunto-me se a adopção por parte do que não é nem nunca foi dono disto tudo ou de alguma coisa não tem a ver com o conhecer dos sintomas e querer lá estar quando bater no fundo. Sim, porque o fundo do Bruno é sempre mais abaixo. E o tal senhor tem o dom de só chamar a atenção quando é muito tarde para todos menos para ele).

Duas chatices (para as quais nos devemos preparar ver esparramadas nos jornais - o dinheiro acaba porque alguém fecha a torneira e depois não há como alimentar aquilo que se criou (que num recinto desportivo é muito grave e perigoso de suceder).

Siga!
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De AF a 09.03.2017 às 18:24

Maria,

Em tempos não muitos longínquos, tive uma disputa com a Optimus, eles entendiam que a empresa deveria pagar uma facturas, porque o contrato ainda estava em vigor e eu entendia que não deveria pagar nada, pois entendia que o contrato estava rescindido.

Como é óbvio a questão acabou em tribunal e 3 ou 4 anos depois o Juiz decidiu que deveria pagar uma pequena parte das facturas (mais ou menos 25% da divida) e o remanescente deveria ser objecto de uma nota de credito que a Optimus teria de emitir.

Da forma como expõe a sua opinião eu terei agido erradamente!
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De Rui Carvalho a 09.03.2017 às 18:55

a intenção conta e muito, recorrer aos tribunais quando se pensa ter razão é legitimo... mas neste caso só o Bruno "acreditou" ter razão... lá está, as intenções...

mas achar 25% da divida um pequeno valor... 25%, 1/4... eu não acho pouco mas tudo bem...
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De AF a 09.03.2017 às 19:28

Rui, é uma questão do copo meio cheio ... Corri o risco de pagar 100%, só paguei 25%, não é pouco mas foi aquilo que o Juiz entendeu ser justo e acabei por considerar uma grande vitoria perante a real possibilidade que existiu de pagar os 100%.
Repare que a Optimus tinha um bom serviço jurídico, com muitas mais condições que o Advogado que nos defendeu que não deve ter dedicado muito tempo ao assunto.
Tive sempre com a sensação que nada deveria pagar e que a Optimus é que nos deveria reembolsar, mas a Gerência não quis avançar com um processo e aguardou pela injucção colocada pela Optimus, por via disso, em determinada altura, cheguei a pensar que podíamos perder totalmente a questão.

No caso do Sporting, ainda acredito que a decisão não foi apenas de BdC, mas terá envolvido a equipa jurídica e directiva e também acredito que apenas fazendo o que foi feito, foi possível ultrapassar uma fase bem complicada. Por isso é minha opinião que mais do que o Sporting foi BdC quem ficou mal na foto, por uma boa causa, na opinião dele.
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De Rui Gomes a 09.03.2017 às 19:06

A comparação entre casos ultrapassa-me. A essência do contracto com a Doyen nunca esteve em disputa. Os argumentos que o Bruno/Sporting apresentou relacionou-se com o alegado comportamento incorrecto da impresa na transferência do Rojo.

De qualquer modo, com as decisões tomadas há longo, em várias instâncias, qual é a razão que estamos a debater a questão ?

O post relaciona-se exclusivamente com o montante da dívida, nada mais.
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De AF a 09.03.2017 às 19:35

Desculpe Rui Gomes, publiquei nova resposta sem ver este seu ultimo comentário e tem toda a razão, estamos a desviar a conversa ...

Se puder elimine os meus comentários, pois as comparações nada acrescentam, e relendo a sequência até me parecem descabidas.

Desculpe.
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De Maria a 09.03.2017 às 21:08

A comparação aqui não se aplica.
Aqui a "Optimus" já ganhou e você não provisionou o que teria de pagar (sempre uma boa ideia) e não só não paga o que deve como deixa os juros acumular.
Se não consegue entender o mecanismo...
Essa história que alguém refere de que o culpado é Bruno e não o Sporting é uma ingenuidade. Quem deve é o Sporting. Quem tem prémios congelados é o Sporting. Quem vai pagar - de todas as formas e feitios - estes desvarios e desonestidades é o Sporting.
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De Nelson a 09.03.2017 às 20:01

Concordo com os argumentos apresentados, mas não contrariam o que eu disse.
O pavilhão está construído.
Tenho dúvidas que a banca financiasse o sporting para a construção do pavilhão. O Bruno utilizou esta jogada para antecipar a construção do mesmo. Eu no lugar dele não o teria feito, pois acho que todo este processo dá má imagem ao sporting. Financeiramente é como já disse, teríamos de comparar os juros legais a pagar
à Doyen com os da banca, caso esta financiasse.
É certo que o Bruno terá preferido esta via para ter este trunfo eleitoral. Os sócios pelos vistos não se importaram com a guerra com a doyen. Enfim, é o Presidente que temos.
Acho que não foi a forma mais correta para se chegar à construção do pavilhão, mas está feito, disfrutemos dele.
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De AF a 09.03.2017 às 21:54

Nelson, o pavilhão foi um acréscimo que a situação gerou, no fundo foi/é um bónus.

A verdadeira motivação, que muita gente, na qual me incluo, embora conceda a excepção nesta situação, é que os fins não justificam todos os meios.
Efectivamente, para além da óbvia necessidade de entrada de capital, o Sporting estava sob observação da UEFA por incumprimento do fair-play financeiro, arriscava a uma multa de alguns milhões, eventual proibição de inscrição de novos jogadores e de participação nas competições europeias.
Obrigatoriamente teria de apresentar resultados líquidos positivos e para isso a necessidade de vender bem atletas era um facto. Com o plantel pouco valorizado, a valorização do Rojo no mundial proporcionou um negocio muito atractivo, acontece que o jogador pertencia à Doyen e no final do negocio, ficávamos sem o jogador e praticamente sem dinheiro nenhum. Com ou sem motivo, pelos vistos sem, procedeu-se à rescisão com a Doyen, considerando nulos os contratos e proporcionando um rendimento que acaba por ser determinante no Resultado Liquido Positivo apresentando nesse ano de 19M, afastando de vez o incumprimento do fair-play da UEFA.

Foi correcto o que fez Doyen, julgo que não, mas entre fazer o bem beneficiando a Doyen ou o mal beneficiando o Sporting, nesta situação a minha escolha é óbvia.

Admito que pudessem ser estudadas outras alternativas, vender outros jogadores por exemplo, mas seriam sempre possibilidades e com esta conduta ficamos com certezas.
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De nelson a 10.03.2017 às 10:22

Todos esses argumentos são válidos. Digamos que matou dois coelhos com uma cajadada só, ou seja, pavilhão e fair play financeiro. Mas todas as decisões de roptura acarretam custos e neste caso o Presidente não se livra das críticas daqueles que teriam preferido outra via, menos penalizante em termos de imagem.
Há sócios que preferem uma via mais politicamente correta, mas já vimos que este Presidente não olha a meios para defender o sporting. Pelos vistos a maioria dos sócios prefere um Presidente destes em que os fins justificam os meios. E agora está mais legitimado.

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