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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Entrar em campo com o pé direito, benzer-se antes de um jogo começar, beijar a aliança, levar os dedos ao relvado - todos os que acompanham o futebol sabem que é um desporto com um elevado grau de imprevisibilidade e de incerteza, onde a sorte ou o azar podem ser determinantes. Talvez por isso, o futebol tornou-se fértil em superstições, e para muitos jogadores são essenciais para manter o foco e a concentração.
Com a camisola 7 do Sporting chega a parecer que se passa algo de estranho, como se houvesse a necessidade de exorcizar a maldição desse número. A verdade é que desde que os jogadores passaram a ter um número fixo, apenas o primeiro, Sá Pinto (1995-96), teve sucesso. Mas, em 2000, depois de uma grave lesão, mudou para o 10. Na verdade, não houve um nº 7 que tenha sido feliz de leão ao peito, fosse pelas lesões (Delfim, Niculae, Ismailov, Jeffrén e Quenda) ou então pelo rendimento desportivo (Bojinov, Shikabala, Campbell, Rúben Ribeiro e Rafael Camacho). Salvou-se apenas Tabata, de certa maneira.
Nestas alturas vem à memória a expressão que Cervantes celebrizou no D. Quixote: “Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay...”
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