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«Boa noite Riskos, obrigado pelo seu parecer. Lamento, desde já, a minha dificuldade numa resposta mais célere, não evitando assim algum constrangimento à questão aqui tratada. A minha vida profissional não me permite outro momento que não este para vir ao Camarote.

 

De facto, se a memória não me falha, terá sido no decorrer da curta governação de Durão Barroso que se procedeu a uma revisão ao código CPEREF (que quando lançado, era uma das mais inovadoras medidas judiciais até então), passando a vigorar o CIRE, que visava essencialmente dois pontos importantes: a demora processual dos processos – ora de falência, ora de recuperação– por via de tribunais comuns, assim uma preponderância na acção dos credores em definirem então os moldes da insolvência, designando estes um agente de administração. Digamos que de facto o CIRE foi um aperfeiçoamento ao CPEREF, mantendo grande parte da estrutura do anterior regime. O CIRE foi no fundo, a facilitação processual do CPEREF. Não estarei errado em ter referido o anterior programa, embora você esteja inteiramente certo em invocar o CIRE.

 

Agora a questão das VMOC, dois pontos fundamentais:- representam dívida a vencer em prazo definido. Pagam parcialmente dívida, aumentam um pouco mais de liquidez, mas resultam em obrigações, no ciclo em espiral;- são inúteis se o Sporting não gerar receitas.

 

As VMOC representam para mim o seguinte:

 

- A solução mais confortável para o Banco, não para o Sporting.

 

- Hipotecou-se acções ou obrigações sem geração de assinaláveis mais-valias.

 

- A certeza de que quem as avalizou foi de algum modo cobarde, pois existem outras opções financeiras melhores que VMOC.

 

- Obrigações em formato VMOC inibem a entrada de grupos financeiros de investimento, através de aquisição de acções, que visem aplicar injecções de capital em "off-season" para recuperarem o mesmo e respectivos interesses, em data a definir. Sendo este no meu entender, o futuro do Sporting.

 

- A certeza que o Sporting não tem um projecto de futuro delineado.

 

Para que não fique a impressão que represento discursos alienígenas, sugiro algo que sim, faria uma grande diferença:

 

- Emissão de VMCOE ou invés de VMCO. Estas possibilitam a devolução de dívida em dinheiro, libertando as nossas acções do clube;- ao emitir as VMCOE´s, deixamos espaço aberto a entrada de Investidores de Capital;- Com Investidores de Capital, definimos um produto financeiro denominado "Futuro", que explicarei a seguir.

 

- Sugerimos posteriormente a entrada no capital do Sporting um segundo grupo financeiro, que compre as acções da Holdimo.(Até aqui, gerou-se um fenómeno que permite as acções subirem)

 

- Os "Futuros" são produtos financeiros que permitem ao investidor assegurar a rentabilidade do seu investimento, em moldes a definir pelo Sporting, num determinado período temporal.

 

- Assegura-se um segundo Investidor de Capital que preveja a subida das acções, celebrando um contrato com o Sporting para a obrigatoriedade da compra das mesmas.

 

Assume-se a aproximação a Jorge Mendes, assim como a outros agentes que não quero aqui referir. (Se é possível hoje vender um jogador português pouco influente no plantel por 15 milhões, tal engenharia financeira deve-se ao citado empresário).

 

- Define-se a venda anual de 3 jogadores/máximo que gerem receitas na ordem de exequíveis 30/40 milhões de euros.

 

- Assume-se protocolos com grupos financeiros ingleses (que estão sobejamente interessados em aplicar dinheiro) que visem a alienação de direitos de imagem do estádio e assumam por eles uma negociação de broadcast internacional com operadores que divulguem internacionalmente o Sporting.

 

- Assegura-se (obriga-se contratualmente a quem desempenhar o papel de treinador) que todos os anos 5 juniores entrem no plantel principal, e dois deles ocupem com qualificação as vagas ocupadas por jogadores já transaccionados em pré-época.

 

- No Broadcast nacional, seja NOS, seja Vodafone ou Meo, que se crie envolvência do agente eleito no investimento em entrada anual de um jogador internacional – designado a interesse do clube–, podendo estes explorar singularmente a imagem do mesmo. (Futre, a seu jeito, não deixava de ter uma certa razão)

 

Estas são parte das medidas que considero de curto alcance ao nosso Clube».

 

 

Resposta de DRAKE WILSON às questões apresentadas pelo leitor RISKOS no post O nosso Clube tem vindo a procurar crédito na mercearia do bairro.

 

publicado às 04:57

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3 comentários

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De Gonçalo a 14.04.2016 às 09:27

É a diferença entre quem sabe o que diz e entre quem espera a doutrina facebookiana para balir sound bytes.
Eu ia dizer que a vergonha de receber uma lição destas devia ser motivo para repensar a postura de ovelha, mas esta gente não tem vergonha. E o verdadeiro drama é que o buraco onde se deveriam esconder é precisamente onde o próprio Sporting se está a enterrar.
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De Anónimo a 14.04.2016 às 12:10

Caro Gonçalo,

É tão fácil e medíocre acusar sem averiguar, como é digno e de nível ouvir, neste caso ler, ponderar e emitir opinião.
Acabou de fazer uma demonstração de balir sound bytes, agora discutir o tema, emitir uma opinião, se a têm, deve estar a guardar para partilhar com o "rebanho".

Desculpe, não é por falta de educação ou paciência, é mesmo por falta de tempo e por isso não poderei responderei a mais provocações ou sound bytes que tencione debitar (balir).

Um bom dia para si,
Saudações Leoninas
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De Riskos a 14.04.2016 às 12:14

O comentário anterior é meu, peço desculpa por ter saído como anónimo.

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