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... Que já não incluirá Octávio Machado, muito embora ainda não tenha surgido um comunicado oficial a confirmar a sua demissão da SAD. Fundamentalmente, a essência organizacional do futebol do Sporting está nas mãos de duas pessoas: o presidente, Bruno de Carvalho, e o treinador, Jorge Jesus, não sendo novidade alguma, aliás.

 

Parece-me que André Geraldes, como "Team Manager", será, no máximo, um secretário-técnico, sem autoridade na estrutura. Sensivelmente o que Shéu Han faz no clube da Luz há muitos anos.

 

Exactamente o que consta o "scouting" do Sporting, supostamente liderado por Manuel Fernandes, é difícil de examinar minuciosamente do exterior. Muito por falta de maior esclarecimento neste sentido, fica a dúvida se o Manel, ou mais alguém que o acompanha nesta missão, tem contribuído para identificar muitos dos jogadores que têm vindo a ser referenciados pelo interesse do Sporting, nomeadamente do continente sul-americano.

 

Não vou adiantar conjecturas sobre o desempenho de Virgílio Lopes como "coordenador-técnico" do futebol de formação. Nunca nos foi explicado e não nos atrevemos a tentar compreender o que não está ao nosso alcance.

 

Resumindo e concluindo, parece que estamos perante mais um Verão de muitas contratações, a maioria das quais deixam a ideia que, mais uma vez, é uma aposta do tudo ou nada de Bruno de Carvalho, de mãos dadas com Jorge Jesus, na sua já conhecida ambição de conquistar o título enquanto presidente do Clube.

 

publicado às 13:22

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11 comentários

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De Aracaçu a 22.06.2017 às 14:47

Penso que de facto precisaríamos de um director desportivo, no verdadeiro sentido da palavra... seria uma peça fundamental de mediação entre o Presidente e o Treinador... repare, não será coincidência, o facto de quando Jorge Jesus ter estado no Benfica, após uma época mal conseguida pelo clube encarnado (2010/2011, onde o Porto de Villas Boas ganhou quase tudo), Rui Costa perdeu algum poder dentro da estrutura, o que deu a Jorge Jesus maior carta branca na resolução de problemas ao nível de plantel, e não foi assim que o Benfica regressou aos triunfos, apesar de ter estado perto, mas falhou 2 anos seguidos na hora das decisões... Após o final da época de 2012/2013 Jorge Jesus renovou por 2 anos mas Rui Costa viu restituída a capacidade de ter maiores poderes de mediação e prospecção dentro da estrutura encarnada, e o Benfica passou a contratar de forma + assertiva e teve uma gestão emocional + equilibrada na hora das decisões o que lhes permitiu voltar aos títulos... eu não tenho muito por hábito referir-me a clubes adversários mas como estamos a falar do nosso treinador que esteve 6 anos no Benfica, dei aqui o exemplo... um director desportivo na verdadeira acepção da palavra era o que o Sporting necessitaria para ter uma estrutura + equilibrada.
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De Rui Gomes a 22.06.2017 às 15:40

Meu caro,

Concordo, até porque já referi essa disposição em outros textos. O chamado "director desportivo" é importante numa estrutura a sério. O problema com o Sporting é que é quase impossível essa posição existir a partir do momento que o Bruno chama a si o poder sobre o futebol. Entre ele o Jesus não há espaço algum. E assim continuará enquanto estes dois permanecerem no Sporting.

Isto, e a ausência de um real projecto. O que existe é a desesperada ambição de conquistar o título quanto antes possível, pelo Sporting e pela sobrevivência das pessoas em questão.
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De Aracaçu a 22.06.2017 às 21:21

Caro Rui Gomes,

O último director desportivo do Sporting, que eu depositava algumas expectativas, por ser em campo, 1 jogador c/ uma liderança inata e que conhecia o Sporting como poucos na altura, era o Pedro Barbosa.

Infortunadamente, as coisas não correram bem. As contratações de Ricardo Batista, Caneira, o regresso de Rochemback e o ponta-de-lança Postiga não foram as suficientes p/ ter êxito naquela época. Entretanto, Filipe Soares Franco cumpriu o seu mandato, e José Eduardo Bettencourt ganhou as eleições, trazendo consigo p/ essa função Costinha, que como bem sabemos e se tem visto, no futebol, só mesmo como jogador será reconhecido pela sua qualidade, nunca como treinador nem como dirigente. Depois c/ Godinho Lopes tivemos o regresso da dupla Duque/Freitas mas não conseguiram repetir o êxito passado e saíram pela porta pequena. Augusto Inácio também não me parece ter feito nada relevante e está bem melhor como treinador a quem aí eu reconheço competência... entretanto como já se escreveu aqui Octávio Machado desde cedo se percebeu que estaria num vazio de funções, também por ser 1 pessoa longe do conhecimento que hipoteticamente poderia ter do futebol, já que esteve afastado muitos anos da "ribalta".

Para quando um bom director desportivo p/ o nosso clube? Concordo consigo, enquanto Bruno de Carvalho e Jorge Jesus trabalharem no Sporting não se prevê a real existência de 1 projecto a médio/longo prazo.
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De Rui Gomes a 22.06.2017 às 22:59

Meu caro,

O trabalho de um director desportivo vai muito além da contratação de activos, embora num enquadramento "resultadista" seja a análise que mais facilmente se leva a cabo.

Como já aqui referiu um outro leitor, esta função nunca verdadeiramente teve sucesso em Portugal. Há várias causas, mas uma das principais é o associativismo em que os clubes são assentes. E neste aspecto não nada a fazer.

A principal razão que me levou a apoiar José Couceiro quando se candidatou, foi precisamente por acreditar na sua capacidade como dirigente de futebol. Carlos Queiroz é outro exemplo do género, mas que por questões de ego e de conveniência, prefere treinar e não dirigir. Ele seria um soberbo director de futebol.

Não vejo soluções à mão para o Sporting. Nos próximos anos vamos continuar a depender de presidentes e treinadores, talvez não exactamente como se verifica agora, mas algo do género por outros meios.

Acontece com Bruno de Carvalho e já aconteceu com outros; pessoas que nunca tiveram qualquer ligação com o futebol, que não se identificam com a sua real essência, de repente, pela mera votação de sócios/adeptos, lideram equipas e jogadores de muitos milhões. Isto não acontece nem aconteceria em nenhuma outra indústria.

Eu fui pupilo e sou um devoto admirador da cultura desportiva norte-americana no que diz respeito a organizações e métodos de trabalho metódicos.

Em Portugal, embora não conheça a "casa" intimamente, acho que o SC Braga faz o melhor trabalho de todos neste sentido. Conseguem tanto com tão pouco e não lhes é dado a totalidade do mérito que merecem.
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De Cris Dileo a 22.06.2017 às 16:16

Eu queria mesmo que estes 2 artolas (o resto é só para compor) me surpreendessem e construíssem uma equipa forte e competitiva, mas só vendo mesmo.

O Benfica tem de ter mais do que Rui Costa - não me parece assim tão importante na estrutura
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De Rui Gomes a 22.06.2017 às 16:28

Uma "estrutura" desportiva é um todo, em qualquer clube e modalidade. No real sentido do termo, não depende exclusivamente de uma ou duas pessoas.

Estes dois poderão construir uma equipa "forte e competitiva" no imediato, mas continuaremos sem uma verdadeira estrutura e sem projecto, nem que seja a médio prazo.
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De J. a 22.06.2017 às 16:11

A figura do director desportivo não pega nem nunca pegou em Portugal.
O tal manager á inglesa que faz a gestão desportiva do plantel e faz a tal ponte entre o treinador e o presidente que normalmente tem outras coisas mais importantes para fazer não só no clube, como na sua vida empresarial.
Antero Henrique tinha esse papel no Porto, não por ter um conhecimento profundo do futebol, mas por ser alguém de confiança de Pinto da Costa.
Rui Costa, apesar do seu passado futebolistico, também não é a pessoa no Benfica que faz a tal prospecção de mercado. É uma peça da tal estrutura que junta essa tal prospeção e que depois em conjunto com outras pessoas (LFV e treinador incluido) toma a tal decisão de contratar.
No Sporting está claro que tanto o treinador como o presidente assumem um papel preponderante nas contratações. E não está nada claro o que faz Manuel Fernandes e fazia OctávioMachado, como agora não sabemos muito bem o que fará Geraldes.
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De Rui Gomes a 22.06.2017 às 16:23

Sim, é verdade, sempre existiu essa ambiguidade no futebol português, lamentavelmente, digo eu, uma vez que considero um função crucial.

O "manager" no futebol inglês é o próprio treinador, mas a sua esfera de actividade e autoridade varia de clube para clube. Existe então o "technical director" que é o equivalente ao chamado director desportivo em Portugal.

Tem muito a ver com a cultura e mentalidade de um povo, neste caso concreto no futebol, nomeadamente porque os presidentes querem chamar a si o protagonismo. E creio que pela estrutura associativa dos clubes, nunca modificará. Daí, o meu desde sempre argumento que o presidente do clube não deve ser o principal administrador da SAD, no que ao dia-a-dia do futebol diz respeito.

O Antero Henrique, no FC Porto, cresceu na posição, semelhante ao que aconteceu com Pinto da Costa desde os seus dias como seccionista.

Durante uma meia dúzia de anos tivemos o Álvaro Braga Junior que correu os clubes quase todos. Um autêntico fenómeno.

Mas, em geral, salvo os dois "cabeças", verifica-se muita ambiguidade na chamada estrutura do Sporting. Para mim, a principal razão de não existir um real projecto e uma das questões, mas não a única, que dificulta um percurso ganhador.
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De J. a 22.06.2017 às 16:29

Mas olhe que mesmo no Sporting não correu nada bem essa experiência.
A última dela com Carlos Freitas nessa posição.
Ja tentamos não sei quantas soluções mais para o lugar, mas acho que os resultados desportivos desta ultima década falam por si.
Em principio um presidente que teria sempre a ultima palavra, um treinador competente que entendesse o ADN e estratégia do Clube, e uma estrutura de scouting com alguem competente que possa ir enviando diferentes propostas para determinadas posições; seria um sistema que poderia funcionar bem!!!
O problema é encontrar esse tal equilibrio, de trabalho de equipa e que no final a soma das parcelas seja superior ao trabalho e conhecimento individual de cada uma das partes.
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De Rui Gomes a 22.06.2017 às 16:35

Tem razão meu caro. É um problema eterno. Não me vou repetir, mas, em tempos, tentei o possível para fazer Sousa Cintra compreender tudo isto, mas em vão.

Como já referi a outro leitor, uma "estrutura" é um todo, com pessoas competentes a desempenhar funções diferentes mas com um objectivo comum. Não há lugar para egos nem para amadores que procuram apenas o protagonismo mediático.
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De J. a 22.06.2017 às 16:53

Eu acho que a palavra "Ego" explica muito bem o actual insucesso do clube.
A outra seria um "novo - riquismo" que o clube não estava habituado a ter, e que depois das vendas de Slimani e João Mário, originaram aquele ultimos dias de mercado onde se investiu muito (contando com os salários dos emprestados) e que correu mal.

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