Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




A desonestidade como norma

Naçao Valente, em 24.03.18

 

imagesIAV0SNCT.jpg

 

A honestidade era verde e um burro comeu-a. Ser honesto foi, em tempos, uma honra. Hoje é uma virtude ser desonesto. A vários níveis. No que ao futebol diz respeito, deixou de ser excepção para ser mais regra. No que concerne ao Sporting, que sempre foi um clube sério e honesto, a desonestidade é merecedora de elogios. Sei que existe noutros clubes, mas sendo criticável, preocupa-me sobretudo a que se pratica no meu.

 

A Doyen Sports é um fundo com existência inteiramente legal, e que os clubes utilizam sem qualquer obrigatoriedade. As suas regras estão definidas e os seus utentes conhecem-nas. Quando utilizam os seus serviços, estabelecendo contratos, fazem-no de livre vontade, independentemente de estes serem  justos ou injustos. Aliás, este ou outros fundos têm servido, para os clubes disporem de activos que de outra forma não conseguiriam. Em conclusão, os clubes quando fazem contratos com estes fundos, sabem ao que vão, e têm que cumprir aquilo que assinaram, que tem que ser cumprido por ambas as partes. Não podem depois vir carpir-se, sacudindo a água do capote. Fazer figura de rico com o dinheiro dos outros é fácil, mas insustentável. 

 

.O Sporting brunista é "useiro e vezeiro" no uso de artimanhas de chico-espertismo para não cumprir esses contratos, fazendo com que seja activada a acção judicial, ganhando assim tempo, para ir ficando com o que não lhe pertence. Esta situação passou-se com o caso Rojo, e tem remake com o caso Labyad. Se esta forma de actuar, seja com quem for, não é desonestidade não sei o que é. Por isso, quando vejo adeptos elogiar estes actos de calotice, põem-se os poucos cabelos em pé. Creio que os adeptos sportinguistas são, na sua maioria e na sua vida privada pessoas honestas, portanto não compreendo que aceitem a prática da desonestidade pela direcção do seu clube. Quer queiram que não, acabam por ser coniventes com uma prática condenável.

 

A honestidade era verde, mas hoje já não é. Há uma regra que eu considero fundamental. Quando consideramos normal, e até louvável, a prática da desonestidade na nossa casa, não temos autoridade moral para a criticar na casa dos outros. Bem vindo aos actos desonestos justificáveis. Viva o admirável mundo novo.

 

publicado às 03:24

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.


38 comentários

Sem imagem de perfil

De Hugo Gomes a 24.03.2018 às 07:10

Bom dia
Mais uma vez um ótimo texto de nação valente,parabéns.
O que diz é de uma verdade nua e crua e agora quero ver como o lyon73 vai arranjar desculpas e argumentos.
Cumprimentos a todos.
PS - com um suposto investidor novo,qual a imagem que cria e a desconfiança de quantos contratos o Sporting não cumpriu e estará à espera de processos para pagar?
Imagem de perfil

De Naçao Valente a 24.03.2018 às 10:15

Obrigado Hugo Gomes. O que me parece é que o Sporting retém esse dinheiro para reforço da tesouraria. Mas gostaria de ver pronunciar-se alguém com mais conhecimentos da área financeira.
Sem imagem de perfil

De Hugo Gomes a 24.03.2018 às 11:19

Eu percebo isso mas este tipo de ações nao e bom para investidores e mesmo para futuros negocios,pois como se sabe a maioria de os jogadores são pagos às prestações e quem vai confiar numa empresa que para pagar é preciso ir a tribunal?
Sem imagem de perfil

De Transmontano a 24.03.2018 às 07:38

Se temos uma saúde financeira estável como a nossa Direcção demonstra nos Relatórios e Contas, nada justifica ainda devermos dinheiro a Doyen Sports, só fica mal visto o Sporting em se andar a arrastar este caso durante tantos anos..

Eu sei que para muitos as dividas não se devem pagar, mas no caso da Instituição Sporting as dividas devem ser pagas o mais rápido possível..O Bruno não está a gerir uma das suas empresas mas sim o Sporting a Maior Instituição Desportiva Nacional...

Nas ultimas semanas tem vindo aparecer casos de dividas em que o Sporting não tem comprido com as suas obrigações, o que começa a ser algo preocupante, estes casos vem demonstrar que talvez a nossa situação financeira não seja aquela que a Direcção tem vindo a espalhar aos longos destes meses..
Imagem de perfil

De Naçao Valente a 24.03.2018 às 10:22

O que acontece, Transmontano, é que Bruno gere o Sporting como se fosse uma empresa sua. E com o poder absoluto que lhe deram o Sporting ser dos sócios é uma grande falácia. Quanto à boa situação financeira acho que só nos mostram o que gostamos de ver.
Perfil Facebook

De Indiana Julio a 24.03.2018 às 08:22

Voltamos a discordar caro Naçao Valente mas nao é grave.
Considero um elogio á Direçao do Sporting quando o unico assunto desonesto saos os casos com a Doyen.

Nao temos a memoria curta e todos nós recordamos do forrobodó com que os responsáveis em Portugal por este fundo de investimento funcionavam com o Sporting .
A Doyen uma má herança do passado passeavam-se com tamanha arrogancia nos corredores de alvalade como se fossem os donos do Sporting e pensavam eles que o tinham na mao durante muitos e bons anos para o sugarem ate nao haver mais sumo.
Enganaram-se e foram corridos ou no minimo foi-hes exigido respeito e que se enxerguem , obrigados a voltar a 'su sitio".

Ja punham e dispunham da vida dos jogadores ,este para o ano vai jogar em tal clube ,aquele vai ser vendido enfim um autentico forrobodo entrando pelas instalaçoes a dentro como se fosse tudo deles.
Alguem os veio colocar finalmente na ordem e nao gostaram.
Pagar essas coisas do passado com eles à que pagar sim senhor e obviamente mas quando devidamente comprovadas e recomprovadas.
Os facilitismos a que estavam habituados acabaram .
Sem imagem de perfil

De antonio a 24.03.2018 às 09:44

Claro. Até porque o Bruno não se passeia com arrogância pelos corredores de Alvalade. É mesmo a Doyen.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 24.03.2018 às 10:15

Comentário apagado.
Sem imagem de perfil

De antonio a 24.03.2018 às 11:12

lol
Sem imagem de perfil

De Hugo Gomes a 24.03.2018 às 11:22

Manel diga á Maria para cortar no vinho que lhe está a fazer mal.
Imagem de perfil

De Naçao Valente a 24.03.2018 às 11:30

Este comentário deverá ser apagado pela administração, porque está mais próximo da animalidade do que da humanidade. Mas ao mesmo tempo serve para mostrar que a escola democrática falhou na educação cívica. E que pena uma grande instituição como o Sporting ter entre os seus adeptos este tipo de "gente".
Imagem de perfil

De Naçao Valente a 24.03.2018 às 11:32

Refere-se ao Manel Dias
Sem imagem de perfil

De Paulo Salcedas a 24.03.2018 às 10:52

cada tiro cada melro..... ah cada um.....
Imagem de perfil

De Naçao Valente a 24.03.2018 às 10:39

Caro Indiano Júlio, parafraseando um ditado e adaptando-o à situação diria que "ladrão que rouba a ladrão não deixa de ser ladrão".
A Doyen é um fundo que não vive do Sporting e para o Sporting. Vive muito para além disso. Ser afastado de Alvalade pouco interfere na sua acção, não será mais que uma gota de água.
A Doyen colocou processos ao Sporting por incumprimento de contratos e por retenção de verbas que eram suas e não por entrarem "pelas instalações a dentro como se fossem deles", coisa que não sei se acontecia. Por outro lado, em qualquer instituição há sempre heranças do passado. Se alguém substituir esta também tem que assumir os danos encontrados.
Refiro o caso da Doyen porque está na ordem do dia e não digo, nem sei ,se são os únicos casos desonestos, mas com os investidores anunciado pelo júlio, acredito que em breve tudo ficará resolvido.

Sem imagem de perfil

De Paulo Salcedas a 24.03.2018 às 10:51

Amigo Júlio está um bocadinho esquecido? É que essa divida já esteve em tribunal e também no TAS e foi sempre dada razão á Doyen.
O Sporting só tinha mesmo era de pagar ou chegar a acordo na forma de o fazer para evitar males maiores para o clube mas parece que ainda hoje a dívida subsiste.....
Já muito se falou que a verba está cativa pela UEFA, a pergunta é: até quando? É que dia após dia vão contando juros e não é tão pouco como isso....
Se o SCP devia ter corrido com a Doyen de Alvalade? Claro que sim, e obviamente nunca mais assinar contratos com esses chulos, mas os contratos existentes eram para CUMPRIR.... As dividas são para pagar, mais nada!
Sem imagem de perfil

De Hugo Gomes a 24.03.2018 às 11:24

Exatamente contrato assinado e para cumprir ou fica difícil obter empréstimos e certas regalias em futuros contratos,exemplo pagamento de jogadores a prestações.
Sem imagem de perfil

De R. Ribeiro a 24.03.2018 às 12:36

Creio que estes 2M€ não é a mesma dívida que foi recorrida pelo Sporting no início do mandato do BdC. O que percebi é que esta era outra, visto que, tendo sido condenado com trânsito em julgado do pagamento do valor recorrido pela Doyen, o Sporting não pode reter seja o que for, visto que o passo a seguir seria a execução específica do património do SCP. Para além que já veio em notícia, no ano passado, se não estou em erro, que o clube tinha liquidado essa dívida. Esta, pelo que depreendi, é outra que a Doyen veio reclamar para pagamento. Ou seja, não pagando, lá vai o clube gastar dinheiro em tribunais e processos desnecessários, para tentar defender o indefensável. Com custos de mora e judiciais à mistura... Ou estamos a respirar mesmo muita saúde financeira, ou isto é uma completa estupidez, andar constantemente contestar dívidas que saibam que foram assumidas pelo Clube...
Sem imagem de perfil

De Colinho a 24.03.2018 às 11:48

Ha poucos dias, houve uma empresa que também ainda não recebeu o que lhes é devido...e também meteu um processo em tribunal!
E não se chama doyen...
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 24.03.2018 às 09:06

Comentário apagado.
Imagem de perfil

De Naçao Valente a 24.03.2018 às 11:03

Caro anónimo, olhe a identificação.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 24.03.2018 às 10:14

Comentário apagado.
Imagem de perfil

De Naçao Valente a 24.03.2018 às 10:57

Quando o caro Silva pede um empréstimo, de livre vontade, a um usurário, com contrato assinado, e depois não o quer pagar, está a proceder bem? Se acha que sim estamos conversados. Cumprir compromissos é um dever do Sporting através, de quem o dirige, como é dever de qualquer cidadão, incluindo o Zé dos Anzóis. Quem não tem um pingo de vergonha na cara, é quem defende que os compromissos assumidos são para inglês ver. Eu não confundo a grande instituição Sporting com quem transitoriamente a dirige. E não tenho conhecimento, que na sua longa história, o SCP, não tenha tido uma prática de total honestidade. Até agora.
Sem imagem de perfil

De R. Ribeiro a 24.03.2018 às 12:50

Caro Nação Valente, pode não concordar com o não pagamento de um contrato usurário, mas, a comprovar-se que o negócio foi efectivamente usurário, a lei defende que esse negócio é anulável:

Artigo 282.º
(Negócios usurários)
1 - É anulável, por usura, o negócio jurídico, quando alguém, explorando a situação de necessidade, inexperiência, ligeireza, dependência, estado mental ou fraqueza de carácter de outrem, obtiver deste, para si ou para terceiro, a promessa ou a concessão de benefícios excessivos ou injustificados.
2 - Fica ressalvado o regime especial estabelecido Nos artigos 559.º-A e 1146.º

Artigo 1146.º
(Usura)
1 - É havido como usurário o contrato de mútuo em que sejam estipulados juros anuais que excedam os juros legais, acrescidos de 3% ou 5%, conforme exista ou não garantia real.
2 - É havida também como usurária a cláusula penal que fixar como indemnização devida pela falta de restituição do empréstimo relativamente ao tempo de mora mais do que o correspondente a 7% ou 9% acima dos juros legais, conforme exista ou não garantia real.
3. Se a taxa de juros estipulada ou o montante da indemnização exceder o máximo fixado nos números precedentes, considera-se reduzido a esses máximos, ainda que seja outra a vontade dos contraentes.
4 - O respeito dos limites máximos referidos neste artigo não obsta à aplicabilidade dos artigos 282.º a 284.º

Não venho com isto defender a prática da calotisse!!! Longe de mim. Defendo que todos devem cumprir com as suas obrigações! Se o SCP as assumiu na altura, deve de as cumprir tal como foram acordadas. No entanto, se, por qualquer razão, foram acordadas cláusulas usurárias, seria tanto crime cumpri-las como não as cumprir, tal como estipulado pela lei.

Não sei em que termos foram os negócios com a Doyen celebrados e prefiro que seja o tribunal a pronunciar-se sobre a legitimidade do Sporting ter ou não que pagar aquilo que deve e de que forma. Aquilo que mais me chateia é o dinheiro que andamos a atirar para a rua por processos que em nada beneficia a imagem do clube e que, à partida, estão perdidos. O Sporting tem um gabinete jurídico que devia de ser realista na percepção dos resultados que possam ser retirados na conclusão do processo, e não andar a encher o ego de um presidente chateado com a vida e com todos. Independentemente de ser a Doyen ou outra qualquer...
Imagem de perfil

De Naçao Valente a 24.03.2018 às 13:17

R.Ribeiro,

Obrigado pelo esclarecimento. No entanto, há casos e casos. Se alguém faz um contrato fora da lei por estar sem alternativa, é digno de tolerância. Não conhecendo a particularidade da lei, acho que, no entanto, o beneficiário deve devolver o que lhe foi cedido, mesmo que o contrato seja anulado. Foi nesse contexto que respondi a um comentário. Ficar com o que não nos pertence também é crime.
Quanto ao caso Doyen parece, pelo que consta, que não houve qualquer irregularidade no âmbito que refere. Tanto mais que os tribunais deram razão às pretensões do fundo, no caso Rojo. Concordo em absoluto que estas guerras jurídicas perdidas não beneficiam o Sporting.

Imagem de perfil

De Rui Gomes a 24.03.2018 às 13:41

Caro Nação Valente,

A validade contractual deste processo já foi determinado há muito e não está em discussão. A única questão que carece de resolução é o pagamento por parte do Sporting.

É absolutamente incompreensível forçar a Doyen a recorrer ao tribunal para este fim, quando o desfecho já é conhecido. Só obrigará o Sporting a assumir custas adicionais e outros.

Pela óptica de Bruno de Carvalho isto é ainda uma espécie de vingança por a Doyen ter supostamente intervido no caso do Rojo. Os anos passam e nunca mais se devia revisitar este caso. Mas... gastar o dinheiro dos outros é fácil!
Imagem de perfil

De Naçao Valente a 24.03.2018 às 15:23

Pois é caro Rui, gastar o dinheiro dos outros é fácil e tem seguidores. Acontece que os "idiotas" que aqui se exasperam por se criticar a atitude do presidente, nem sequer percebem que quem sai prejudicado é o Sporting. Foi noticiado, na altura, que o Rojo se incompatibilizou com o presidente porque este estava a complicar a sua saída. O facto é que saiu por bom preço, e o Bruno aproveitou-se dessa verba, que sabia que não lhe pertencia, para utilizar no que precisava. Entretanto passou a ideia que o fundo funcionava como um grupo de malfeitores, o que ele diz para os fiéis é lei, nem que seja roubar. Se um dia roubar um banco, também irão aplaudir?
Sem imagem de perfil

De R. Ribeiro a 24.03.2018 às 16:05

Caros Rui e Nação Valente,

Temos que atender a mais uma situação que pode prejudicar gravemente a imagem do Sporting, de forma quase irrecuperável, no mercado do futebol. Caso a pretensão da Doyen tenha que ser restabelecida em tribunal, pode o Sporting ver o seu património ter que ser executado pela penhora, caso não tenha a verba. Não sei de todo o que pretende BdC, mas, a fazer este frete todo e a aumentar as custas para o Sporting numa situação que por si só já não é fácil (não estamos a falar de 2 000, 20 000, ou mesmo 200 000€, mas 2 000 000€ e alguns trocos, aos quais serão acrescidas custas judiciais e indemnização por mora!!!!!!), ou temos liquidação para cumprir a obrigação em tempo ou o clube arrisca-se a uma penhora do seu património... Ele deu-nos o Pavilhão João Rocha mas também nos pode tirar, e isso é o que me deixa mais preocupado. Não somos o clube mais rico da Europa, nem sequer de Portugal, e a verba das custas e da indemnização da mora pode muito bem vir a fazer-nos falta, que se estão a acumular actualmente. O que me preocupa é a verba que vamos largar por embirração de uma única pessoa que não se justifica perante ninguém pelo que está a fazer e a mancha na reputação e na marca que o clube vai sofrer com tudo isto. E acreditem que uma marca danificada por casos de penhora é sempre difícil para negociar novos contratos aos reais valores que o clube mereceria.
Perfil Facebook

De Indiana Julio a 24.03.2018 às 16:47

Nao é só porque se meteram de forma errada no caso Rojo , embora esse incidente explotasse o inicio desta relação gelada entre ambos.

No após Rojo até aos dias de hoje permaneceu o braço de ferro numa gerra aberta.
A Doyen decidiu inscrever-se no grupo do bota abaixo Sporting porque nunca aceitou ter sido corrido da vida do clube e tomou posteriormente atitudes que resultaram de enorme prejuizo para o Sporting quando por vingança meteu-se nos negócios de jogadores que o clube quis comprar acabando por os desviarem para o clube do norte numa demonstração de poder .

Hoje vemos como se arrasta finaceiramente esse clube do norte e não será certamente coincidencia o nunca terem conseguido libertar-se dos tentáculos deste fundo.

Como tudo na vida haverá sempre quem mereça que se resolvam os seus problemas correndo mas tambem á quem mereça que sejam resolvidos á velocidade do caracol.
Imagem de perfil

De Naçao Valente a 24.03.2018 às 18:23

Caro Indiana?
A questão Rojo é simples. Fez um contrato com o clube. Na venda do jogador cabia ao fundo X e ao Sporting Y. O clube por decisão do presidente resolveu ficar com a parte que não lhe pertencia, o que levou a litígio judicial perdido, tendo de pagar, com diversas alcavalas. O que ganhou o clube com isso? Porque é que continua a desviar o assunto para a "diabólica" Doyen e não admite que o presidente andou mal? É intocável?
Perfil Facebook

De Indiana Julio a 25.03.2018 às 09:22

Meu caro , mas os sportinguistas andam a comer assim tanto queijo que ja nao se recordam o que se passou no caso Rojo? , O problema de maior gravidade nao foram a divisão das percentagens do dinheiro mas sim as atitudes da Doyen no negócio .
A Doyen interferiu na venda do jogador recorrendo a varias artimanhas querendo ser ela a gerir o negócio .Antes do Manchester a Doyen tentou a venda do jogador a outros clubes ingleses inclusive fez-se passar por um deles numa certa reunião sem autorização desse mesmo clube ingles.
Eles estavam (mal) habituados a ser eles a gerirem as vendas sem passarem cavaco ao clube
Essas atitudes traiçoeiras levaram a um extremar de posições dos actuais dirigentes do Sporting e apartir dai ja todos conhecemos a história das dificuldades que a Doyen passou a ter com o clube.

Inclusive o caso da Doyen serviu de exemplo para todos os outros agentes que lidavam com o Sporting como uma republica das bananas.

Imagem de perfil

De Naçao Valente a 25.03.2018 às 17:36

Meu caro IJ

Se não estou enganado o jogador Rojo pertencia a um fundo que o cedeu, mediante condições acordadas, ao Sporting. Com base no descrito o Sporting não era pleno "proprietário" do atleta. Nestas circunstâncias podem os fundos interferir ou não na sua venda?
O Sporting empresta jogadores a outros clubes. É feito um contrato. Pode ou não mandá-los regressar? Na época transacta mandou regressar, abruptamente, activos seus cedidos ao Vitória de Setúbal, que nem utilizou. Um caso que gerou muita polémica. Isto não é falta de respeito pelo referido clube?
Atiramos pedras e esquecemos que temos telhados de vidro. Nem sempre é correcto tentar justificar o injustificável..
Imagem de perfil

De PSousa a 24.03.2018 às 15:06

Estou de acordo que devíamos pagar as nossas dividas! Mas não deveríamos pagar as dividas herdadas, o que quero dizer com isto é que quem assinou o contrato, durante o seu mandato deveria fazer o pagamento na totalidade.

Não se deveriam "herdar" dividas de direcções... a não ser em casos excepcionais de eleições antecipadas.

Enfim... mas em resumo, acho que o SCP já deveria ter saldado as contas, a não ser que se encontre alguma "trafulhice" nos contratos... e se assim fosse, mais uma vez, a direcção que "assinou" tem de ser chamada à razão e cobrir os "custos".
Imagem de perfil

De Naçao Valente a 24.03.2018 às 15:33

Peço desculpa PSousa mas a sua teoria parece-me, no mínimo, um pouco estranha. Por essa ordem de ideias Roquete e Dias da Cunha deviam ter pago a Academia e o Estádio. Ora esses grandes investimentos, em infraestruturas só se pagam a prazo a alargado e não durante o período de um mandato. Talvez a regra se possa aplicar ao actual presidente, já que pretende ficar no Sporting até se reformar e tudo fará para isso.
Imagem de perfil

De PSousa a 24.03.2018 às 16:58

Nação Valente,
Está a comparar coisas diferentes. Mas entendo os dois pontos de vista.
Eu também sou a favor de cumprir os contratos a não ser que se consiga ver algum ponto onde se possa beneficiar o nosso clube, que não é bem o caso!
Sem imagem de perfil

De R. Ribeiro a 24.03.2018 às 16:15

Eu até posso perceber que o caro não entenda o conceito de imputação dos efeitos às acções dos governantes eleitos. Ora, se os presidentes são eleitos pela maioria dos sócios que constituem a massa associativa do clube, aqueles têm legitimidade para actuarem conforme as vontades colectivas de quem os elegeu. É por essa razão que existe uma lista candidata com o programa eleitoral para o mandato para o qual as listas concorrem. Portanto, quando um dirigente actua em conformidade com o "interesse" generalizado da massa associativa, está a actuar pelo clube, em nome do clube, imputando essa actuação individual ao clube Sporting Clube de Portugal. Ou seja, é como se fosse o clube a tomar aquela medida ou a contratar aquele jogador ou a adquirir determinado terreno, por meio do seu representante legal, o presidente, eleito por maioria. Assim, consegue compreender porque é que a direcção eleita deve assumir os encargos das direcções derrotadas em eleições representativas. Não é o titular do cargo de presidente, Bruno de Carvalho, que está a contrair determinada obrigação, mas a imputar essa obrigação à instituição em si, o Sporting Clube de Portugal. Por essa mesma razão de ideia é que se pode responsabilizar um dirigente, pela instituição, por não cumprir com as regras da instituição ou quando tenha agido em nome próprio, em detrimento da instituição, ou não tenha cumprido o programa eleitoral (sendo esta última uma utopia, visto que nem mesmo o Governo o faz).
Espero poder ter ajudado nesta questão.
Imagem de perfil

De Naçao Valente a 24.03.2018 às 16:33

Foi bastante claro R.Ribeiro e condiz com o que penso. Espero que o PSousa que levantou a questão fique esclarecido.
Imagem de perfil

De PSousa a 24.03.2018 às 17:03

Vamos lá ver uma coisa, eu sou a favor que a entidade SCP pague o que deve, sendo este ou outro presidente. O que não acho justo, e não quero saber se foi BdC que herdou se foi outro qualquer, é que alguém tenha de assumir um "mau negócio", ou seja se fosse eleito queria que a entidade SCP pela sua direcção anterior tivesse as contas limpas dos contratos que eu e a minha equipa achasse que era "penalizadores" para o nosso clube, ou isso ou renegociação dos contratos já com a minha presença. Se não pretendem entender o meu ponto de vista... fico-me por aqui.
Sem imagem de perfil

De João Ferreira a 24.03.2018 às 17:27

Peço desculpa pela intromissão.
P Sousa, não há qualquer "herança", a dívida é sempre do SCP, as direcções são apenas intermediários entre os donos do clube, que as elegem, e o clube. É sempre o SCP que é o dono das dívidas e não as direções.
Se as direções fazem bons ou maus negócios, os responsáveis são sempre quem elege as direcções. Os bons e maus negócios são feitos pelo clube.
A responsabilização dos dirigentes por eventual gestão danosa é uma questão diferente.
Imagem de perfil

De PSousa a 24.03.2018 às 17:31

João,
Eu sei disso, acho é que poderia existir forma de não haver "más heranças".
E isso é possível, se as direcções não pudessem fazer alguns tipos de contrato como o caso Doyen para além do seu suposto mandato, sim porque poderia haver eleições antecipadas.
Sem imagem de perfil

De Sérgio a 24.03.2018 às 22:50

Psousa, quem vai ser responsabilizado por futuros créditos financeiros que já estão a ser gastos agora?

Comentar post





Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D




Cristiano Ronaldo