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Enquanto aguardamos que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) se digne homologar oficialmente o título de campeão nacional de 2020-21 conquistado pelo Sporting Clube de Portugal, atropelam-se em catadupa as mais diversas reflexões sobre o estado presente e o futuro do nosso futebol, particularmente no que respeita aos factores éticos, competitivos e organizativos.

Parece não existir dúvida significativa de que um dos principais problemas impeditivos da sua evolução como indústria/espectáculo e do seu reconhecimento pela sociedade como actividade verdadeiramente atractiva e honestamente credível reside no complexo e por vezes tenso relacionamento entre os clubes (que constituem a razão da existência do jogo) e as instituições (grande parte delas inadaptadas) que governam o futebol, exercendo poderes frequentemente ditatoriais, exorbitantes e abusivos.

Neste capítulo, e concluído o campeonato nacional, não é possível evitar de estranhar-se o absoluto e enigmático silêncio do presidente da autoridade máxima do futebol português perante as absurdas, tendenciosas e caprichosas prepotências exercidas insistentemente contra o Sporting por vários órgãos federativos – com particular destaque, como se tem observado, para os conselhos de Disciplina e de Arbitragem.

A época futebolística está prestes a terminar, mas a infame sanha persecutória apontada ao Sporting prossegue hostil, virulenta, afrontosa e imparável. Gente aparentemente de duvidoso carácter teima em recorrer aos mais fantasiosos e bizarros pretextos para camuflar as suas reais intenções.

Temos, pois, de continuar bem atentos, vigilantes e preparados para o caudal de manobras de toda jaez destinadas a fragilizar um surpreendente Sporting em renascida ascensão futebolística, seguramente incómodo para os obscuros e desonestos interesses daqueles que todos sabemos...

A inconcebível aliança, recém-anunciada pela imprensa local, entre o refugiado presidente reconhecido como um dos maiores devedores à banca e ao fisco (isto é, aos contribuintes portugueses) e o sinistro personagem que se eternizou na liderança do clube do Apito Dourado – e que, além de histórico corruptor, tem sido o principal e intocável fomentador do ódio, do divisionismo e da trafulhice reinantes desde há quase meio século no infectado mundo do futebol português. Uma iniciativa que ousa representar não apenas uma união contranatura entre dois acérrimos rivais com os mesmos objectivos, mas, igualmente, um sinal de expectável endurecimento do combate pela honestidade, a verdade e a justiça desportiva.

A ditadura da mordaça demonstra de modo esclarecido que o futebol vive enclausurado numa redoma, fora da lei, longe do espírito democrático e da liberdade individual. Punir a opinião, o protesto, a crítica, ou até mesmo, a expressão do pensamento, constitui, por si próprio, um muito grave delito e um ataque à civilização, sendo, portanto, inegavelmente inconstitucional – pelo que o recurso aos tribunais civis em procura de justiça contra as ilegais prepotências dos órgãos do futebol será, por certo, uma tendência logicamente crescente. Ora, se até o Presidente da República, o primeiro-ministro ou os juízes podem ser publicamente criticados, porque não os árbitros ou os dirigentes do futebol?

A propósito, é curioso constatar que, segundo o recém-noticiado, o mais recente castigo de 21 dias de suspensão imposto ao turbulento treinador do FC Porto terá sido suspenso por, alegadamente, “ser contrário ao direito de liberdade de expressão”…

Texto da autoria do nosso prezado colaborador Leão da Guia

publicado às 04:34

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