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ribeiro_cristovao_300x300147539a0.jpgPara além de poderem e deverem ser debatidos os critérios utilizados pelo Conselho de Disciplina da FPF, muitas vezes dissonantes e, por isso, objecto de alta discussão e de controvérsia há, dentro da mesma questão, aspectos que merecem uma mais profunda reflexão.

Por estes dias o Conselho de Disciplina derramou sobre alguns clubes e jogadores um rol de castigos a punir certos gestos e palavras que terão sido registados nos relatórios de árbitros e observadores após alguns jogos que ficaram esmaltados por incidentes vários, na linha daquilo que se pode considerar (infelizmente) normal no futebol português.

Quando acima escrevíamos sobre critérios não estávamos só a olhar para a actuação de alguns dos árbitros, mas sim, naturalmente, a pensar em decisões diferentes para casos muito semelhantes. E esse será, sem dúvida, o primeiro e grande pecadilho do Conselho de Disciplina. Dá que pensar, e dá também lugar a reclamações de quantos se sentem mais lesados.

Outro aspecto da questão tem muito a ver com os regulamentos pelos quais as autoridades federativas se regem, e que são, nalguns casos, verdadeiras bizarrias.

Só que a responsabilidade pela criação desses regulamentos deve-se exclusivamente aos clubes que, quando atingidos, protestam em tons completamente desabridos.

Daí ser exigível um maior grau de responsabilidade àqueles que enviam às assembleias gerais onde os esses documentos são aprovados figuras de segunda e terceira escolhas, quando esse protagonismo deveria ser assumido pela principais figuras dos clubes.

Também o comportamento dos adeptos de muitos clubes têm enormes culpas no cartório, sendo de repudiar muitas das atitudes assumidas em determinados desafios e tidas como falsamente destinadas a apoiar as equipas da sua simpatia.

Porque quando as claques extravasam para além daquilo que seria normal, as tesourarias dos clubes que apoiam é que sofrem as consequências.

É tempo de o futebol português sair do buraco em que se meteu há muitos anos.

Artigo da autoria de Ribeiro Cristovão, em Rádio Renascença

publicado às 03:33

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4 comentários

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De João F. a 21.01.2022 às 11:27

"Também o comportamento dos adeptos de muitos clubes têm enormes culpas no cartório, sendo de repudiar muitas das atitudes assumidas em determinados desafios e tidas como falsamente destinadas a apoiar as equipas da sua simpatia"

Então o comportamento das tais ditas do Sporting, têm obrigado o Clube a pagar multas praticamente todas as semanas! Para mim não é feito de forma espontânea e originada com o calor do jogo. Entendo, que há uma forma de vingança da parte dalguns dos seus elementos, como vingança pelas mordomias perdidas. As juras de vingança têm sido muitas!...

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De JCR a 21.01.2022 às 19:12

Um dos pecados de Frederico Varandas, embora dou-lhe os parabéns por estar a tentar combater, é ainda permitir que as claques no nosso clube existam, e por isso é que, com paz podre, não se pode governar como deve ser!

Há muito, após o terrorismo de Alcochete, que o SCP já devia ter simplesmente banido todas as claques, devia de haver mesmo nenhuma, ZERO, de forma a que depois o clube, em modo de vingança das claques criminosas que perderam os vários benefícios, não tenha que pagar multas avultadas, como aconteceu agora em Vizela, à volta de 17 000 €, tem que se proibir a existência das claques no nosso clube, para não podemos ter exemplos de "Macacos" do clube do apito dourado!

A maior e melhor lei que podia ser feita para melhorar o nosso futebol, era só 1: não permitir claques em Portugal, e basta ver os jogos da nossa selecção para ver, que não é preciso existirem claques para que haja apoio, mas para que tal acontecesse, era preciso que houvesse políticos como deve ser, coisa que também e infelizmente, não existem, e por isso é que continuamos com esta paz podre, para mal de todos nós, como sociedade...
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De Yazalde a 21.01.2022 às 20:40

O que se passou em Vizela foram adeptos de clubes rivais, provocarem jogadores do Sporting para destabilizar e conseguiram, quando o árbitro deu o jogo por terminado a equipa técnica e incluindo presidente mandar os jogadores para os balneários, sabendo que nestes casos a corda parte sempre para o Sporting ,árbitros e a malandragem estão sempre á espera destes momentos , e o velho sistema a funcionar

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