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A luta continua...

Naçao Valente, em 19.12.19

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A evolução é uma constante, mas não é linear. Faz-se de avanços e recuos, de progressos e de retrocessos. Um clube de futebol sendo o mesmo que foi criado, é outro, no contexto em que se insere, no presente. O Sporting que conhecemos há cinquenta, anos ou mais, é hoje outro Sporting.

Os grupos de adeptos organizados (GOA) com o intuito de apoiar o Clube,  no contexto de competição nasceram durante a presidência de João Rocha. Criados por pessoas jovens que pretendiam, em conjunto, levar alegria  para o estádio e estimular a motivação dos atletas. Um princípio louvável.

Esses grupos conhecidos, como claques, já não existem, com as características com que foram organizados. Tal como o futebol, que passou de um espectáculo desportivo, no qual os jogadores inicialmente nem sequer eram totalmente profissionais, para uma indústria profissionalizada e geradora de muito dinheiro, as claques transformaram-se em grupos quase profissionalizados e financiados pelos clubes.

Esta mudança atraiu para esses grupos o oportunismo que faz parte da sociedade. Logo chegaram jovens, muito mais pelas benesses do que pela paixão clubística. Começaram a institucionalizar-se como uma forma de poder marginal, interferindo nas decisões das instituições oficiais, sem que para isso tivessem competência ou legitimidade. 

No Sporting, estes notórios grupos ganharam bastante mais relevância, sobretudo durante o consulado da anterior Direcção, de quem receberam mais apoios financeiros, a troco da fidelidade a quem lhes distribuía as suas regalias. 

Com a eleição da actual Direcção em 2018 e através de um novo protocolo, foram-lhes reduzidos alguns privilégios. Foi como entrar dentro de um vespeiro. A partir do momento em que os resultados do futebol começaram a ser negativos, voltaram-se contra quem lhes tinha retirado poder.

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A declaração de guerra aos órgãos eleitos, tomou proporções inimagináveis. Convencidos que através deste caminho a derrubariam, não olharam a meios para o conseguir. Saiu-lhes o tiro pela culatra. A Direcção, após ter lidado com a situação com punhos de renda, percebeu com o que estava a lidar e não hesitou em tomar decisões drásticas.

A Direcção assumiu essa luta sem tibiezas. E houve (e há) quem dissesse que era uma boa oportunidade para se olhar com total realismo, para a influência negativa desses grupos, de uma forma geral. Mas quem pensava que outros grandes clubes apoiariam essa luta enganou-se redondamente.

As direcções tanto do Benfica como do FC Porto assobiaram para o lado. As suas claques estão controladas e, neste momento, ao serviço, dos seus dirigentes. Não sei se têm essa consciência, mas fizeram mal. Embora controlados, estes grupos, são como uma bomba que num momento adequado podem rebentar-lhes nas mãos.

O Sporting, neste âmbito está sozinho. Mas ainda havia a esperança que o poder político aproveitasse a situação para intervir, como lhe compete. Quem está atento à realidade que nos rodeia sabia que os políticos nem assobiariam para lado nenhum. Ficariam calados como ratos. A última coisa que querem é meter-se no atoleiro que é o futebol profissional, e muito menos enfrentar esse Estado dentro do Estado que são os grandes clubes desportivos. Também nesta área o Sporting está sozinho.

Em tempos idos, erradicar o sistema feudal com os seus privilégios não foi fácil, mas houve quem tivesse coragem para o fazer. Creio que no mundo do futebol isso ainda é mais difícil. Os clubes controlam através das paixões que o desporto gera, as consciências de muitos milhões de pessoas, podendo usá-las como tropa de choque contra os poderes instituídos. Por outro lado... minam com os seus agentes as próprias instituições, num comportamento de corrupção difícil de erradicar. É preciso muita coragem.

O Sporting está sozinho na luta quanto a esse poder paralelo, que são as claques, e que trazem para o desporto violência. Está sozinho mas está no caminho certo, nele deverá continuar, porque a pior derrota é a que resulta de quem desiste de lutar.

P.S.: Com "Alcochete" ainda por enterrar, brada aos céus, como continuam a surgir "minis alcochetes", como se tem vindo a verificar. A evolução da humanidade no capítulo da estupidez, vai de vento em poupa.

publicado às 03:34

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30 comentários

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De António Tavares a 19.12.2019 às 05:16

Concordo em tese consigo em alguns tópicos do teu texto. De facto o Sporting vem enfrentando quase que sozinho o problemas da violência das claques. E defendo também que devia ser um trabalho do coletivo (Federação, Liga e os "Grandes"). Só que o Sporting chegou ao ponto em que está, de violência interna, por causa de um Presidente vosso que durante anos (num aliança com Porto) atacaram e vilipendiaram o Benfica. Com único objetivo de "acabar" o Benfica. O vosso desejo era que o Benfica experimentasse aquilo que vocês estão a viver atualmente.

A situação chegou em que hoje é quase impossível que os Três voltem a trabalhar juntos. E deem graça à Deus que a Direção do Benfica não está a cutucar um Sporting ferido. Por não estar a cutucar o Sporting já é muita ajuda. Se fosse o contrário, se fosse o Benfica a viver o que o Sporting está a viver, não creio que a Direção que causou este problema ao próprio (mais os adeptos) não estavam a maltratar o Benfica.

Espero que haja mais tempo para a Direção do vosso clube. Por que não deixar cair o Sporting já é muita coisa.
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De Naçao Valente a 19.12.2019 às 13:31

Caro António Tavares,

Obrigado pelo comentário e por ter referido uma lacuna do meu texto, a indiferença dos órgãos do futebol.
Não confundo as instituições com quem as dirige. Como não sou hipócrita gosto que o Benfica e o Porto percam, sobretudo se isso favorecer o meu Clube.
À parte essa rivalidade desportiva , não desejo mal a nenhum clube. Todos são necessários e sem rivalidade o futebol não tem graça.
Ao generalizar nas críticas que faz ao Sporting, está a ir pelo mesmo caminho que aqueles que critica.
A questão da violência no desporto é um problema grave e transversal a todos os clubes. Quem arranja desculpas para ficar de fora, não contribui em nada para resolver esse problema. E pelos vistos, nem lhe interessa.
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De António Tavares a 19.12.2019 às 14:06

1. A violência, a qualidade da nossa Liga e a centralização televisiva são temas que deviam ser debatidos e que devia haver uma convergência entre os Grandes. Mas, existe muita desconfiança.

2. Eu enquanto adepto do Benfica, não quero ganhar sozinho. Só quero ganhar mais do que os rivais. Por isto, aceito a rivalidade como uma coisa boa. Devia ser assim o desporto.

3. A Liga Inglesa é a melhor do Mundo. Mas, a Liga Inglesa tem um problema. Excluiram as claques e encheram os estádios de gente rica, o espetáculo perdeu-se e muito. O futebol embora seja um jogo dentro dos relvados, a beleza também está nas claques. Deve haver algum equilíbrio. Se fosse eu a decidir, nos jogos e entre as claques colocava ali agentes policiais. Para observação e apreensão de qualquer indivíduo que ponha em causa a segurança do espetáculo.
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De Orlando Santos a 19.12.2019 às 15:49

Vivi alguns anos em Inglaterra. Os estádios têm sempre público, mesmo nas divisões inferiores, porque lá ganha-se muito mais do que aqui e as pessoas apoiam o clube da sua terra, não estão à espera da visita de um qualquer Liverpool ou United para encher as bancadas. Indivíduos que arranjam problemas são indentificados pela polícia e banidos dos estádios. Em Inglaterra passaram-se problemas bastantes graves há uns anos atrás e arranjou-se maneira de os resolver e não foi a assobiar para o lado...
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De Naçao Valente a 19.12.2019 às 19:36

Realidades e mentalidades diferentes. Os portugueses que seguem o futebol, dão mais peso à clubite que ao futebol em si. E os governos têm medo do poder dos clubes.
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De hugo gomes a 19.12.2019 às 10:46

Caro Nação Valente ótimo texto como sempre.
Só tenho é uma dúvida o porquê de não ter mencionado os consecutivos ataques ao slb quando a alguns anos decidiu acabar com as claques e o seu clube veio logo vilanizar, já há muitos anos que o slb vem a dizer que as claques são um problema do estado e não dos clubes.
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De arrebenta a 19.12.2019 às 13:31

" já há muitos anos que o slb vem a dizer que as claques são um problema do estado e não dos clubes."

Mas depois na prática, apresentam-se na festa do aniversário das claques, como aconteceu recentemente e as apoia logisticamente.

Não é por acaso que o vosso chefe lá esteja há 17 anos. Vocês também defendem uma coisa e depois apoiam a aplicação do contrário.

É dá para rir...
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De Naçao Valente a 19.12.2019 às 13:45

Arrebenta

Hipocrisia e cinismo é prática de gente com g pequeno.

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De António a 20.12.2019 às 00:05

Quem é esse vocês?
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De Naçao Valente a 19.12.2019 às 13:35

Obrigado pelo comentário. Não concordo que as claques e a violência no desporto, seja um problemas apenas do Estado. É também um problema dos clubes. Só que enquanto não lhe bater à porta não mexem uma palha, porque não lhes convém.
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De ChakraIndigo a 19.12.2019 às 12:00

Por mim, é acabar com essa corja.

As claques, oficiais ou não, têm muita gente boa, mas quem nelas manda tem o exclusivo dos negocios marginais, e escondem-se por trás de um emblema que deviam honrar.

Punam-se verdadeiramente os criminosos, sejam eles adeptos organizados ou não.
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De hugo gomes a 19.12.2019 às 13:00

Exatamente o que eu penso, as claques hoje em dia não são mais que grupos de criminosos protegidos e subsidiados pelos clubes e devem ser extintas.
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De Naçao Valente a 19.12.2019 às 13:42

Não iria tão longe. Devem é ser expurgadas dos elementos criminosos e remetidas ao papel para que foram criadas, o apoio às equipas.
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De Naçao Valente a 19.12.2019 às 13:38

Tem razão. É altura de pôr um ponto final nos grupos que não servem o desporto, mas dele se servem. Mas não acontecerá enquanto não remarmos todos para o mesmo lado.
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De Clorophilo a 19.12.2019 às 14:39

Como diz, e bem, o NV, a ideia que esteve na génese da Juventude Leonina era boa e continua a ser boa! «Os grupos de adeptos organizados [foram] (...) criados por pessoas jovens que pretendiam, em conjunto, levar alegria para o estádio e estimular a motivação dos atletas. Um princípio louvável.»

Ninguém nega que, as coreografias e o cânticos das claques dão outro colorido ao estádio e ao espectáculo.
Estando lá para apoiar, nos bons e nos maus momentos (SOBRETUDO NOS MAUS MOMENTOS!), as claques podem ajudar a ganhar jogos...
Portanto, o ideal seria refundar a Juveleo. Reformá-la. Até porque muitos daqueles que por lá andam já não vão para novos... Não fazem justiça ao nome "Juventude Leonina" e até mancham esse nome! (Aliás, num comentário - rude - da semana passada chamei-lhes «escumalha» e o Dr. Frederico Varandas leu esse comentário... :») Repito; o óptimo seria fazer regressar a Juve à sua origem. Não me chocava por ex., entre outras medidas, que fosse imposto um limite máximo de idades aos associados da claque. Não creio que o caminho certo seja pelo lado da erradicação. Quem ganharia com isso?

ps:
Ontem, por simpatia ao treinador dos minhotos, assisti ao jogo do Braga.
Creio que os arsenalistas foram, pelo menos, tão bons quanto o adversário. A diferença esteve no apoio que os adeptos da casa deram à equipa. Mesmo a perder nunca deixaram de apoiar! Fizeram a diferença!

ps 2:
Será o Mustafá tem Cartão Jovem?

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De Clorophilo a 19.12.2019 às 14:43

A pergunta é: será que Mustafá tem Cartão Jovem?
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De Naçao Valente a 19.12.2019 às 15:05

Clorophilo,

No que diz respeito às claques, nesta fase, em função do ataque á Academia, e do que se está a passar, foram-lhe retirados os apoios e os privilégios. Com a Juve Leo e o Directivo, não há hipótese de haver qualquer entendimento.

Numa outra fase, admito que possam ser refundadas noutros moldes. Isso terá que passar por legislação que defina claramente, qual a sua função, que na minha perspectiva se deve restringir ao apoio aos atletas em competição.

Por outro lado tem que haver maior controlo sobre os elementos que. as compõem, de modo a que não sejam antros de marginalidade.
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De Clorophilo a 19.12.2019 às 15:36

NV:
Agradeço a resposta!

Estou mais ou menos a parar do ponto da situação entre o Clube e essas duas claques.
Não digo que a direcção se deva «entender» com aquela gente. Longe disso! O único diálogo possível é virar-lhes as costas.
Mas também não me parece que o caminho seja pelo lado da erradicação... A Juveleo, sobretudo esta, é uma marca Sporting que deve ser recuperada e revalorizada, mas sempre sob a tutela dos actuais (e futuros!) dirigentes do Clube.
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De António a 20.12.2019 às 00:07

Benfica. É assim que se chama a equipa da casa e o adversário.
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De Jose Coelho a 19.12.2019 às 15:27

ninguem mexe num assunto que vai dar só chatices enquanto ele não incomodar
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De Naçao Valente a 19.12.2019 às 15:54

Ora aí está, José Coelho, Só quando somos incomodados nos mexemos. A Federação, A Liga, os clubes, o Governo, acham que é apenas um assunto do Sporting. A verdade é que não é
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De António Vieira a 19.12.2019 às 15:46

Bom texto as claques que em principio era para apoiar os clubes desviaram-se dos seus princípios e objectivos que era apoiar a sua equipa e criar um ambiente colorido e acolhedor, só com o tempo desviaram-se e entraram por caminhos da violência e assassinatos entre elas, portanto isto não é só um problema dos clubes é também um problema da sociedade em si e do sistema que temos....
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De Naçao Valente a 19.12.2019 às 15:57

António Vieira,

Tem razão este é um problema da sociedade. E se depois de "Alcochete" se não se fez nada, o que será preciso acontecer?
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De Leão Zargo a 19.12.2019 às 17:46


Caro Nação Valente

Oportuna reflexão e importante alerta. O Sporting hoje está sozinho, é certo, mas suspeito que isso não será por muito tempo. Esta realidade que analisa constitui um dos problemas mais graves que se verificam no futebol nos nossos dias, independentemente das diferentes características e intensidades que assume nos vários clubes, nomeadamente nos designados por grandes.

Um abraço sportinguista
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De Naçao Valente a 19.12.2019 às 19:44

Oxalá, caro Leão Zargo, a sua suspeita esteja certa. Mas o que tenho visto são apenas paninhos quentes. Falta coragem para entrar nesse "vespeiro".
Abraço.
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De ChakraIndigo a 19.12.2019 às 20:03

Entretanto, fiquei de boca aberta ao ler as declarações do Secretário de estado de Desporto - Disse João Paulo Rebelo: «Compreendo alguma insatisfação do presidente do Sporting, mas é uma insatisfação relativamente ao que são os comportamentos de alguns dos supostos adeptos do seu clube, e essas são matérias do foro interno dos próprios clubes»

Ou seja, há adeptos detidos por terrorismo, há adeptos que são detidos nos Açores, e é isto que o responsável do desporto afirma?

Este País é mesmo estranho. Pôncio Pilatos não faria melhor.
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De Naçao Valente a 19.12.2019 às 21:35

Vem ao encontro do que digo. O poder político lava as mãos. De facto, depois de Alcochete, e das suas sequelas, o que precisará de acontecer para parar esta hipocrisia.
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De Rumo Certo - Ventos Favoráveis a 19.12.2019 às 23:25

Caro Nação Valente, excelente reflexão e ordenamento cronologico.
Comparativa, realista do ponto de vista e enquadramento do fenômeno, do contexto social originário e da metamorfose versus tecido social onde actualmente se move e insere, das motivações, dos objectivos e da obtenção de proveitos de ordem econômica, por via de práticas marginais e ilícitas.
Parece evidente que o assunto incomoda o poder político, e por isso mesmo, é aos olhos do cidadão comum, incompreensível, lamentável e não admissível, essa ausência e alheamento por parte de quem tem o dever e obrigação de zelar pela segurança das pessoas, das instituições, dos seus bens e património de todos.
O assunto é muito sério e altamente perigoso, sobejamente visto e recorrentemente solicitado para resolução, uma vez que extravasa a competência e capacidade de intervenção dos clubes.
Não é preciso inventar fórmulas complexas ou rebuscar/elaborar legislação, mas sim aplicar a Ordem e a Lei, copiando se necessário for, o que noutras latitudes resultou em pleno.
Apenas é necessária Vontade, Coragem e Imparcialidade.
Parabéns e obrigado, pelo teor do post e pela importância do mesmo.
Abraço e SL.
Força Sporting.
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De Nação Valente a 20.12.2019 às 08:27

Abraço.
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De Manuel Virgilio a 21.12.2019 às 06:40

Muito bem escrito. Como simpatizante do Benfica, concordo 100%.

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