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A "Luz" que ilumina a FPF

Rampante, em 16.03.19

 

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Escrevo este texto, motivado pelo comentário do leitor “Leão da Guia”, que comentava neste post, o facto da Selecção Nacional jogar os próximos dois encontros deste mês no Estádio da Luz.

 

Na minha opinião, é notório e demais evidente que existe uma óbvia preferência da FPF por este estádio, senão vejamos:

 

Desde Março de 2015 (último ano em que a Selecção jogou em Alvalade), até Março de 2019, a equipa de todos nós fez 25 jogos em Portugal, sendo 14 amigáveis e 11 oficiais.

 

Destes 25 jogos:

 

  • 8 foram no Estádio da Luz
  • 3 no Estádio-Fantasma de Leiria
  • 2 no Bessa e 2 no Algarve
  • 1 em Alvalade (a 04 de Setembro de 2015)
  • 1 no Estádio do Dragão
  • 8 nos restantes estádios

 

Se formos a ver apenas os jogos oficiais, então temos:

 

  • 6 no Estádio da Luz
  • 1 em Guimarães, Bessa, Algarve, Aveiro, Braga
  • 0 em Alvalade e 0 no Dragão

 

A última vez que a Selecção jogou em competição em Alvalade foi a 11 de Outubro de 2013, já lá vão quase 6 anos.

 

Exige-se que a FPF explique os motivos e se o não fizer, exige-se que os clubes exijam uma justificação junto da FPF.

 

O FCP provavelmente irá remeter-se ao silêncio, uma vez que o Estádio do Dragão já tem garantidos 2 jogos para este ano (após 3 anos de um amigável que lá se jogou).

 

Não havendo explicações públicas, é natural que as pessoas acreditem que esta preferência se dê pelos motivos que vieram a público através dos e-mails filtrados, ou seja, por haver trocas de dinheiro entre a FPF e o SLB, “pela porta do cavalo”, para além dos montantes oficiais.

 

Da minha parte, surpreende-me que nem FPF, nem SLB, tenham vindo ainda a público justificar o que para eles significa “…pagar pela porta do cavalo…”, em especial, porque esta afirmação indicia práticas ilegais de branqueamento de capitais, um crime público que a ser real, poderia levar a FPF a perder o Estatuto de Utilidade Pública.

 

Mais, surpreende-me que sendo o SLB uma SAD cotada em bolsa, nunca tenha havido por parte das entidades reguladoras, nomeadamente CMVM, qualquer questão e/ou pedido de esclarecimento, esquecendo-se porventura (ou fazendo-se de esquecida) que o crime é alargado às Instituições Reguladoras que, por mero indício, não actuem.

 

Este caso com certeza ainda dará muito que falar, até porque estes são crimes públicos e a partir do momento que a mera suspeita surja (e já surgiu na imprensa nacional) o Ministério Publico terá de actuar…

 

Poderão as Instituições tentar “esquecer” o caso, no entanto compete-nos a nós cidadãos pressionar até que haja respostas, e nesse sentido, o Sporting, como um dos principais lesados, poderá ter um papel fundamental, queira esta Direcção disponibilizar-se a isso.

 

P.S.: Podendo um jogo oficial render mais de 1 Milhão de euros (directa e indirectamente) ao “dono” do Estádio, é fácil perceber o quão apetecível é albergar os jogos da Selecção.

 

publicado às 12:00

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45 comentários

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De João Gonçalves a 16.03.2019 às 12:47

Gostava de ver dois aspectos do texto serem fundamentados:
- Que o Benfica recebe dinheiro da FPF pela porta do cavalo.
- Que um jogo da Selecção dá 1 milhão de euros ao dono do recinto.
É que é muito fácil escrever. Fundamentar, provar, já é mais difícil...

Já agora, também não acho bem a discrepância no número de jogos na Luz e noutros estádios. Vejo uma única atenuante: 64.000 lugares, contra 53.000 mas também não me parece que sirva sempre de justificação.
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De Rampante a 16.03.2019 às 13:13

Caro João Gonçalves, respondendo:

"- Que o Benfica recebe dinheiro da FPF pela porta do cavalo."
Nos e-mails publicados poderá encontrar lá essa informação bem visível, quer nos e-mails de Domingos Soares de Oliveira, quer nos e-mails do "simples funcionário" Paulo Gonçalves.


"- Que um jogo da Selecção dá 1 milhão de euros ao dono do recinto."
O que eu escrevi foi que podia render mais de 1M€ directa e indirectamente...
Mas vamos lá a contas:

Directamente:
- 275K€ por contracto directo com a FPF

Indirectamente:
- Publicidade fixa do estádio (que vai para o clube e não para a FPF);
- 25% dos lugares de tribuna e lugares VIP que o clube pode vender com receitas para si (lugares mais caros);
- Exploração de cantinas, bares e ambulantes dentro do estádio;
- Diferencial de aumento de fluxo nas lojas de clube, museu, etc, em dia de jogo, incluindo merchandise do clube e selecção vendido nesses mesmos locais;

Além destes valores que certamente farão em muitos jogos ultrapassar o 1M€, existe ainda o aumento de exploração de imagem do estádio, o que fará aumentar o seu valor em casos futuros de venda do naming do estádio (algo que o SLB por exemplo esteve a negociar).

"É que é muito fácil escrever. Fundamentar, provar, já é mais difícil..."
O caro João Gonçalves já anda aqui à tempo suficiente para saber que os meus textos têm por base fundamentos/provas e não simples bate-bocas...

Espero que tenha ficado elucidado...

PS: note que eu nem somei a este valor os valores a entrar pela "porta do cavalo", pois acredito bem que esses valores nem o SLB os veja... devem antes ter servido para pagar casamentos, ou apoiar a construção de igrejas e capelas em quintas privadas.

Cumprimentos
Rampante
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De Borges Coutinho a 16.03.2019 às 13:47

Caro Rampante.... mas um milhão?? Admita por favor que este arredondamento está extremamente sobre-estimado.

Corte ao meio que certamente se aproximará mais, e por defeito!

PS Há uns tempos alguém de dentro do Benfica me disse que o valor pago pelo aluguer do estádio, após impostos e despesas com consumíveis, dá pouco menos de 100 mil euros de lucro ao clube. Se é verdade não sei, mas tendo a acreditar mais nestes valores.
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De Rampante a 16.03.2019 às 14:12

Caro Borges Coutinho,

não vou estar aqui a esmiuçar ainda mais as contas, até porque podia ficar surpreendido ao ver que em alguns jogos ultrapassaria facilmente o milhão.

Mas eu faço-o pensar com as seguintes questões:
- Sabe que no Estádio da Luz existem 7.000 lugares marcados como VIP;
- E que existem 156 camarotes;
- Ora, por contrato o SLB recebe 25% da exploração destes lugares
- Sabia quanto custa um lugar VIP (não camarote) para um jogo da selecção?
- E um camarote?

Quer fazer contas?
Deixo aqui um link da FPF, onde possui vários preços para o ultimo jogo na Luz
https://www.fpf.pt/Portals/0/pack-hospitalidade-ITALIA.pdf

Faça contas e depois diga-me se é difícil chegar ao Milhão...

E isto sem contar com o incremento na publicidade estática, receitas de bares e cantinas, merchandise vendido nas lojas do SLB, incremento de visitas ao museu em dia de jogo, etc...

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De Rui Gomes a 16.03.2019 às 14:51

Caro Borges Coutinho,

Esses ditos 100 mil euros é uma valor para inglês ver.

Mas indo um pouco mais além, há outras considerações importantes, a exemplo de prestígio, imagem e publicidade.
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De Borges Coutinho a 16.03.2019 às 16:21

Isso são contas de merceeiro, Rui (e já agora, dirijo também este comentário ao Rampante), como bem sabe.

E o desgaste do relvado? E das cadeiras? E a conta da luz? E da água?

Não duvido que os clubes ganhem qualquer coisa por receber a seleção nos seus estádios, mas provavelmente nem para pagar o ordenado mais alto do MVP dará.

Quanto à questão de princípio, repito que estou de acordo. Descentralização em (quase) tudo e (quase) sempre.
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De Rui Gomes a 16.03.2019 às 16:54

Só falta dizer que o "glorioso" paga para ter os jogos, pelo puro prazer.

Porque será que tudo quanto é inconveniente para o SLB vai parar ao mesmo caminho???
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De João Eduardo a 17.03.2019 às 01:08

Outro dado que está a utilizar erradamente: o SLB não "recebe 25% da exploração" dos lugares VIP e de camarotes que refere. O clube tem direito a ficar com 25% desses lugares, o que é coisa bem diferente porque não os pode vender.
Nos jogos da seleção a totalidade da receita de bilheteira, seja ela VIP ou popular, é da FPF.
O clube utiliza os 25% desses lugares de que pode dispor para receber os seus próprios convidados e patrocinadores, não gera qualquer receita.

Sejamos rigorosos com as informações.
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De Rampante a 17.03.2019 às 10:18

Caro João Eduardo,

creio que o caro é bom entendedor, já que tem estado a querer discutir de forma saudável e com alegados factos e convicções... gosto disso...

...logo sendo bom entendedor, se ler novamente perceberá que eu coloquei as receitas desses lugares como sendo receita indirecta e não receita directa... certo? percebe isso? e percebe o conceito de receita indirecta, certo?

Ora, o caro amigo até refere que esses 25% de lugares serão usufruídos por convidados e patrocinadores... logo, compreenderá, que o SLB recebe indirectamente um valor por essa disponibilização de ocupação... certo???
Como estou com paciência, vou ser ainda mais incisivo:
- Quanto está uma empresa disposta a pagar se apenas tiver acesso a jogos do campeonato?
- Quanto paga a mais, se o clube estiver na Liga Europa?
- E se for antes na Liga dos Campeões???
É esta diferença que são consideradas receitas indirectas para o clube, neste caso, motivadas pela boa performance desportiva. O mesmo conceito se aplica aos patrocínios, publicidades, concessões, etc...

Parece lógico até aqui não é?

Então e se o Estádio for utilizado 2 vezes por ano para jogos da Selecção e nesses jogos estiver incluído o usufruto dos camarotes empresa e/ou lugares VIP, não é igualmente lógico pensar que à empresa será cobrado um pouco mais de valor??? Ou só os jogos do SLB é que têm valor acrescentado?


E atenção, quando digo o SLB, digo qualquer dono de Estádio que receba jogos da Selecção...
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De João Eduardo a 17.03.2019 às 12:21

Caro Rampante,

Não devia escrever sobre aquilo que não sabe, não lhe fica bem e deixa-o muito mal…

Então… de facto escreveu que o Benfica recebia 25% da "receita de exploração" dos camarotes VIP.
Ora, receita da exploração é receita directa e não indirecta. E só por isso demonstra que não sabe do que está a falar.

Mas a realidade é bem diferente. Tome como exemplo um caso concreto que bem conheço: uma dada empresa adquire um camarote de época para levar os seus colaboradores, fornecedores e clientes ao futebol.
Tem 20 lugares incluídos e, quando joga a seleção este camarote é utilizado em FPF. O Benfica apenas pode reservar 5 destes 20 lugares, que não pode vender, e que vai redistribuir pelos possuidores de camarotes anuais.

Não há qualquer venda extra, nem pode haver, já lhe disse que o clube não pode cobrar bilheteria, seja de que forma for, vai toda para a FPF.

A única coisa que faz é garantir apenas alguns lugares para quem, sem saber quantos jogos iria ter, comprou um camarote no início da época.
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De antonio a 16.03.2019 às 17:16

Caro Rampante

Posso assumir qur ouviu dizer ou que viu escrito algures essa história da porta do cavalo? Ou foi o caro que leu o email na íntegra?
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De Rampante a 16.03.2019 às 18:23

Caro António,
Se for leitor frequente deste espaço, concerteza saberá a resposta a essa questão...

Caso seja um "novo" leitor, recomendo-lhe que leia os meus textos anteriores e de igual forma perceberá qual a resposta a essa pergunta.

Por fim, se preferir obter informação na fonte original, pode sempre "googlar" por este tema que concerteza obterá a mesma resposta.
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De João Carvalho a 16.03.2019 às 19:04

Caro Rampante, a expressão "porta do cavalo" não significa obrigatoriamente algo ilegal ou até não ético. É uma expressão que tem inúmeras interpretações e se me permite, eu não acredito que a FPF faça pagamentos por debaixo da mesa, como o seu post insinua. Qual o seu interesse? E do Benfica? Por razões fiscais não seria, com certeza. Então que razões existiriam para branquear capitais?

Posso deixar-lhe algumas sugestões. Há inúmeras trocas de quantias entre as duas instituições ao longo do ano em que uma ou duas podem anular outra. Isso não é ilegal. Mas pode chamar-se pela "porta do cavalo".

Se eu lhe dever 1000 euros e o Rampante dever-me 500 euros podemos resolver o assunto com um chamado "acerto de contas". Também posso dizer que lhe paguei 500 euros pela "porta do cavalo".
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De Rampante a 16.03.2019 às 19:39

Olá João Carvalho,

a sua "defesa" vale pela tentativa e se me permite a brincadeira, aposto que com tamanha imaginação, o caro teria lugar na equipa de defesa de um conhecido politico que agora vive lá para os lados da Ericeira...

A expressão "entrar/sair pela porta do cavalo" é uma expressão portuguesa que sempre ouvi de Norte a Sul de Portugal, e sempre que a ouvi foi no sentido de se conseguir algo ou de se fazer algo, de forma obscura, dissimulada ou ilegal...
Aliás a origem da expressão tem esse mesmo sentido e se por curiosidade for consultar um qualquer dicionário do léxico português, verá sempre que esta expressão possui o exacto contexto que eu atribui no texto...

Quanto à solução que o caro apresenta (ser um acerto de contas), posso dizer-lhe que em cerca de 20 anos de convivência diária com empresários, economistas e auditores, nunca ouvi alguém se referir a "acerto de contas" com tal expressão, e olhe que o meio financeiro é um meio onde a imaginação abunda bastante no que toca a arranjar metáforas... nem nas pequenas e micro empresas, onde as pessoas possuem discursos mais "populares" e menos técnicos, ouvi essa expressão nesse contexto...

Vamos ser sinceros... o caro João Carvalho acredita mesmo no que escreveu??? ou foi apenas uma vã tentativa de justificar algo que efectivamente carece de justificação??

PS: por curiosidade, e fazendo ligação com a piada inicial, posso dizer-lhe que em depoimento houve uma testemunha que afirmou que o tal politico que agora vive na Ericeira, recebia "pela porta do cavalo", numa clara alusão ao facto do dinheiro passar de mãos de forma ilícita e escondida.
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De João Carvalho a 16.03.2019 às 20:17

A expressão "sair ou entrar pela porta do cavalo" é uma expressão antiga que não está nada relacionada com ilegalidades.

Pode ter a ver, neste caso particular, com soluções astuciosas, mesmo manhosas, mas que não serão necessariamente ilegais, muito menos consubstanciem fugas ao fisco ou branqueamento de capitais.

O UK está a tentar sair da União Europeia pela "porta do cavalo", mas não acredito que isso seja fuga ao fisco ou branqueamento de capitais.
Mas com os bifes nunca podemos estar seguros!!
Importante é não deixar o cavalo fugir.

Posso dizer-lhe que acertos de contas existem todos os dias, em todas as empresas e eu sei do que falo pois já tive várias empresas. E nunca cometi nada de ilegal.
Acertos de contas existem todos os dias, até na nossa vida privada e isso não é branqueamento de capitais nem fuga ao fisco.

Bem, se um electricista fizer reparações em minha casa e eu pagar-lhe em bens de consumo, ou até com uma consulta grátis, isso pode consubstanciar fuga ao fisco da sua parte, "in stricto sensu". Mas ninguém de boa fé levaria isso a sério.

Mas tem razão numa coisa, "pela porta do cavalo" pode de facto significar algo de ilegal, fuga ao fisco ou mesmo branqueamento de capitais em casos especiais. Mas sinceramente neste caso não acredito atendendo ás empresas que são.

Quanto à Ericeira, não conheço nem sei do que fala.
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De Rampante a 17.03.2019 às 10:22

Caro João Carvalho,

eu escrevi:
"A expressão "entrar/sair pela porta do cavalo" é uma expressão portuguesa que sempre ouvi de Norte a Sul de Portugal, e sempre que a ouvi foi no sentido de se conseguir algo ou de se fazer algo, de forma obscura, dissimulada ou ilegal..."

Apesar de este não ser um blog de língua portuguesa, desafio-o a mostrar-me um exemplo de uma qualquer publicação (livro, jornal, texto, etc...) onde tenha sido utilizada a expressar "entrar/sair pela porta do cavalo", sem ser no âmbito que eu refiro...

Abraço
Rampante

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