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Boas intenções…

 

Num período compreendido entre 1996 e 2004, a UEFA, o Estado e a Banca mobilizaram-se no sentido de apoiarem as instituições desportivas portuguesas a trilhar um caminho de progresso e modernização. Esta nossa indústria dispunha da oportunidade de se elevar estruturalmente e financeiramente, tanto pela implementação das Sociedades Anónimas Desportivas, como pelo apoio público à criação de novas e melhores infra-estruturas, tendo em vista o Europeu de 2004. Previa-se o nosso Futebol colocado na vanguarda, orientado de modo sustentado pelos mais diversos meios administrativos e competitivos, tão proeminentes quanto competentes.

 

As SAD representariam o abandono definitivo do emocional e totalitarista mecenato presidencial, sucedendo-se a abertura do Capital Social aos Sócios e Investidores. Numa gestão profissionalmente focada na diversificação de investimento, os Clubes não estariam agora mais dependentes dos famigerados contratos publicitários e televisivos afim de orçamentarem as épocas desportivas. Em alargada visão económica global, tais medidas inovavam processos de receitas, desde a criação e valorização de activos imobiliários, ao surgimento de departamentos especializados na relação fundamental entre Investimento, sucesso desportivo e consequente Retorno de Investimento. 

 

A grosso modo, o Roupeiro permaneceria como Roupeiro, mas tudo o resto mudaria. O Presidente seria um Director Executivo de gestão, o Tesoureiro um Director Financeiro, os Futebolistas seriam tidos como o principal imobilizado das Sociedades, para além dos estádios e demais infra-estruturas. Os Adeptos tornar-se-iam Clientes, transfigurando o seu papel de meros pagadores de quotas a compradores de Acções e consumidores de produtos e serviços gerados pelo Clube. Aqui, quanto maior o número de simpatizantes, invariavelmente a dimensão do impulso económico gerado.

 

…esbarram nas coisas simples da vida.

 

Decorridos 2 anos após a criação da primeira Sociedade Desportiva em Portugal (a do Sporting), brotavam iniciais sinais de incompatibilidade para com um dos fundamentais princípios das SAD – os Adeptos só representam uma força económica no Clube quando mobilizados em massa, algo que em Portugal apenas ocorre (hoje, como no passado) em consonância com resultados desportivos. Os portugueses não têm o mesmo sentido de associativismo que os ingleses, os alemães, nem mesmo os espanhóis. Nem tão pouco dispõem do seu poder de compra. Poucos aceitaram a inflação da bilheteira. Poucos consumiram os serviços disponibilizados pelo Clube na área da Saúde, Seguros, Viagens e Créditos financeiros ou demais iniciativas. Com acordos de Main-Sponsor que rendiam qualquer coisa como €1 Milhão/Ano ou €600 mil/Ano em Equipment-Sponsor, as opções de financiamento dos Clubes eram diminutas: ou a Olivedesportos, ou a Banca. Sem Banca, sobrava a venda de Atletas.

 

Estávamos no terceiro ano de existência da nossa SAD. Enquanto personagens como Octávio Machado, Carlos Manuel ou José Couceiro procuravam um refúgio existencial nesta nova face da indústria – Santana Lopes, o homem que nunca fez nada de bom nem nada de mau, finalmente procurara um sentido para a vida longe do Sporting –, já os crónicos amotinamentos populares condenavam o caminho traçado pela visão de José Roquette (que longe do domínio público, seria co-responsável pela criação da SAD do FC.Porto). Os Adeptos, como sempre instrumentalizados pela visão em túnel, permitiam que um 4º lugar no campeonato lhes ensaiasse a cegueira sobre o óbvio – o caminho traçado levaria, invariavelmente, o Sporting a Campeão Nacional. E logo no ano seguinte.

 

Havia uma Direcção séria e focada, essencialmente, no Sporting. Havia uma estratégia a médio-longo prazo para cumprir. Haviam pessoas no corpo técnico com experiência de Futebol (e não de simuladores virtuais como hoje). E havia, pasme-se, uma equipa competitiva e financeiramente sustentável com as possibilidades do Clube. Isto tudo, num Sporting que cumpria com pesados acordos com as Finanças e Segurança Social, sem hipotecar verbas futuras. Os créditos de Bilheteira eram do Sporting. Os créditos de Garantia Bancária eram do Sporting. Os créditos de Passes de Atletas eram do Sporting. José Roquette foi lúcido, e acima de tudo paciente. Gastava cerca de €8 Milhões/época em contratações, e nada mais.

 

Uma primeira observação. 

 

Se observarmos, com alguma frieza, o conteúdo do segundo e terceiro parágrafo do texto e sem os condicionarmos à data a que os mesmos se referem, poderemos de algum modo entender uma parte do vazio que impera no Futebol em Portugal – medidas visionárias que nos colocariam na senda da Europa, orgulhosamente profissionalizados, numa competição interna devidamente regulada e competitiva para lá dos 3 Clubes de sempre, resultaram 20 anos mais tarde, à data de hoje... nesta decadência de valores e princípios desportivos a que todos assistimos.

 

Esta primeira parte do texto visa, essencialmente, uma necessária confrontação entre o que  vontade desejou, mas a intenção nunca fez. Tudo está errado numa competição onde se fala das maiores assistências ou dos maiores lucros, perante bancadas que ainda racham pelo meio. O que nos leva a concluir que em Portugal tudo é aparência, até alguma coisa tremer. A segunda parte deste texto poderá explicar, entre outras questões:

 

– como Gilberto Madaíl e José Socrates hipotecaram o futuro do nosso Futebol, em 1999? 

– o misterioso e inédito modo de Roquette financiar o Sporting campeão.

– quem esteve para adquirir a Sporting SAD em 2002?

– porque razão Luís Filipe Vieira e Godinho Lopes são intocáveis em Portugal?

– porque razão os Adeptos procuram o conforto do Totalitarismo Presidencial?

– porque razão é impossível um Presidente fazer do Sporting um crónico campeão?

– como pode o Sporting tornar-se, em 10 anos, o Clube português mais poderoso?

 

publicado às 10:30

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46 comentários

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De Manuel Pinto a 19.01.2018 às 11:09

Alguém explique ao autor do texto que Portugal sempre imitou o que se faz lá fora... em Espanha, França, Inglaterra... e essa do Roquete ser co-autor da SAD do FCP essa então, está de mais, demais !!
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De Drake Wilson a 19.01.2018 às 13:15

Seria igualmente conveniente que alguém lhe explicasse a si (mas duvido que compreendesse), a diferença entre ser "co-responsável" e "co-autor".

Existiram 3 profissionais em Portugal, ligados ao sector bancário – naquele momento ou no passado –, que exerceram um papel fundamental na embrionagem das SAD dos 3 clubes grandes. Talvez no seu sentimento de inferioridade lhe provoque choque em saber que os 3 eram, efectivamente, sportinguistas.

Uma dessas pessoas era José Roquette, com factual amizade por Pinto da Costa, até ao momento em que essa amizade perdeu o interesse para o líder nortenho, como era habitual na altura.

O resto, seria de facto areia a mais para si.
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De João Paulo Gonçalves a 19.01.2018 às 14:21

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De Manuel Pinto a 19.01.2018 às 17:22

Só agora li a sua resposta e por isso só agora lhe respondo.

O FCP foi pioneiro em Portugal na questão das SADs.
O FCP não trabalhou com Bancos e Banqueiros e Bancários ligados ao SCP.

Por fim... sentimento de inferioridade?! :-)

SE desde que nasci VI o meu clube vencer 22 Campeonatos Nacionais contra 16 do SLV - Estado Lampiãnico e apenas 4 do Sporting Clube de Lisboa!!

E já nem falo das 11 Finais Internacionais e 7 Títulos !!

Sentimento de inferioridade?! Só se for para esses libelinhas, tipo um imbecilzito da Praia das Maçãs..
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De Marco Martins a 19.01.2018 às 18:32

"O FCP não trabalhou com Bancos e Banqueiros e Bancários ligados ao SCP".

Querem ver que havia um BES para o Porto e outro para Sporting e Benfica. Que o Ricciardi e os seus meninos não era dito nem achado nos empréstimos, nos patrocínios, etc... sim, acredita em tudo o que te dizem... LOLOLLOLOL
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De Rui Gomes a 19.01.2018 às 11:30

Excelente texto. Talvez seja areia a mais para algumas camionetas:)
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De Anónimo a 19.01.2018 às 11:34

Exacto... quando a areia é de mais, para certas camionetes !!

A criação da Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD

A Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD ( sociedade anónima desportiva ) foi constituído a 5 de Agosto de 1997, sendo seus accionistas fundadores os seguintes:

Investiantas - Investimentos Desportivos, Lda: 99.997 acções (49.9985%);
FCP: 80.000 acções (40%);
Câmara Municipal do Porto: 20.000 acções (10%).

Já sei, foi o Roquette que em 1997 teve a ideia de fundar a SAD do FCP :-)

Sendo que as SAD até começaram em Itália em 1981 e teve a ver com a necessidade dos Governos controlarem e recolherem Impostos !!
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De Anónimo a 19.01.2018 às 11:35

Faltou assinar: Manuel Pinto

Bom dia
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De Drake Wilson a 19.01.2018 às 13:47

Manuel Pinto,

Cada vez que você vai jantar fora a um restaurante com a família e paga o jantar – ou alguém lhe paga a si –, está a assumir-se como "co-responsável" pelo retorno financeiro do dito estabelecimento, mas não está seguramente a subscrever qualquer posição (ou quota ou acção) na Sociedade do mesmo.

Logo, ser "co-responsável" pela criação de uma Sociedade, não implica ser accionista da mesma. Como é natural, o nome de José Roquette não tem de surgir no meio dos accionistas que referiu. Tal como o seu nome – ou de quem paga o jantar – não figura na parede do seu estabelecimento favorito.

Espero deste modo ter conseguido ajudar.
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De Manuel Pinto a 19.01.2018 às 17:29

Eu percebi bem.. apenas comentei por ter metido o FCP ao barulho. Quando o FCP nada teve a ver com essas estapafurdices alfacinhas.

O FCP era um clube simpático até que em 2004 passou a ser o melhor clube de Portugal. A partir daí passou a ser o mau da fita :-) só porque é melhor !!

Bom Fim de Semana
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De Bento de Jesus Carvalho a 19.01.2018 às 12:11

Eu por mim, estou ansioso por ler a parte restante!
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De Anónimo a 19.01.2018 às 11:41

Roquete o dos 4º lugares em 98 e 99 a mais de 20 pontos do campeão liquidou o património do clube acabou com dezenas de modalidades , para a sanita leonina pois claro um grande presidente !!!
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De Drake Wilson a 19.01.2018 às 13:28

Quando associa "liquidação patrimonial" à Direcção que este por trás da criação de um Estádio, presumo que o seu problema seja apenas falta de informação... típica de quem pouco conhece a história do Sporting.
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De Rui Gomes a 19.01.2018 às 14:13

Caro Drake,

Esse imbecil a quem respondeu, não merece resposta alguma. Por norma, apago a sua participação estéril.. Aparece aqui diariamente e, tudo junto, não passa de uma enorme imbecilidade.
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De João Paulo Gonçalves a 19.01.2018 às 14:22

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De Drake Wilson a 19.01.2018 às 15:14

Estimado Rui, concordo consigo.

Não obstante, já aguardava que o argumento apresentado pelo referido Anónimo fosse, mais cedo ou mais tarde, apresentado – é um argumento que "tem" sempre de ser apresentado por "alguém", quando se trata de referir alguma coisa boa (entre outras menos boas) que o passado nos mostra.

Assim, o argumento morre por aqui.
Esperemos.
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De antonio a 19.01.2018 às 13:12

Um tema muito interessante nao só para adeptos do Sporting, mas para todos em geral. Fico a aguardar a segunda parte.

Nao sao os adeptos que procuram o totalitarismo, mas os próprios presidentes que fazem tudo para se imortalizarem. Bruninho procura afastar logo quem discorda. LFV trata de atribuir 50 votos aos seus mais fieis amigos. Com a mafia do Porto ninguém se quer meter.

Neste aspeto, muito sinceramente o Sporting parece-me mais saudável que os outros. LFV e PdC estao meio imortalizados no seu posto. Quanto ao Bruno, é por de mais óbvio que a sua posicao é muito mais frágil.
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De Drake Wilson a 19.01.2018 às 15:17

António,

Tive o cuidado de procurar alguma informação que nos permitisse comparar as situações entre Clubes naquele período, com a intenção que você reconhece. No meu entender, devemos sempre alargar a esfera de discussão sobre um tema que impõe a responsabilidade a todo o universo desportivo e não apenas o do Sporting em particular.

Concordo com o que escreveu nos dois parágrafos.
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De José Sousa a 19.01.2018 às 14:08

Caro Drake Wilson,

Parabéns pelo post e noto que tem feito um esforço diabólico para ser mais sucinto. Não é fácil, mas lá chegará em breve porque está no bom caminho.

No futebol, e sobretudo no futebol tuga, não existem condiçoes para qualquer projecto...tudo se mede pelo sucesso ou insucesso da bola que entra ou não na baliza. Correcto ou não, nos países do Sul da Europa as coisas são o que são e eu particularmente gosto de ser objectivo e não perder tempo a pensar se fosse desta ou doutra forma.

No SCP já vi de tudo.
Direcções que gastavam o que tinha e não tinham, outras que faziam as continhas todas e cada migalhava contava, outras que cortaram nos custos (actualmente o termo certo é gastos) onde deviam e não deviam, desde acabar com modalidades, vender património humano e imobiliário, antecipar proveitos (o termo certo agora é ganhos), etc.

Aguardo pelas respostas as seguintes revelações prometidas:
– quem esteve para adquirir a Sporting SAD em 2002?

– como pode o Sporting tornar-se, em 10 anos, o Clube português mais poderoso?

Saudações Leoninas!
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De Drake Wilson a 19.01.2018 às 15:20

Boa tarde José, agradeço a sua intervenção.

Tudo o que refere é de facto válido. No fundo, nós Adeptos já vimos um pouco de tudo neste Futebol, suficiente para que a nossa esperança em melhores coisas seja de facto, reduzida.

Mas por pouca que seja, não se pode perder essa esperança.
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De Lion73 a 19.01.2018 às 14:20

- Fim de modalidades históricas.
- Títulos de campeão, alicerçados em investimentos/gastos superiores aos dos rivais, aproveitando as dificuldades da concorrência ( lembrar que Boavista foi campeão em 2001 e o concorrente mais forte do Sporting em 2002 ).
- Projecto financeiro e imobiliário não rentabilizado e rentabilizável, como disso foi prova a venda do mesmo, anos mais tarde, pela asfixia financeira do Grupo.
- Lançamento dos alicerces de uma dinastia, onde não faltaram as célebres cooptações.
- Aumento brutal do passivo. 25M c/ Sousa Cintra, 121M à data da saída de Roquette, 383M quando se finalizou o seu famoso Project Finance e o seu delfim bateu com a porta.

O tratamento dos adeptos como consumidores e os sócios como uma chatice, bem como o total desprezo pelo ecletismo do clube, foram um ataque ao associativismo e ao necessário sentimento de pertença que motiva as pessoas a viverem o Sporting.

As últimas eleições parecem não ter aberto os olhos a muitos. As assistências em Alvalade, a presença nos estádios por todo o país, o aumento exponencial do número de sócios, são realidades num contexto persistente de ausência de títulos no futebol, o que contraria por completo a visão latente no post de DW.

O passado deveria já por esta altura, ser lição suficiente para que se colocassem de parte alguns chavões económicos financeiros numa actividade com especificidades muito próprias.
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De Drake Wilson a 19.01.2018 às 15:03

Lion 73,

A 2ª parte do texto irá explicar alguns pontos que referiu, não obstante de reconhecer que a compreensão pelo passado esbarra na sua agenda pela defesa do presente. Não sei se era nascido à data dos factos, mas terei gosto em explicar-lhe o seguinte:

– No ano em que o Sporting conquista o Campenato Nacional, Roquette opera um investimento (cerca de €10 Milhões) que se revela fundamental no alcance do referido troféu – a contratação de 3 Atletas que em muito contribuíram para o efeito. Esse investimento nunca alcançou os €11/€12 Milhões que FC.Porto e SL.Benfica dispunham nesse ano. No ano seguinte à conquista do Campeonato Nacional, a SAD do Sporting apresentou um orçamento anual para investimento na equipa principal na ordem dos €5 Milhões, enquanto FC.Porto e SL.Benfica alcançavam os €10 Milhões de Euros. Logo, considera-se um dado adquirido que o Lion73 não diz a verdade. Ponto.

– Projecto Financeiro que apresenta um imobilizado compreendido entre Passes de Atletas e Garantias Imobiliárias relacionadas com a construção de um novo Estádio, nunca pode ser considerado inviável. Ponto. Não é você que levanta constantemente o levantamento do Pavilhão João Rocha como bandeira desta presidência actual?

– Ao deliberar a acção de futuras presidências ao mandato de Roquette, demonstra uma certa confusão existente nos Adeptos mais recentes do Sporting – relacionada com a confusão alimentada pelo termo "Dinastia Roquette", algo que nunca existiu. O que existiu, foi uma linha de sucessão presidencial onde o currículo dos intervenientes continha passagens pelo sistema bancário, ao contrário de os considerarmos como uma "dinastia familiar ou consanguínea". Roquette fez do Sporting campeão, e permitiu bases para o 2º campeonato, um ano mais tarde. Ponto.

Deixe de fazer o papel de Pedro Guerra e tente compreender as coisas como elas são. Ou reduza a sua intervenção a pesquisas pelo Google.
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De Lion73 a 19.01.2018 às 15:36

Dado adquirido, nada.

Ou o investimento passa pelo investimento em aquisição de passes, sem considerações sobre custos associados e acima de tudo, salários, no periodo 1999 a 2000, onde se inclui a época 2000/2001, com Roquette a sair a meio e com um acréscimo no passivo de 100M e um prejuizo acumulado ao fim dessa época e somando as 3 anteriores, de 43M?

Em amortizações e remunerações c/pessoal, o Sporting gastava mais que o Porto e nem vou ver o decrépito Benfica da altura. Ponto.

E é evidente que o projecto imobiliário e financeiro era inviável. Tanto o era, que foi vendido poucos anos depois para "salvar" o clube, após anos a ser um sorvedouro em encargos financeiros e de gestão.

Resumindo, por mais méritos inovadores teóricos que o "Projecto" teve na altura, após se ter acabado a torneira da banca que permitiu o investimento no futebol, foi o principio de quase 2 décadas a mirrar desportiva, financeira e patrimonialmente.

E por deméritos comunicacionais e de postura que o presente tenha, este tem servido para corrigir erros históricos.

Ah. E vou passar por cima das suas alusões deselegantes, sempre que tem contraditório.

A realidade não é um exercicio de wishful thinking, daquilo que queria que acontecesse mas claramente falhou.
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De Rui Gomes a 19.01.2018 às 16:20

É por de mais evidente que o Lion73 é um daqueles que acredita veemente que o Sporting, ou melhor, o "verdadeiro" Sporting nasceu em Abril de 2013.

Não deixa de ser curioso que entre as centenas de posts aqui publicados, a postura do leitor é sempre a mesma, nomeadamente uma de oposição, degradação até, do primeiro século de existência do Clube, e enaltecimento de tudo quanto se enquadra no consulado do "deus" Bruno.

Não pretendo debater esta questão, mas não podia deixar passar em branco, dado que para a maioria de pessoas moderadas (não fanáticas) e sensatas, mesmo não estando de acordo com muitos dos pontos avançados pelos redactores do blogue, há sempre qualquer coisa de positivo. Não é esse o caso do leitor.
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De Lion73 a 19.01.2018 às 16:44

Há um tipo de argumentário que se denomina Reductio ad Absurdum. Ou seja, na ausência ( seja por que razão for ) de contraditório directo, tenta-se pegar nos argumentos de terceiros e extrapolá-los ao absurdo ou ao ridiculo, concluindo que a ideia original é errada.

Foi o que fez o Rui.

É simples. O Projecto Roquete falhou e falhou com estrondo. Por muito interessante que tenha parecido no principio ( e eu achei ). Como se vende a ideia que tal acontece porque os adeptos são irracionais e incapazes de compreender os pressupostos do projecto salvador que que basicamente construiu os alicerces de uma divida de 500M ( quando eram 25M ), obviamente que não posso concordar com o post, como não concordo com muitos outros, de natureza idêntica. Não é uma questão de serem criticos. É da falta de pontaria da critica, uma e outra vez.

Fomos campeões em 2000 e 2002? Porque? Injectámos muito dinheiro no futebol. Por aqui, nada contra. Os outros também o foram pelo mesmo motivo. Ninguém vence com consistência gastando consistentemente menos.

E o que é que aconteceu no pós Roquette, quando se concluiu o seu projecto e se teve que começar a pagar a "obra"?

Sufoco. Enquanto os outros cresciam, nós lutávamos para sobreviver.
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De Rui Gomes a 19.01.2018 às 16:47

Perante a sua clarividência, como usual, fico sem argumentos!
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De LeaoCovilha a 19.01.2018 às 16:53

Ou seja, é de crer que, após o reinado de Bruno de Carvalho também venha um período de sufoco, dado que me parece que o que se tem feito é empurrar com a barriga para a frente os problemas. E no entanto, infelizmente ainda não vi nenhum título no futebol, apesar de um aumento brutal de encargos (ok, pode haver mais receita).
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De Drake Wilson a 19.01.2018 às 19:50

Lion 73,

Mantém um assinalável esforço em imacular constantemente tanto os seus argumentos, como tudo o que possa ser comparável com o presente/actual Direcção/Bruno de Carvalho. Utiliza frequentemente termos como "Ponto!", "É evidente!", "Vou passar por cima!", "Vou desmontar!", etc...

Hoje não será o seu dia de sorte.

No dado período em que vigorava a presidência de Roquette, o Sporting apresentava em comparação com os principais rivais, os custos mais reduzidos. Aquisições de Passes, vencimentos e comissões (o FC.Porto era a instituição que mais custeava a prioridade perante empresários). Logo, o seu 1º e 2º parágrafos são descaradamente falsos. E ridículos, quando proferidos num tom tão afirmativo quanto utiliza em todos os seus argumentos.

Se considera evidente que todo o projecto imobiliário e financeiro seria inviável, e tendo em conta que a sua sapiência seria superior aos responsáveis da altura, faça favor de nos dizer o que teria o Sporting de fazer naquele período em que o Estado e os Municípios comparticipavam parte da referida evolução imobiliária? Mantinha-se o antigo Alvalade nas condições desgastadas que este apresentava? Não se faria uma SAD e disputar-se-ia mais tarde os campeonatos regionais?

Confesso que não consigo entender a estrutura da sua forma de pensar. Não lança uma ideia a debate, surge como um arauto pelo Camarote como se de um Regulador da Verdade se tratasse. É uma pena reconhecer essa dificuldade a um sportinguista – ou não.

Repito Lion73, a sua falta de vivência será sempre sobreposta à fragilidade de conhecimento adquirido via Google.
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De Anónimo a 19.01.2018 às 14:43

A ideia das SAD foi uma ótima ideia de por si!!.Todos sabemos, mas não "todos" compreedemos!
Sim, faltou a visão e adaptação à realidade da sociedade portuguesa, como o Drake bem diz; a falta (eu diria:diferente) de associativismo, a emocionalidade e a instrumentalização negativa, leva-nos a - "nesta decadência de valores e princípios desportivos a que todos assistimos." -

Esperando também eu, a segunda parte
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De Carlos N.T. a 19.01.2018 às 14:44

Uff!!.. Esse anónimo sou eu
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De Drake Wilson a 19.01.2018 às 15:22

Obrigado Carlos, como sempre.
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De João Paulo Gonçalves a 19.01.2018 às 14:55

Caro Drake Wilson,

Gostei do que li e aguardo pela segunda parte.

Tomo a liberdade de colocar aqui um texto de Luís Osório, que não sei se já leu, mas que também tem uma abordagem interessante ao fenómeno futebolístico no nosso país.
Não sei qual o clube de Osório, no texto faz alguma defesa a Rui vitória, mas pondo de parte essa vertente acho que vale a pena ser lido.
Se por algum motivo o Rui Gomes ou o Drake acharem que não se enquadra aqui, sintam-se à vontade para eliminar o comentário.

Vai no comentário seguinte, se a caixa de comentários o permitir.
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De João Paulo Gonçalves a 19.01.2018 às 14:56

Parte 1 - "Manifesto contra o futebol

O que Sérgio Conceição disse de Rui Vitória – comparando-o a um boneco do filho – é comparável ao que Jorge Jesus disse em 2016 do treinador do Benfica. Entre outras preciosidades linguísticas explicou ao país que o homem não tinha unhas para um carro de alta cilindrada porque nem sequer o definia como treinador.

Entretanto o pobre treinador do Benfica, um “xoninhas” que não parece aquecer ou arrefecer, ganhou tudo o que havia para ganhar nos últimos dois anos em Portugal. No entanto, mesmo entre os benfiquistas, continua a existir uma desconfiança em relação às suas qualidades. Ao mínimo deslize lá vêm as críticas, os lenços brancos, o medo de que o homem não consiga levar o barco a bom porto. E os treinadores adversários, com um perfil oposto ao de Vitória, aproveitam logo para esticar a corda e sangrar a ferida.

O que quero dizer com isto é uma coisa simples e bastante assustadora. Em Portugal prefere-se quem fala alto a quem é manso. Sérgio Conceição ainda não ganhou nada na sua carreira de treinador mas a sua confiança é tal, a sua brutalidade é tão natural que grande parte dos benfiquistas, mesmo que peça no estádio pelo penta, no fundo dos fundos, acha que Conceição é melhor treinador do que Vitória.

O futebol é uma selva. É um recreio de crianças onde a crueldade não se esconde. Se repararmos bem, nas comissões de honra de Pinto da Costa, Bruno de Carvalho e Luís Filipe Vieira estão combatentes contra o Estado Novo, democratas genuínos e respeitáveis personagens que criticam a falta de respeito de alguns políticos pelas instituições. Manuel Alegre está ao lado do presidente do Benfica, Eduardo Barroso mantém-se firme no apoio ao presidente do Sporting, Rui Moreira é um conhecido apoiante de Pinto da Costa. São os nomes que me ocorrem, poderia dar mil outros exemplos de gente que fora do futebol seria capaz de matar ou morrer para defender a democracia. Qualquer um deles acharia repugnante apoiar cada um dos três presidentes se estes fossem candidatos políticos a uma qualquer eleição.

Um paradoxo interessante. É que o futebol não é democrático. A única coisa que importa é ganhar, o resto dá-se de barato.

Quando um pobre jornalista faz uma pergunta a sério os protagonistas olham de lado, sorriem com desdém ou ameaçam quem a faz. No futebol concorrer a umas eleições com quem está no poder é quase uma impossibilidade – quem se atreve tem como certa uma viagem ao inferno. Para que não existam equívocos: o futebol profissional (como o conhecemos) não é um desporto e não é uma democracia. O futebol não é para totós ou para gente realmente séria

No futebol é admissível socialmente que as pessoas não se portem bem. Podem chamar nomes aos árbitros, fazer esperas aos jogadores, intimidar adversários e alimentar conversas de café em que se aliviam as tensões que, noutras circunstâncias da vida, teriam de ser caladas.

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De João Paulo Gonçalves a 19.01.2018 às 14:57

Parte 2

No futebol os sócios dos clubes não votam em candidatos que pareçam realmente sérios – são considerados anjinhos. Gente que não saiba reconhecer o bas bond dificilmente ganha eleições. Gente que não pareça familiarizado com as trocas de favores, os meandros da arbitragem ou a linguagem marialva não ganha eleições.

O futebol é uma máfia. Com claques que são os escudos dos presidentes. Com a aprovação cobarde de uma classe politica que assim legitima os usos e costumes do futebol. A única vez do ano em que vemos deputados de todas as cores partidárias em convívio é nos almoços ou jantares anuais oferecidos pelos presidentes dos maiores clubes.

No futebol ninguém leva a mal. É uma brincadeira. Rimo-nos com os programas de televisão, com os comentadores mais perversos. Divertem-nos. Criticamo-los mas vemos. A comunicação social critica mas potencia isto. Precisa disto.
Os chamados homens o futebol são tipos vividos, “pintas” que falam um léxico próprio e defendem o “cheiro do balneário” como statement filosófico e o “chico-espertismo” como modo de vida. São personagens da noite, personagens de alguns livros de Cardoso Pires.

As elites adoram-nos porque são tudo o que elas não conseguem ser, o seu modo de estar desperta o lado infantil dos que na sua chata vida têm de se comportar em chás das cinco, festas de beneficência e reuniões formais. O povo adora-os porque são o que mais próximo têm do sabor de uma vingança.

O futebol une as classes sociais num objetivo comum: ganhar e viver em transgressão, do lado dos espertos e não dos totós.
Coitado do Rui Vitória. O que o safa é ganhar.

Luís Osório"
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De Drake Wilson a 19.01.2018 às 15:27

João Paulo, agradeço a colocação deste texto. Por mim, mantém-se por aqui.

De algum modo invejo uma análise tão factual quanto acutilante como a que é descrita pelo autor. Não conhecia de todo.
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De Rui Gomes a 19.01.2018 às 15:50

Caro João Paulo Gonçalves,

Gostei muito do artigo de Luís Osório que transcreveu. Para que não hajam equívocos entre leitores, este é o Luís Osório escritor, não é verdade ?

Se possível, agradecia o link ou a referência do texto. Gostaria de publicar um post em que se poderá debater as questões deveras interessantes apresentadas pelo autor.
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De Rui Gomes a 19.01.2018 às 15:56

P.S.: Se possível, agradeço que me envie qualquer informação para este endereço electrónico:

camaroteleonino@outlook.com
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De João Paulo Gonçalves a 19.01.2018 às 16:43

Boa tarde.

Enviei-lhe um e-mail.
Agradeço que não o faça chegar ao F. J. Marques do FCP. Não o quero divulgado no Porto Canal, sff...
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De Rui Gomes a 19.01.2018 às 16:49

Ainda não fui ver, mas deixo desde já essa promessa.

Grato pela gentileza, caro João Paulo Gonçalves.
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De Cris Dileo a 19.01.2018 às 15:15

Vou esperar pelos proximos capitulos, mas concordo com a expressão "Boas intenções" até porque é essa a ideia base que tenho do reinado desse presidente

Mas o facto é que o Project Finance não trouxe a independencia financeira anunciada, mas sim um enorme individamento, na minha opinião, resultado de varias derrapagens orçamentais, nomeadamente na construção do Estádio que custou quase o dobro do orçamentado

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De Drake Wilson a 19.01.2018 às 15:44

Boa tarde Cris Dileo,

Uma das razões pelas quais a derrapagem sucedeu, deveu-se ao facto do Instituto Nacional do Desporto – meses após o início das obras do nosso Estádio – ter obrigado o Sporting a reformular o projecto. Imagine os custos...

Algo surreal, entre outras coisas que aponta.
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De Francisco Maria a 19.01.2018 às 16:35

Mas as obras do estádio começaram sem o parecer favorável do Instituto Nacional do Desporto ao projecto do estádio?
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De Drake Wilson a 19.01.2018 às 20:03

Francisco Maria,

A questão que surge aqui, prende-se com o facto do Instituto não emitir parecer vinculativo naquele período, seguindo o projecto do Estádio em conformidade com as normas impostas pela UEFA.

Até ao dia que decidiram regular, já no Sporting se avançava a empreitada. O resto é o que se sabe – novos projectos, indemnizações pela reformulação dos mesmos e consequente atraso de obras. Gastou-se neste processo sensivelmente o mesmo que custava um orçamento anual para a equipa de Futebol.

Em bom rigor, nunca poderemos desculpar pelo mesmo motivo a restante derrapagem.
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De Francisco Maria a 22.01.2018 às 16:17

Há qualquer coisa que não bate certo nesta questão porque o parecer favorável do IND era obrigatório para a aprovação do projecto. Dizia o DL 317/97 (regime jurídico da construção das instalações desportivas):

"Licenciamento da construção
Artigo 11.º
Aprovação dos projectos
1 - A aprovação pela câmara municipal dos projectos de arquitectura e das especialidades relativos a instalações desportivas, salvo o disposto no número seguinte, carece de parecer favorável do Instituto Nacional do Desporto (IND), a emitir no prazo de 30 dias, sem prejuízo de outros pareceres das entidades competentes da administração central que sejam obrigatórios nos termos da legislação aplicável."

A mesma norma pode ser retirada da leitura do DL 555/99 (regime jurídico da urbanização e da edificação), pelo que me parece que se o SCP avançou para a construção do estádio sem o indispensável parecer favorável do IND cometeu um erro elementar de gestão do processo.
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De Cris Dileo a 19.01.2018 às 18:08

Surreal essa explicação :)

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De Fernandes a 21.01.2018 às 16:28

A meu ver Roquette é o grande responsável pela "destruição" do Sporting tal como ele existiu ao longo da sua história. Não que o clube fosse estático, esteve sempre em constante mudança, mas perdeu-se algo de único, fruto das ideias que implementou. Mas não quero entrar por aí, é apenas uma opinião.

A minha intervenção prende-se com o "totalitarismo presidencial", que de facto é assustador.

Só um pequeno exemplo: ninguém faz a mínima ideia quanto custa o andebol. Se o presidente quiser gasta 1.5 milhões. Ou 5 milhões. Para os sócios vai dar exactamente ao mesmo. Sócios esses que... aprovam as contas e orçamentos. Estranho? Aparentemente é inquestionável!

Isto para chegar onde? Afinal, o que impede os adeptos de se organizarem e terem uma palavra activa na vida do clube? A realidade é que os adeptos, contra ou a favor da direcção em exercício, nunca questionam a forma como o poder é exercido, apesar do poder emanar... dos próprios adeptos.

O que vemos é o totalitarismo presidencial dentro e fora do clube, mas acima de tudo na cabeça de cada pessoa. É assim, porque sempre foi assim, mas quem não gosta limita-se a dizer "o que tem de ser tem muita força", "antes é que era bom", "eles fazem o que querem", até à desgraça seguinte, que hipoteca o futuro do clube durante décadas.

É assustador que 3 grandes da Europa (é um problema cultural) não tenham entre si uma única associação de adeptos que vise melhorar os clubes de fora para dentro, que procure dizer "isto vai mudar, a bem ou a mal, porque nós não vamos desaparecer". Não que queira "discutir", "falar" e por aí fora, mas que queira, por exemplo, denunciar o presidencialismo totalitário, e defender uma visão diferente a todo. Estamos a falar de 130 mil pessoas por jornada que têm um peso nulo nos clubes, excluíndo numa ou outra decisão muito espaçada no tempo (muito mesmo), até porque a esmagadora das "decisões" colectivas não passam de carimbar o que já foi decidido.

Enquanto 50 ou 100 pessoas altamente organizadas não tiverem como missão existir à margem da engrenagem totalitária, é impossível algo mudar. Ou alguém tem dúvidas que se amanha Pedro Madeira Rodrigues fosse eleito, o totalitarismo presidencial continuava intacto?

O que me faz mais confusão é que existem imensas pessoas que dedicam milhares de horas ao clube em todo o tipo de funções/actividades extra-ver jogos de futebol (este blog, apenas um exemplo), mas essa dedicação e persistência ou é profundamente individualista ("eu penso assim", e o resto do mundo é estúpido, estilo BdC) ou fica sempre à porta do que realmente interessa: mudar a forma como o clube é organizado, ou seja, transformá-lo numa organização aberta, transparente, digna e respeitável (isto claro, sabendo que existe para alcançar objectivos desportivos no futebol). Retirar os clubes de 1956 e trazê-los para 2018!

No entanto, parece uma utopia ao nível de acabar com a guerra a ideia de um grupo de pessoas se juntar em prol do seu clube, à revelia de totalitarismos, ou melhor, contra eles!

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