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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nestes últimos anos deram-se mudanças nas direcções dos grandes clubes. Primeiro foi Varandas, depois Rui Costa e por fim Villas Boas. Todos começaram com um posicionamento que pretendia romper com o discurso e as atitudes de décadas anteriores. Todos começaram, mas não continuaram numa rota de entendimento aberto e leal, com excepção de Varandas. Apetece dizer vira o disco e toca o mesmo.
Mas hoje quero abordar especificamente o comportamento do indivíduo que governa as Antas. Muita gente respirou de alívio quando em eleições afastou Pinto da Costa da presidência. Com um discurso mais moderno e mais consensual deu a ideia que iria dar início a uma era mais pacífica no nosso futebol.
Hoje pode-se afirmar que foi apenas fogo fátuo. E se na época anterior ainda disfarçou, nesta tirou a máscara. Para além de um discurso agressivo para com os rivais, está a tentar condicionar a arbitragem a favor do seu clube, através das situações que são conhecidas, que todos conhecem e que não é preciso referir.

E se neste momento não é fácil recriar o chamado “sistema” que actuava nos bastidores, não tem pejo em condicionar os árbitros e os adversários de uma forma directa. Isso explica, em parte, o êxito desportivo que está a conseguir. Não me lembro de erros de arbitragem que tenham prejudicado o seu clube.
Não se pode dizer que o êxito conseguido se deve apenas a arbitragens. Tem uma equipa muito eficaz que se concentra nos resultados, seja de que forma for. Mas o que se pode concluir é que o posicionamento do clube que dirige, tem fora do campo o mesmo comportamento, que tinha nos tempos em que o apito era dourado, embora de forma mais polida. Portanto pode-se concluir que nas Antas, nada de novo.
Cabe ao Sporting CP continuar o seu caminho de renovação, com a consciência que tem de ser muito mais forte dentro das quatro linhas que os adversários, sem deixar de estar atento à estratégia cínica do novo líder das Antas.
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