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Se a ruína dos clubes fosse irrelevante para as operadoras de televisão, estaria mesmo tudo perdido. Ou maluco...

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As operadoras de televisão pagam vagões de dinheiro pelo futebol porque, calculem, ele interessa-lhes. Por muito que tentem negá-lo no fogo cruzado de notícias e comunicados, feito de simulações e bluffs, há uma simbiose entre MEO, NOS, Sport TV, etc., e os clubes. O destino da bola não lhes é indiferente, como também não lhes deve ser indiferente a realidade de que, para os clubes, será muito difícil financiarem-se nos próximos tempos.

Quer isto dizer que devem ser elas então a suportar os clubes durante a depressão do vírus, pagando por jogos que não existem? Talvez não, mas, se calhar, convém-lhes participar na solução, sob pena de haver mesmo jogos (não agora, mas dentro de uns meses largos) que as pessoas só quererão ver de graça ou a preços muito baixos - e que elas terão de pagar na mesma, respeitando os contratos que pretendem fazer valer agora.

Ninguém melhor do que as operadoras sabe como são muito poucos e disputadíssimos os "conteúdos" valiosos, nem como é ameaçadora, para elas, a onda dos chamados serviços de "streaming", Netflix, Amazon Prime, HBO, Disney, etc.

Quem disse que precisaremos de operadoras no futuro? E, neste exacto momento, o que têm elas que essas novas plataformas não ofereçam mais barato? Assim na ponta da língua, talvez o futebol (por enquanto), mesmo combalido e incerto. Como as operadoras, que não são geridas por gente distraída, também não levo demasiado a sério o regresso do campeonato em Junho.

Não estamos fechados numa qualquer caixa, a pandemia espalha-se a tempos diferentes pelo planeta e, enquanto durar lá fora, durará aqui, mas acaba por ser irrelevante. As coisas estão tão complexas que, em tantos e tantos casos, será difícil perceber se estamos a ajudar o outro ou se, fazendo isso, estamos a salvar-nos a nós próprios.

José Manuel Ribeiro, Director de O Jogo

publicado às 05:02

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