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Quando o IFAB, comité internacional que define as leis do futebol, abriu a porta às cinco substituições, houve logo quem aplaudisse a ideia.

Dito isto, só há dois motivos para o treinador de uma equipa chamada pequena defender uma mudança que favorece os poderosos: falta de reflexão ou muita confiança nas suas habilidades, considerando as diferenças substanciais que há entre os bancos de suplentes de equipas.

A última eliminatória da Taça de Portugal demonstrou bem a desigualdade cavada pelas cinco substituições, e com detalhes irónicos. Os "maiores" entraram com as segundas linhas e puderam socorrê-las com metade do onze titular, que tinham no banco, enquanto os mais pequenos, alinhando (claro) com a equipa principal, só podiam fazer o contrário: trocar os melhores pelos suplentes habituais.

O IFAB decidiu anteontem que a medida pode passar a permanente, e há uma explicação para que as desigualdades que ela aumenta sejam ignoradas. Poder mudar meio onze em todos os jogos é um paliativo para um calendário internacional atafulhado de competições e sem consensos à vista.

publicado às 03:34

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32 comentários

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De Mike Portugal a 29.10.2021 às 08:28

Podemos ver a coisa por outro prisma. 5 substituições significa que os pequenos podem queimar mais tempo de jogo em substituições, no final, se estiverem a ganhar ou empatados.
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De Everton Costa a 29.10.2021 às 11:14

A permanecer a regra vigente são 5 substituições mas no máximo em 3 paragens, não vejo muita diferença de quando era possível fazer somente 3 substituições.
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De Rui Gomes a 29.10.2021 às 12:53

A grande diferença é exactamente o que se aponta no post. Os grandes têm sempre mais e melhores opções. Essa vantagem aumenta com as 5 substituições.
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De Everton Costa a 29.10.2021 às 09:02

Li algures também que a Conmenbol sugeriu nesta reunião um desafio ao VAR por parte das equipas, tal qual é no volei.
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De Rui Gomes a 29.10.2021 às 13:25

Esse cenário já foi falado, mas é apenas uma hipótese.
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De Leão do Norte a 29.10.2021 às 09:33

Sou contra a transformação desta medida em definitiva.
Pontualmente, num ou noutro jogo, pode beneficiar as equipas "menores", mas na esmagadora maioria das situações beneficia os "maiores". Permitir que durante um jogo se mude quase meia equipa é uma grande vantagem para quem tem planteis mais valiosos.
Na minha opinião, a desigualdade que esta medida cria anula algumas vantagens que possa ter.
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De Everton Costa a 29.10.2021 às 11:23

Acho que o que prejudica mais as equipas pequenas, médias e até grandes históricos é muito mais esses sheiks árabes e mafiosos russos e asiáticos a brincar de "Footbal Manager" (famoso vídeo jogo) na vida real com dinheiro infinito, vide equipas como Chelsea e Manchester City que há 20 anos eram um Boa Vista inglês ou até menos.
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De Rui Gomes a 29.10.2021 às 12:51

Isso é uma outra conversa, em nada relacionada com a questão que apresentamos no post.
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De Orlando Santos a 29.10.2021 às 09:34

Cada ideia para mexer nas regras do futebol não acrescenta nada de positivo à modalidade. É acabar com o fora-de-jogo, é campeonatos do mundo ano sim ano não, agora 5 substituições (qualquer dia serão substituições infinitas porque alguém quererá sempre mostrar "trabalho").Também posso dar algumas sugestões para melhorar o espetáculo televisivo, perdão, quis dizer desportivo: Balizas com 20 metros; equipas com 15 jogadores, sendo 2 guarda-redes; um árbitro de cada lado do campo; duas bolas de jogo; penalties decididos por votação online; planteis com um máximo de 775 jogadores; equipamento passa a ter calças, camisolas de manga comprida, luvas e capacete para ter mais espaço para publicidade; e mais ideias geniais haverá se for preciso.
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De Mike Portugal a 29.10.2021 às 11:21

Penalties decididos por votação online é a melhor. looooool
Eu voto nessa.
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De Rui Gomes a 29.10.2021 às 15:12

Aliás, com a evolução dos tempos, o futebol até pode deixar de ser praticado no relvado e tudo acontecer online.!?!
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De Paulo SCP a 29.10.2021 às 12:17

Alinhando na divagação, parece-me que reduzir o nº de jogadores em campo é que poderia promover o espetáculo e o jogo atacante (ou não), mas deixaria mais "terreno livre" em campo. Talvez reduzir para 10 jogadores?

O treinador poder solicitar a revisão de um lance especifico via VAR é que sem dúvida parece-me um conceito a explorar no Futebol 11 (disponibilizar um pedido de challenge em cada parte do jogo, que caduca independentemente do resultado do challenge).
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De Rui Gomes a 29.10.2021 às 12:55

Quanto mais se mexer no jogo, à raiz, pior é. Com tantas hipotéticas alterações ficaria irreconhecível.
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De MAV a 29.10.2021 às 12:22

Acho bem os jogadores assim têm mais oportunidades há maiores mudanças tácticas. Os clubes maiores serão sempre em teoria mais fortes.
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De Rui Gomes a 29.10.2021 às 13:24

Não é simplesmente uma questão teórica, é a realidade.
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De MAV a 29.10.2021 às 15:03

RG há sempre o imprevisível ontem o Bayer levou 5 para a taça e havia 5 substituições acontece poucas vezes lógico mas quando usei o termo teoria era a isso que me referi.
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De Rui Gomes a 29.10.2021 às 15:10

Não sei que 'onze' o Bayern usou, mas considerando a potência da equipa, é um resultado muito invulgar.
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De Mike Portugal a 29.10.2021 às 15:37

Eles jogaram com os titulares.
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De Rui Gomes a 29.10.2021 às 15:40

Bem... aceito a palavra do Mike, dado que não assisti ao jogo, mas se esse é o caso, torna o resultado ainda mais extraordinário e invulgar.
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De Profeta a 29.10.2021 às 13:28

Os pequenos acabam também por terem a possibilidade de meter mais frescura para pressionar, etc.
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De Rui Gomes a 29.10.2021 às 15:08

Sim... mas a qualidade dessa "frescura" é muito inferior e, como tal, de menor vantagem.
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De Tiago Leitão a 29.10.2021 às 13:29

Em muitos desportos, há muitas substituições e nunca vi ninguém levantar a questão da desigualdade.
Eu aprecio esta medida. Acho piada à ideia de se puder mudar a abordagem ao jogo com o jogo a decorrer.
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De Rui Gomes a 29.10.2021 às 15:09

O futebol é um desporto com características únicas e talvez por isso seja o número um no Mundo.
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De Tiago Leitão a 29.10.2021 às 15:31

Ou talvez seja por ser o desporto rei no velho continente. Tenho alguma dificuldade em fazer uma ligação entre desporto numero 1 e substituições.
De resto, todos os desportos tem características únicas.
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De Rui Gomes a 29.10.2021 às 15:39

Uma das razões para o histórico sucesso do futebol a nível Mundial, não apenas na Europa, é a relutância do IFAB em alterar a vasta maioria das suas regras. Aliás, está à vista que algumas das poucas alterações não beneficiaram o jogo.
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De Leão do Norte a 29.10.2021 às 15:19

A génese e a orgânica das substituições em muitos outros desportos não é comparável ao futebol.
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De Tiago Leitão a 29.10.2021 às 15:26

Não vejo motivo nenhum para uma conclusão dessas.
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De Leão do Norte a 29.10.2021 às 15:46

Quando falamos de desportos em que as substituições são ilimitadas e não implicam a saída definitiva dos jogadores cada um tira as conclusões que quer.
Se formos por esse prisma podemos também discutir descontos de tempo, cronometragem do tempo efectivo de jogo e outras formas que possibilitam uma verdadeira abordagem durante o jogo.
Na sua génese o futebol, de forma premeditada e consciente, limitou em muito a abordagem durante o jogo. Não foi por acaso que durante muito tempo não permitiu substituições.
Os desportos evoluem, e o futebol não pode ficar parado, mas não me parece que o aumento sucessivo de substituições seja o melhor caminho para essa evolução, nem o mais equilibrado.
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De Rui Gomes a 29.10.2021 às 16:23

Um dos aspectos do jogo que há muito precisa de melhorar e que a IFAB recusa, pelos vistos, tomar medidas nesse sentido, é o tempo útil de jogo

Isso, e o fora de jogo, que mesmo com o VAR continua muito longe da precisão que se desejava ver.

A exemplo, para mim, só a posição dos pés deveria servir para determinar o offside, e não a inclinação do torso ou da cabeça.
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De Luísa de Sousa a 29.10.2021 às 14:17

Também acredito que esta medida vem beneficiar os clubes "grandes"!

Beijinhos, Rui
Feliz Dia
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De Gambrinus1904 a 30.10.2021 às 19:18

Acho que devia haver possibilidade de 11 substituições: 3 ao intervalo nos 45 minutos, 3 ao intervalo antes do prolongamento de 15+15 minutos nos jogos a eliminar, e as 5 que já existem no decorrer do jogo.

Há jogadores suficientes para isto tudo. E, tirando o Man City, o PSD, e o Bayern, mais nenhuma equipa do Mundo tem dois 11 de nível semelhante, sendo que aqui o problema não é o nº de substituições, mas o capitalismo desregulado que deixámos que infectasse o futebol, agravando desigualdades que já existiam, e fazendo-o de forma injusta e sem correspondência ao tamanho da massa adepta dos clubes.

Quanto ao nº de jogos, se esse número aumenta, isso deixa feliz todos os adeptos, e não apenas os organismos que organizam as competições. E mais jogadores a entrar em campo significa mais oportunidades para os jogadores que, no modelo atual, correm o risco de falhar o lançamento das suas carreiras ao estarem parados uma época inteira, nos seus 21 ou 22 anos, a ver os outros "adultos" em campo desde Setembro até Junho.

Aliás, isto levanta também a questão sobre se as equipas B são justas ou se são, essas sim, uma forma de desvirtuar a verdade desportiva, até porque como sabemos não podem subir de divisão mesmo que fiquem em 1º lugar na segunda liga, e têm um plantel variável, onde tanto podem jogar os jovens dos clubes grandes, como os "adultos" da equipa A que estejam a precisar de ritmo competitivo. A meu ver, seria bem menos batoteiro permitir o empréstimo desses jogadores todos às equipas da segunda liga.

E vou mais longe: olhando para a enorme perda de interesse das novas gerações no futebol, vendo que a vida passa cada vez mais a correr, e que cada vez menos gente tem paciência para estar 1h30m (+15 do intervalo, + não sei quanto tempo para ir ao estádio) a ver a bola ser chutada para um lado e apara o outro, às vezes sem golos, é preciso encurtar o tempo de jogo, provavelmente passando já para 40 minutos por cada parte, mais um prolongamento de 20 sem intervalo (portanto uma só parte).

É também essencial pensar na adição de mais duas linhas no meio campo, como no hóquei, para proibir equipas de atrasarem a bola para o seu guarda-redes (a não ser que ele jogue a líbero no meio-campo como o Manuel Neuer tanto gosta de fazer).

É preciso pensar também se queremos o fora-de-jogo a anular golos por meros centímetros, quando é óbvio que a maioria do corpo dos jogadores está em linha e estes não beneficiaram em nada desse avanço de meros centímetros. Aliás, isto faz tanto sentido que, pelo que sei, já está a ser estudado para implementação em breve. Ou o avançado está com o equivalente a UM CORPO inteiro à frente do penúltimo defesa (o chamado fora-de-jogo óbvio), ou considera-se "em linha". E poderá até ser assinalado 100% por tecnologia, em vez de ser pelos fiscais-de-linha (que apenas assinalarão aqueles fora-de-jogo de vários metros e de que ninguém tem dúvida).

Tudo isto, e muito mais, deve ser pensado, discutido, e testado! Até mesmo os Mundiais a cada 2 anos. Só uma coisa eu sei que não podemos fazer: deixar tudo como está, por mero saudosismo do passado. A tradição é a mais ilógica das ideologias, seja em que área for, e o futebol não é excepção.

Saudações desportivas (de um adepto de outro clube que respeita o trabalho feito, e as conversas tidas, neste blog leonino)

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