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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Fran Sánchez, diretor desportivo do Valladolid, abordou este sábado, em entrevista ao 'El Diario de Valladolid', a situação de Gonzalo Plata e, ainda que assuma querer colocar o assunto do acidente para trás, deixou uma mensagem bem clara ao equatoriano. Por outro lado, de olho no futuro - o clube espanhol tem uma opção de compra -, assumiu que ainda não foi pensado se será exercida a cláusula ou não.

"Gostava de passar a página. O miúdo cometeu um erro grave, um erro que é difícil de entender. Como já disse na conferência de imprensa, tem 21 anos, aconteceu-lhe muita coisa e a vida que ele tem agora não é a mesma que tinha há cinco anos. A formação e educação é diferente. Ele sabe que se enganou, que esteve muito mal e que o erro podia ter sido muito pior.
Um jogador do Valladolid pode fazer tudo o que quiser, mas deve saber que representa um clube, uma instituição, uma cidade. Os miúdos observam-no como uma referência e há que ter isso sempre presente. No clube tomámos medidas, somos muito claros nisso. Queremos ter resultados, mas não podemos perder os valores como pessoas.
Ele foi capa de jornais nacionais e locais e tem de enfrentar uma situação que deve aceitar, mas que é complexa. E tem de ter noção que, acima dele está a equipa. E um ambiente de crispação, divisão e debate no estádio podia ser prejudicial para a equipa. Além disso, havia companheiros que estavam bem.
Falámos com o titular dos seus direitos. Perguntou-nos o que aconteceu e como se estava a comportar. Dissemos que cometeu um erro grave, que vinha sendo um miúdo tímido, com as idas à seleção a prejudicá-lo. Em três meses e meio esteve mês e meio fora... A questão de ficarmos com ele é complexa.
Tinha tudo fechado com um clube forte de Itália. Depois houve interesse de clubes da Primeira, o Sporting parecia que queria ficar com ele nessa altura e nós estivemos à espera do nosso momento, sempre em contacto com o jogador e o seu representante, dizendo-lhe que jogar na Segunda, com um papel de destaque, podia ajudá-lo a dar o passo seguinte na próxima época.
Ele aceitou o desafio que apresentámos e nós quisemos ter uma opção de compra, para qualquer eventualidade. Mas a verdade é que é um valor muito complicado. Mas temos a cláusula e podem acontecer diferentes situações. Ainda é cedo, não analisámos nem falámos nisso".
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