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A taberna do Borges e a tasca do Vilas Boas

Naçao Valente, em 07.11.25

A profissão de treinador de futebol é das mais instáveis. Assinar contratos de vários anos não tem nenhum valor. Se os resultados desportivos forem negativos, pode ser dispensado de imediato. Pode até não ser o único culpado, mas como se diz em linguagem popular é o primeiro a pagar o pato.

O êxito de um treinador depende de vários factores, sendo a sua competência um dos mais irrelevantes. Os presidentes que precisam dos sócios para ser eleitos, não conseguem, de uma forma geral, resistir à pressão das bancadas.

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Rui Borges é desde que chegou ao Sporting um mal-amado, apesar de herdar uma equipa desmotivada e cheia de lesões. Não fugiu ao desafio, e conseguiu unir os cacos, e com alguma sorte à mistura, conquistou a chamada dobradinha que outros com mais currículo não conseguiram. Portanto, algum mérito deve ter. Ainda esta época não tinha começado e já estava a ser criticado.

Há dias, a jornalista Sofia Oliveira arrasou-o nas televisões, como sendo um taberneiro. Como escreveu o deputado e adepto leonino André Pinotes, as elites cosmopolitas não gostam de um provinciano que se mantém fiel às suas origens, na maneira de ser e estar. Mais que a sua competência interessa a sua imagem.

Esta forma de avaliar alguém parece-me nojenta e ainda mais nojenta me parece quanto essa avaliação é feita portas adentro, dormindo com o inimigo. Gente que veste de verde, mas cujo comportamento não mudou desde que Varandas se tornou presidente, apesar de todos os êxitos.

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No outro lado da proverbial moeda, estão os nossos  adversários que estão numa roda viva para desestabilizar o Sporting, porque não querem perder a hegemonia que tiveram durante muitas décadas. O comportamento do presidente do Antas para condicionar a arbitragem, além de vergonhoso é cínico. Apareceu com a imagem seráfica de alguém que queria moralizar o futebol e já lhe caiu completamente a máscara. Se Borges é taberneiro na sua autenticidade, Vilas Boas é um tasqueiro, apesar do nome, no pior sentido que se possa imaginar.

Sportinguistas, afinal o que é que V. Exas. preferem, um taberneiro que tem dado provas de honestidade e competência, ou um mero tasqueiro que já não esconde a sua ambição de ganhar a qualquer preço, como era habitual naquela casa? Não se ganham guerras com um exército dividido.

publicado às 00:47

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18 comentários

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De António Fiuza a 07.11.2025 às 10:46

Caro Nação Valente,

compreendo o paralelo que pretende fazer. Contudo, são assuntos dispares, que devem ser tratados com alguma independência, senão corremos o risco de, às paginas tantas, estarmos a colocar tudo no mesmo saco e, no final, termos uma cacofonia que se torna irrelevante porque se justificam alhos com bugalhos.
Independentemente disto, friso que são assuntos relevantes para o momento atual do Sporting e que devem ser abordados e discutidos.
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De Naçao Valente a 07.11.2025 às 13:25

Caro António Fiuza

Reflecti sobre a sua resposta e aceito a sua perspectiva. No entanto, não foi minha intenção misturar nada, mas nós não vivemos de intenções. O que pretendi com este texto foi chamar a atenção para chicana que tem sido feita na comunicação social, extensiva a alguns adeptos, para desestabilizar o Sporting, com acento tónico no treinador.

O que é que isto tem a ver com Villas Boas? Tem a ver com a pedrinha que um rival, apresentado como diferente, meteu na engrenagem, para condicionar arbitragens, diga-se de forma grosseira. Tema que nem é novo e que já teve outros episódios.

A minha intenção era inserir no saco da desestabilização, as últimas atitudes de Villas Boas, em linha com as internas, embora noutro plano, mas com o mesmo objectivo.

Prevejo que nesta época, pelo que está em jogo, isto vai ser recorrente. Por isso registo a sua posição, mas não pretendi justificar fosse o que fosse. embora, culpa minha, possa ter dado essa ideia-
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De José Sousa a 07.11.2025 às 12:54

Frederico Varandas será Presidente do SCP enquanto puder e quiser. Tem obra feita, positiva no geral.
Agora a crítica estará sempre presente em qualquer sociedade e organização colectiva.
Quanto a Rui Borges, admiro a simplicidade, a honestidade e a humildade da pessoa. Mas como treinador, não me parece que seja ou virá a ser um treinador de topo. Enquanto estiver no SCP será o meu treinador, sujeito à crítica e ao elogio quando for o caso.
Os rivais estão bem assim, não mexam mais e como se costuma dizer “com o mal dos outros, podemos nós bem”.
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De Naçao Valente a 07.11.2025 às 13:45

José Sousa

Diz bem, a crítica estará sempre presente, e é por isso que a faço, mas procuro separar crítica séria e rigorosa, de objectivos estranhos, disfarçados de crítica.
Não confundo as suas atitudes críticas, com intenções de desestabilização, mas há quem o faça.

Outra coisa é concordar com algumas das suas posições. Nesse contexto não posso dizer, nesta altura, se Rui Borges será ou não um treinador de topo. Além de não ser vidente, não tenho conhecimentos técnicos para fazer essa previsão. A carreira de um treinador, para além das suas aptidões, está sujeita a muitos imponderáveis.

Certo ou errado, sou adepto da estabilidade, porque considero que sem ela, não haverá sucesso. E quando se vê "críticas" ao mais pequeno desaire, fico de pé atrás, como é comum dizer-se.

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De Octávio a 07.11.2025 às 14:37

Nação Valente, muito bem, parabéns pelo post.
Só não compreendo essa necessidade figadal de estar sempre a defender o nosso presidente Varandas das críticas internas.
Amigo, Varandas tem, neste momento, mais de 90% dos votos de todos nós sportinguistas! Não precisa que lhe andem a pôr constantemente paninhos quentes por baixo. O passado é passado, o que é da história deve ficar na história. Neste momento adoro o Varandas [só não sabe comunicar], adoro o nosso alheiras e os nossos jogadores. Crítica interna é bom que continue a existir. É salutar.
Abraço verde.

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De Naçao Valente a 07.11.2025 às 15:04

Octávio

Obrigado pelo comentário. Este post pretende valorizar Rui Borges, pelo seu trabalho e seriedade. Não se refere a Varandas que até ver está de pedra e cal.
Este texto não é sobre o passado mas sobre o presente e o futuro. Este texto pretende chamar a atenção para alguns desestabilizadores que ao mais pequeno deslize desportivo atacam o elo mais fraco, o treinador.

A crítica é salutar como diz, mas não a confundo com intenções oposicionistas internas, que ainda não se conformaram com a mudança, pós Alcochete.

Abraço
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De Octávio a 07.11.2025 às 22:52

Nuno Valente, tocaste na ferida. O problema é exactamente esse, isto é, sempre que alguém, SPORTINGUISTA, critica a direção, o treinador, ou um jogo mal conseguido, vem logo a trupe do costume colocar-lhe o carimbo de "amante do nalgas". E isso já irrita. Já passou demasiado tempo, os problemas que existiram já estão enterrados e o que importa é o futuro. Sim, lamentei o que fizeram com BC, mas isso já lá vai há séculos. Sou agora um grande apoiante de Varandas, adorei o nosso treinador benfiquista e adoro agora o nosso alheiras. O facto de considerar que BC fez um grande trabalho, não quer dizer que não esteja a gostar da presidência de Varandas. Estou a gostar e muito, mas isso não me impede de, pontualmente, fazer as minhas críticas que considerar justas. Mais, tem que haver SEMPRE oposição no clube. É salutar. É indispensável. Eu vivi antes do 25 de Abril. Conheço bem o antes [sem oposição] e o depois [democracia].
Abraço verde.
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De Leão Zargo a 07.11.2025 às 15:00

Caro Nação Valente

Na verdade, a união cria condições para a mudança, e isso é particularmente válido para o Sporting. O Clube precisa de que os seus adeptos consigam, momentânea e publicamente, superar as divergências, reforçar a unidade, não cedendo espaço aos falsos e meteóricos profetas. Promessas de oásis frequentemente dão origem a enormes desertos.
O seu texto constitui um importante alerta e sublinha a urgência dessa unidade responsável. Não defendo uma unanimidade castrante, mas uma unidade crítica ao serviço do Sporting.

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De Naçao Valente a 07.11.2025 às 15:20

Amigo Leão Zargo
.
Obrigado pela reflexão, sempre pertinente. Mesmo que fosse adepto da unanimidade, que não sou, sei que ela é impossível. Basta olhar para a história.

Daí que, a minha preocupação no que diz respeito ao universo Sporting, seja conseguir a unidade possível. Também sei que esta está sempre ligada a êxitos desportivos e que estes nem sempre são possíveis.

A crítica e até a contestação são normais, até atingirem níveis absurdos, fomentadas por gente cujos desejos, não são coincidentes com os interesses do Clube. Disso depende a minha modesta contribuição, para alertar para campanhas que pretendem desestabilizar.
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De Rui Pedro a 07.11.2025 às 16:49

Gosto de Rui Borges e gosto de ver a equipa a jogar, embora sempre num "jogo de nervos".
Não sabemos qual será o balanço no final da época. Mas não entendo os adeptos que já dão a época como perdida, a 3 pontos do 1º lugar e com 7 pontos na LC.
Nos rivais, o treinador é top, mas tem azar com a equipa, que é má (e com os árbitros). Já no nosso caso, e equipa é top, mas o treinador é mau.
Foram muitos anos a chegar a novembro e já "arreados" do título e das competições europeias.

Quanto a AVB, não olha a meios para atingir os fins. O ADN está lá: pressionar os árbitros, vitimizar-se diante do "poder" de Lisboa, etc.
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De Naçao Valente a 07.11.2025 às 18:50

Rui Pedro

Os contestatários do treinador ou uma parte significativa, querem criar instabilidade, como aconteceu muitos anos, para poder reinar.
à época ainda está no início, nada está ganho, nem perdido. Mas se quisermos ganhar temos de estar unidos.
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De Fer a 07.11.2025 às 17:21

Os sportinguistas têm de estar unidos. Não gosto que se continue a utilizar o triste termo que uma "gaja" se lembrou de inventar, sem qualquer pudor pelas outras pessoas. Olhe primeiro para ela e, se calhar, muito havia a dizer para depreciar se fossemos iguais.
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De Naçao Valente a 07.11.2025 às 18:44

Fer

A utilização desse termo que o treinador utilizou com ironia num determinado contexto, foi infeliz. Os contestatários internos e externos, usaram-no de forma pejorativa, para fins que não favorecem o Clube.
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De luis Moreira a 07.11.2025 às 20:02

Só aceito críticas de Sportinguistas e quando ainda estamos na ressaca. Criticas vindas de fora têem-me à perna. Criticas de fora servem para nos unir. Eu também acho que o nosso treinador é demasiado conservador para uma equipa com o nosso nível mas não quero outro
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De Naçao Valente a 07.11.2025 às 21:39

Luís Moreira

Mudar de treinador, por um resultado menos positivo ou porque não simpatizamos com ele, pode ser um tiro no pé. Quando foi contratado este treinador, pelas razões conhecidas, houve logo contestação.

No final da época, com muitas contrariedades, ganhámos a dobradinha, o que não acontecia há muitas décadas. Apesar disso, há quem faça campanha contra Rui Borges. Mudar de treinador sem razões objectivas é um risco que não se deve correr.

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De RCL a 07.11.2025 às 22:05

Nação Valente
Excelente post que aborda questões muito actuais. Rui Borges, como diz, recebeu uma equipa desmotivada que em 4 semanas tinha perdido 8 pontos.De primeiríssimo nas primeiras 11 jornadas, estávamos em segundo lugar quando chegou; com vários jogadores lesionados; nunca se ouviu uma queixa da sua parte. Tem a estima do plantel, ganhou a dobradinha com todo o mérito.

Não vou perder tempo em falar do Villas, muito menos da Sofia, preocupo-me mais com os adeptos sportinguistas que “ emprenham pelos ouvidos “. Ainda no último jogo com o Alverca , inventaram um penalti de Diomande. O lance andou pelas TVs. O Henriques da bola tocou o clarim, logo alguns lorpas acompanharam com o batuque. Um candidato as eleições do Benfica já berrou várias vezes esse lance. (O árbitro espanhol I. Gonzalez diz
, em tom de brincadeira , o jogador do Alverca bem tentou, mas falhou).
É um ataque do mais nojento que se possa imaginar, as pressões sobre os árbitros vão continuar; esse episódio das Antas foi só mais um.
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De Octávio a 08.11.2025 às 13:59

Muito mérito teve o Amorim, mas considero que o nosso alheiras teve ainda mais mérito. Pegou numa equipa destruída e desmoralizada pelas insidências de um João Pereira impreparado e pelo aproveitamento das arbitragens para servirem os seus senhores do costume. Nessa altura não só nos roubaram vários pontos, como desmoralizaram a equipa. Além disso, chegámos a ter 9 titulares lesionados so mesmo tempo e, ainda assim, fomos campeões com dobradinha. Para mim, Borges teve muito mais mérito que Amorim. O futuro a Deus pertence... NOTA: Isso não me impede de criticar o alheiras sempre que, na minha opinião, se justifique.
Abraço verde.

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