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Episódios como os que se repetem a cada grande jogo, ou no campo do Canelas, vão servindo para matar a ideia de que o Estado, a lei, tem o exclusivo da violência.

 

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A condescendência com que as autoridades, os clubes e boa parte dos adeptos têm reagido aos sucessivos episódios de violência no futebol português gerou um vírus que, lenta mas inexoravelmente, se aceita com a normalidade das coisas rotineiras e indiferentes. Sabemos por intuição, por delitos provados ou por senso comum que todas as grandes claques são organizações onde a intimidação, a agressão gratuita ou dolosa e a xenofobia são prácticas comuns. Sabemos que em torno das claques, de todas as claques, prospera uma camada de rufias que alimenta hordas de cobradores de dívidas ou de seguranças de discotecas obedientes à lógica das organizações de malfeitores. Sabemos tudo isso e mais, mas desconhecemos uma única investigação profunda da autoridade tributária ou da Polícia Judiciária aos seus agentes, às suas práticas ou à sua ostentação de riqueza. É por isso que tudo se tornou rotineiro e indiferente, excepto quando as imagens de violência gratuita nos entram pelos olhos como aconteceu por estes dias.

 

A clubite irracional é o primeiro entrave à desminagem desse terreno pantanoso. Os do Sporting dizem que o mal está nos do Benfica e ambos se juntam para garantir que o extremo está no dos do FC Porto – e vice-versa. A verdade é que um registo isento dos incidentes dos últimos anos comprova que o mal está generalizado em todas as claques, o que torna a violência que protagonizam um problema colectivo – nacional. Querer desculpar, ou relativizar, os actos bárbaros dos “nossos” atirando pedras aos telhados dos rivais apenas serve para legitimar este caldo de cultura. Porque é disso que se trata: de um caldo de cultura obsceno e perigoso que germina perante a complacência geral.

 

(Pode ler o artigo completo aqui)

 

Manuel Carvalho - jornal Público

 

 

***Agradecemos a referência do leitor Adamastácio.

 

publicado às 11:42

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