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2,56 mil milhões de euros: esse foi o montante pago pelos clubes em comissões a agentes de futebol desde 2013. Uma verba demasiado alta que alertou a FIFA. A exemplo, o agente Mino Raiola recebeu 42 dos 102 milhões pagos pelo Manchester United à Juventus pelo passe de Pogba.

O organismo que chama a si a superintendência do futebol mundial lançou um conjunto de regras para regulamentar as relações dos empresários com os clubes para que haja mais transparência nas transferências de futebolistas.

Esta decisão alarmou os agentes de futebol, que prometem uma resposta à altura. Cerca de 120 agentes vão estar reunidos, esta quinta-feira, em Zurique, na Suíça, para discutir a possibilidade de avançar com uma queixa contra a FIFA no Tribunal Europeu.

"A FIFA tomou decisões que, se colocadas em prática, vão retirar do mercado mais de metade dos agentes. E nem sequer chamou nenhum representante dos empresários para essa discussão", lamentou Mike Miller, presidente da Associação de Agentes de Futebol.

publicado às 03:15

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15 comentários

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De Mike Portugal a 13.02.2020 às 08:52

Claro.
Bastava que a comissão deles não fosse uma percentagem do valor da transferência e o problema quase que desaparecia.
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De Rui Gomes a 13.02.2020 às 11:03

Pode ser uma percentagem, mas muito mais reduzida e limitada por lei.
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De Indiana Julio a 13.02.2020 às 10:47

Tiro o meu chapéu á FIFA por enfrentar este serio problema que na minha ótica peca por tardia.

Como ontem escrevi o valor justo de comissão deveria andar nos 3% , estes senhores ganham camiões carregados de dinheiro por preencher papeladas porque hoje e cada vez mais no futuro os clubes estão melhor organizados com departamentos com gente habilitada na procura de jogadores que as suas equipas necessitam e na procura de clubes interessados na compra dos seus.

Estes senhores estão a reagir , vão com certeza apelar que as leis da Europa garantem a liberdade de negociar os valores que entenderem de momento que sejam aceites por todas as partes envolvidas no negocio.

A FIFA sempre teve as suas próprias regras sendo verdade que algumas delas ficaram mais fragilizadas depois do processo Bosman, quando não conduzem com a lei geral da Europa, mas o próprio comité europeu deveria analisar em conjunto com a FIFA esta situação tão injusta e desproporcional no mundo do futebol em que agentes ficam cada vez mais ricos e os clubes pobres cada vez mais pobres.

O futebol tem ainda varias fragilidades na sua organização e esta é sem duvida uma delas.
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De Rui Gomes a 13.02.2020 às 11:02

Apenas para esclarecer que eles não tratam da "papelada", isso é feito pelos advogados. A função deles é intermediar/negociar e nada mais.

Comparo a agentes imobiliários que em alguns paises também recebem percentagens ridículas das compras/vendas e, mais uma vez, a papelada não é tratada por eles.
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De Mike Portugal a 13.02.2020 às 11:16

De acordo. Eles são mais tipo vendedores, que andam a tentar vender o seu produto de porta em porta a ver quem dá alguma coisa. E depois como bons vendedores negoceiam com quem está interessado. Mas até mesmo os vendedores recebem % das vendas que fazem, o que é justo que eles recebam. Mas não se for com preços inflacionados e/ou fictícios. Isso é que deveria ser parado.
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De Rui Gomes a 13.02.2020 às 11:21

Mas isso também acontece no mercado imobiliário e como já referi,em alguns paises a percentagem é muito elevada, 6% e mais do valor bruto da venda/compra.
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De Indiana Julio a 13.02.2020 às 12:38

A maioria desses agentes comissionistas trabalham organizados e têm advogados a trabalhar para eles , os que tratam da papelada, a minha expressão é so uma forma de dizer , com objetivo de desvalorizar o trabalho feito por esses agentes na relação do que ganham que é expressivo , exagerado.

A minha vida é a de negócios , por isso estou a vontade para falar deste tema , no fundo também sou um comissionista porque ganho na percentagem dos negócios que faço , sendo verdade que cobro entre os 5% e 10% mas para valores de negocio muito diferentes dos valores exorbitantes que se praticam na vendas de jogadores.
10% de 100 000 é muito diferente de 10% de 10M

No mínimo deveria existir uma tabela % conforme o montante da venda .

Referi ontem o caso do Brasil que tem uma lei interna que não permite valores de comissão superiores a 5% , tive problemas em vários negócios com o Brasil por esse motivo.
O futebol é ainda o EL DORADO para os agentes e a FIFA está empenhada a querer acabar com isso.

Eu seguramente sou dos portugueses que mais portas abriu a muitas empresas portuguesas no estrangeiro um trabalho que em valorizaçao económica e de reconhecimento está muito longe de qualquer desses agentes que descobriram o EL DORADO.
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De Rui Gomes a 13.02.2020 às 12:51

Com tudo isto, nem sequer consigo imaginar como é que o Raiola teve direito a 42 milhões dos 102 milhões da transferência de Pogba.

Absolutamente incrível!!!
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De Indiana Julio a 13.02.2020 às 13:11

Aí custa-me acreditar que nao tenha tido outras coisas alem do negocio em si , estamos a falar de um valor percentual superior a 40% num negocio que ultrapassa os 100M , algo aí nao bate certo e diría que provavelmente será um caso de policía.

Ninguem ganha em vendas 40% em negocios de milhoes .
Tenho alguns fornecedores (fabricantes) que me impôe uma tabela , o valor percentual desce conforme o valor da venda sobe , em alguns casos chego a ter somente 0,5% de comissâo se o negocio de uma so vez, ultrapassar os 10M€
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De RASR a 13.02.2020 às 14:40

Na minha perspectiva, muito limitado, admito, não sei porque é que a FIFA não impõe que o mercado obrigue o agente a retirar a percentagem dele do ordenado do jogador, e não da venda. O agente está a trabalhar para o jogador, não para os clubes. O clube não tem qualquer ligação ao agente, ao contrário do jogador, que tem um contrato assinado com aquele. Porque é que a percentagem não é sobre o valor dos ordenados e pagos por estes??? Por que é que não é o jogador a suportar "do seu bolso" o rendimento do próprio agente? Para mim, tem toda a lógica ser desta forma. Os próprios jogadores começariam a abrir a pestana para o problema quando lhes começar a tocar a eles, o que não acontece agora porque são protegidos no meio de todo o processo mas são uma das partes mais interessadas... Mais, deixaria de haver o carrossel, como há hoje em dia porque o rendimento deles deixaria de estar dependente das transacções do jogador que representa, sendo benéfico apenas se o jogador fosse assumir um ordenado substancial e genericamente mais valorizado. Assim, matava-se mais uma das falcatruas que impera no mundo do futebol com uma cajadada só. É simplesmente ridículo!
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De Indiana Julio a 13.02.2020 às 15:10

Nao é fácil funcionar dessa forma ser o jogador a pagar a comissão ao Agente , afinal o jogador iria sempre pedir ao novo clube o valor que vai ter que pagar ao agente e a maioria dos interessados iria incluir isso no valor de assinatura desse jogador.

Depois tem imensos clubes que oferecem este mundo e o outro a agentes se estes conseguirem interessados em comprar os jogadores que querem vender e isso não vão poder nunca acabar , será sempre assim, Todos os anos tem clubes com a corda na garganta ou com muitos excedentários no plantel.
Depois tem os negócios extraordinários de apostas no escuro em jovens desconhecidos .

Um facto é que alguns agentes têm relações priviliagíssimas com alguns clubes e os bons negócios sempre como base as boas relações.
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De RASR a 13.02.2020 às 18:14

Caro Indiana, estamos a discutir uma ALTERAÇÃO ao status quo. Logo, a gostarem ou a contestarem, estou a sugerir uma alteração que, para mim, faz todo o sentido. Quem devia ter que sustentar a remuneração do agente, deveria ser a parte representada, ou seja, na maior parte dos casos, o jogador.

Da forma como idealizo, o jogador não irá manter o interesse em estar constantemente a mudar de clube porque terá que suportar constantemente este custo... Mais, conforme o negócio vá subindo de valores, deveria a percentagem do agente ser reduzida. Mas, lá está, isso é algo que está estipulado no contrato com o jogador, que aquele leva 10% do valor da transferência, logo, deveria ser o jogador a sustentá-lo!

Ademais, que agente irá aceitar as alterações que o Indiana sugere, ou as da FIFA, ou as de seja quem for, quando o efeito é o de verem as suas remunerações saírem extremamente emagrecidas? Claro que irá suscitar sempre contestação, mas é assim que as coisas têm que progredir.

Quanto ao resto das questões, serão sempre as partes a negociar os valores sem que exista, como existe atualmente, uma total liberdade de "extorsão" e de obscuridade perante os clubes.

Depois, analisando o trabalho desenvolvido pelo agente, principalmente nos dias de hoje, não se consegue averiguar como é que um agente, trabalhando meia dúzia de semanas para estabelecer uns contactos e escrever umas cláusulas (que são escritas por advogados), tem direito a uma remuneração de 42M, o que acaba por inflacionar o valor total do negócio... É isto normal?!?!?!?
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De tecatito a 13.02.2020 às 17:45

O teu problema com os negócios é que só gostas de receber e pagar em cash. Tendo em consideração que trabalhas na selva amazónica e por consequência na América do Sul, os negócios esbranquiçados só se tratam a cash ...
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De Indiana Julio a 13.02.2020 às 20:39

Por uma parte tem toda a razao , é assim mesmo que funciona na America do Sul e Central
La nao ha pao para malucos ,negocios só com o produto numa mao e o dinheiro vivo na mao do comprador e com.o comissionista presente para sacar logo a sua parte.
É mesmo assim.

Nao sei se o disse só para entrar comigo , mas a grande parte dos negocios que por la se fazem so mesmo com dinheiro vivo na mao.e mesmo assim têm que apalpar as notas e virá-las para a luz
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De António Vieira a 13.02.2020 às 17:08

Isto é uma cambada de parasitas que vivem a custa de uns jovens que sabem dar uns pontapés na bola, acho que não vai ser fácil acabar com esta alcateia...

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