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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Quando me sento frente ao televisor para assistir a mais um jogo do Sporting, respiro fundo e interrogo-me se será desta vez que os meus batimentos cardíacos, não se vão exponenciar.
Ao mesmo tempo, pergunto ao vento que passa o que aconteceu aquela equipa que se dizia que jogava de olhos fechados, que marcava muitos golos e que resolvia os jogos muito antes do final. Pergunto, mas o vento nada me diz.
O que fazer ? Resta-me especular com o que observo. Vejo uma equipa mais lenta, mais descoordenada e menos eficaz. É verdade que perdeu jogadores fundamentais para o “estaleiro”. É verdade que os que recuperaram ainda estão perros. É verdade que alguns como Debast ou Yoannidis, parecem lesionados crónicos. É verdade que os adversários parecem agigantar-se contra o Sporting. Compare-se o Nacional que jogou em Alvalade, com o que jogou com o Antas.

Numa observação pessoal de analista de sofá, parece-me uma equipa motivada com alma, mas algo cansada e com elementos importantes em baixa de forma. Pote sem ritmo, será um a menos? Trincão já esteve melhor, mas tem a genialidade. de num momento de inspiração resolver um jogo. Perdeu-se a criatividade de Quenda. Hjulmand não rende o mesmo.
Gostaria de voltar a ver jogar aquela equipa “trituradora” que resolvia os jogos sem tremer, e não apenas pela nota artística, mas sobretudo pela eficácia. Dir-me-ão que temos os mesmos pontos, que tínhamos na época anterior na mesma jornada. O problema é que temos adversários bem mais fortes que na época anterior.
Torço para que os lesionados recuperem em plenitude e para que ganhem os jogos que faltam com mais naturalidade. Torço para que os jogos sejam intensos, mas ao mesmo tempo que haja artimanha e arte, para colocar a bola na baliza adversária. Vontade não falta, e com todo plantel disponível, os jogos não serão tão dramáticos.
O futebol é um jogo de emoções, mas como tudo, devem-se evitar exageros. Os corações dos sportinguistas precisam de resistir para comemorar o tri.
Amigo Nação Valente
O futebol do Sporting é uma garrafa de vinho meia vazia. Lesões, perdas de rendimento que leva a que jogadores preponderantes estejam ausentes ou tenham menor protagonismo. Também estou com vontade de ver um jogo bem descansadinho, mas já deu para perceber que isso não será fácil. Na realidade, os nossos opositores estão mais fortes e a equipa leonina tem pontos fracos que são bem explorados pelos adversários.
No entanto, refletindo sobre o futebol sportinguista fora do contexto de cada jogo e das vitórias arrancadas a ferros, penso que há uma enorme evolução positiva. A equipa tem alma, persiste e resiste. Ao nível estrutural o Clube está melhor, mais forte. Estamos longe do ideal, que aliás nunca será alcançado, mas conforme vamos crescendo chega a parecer que estamos ainda mais longe do ponto de chegada.
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