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O "blackout" decretado pelo presidente do Sporting chegou ao seu termo, de acordo com o anúncio feito pelo próprio, este sábado, em conferência de imprensa:

 

«Face ao enorme ruído que existia em torno da vida interna da nossa instituição, foi necessário manter uma fase de maior reserva, momento esse aproveitado para uma reflexão intensa e sem interferência do exterior, mas com a necessária capacidade de pensar, reorganizar e agir. Foi isso que fizemos e esse momento está ultrapassado, assim como as restrições à Comunicação Social.»

 

Pela total inutilidade do "blackout", em termos práticos, não sinto dúvida alguma - sem sarcasmo - que o "momento de reflexão intensa" e a "capacidade de pensar, reorganizar e agir", refere única e exclusivamente à pessoa do presidente, já que nunca se viu no "olho do furacão" mediático outro dirigente do Sporting, que não Bruno de Carvalho.

 

Ainda aproveitou o ensejo para "esclarecer" outras questões da vida do Clube:

 

«o treinador Marco Silva nunca foi despedido, foi mesmo com grande espanto que tomámos conhecimento das inúmeras notícias que foram dando eco a essa situação. Tudo isso motivou que, a certa altura, se tivesse vivido momento de tensão, mais do que se dizia do que se dizia do que se vivia realmente no dia-a-dia do clube. Marco Silva tem contrato até ao final da época 2018/19 e é um excelente treinador, jovem, que vive a primeira experiência num clube com a dimensão do Sporting. Foram essas características que me levaram  fazer uma aposta e que me fazem mantê-lo para um futuro largo, com a mesma convicção inicial que juntos iremos dar muitas alegrias aos sportinguistas.»

 

Teria sido melhor Bruno de Carvalho não revisitar este polémico assunto, porque se é verdade que Marco Silva nunca chegou a ser demitido, é igualmente facto que era essa a intenção do presidente, entretanto repensada, face à oposição, interna e externa, que o confrontou na altura. Podemos interpretar esta sua declaração de hoje como um voto de confiança ao treinador e esperamos, muito sinceramente, que não venham a surgir outras incidências num futuro próximo a alterar esta disposição.

 

E ainda abordou o "caso" José Eduardo:

 

«Não mandatei ninguém para qualquer assunto relacionado com o treinador. Os sportinguistas já me conhecem e sabem que digo sempre o que tenho para dizer, com frontalidade e sem necessitar de intermediários. Querer alimentar um suposto episódio onde pedi a José Eduardo para atacar o treinador do Sporting não faz sentido algum.

Como é público, o José Eduardo já percebeu e reconheceu que se excedeu. As várias intervenções que fez fizeram muitos sportinguistas pensar que o mesmo estaria escudado em mim. mas tal não corresponde de todo à realidade. Quem nas suas intervenções atinja a difamação infame, terá naturalmente de responder na justiça, pois vivemos, numa sociedade democrática.»

 

Compreendo Bruno de Carvalho sentir a necessidade de abordar esta controvérsia, mas, na realidade, tinha sido melhor evitada,  para ele não ter que fugir à verdade. Esta temática já foi extensivamente debatida aqui no Camarote Leonino e não valerá a pena revisitar todos os detalhes do episódio, ou melhor, dos múltiplos episódios que foram obra do "Zé dos Tachos". 

 

Durante este período de "blackout" houve pessoas próximas do presidente que tiveram acesso a informações do foro interno e, à conveniência, não hesitaram na sua divulgação pública. Sabemos bem quem são elas, inclusive José Eduardo. Se Bruno de Carvalho não as considera "intermediários", teremos de recorrer ao dicionário da língua de Camões para encontrar um sinónimo que melhor descreva as suas acções.

 

Gostei especialmente da frase "os sportinguistas já me conhecem bem e sabem que digo sempre o que tenho para dizer...". Esta condição é discutível, mas mesmo aceitando-a, há uma enorme distinção entre "dizer tudo o que tem para dizer" e dizer apenas e tão só a verdade.

 

Não duvido, minimamente, que estas suas declarações agradaram a alguns sócios e adeptos e serão defendidas, com todo o vigor, pelos seus mais fiéis apoiantes que acreditam, incondicionalmente, em tudo o que Bruno de Carvalho diz e faz. Mas também temos outros sportinguistas, como é o meu caso, que sentem enorme dificuldade em aceitar, sem discussão, determinadas considerações, especialmente as que contraditam os factos de registo.

 

publicado às 17:05

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