Amigo Leão do Norte
O sistema de Ruben Amorim permitiu disfarçar determinadas limitações de jogadores do Sporting, nomeadamente da defesa. Agora, ficam mais evidentes, seja de marcação, de posicionamento ou de velocidade. Observando o jogo, pareceu-me que as substituições foram tardias, mas as hipóteses no banco eram escassas. Isso é verdade. No 2-3, que virou o jogo, o Matheus permitiu o centro e Hjulmand, desgastado, não marcou quem fez o golo. O que fazer?
A alteração táctica imposta por Rui Borges precisa de tempo para ser trabalhada, assumida naturalmente pelos jogadores. É provável que faça parte das dores de crescimento que o treinador refere com frequência. Sim, o futebol é o momento, a próxima semana traz novos desafios, muito difíceis, veremos se a equipa vai estar à altura das circunstâncias. Oxalá esteja.
Amigo Leão Zargo
Temos de ter a consciência que este era um plantel à medida do Rúben Amorim, composto por jogadores com características para as necessidades do seu estilo de jogo. Noutro sistema e com outro treinador...
A defesa, pela singularidade do anterior sistema, é o sector onde se notam mais as limitações. A jogar numa dupla central, St Juste tem muitas limitações e Diomande precisa de tempo e treino para se ajustar a novas funções e desafios. O Debast é bom na construção, mas ainda com muitas limitações na marcação e no jogo posicional, o que torna a sua utilização um risco numa defesa com dupla central. O Matheus Reis não tem velocidade para fazer a cobertura defensiva da lateral esquerda, sem a presença do central esquerdo para compensar. E tenho receio que o Gonçalo Inácio, na tal dupla central, venha a demonstrar as mesmas dificuldades do Diomande e necessite também de tempo e treino para adaptação. Muitos problemas para resolver.
Ao nível das substituições, podemos agora afirmar que o Harder deveria ter entrado mais cedo, mas, estando a equipa a vencer, entrava para o lugar de quem? Com o empate e a vantagem do Vitória, essa dúvida já não se colocou.
O Sporting estava com necessidades em vários sectores e o grande problema estava na ausência de soluções. No banco, para além do Maxi e dos questionados Fresneda e Edwards, o Sporting só tinha miúdos em fase muito precoce de evolução (Harder, Debast, Mauro Couto, João Simões, Alexandre Brito), sem tarimba para estes jogos e estes ambientes. É manifestamente pouco.
De altaia a 05.01.2025 às 20:17
Então mas agora já se pode estragar aquilo que o Amorim construiu.? os jogadores eram bons para o sistema e agora já nem prestam.? já se pode dar o tempo que antes não se aceitava dar, o dito Amorim fez certamente programado, o mesmo que o Marinho Peres para uma época miserável, já o Materazi foi despedido mas deixou uma equipa preparada para ser campeã, veja-se bem com o grande treinador Inácio, já outro como Juca que após Oto Gloria dizer que sem ovos não fazia omeletes ele conseguiu ser campeão , tal como Mário Lino e o outro Fernando Mendes, vale dizer que o futebol está diferente, está, mas as narrativas são nossas.!
altaia,
Alguém advogou estragar tudo que Amorim construiu?
Situação diferente é termos a capacidade de perceber que muitas das situações que decorriam do seu trabalho, não são replicáveis por outro treinador e insistir nelas é um erro.
É uma realidade que existem jogadores com características específicas para um determinado sistema e que têm mais dificuldade noutro sistema. Não é uma questão de não prestarem, mas temos de ser realistas e perceber que há sistemas que potenciam jogadores e encobrem as suas limitações. Tal como o contrário.
A questão de dar tempo é relativa. Dá-se tempo para tirar proveito. Rúben Amorim teve um determinado tempo e Rui Borges parece mostrar merecer esse tempo. Já em relação ao João Pereira, infelizmente percebeu-se que não era uma questão de dar tempo.
A narrativa mais forte do futebol são os resultados.
De altaia a 05.01.2025 às 22:33
Entendi, obrigado.!
De Leãode63 a 05.01.2025 às 23:19
O Harder tinha mais golos que o Trincão, jogando apenas 25% do tempo e já deu provas ( até em situações mais difíceis ) ... tem faltado competência ao treinador. Refrescar a equipa é fundamental, como fazia o RA. Com 3-1, tirava o Geny ou o Trincão e o Victor passava a segundo avançado, atrás do Harder que é muito forte e não deixava o Rel Madrid avançar e massacrar.
De Leãode63 a 05.01.2025 às 23:11
Porque não apostar no H.Arreiol para o Morten poder rodar, até como segundo médio na posição do Morita que só rende 60m?
Se não temos médios ... o treinador tem que encontrar soluções, e não ir para as conferências comentar o jogo! Para comentar, estamos cá nós, e de borla! Treinador é para arranjar soluções, não borrar-se no banco com o ambiente que lhe prepararam e ele caíu como um patinho ...
Atendendo a que só temos 1 médio ou 1,6 ... há que apostar sem medo e não estar á espera que o Real Madrid nos engula ...
Que falta de orientação naquela equipa ...
De Juskowiak a 05.01.2025 às 10:15
Mesmo quando estávamos na mó de cima já o sentia: o calcanhar de Aquiles do Sporting é o guarda-redes.
Franco Israel é fraco.
Kovacevic é fraquissimo.
Um bom "balizas" vale uns 6 ou 7 pontos a mais no fim do campeonato. Em Guimarães, por exemplo, ter um Trubin ou um Diogo Costa teria valido a vitória.
Juskowiak,
Os guarda-redes são uma evidente preocupação que, ao invés de nos darem pontos, têm custado alguns.
E estou convicto que, para além de não transmitirem segurança aos colegas da defesa, também estão a afectar o rendimento destes.
Atente no 4° golo do Vitória. Matheus Reis é batido pelo avançado adversário, mas a bola é lançada para tão perto da baliza (para a pequena área), que ele olha para a baliza e parece estar à espera que o Israel saia e compense a sua falha de marcação. E o guarda-redes deveria tê-lo feito.
De Juskowiak a 05.01.2025 às 15:10
A solução imediata tem um nome, caro Leão do Norte: Ricardo Velho!
Incrível como ainda está no Farense. Porto, Benfica e Braga estão bem servidos de guarda-redes. Mas de que está a espera o Sporting?
Concordo que Ricardo Velho poderia ser uma boa solução, mas o Farense não está a facilitar a saída.
No Verão foi, por vários órgãos de comunicação, noticiado que o Benfica avançou para a sua contratação, oferecendo 4 M€, mas o Farense remeteu sempre para a cláusula de rescisão de 10 M€.
Segundo é público, tem contrato com o Farense até 2028, renovado já esta época.
De Fúlvio Amaral a 06.01.2025 às 13:02
Vi-o ontem ao vivo cá contra o Santa Clara e faz 3 defesas monstruosas!
De De Perry a 05.01.2025 às 10:47
Concordo em absoluto com o amigo Leão do Norte, mas o principal problema é que o nosso capitão e grande impulsionador da equipa Huljmand está todo roto, estes jogador tem uma grande rotação e devido às lesões não pode ser substituído e fazer alguma rotação, em quase todos os jogos o Bragança o substituia entre os 60 e 70 minutos, Morita começou a jogar na jornada do Benfica e também rebenta por volta dos 60 minutos e não há mais ninguém verdadeiramente do meio campo, falta-nos homens nesse setor tanto a jogar em 3-4-3 como em 4-3-3. A falta do Coates da equipa do Sporting é por demais evidente ele comandava o setor todo e era a voz de comando da equipa. O ambiente fanático de Guimarães é grande mas o público não joga e a equipa sempre teve capacidades para jogar em ambientes quentes. Há muita coisa a fazer e é necessário um reforço ali, acolá para a equipa pous aequipa estava baratinada para jogar ao jeito do Amorim e não deste treinador
De Juskowiak a 05.01.2025 às 12:34
Isto com Gonçalo Inácio e Pote seria outra coisa...... provavelmente João Pereira ainda não teria sido despedido com esses dois.
Certo é que muito do que será o resultado desta época dependerá do que se passar no mercado de janeiro. Vender Gyokeres seria suicídio, e não comprar pelo menos 2 jogadores (um lateral e um para o meio campo) também.
Juskowiak, em relação ao Pote não tenho dúvidas que a sua presença fará muita diferença e muito ajudará o Rui Borges.
Quanto ao Gonçalo Inácio... Se for colocado numa posição da dupla central, com uma defesa a quatro, vai sentir as mesmas dificuldades de posicionamento e de marcação que os colegas de sector estão a sentir. Vai melhorar a saída de bola, mas no resto vai precisar de tempo e trabalho.
Concordo que este mercado vai definir muito da restante época. É o mais importante dos últimos anos.
De Juskowiak a 05.01.2025 às 15:08
Gonçalo Inácio tem um extra, talvez pouco visto pelos adeptos: a capacidade de jogar e ocupar espaços no meio campo.
Com ele em campo certamente Morita e Hullmand não se sentiriam tão sozinhos.
Mas numa defesa só com 2 elementos na zona central ele não terá capacidade para ocupar com constância esses terrenos.
A menos que seja utilizado em permanência no meio-campo, mas continuamos com o mesmo problema na dupla central.
Sobre a sua utilização no meio-campo, há uma possibilidade que me ocorreu a quando da contratação do Rui Borges. Tal como fez em Guimarães com o Manu Silva, subir o Gonçalo Inácio ou o Debast no terreno e utilizá-los como médios defensivos, beneficiando, simultaneamente, da sua formação defensiva e da sua qualidade na construção.
De De Perry a 05.01.2025 às 17:30
Penso que possivelmente Debast com os pés que tem, poderia dar um bom médio e dar rotação ao Huljmand. Em relação ao jogo de Guimarães o Harder devia ter entrado mais cedo
De Perry, quando o Rui Borges assumiu o comando do Sporting, pensei logo nessa hipótese para o Debast.
De Luís Pedro a 05.01.2025 às 18:25
Nem se "os padres" não tivessem tirado 6 pontos ao Sporting St. Clara e Gil Vicente, e dado 5 ao Benfica Arouca e Aves...
Luís Pedro, essa realidade é incontornável, mas quase imutável!
De Antonio a 05.01.2025 às 23:27
Muitas lesões estão a condicionar a equipa. Morita já regressou, mas ainda não dá para os 90 minutos em alta rotação, o mesmo irá a contecer com o regresso do Inacio e potee D. Bragança. Infelizmente Nuno Santos não regressa esta época .por isso parece indispensável ir ao mercado por pelo menos um medio centro e um central esquerdino não creio que seja necessario um outro guarda redes, mas se o fresneda sair precisamos de um defesa/ala direito.da mesma forma claramente que precisamos de alguém para a esquerda. Para mim o Maxi Araujo não se tem mostrado à altura por isso precisamos dealguém na esquerda. Posto isto nao acredito em saidas,tirando o caso do fresneda
De Perry,
O cansaço da equipa é evidente e está a condicionar o seu rendimento. E com escassas soluções alternativas pouco se pode melhorar. Veremos se é possível ajustar algo neste mercado de transferências.
E acredite. O público de Guimarães também "joga".
De Gonçalo Pereira a 05.01.2025 às 12:12
Empate muito difícil de digerir..... Equipa muito curta, com poucas opções de banco, malta lesionada e claramente fatigada. Relaxamos a partir do 1-3 o que foi fatal. Fiquei algo decepcionado mas continuo confiante. O novo treinador precisa de apoio e tempo de treino, para além de ajustes no mercado de inverno. Gosto do discurso do Rui Borges sem lamentos e com confiança. Parece um com características de agregação e liderança. No final veremos se foi um ponto ganho ou dois perdidos. Sempre Sporting.
De Juskowiak a 05.01.2025 às 12:28
Equipa rebentada em janeiro, e quando ainda não vieram os jogos europeus.
Terça jogamos com o Porto, que vai ser uma estoupada física e sábado vamos a Vila do Conde... vai ser bonito, vai.
Espero que os jogadores do Sporting interiorizem que com um plantel tão curto os dias de descanso são MESMO para estar em casa a descansar.
Juskowiak, a equipa está rebentada em Janeiro, muito pelo elevado número de lesões e consequência da dificuldade em se ajustar a novas realidades.
O sábado do jogo com o Rio Ave é só o de 18/01. Podemos é, caso vençamos o Antas, jogar a final no sábado 11/01.
Não me passa pela cabeça que os jogadores do Sporting não tenham o nível de profissionalismo suficiente para seguir essa sua recomendação.
Gonçalo Pereira,
Apoio, tempo, trabalho, contratações. Tudo isso é de extrema importância para este Sporting. Veremos se tudo é possível.
Penso que a equipa relaxa após o 3-1, pela imperiosa necessidade que, inconscientemente, sente de descansar. Erradamente pensou que poderia gerir o esforço físico.
De Luís Carvalho a 05.01.2025 às 15:25
Pego numa das frases escritas pelo Caro Leão do Norte, “ vários jogadores são mais limitados que o pensado”. O LdN( permita-me que me expresse assim sobre a sua pessoa) não concretiza, percebo que não o faça, mas é evidente que o plantel não é extenso e rico, mas há algo que se deve realçar, não foi idealizado e preparado para jogar no esquema tático que Rui Borges agora põe em jogo. O Sporting joga com dois laterais que não são propriamente laterais rotinados nessa posição, Quaresma não é um lateral num sistema de 4 defesas e Reis que o foi perdeu a rotina. Por outro lado, quer Quenda como Catamo, jogando mais à frente não têm rotina de vir fechar como médios, quantas vezes vimos no jogo os laterais ficarem em situações de 1:2, porque os médios não fechavam. Os jogadores são os mesmos de há meses atrás, há-os melhores e outros piores, todos os planteis são assim, mas se forem colocados a jogar em posições pouco habituais cometem erros. E aqui vou ao que acho essencial, tenho para mim que Rui Borges não tem( para já, assim desejo), mentalidade de treinador de equipa grande, campeã, certo que a equipa tem jogadores muito importantes lesionados, mas também é verdade que após o 3-1 não soube ser audaz, fazia tanto sentido ter colocado Harder para manter o Vitória lá atrás. Não o fez, foi reactivo e não pró-activo, deixou-se ir.
De Carlos N.T. a 05.01.2025 às 15:36
Luis Carvalho,
O caro amigo insiste nessa sua ideia que o Rui Borges é treinador de clube pequeno..
Humm!.. Quais são as bases para formar tal opinião, após dois jogos e umas quantas conferências de imprensa??.
De Carlos N.T. a 05.01.2025 às 15:44
-"Quenda como Catamo, jogando mais à frente não têm rotina de vir fechar como médios"-
Com o Amorim era mais dificil.. tinham que fechar até à nossa àrea, na cobertura aos centrais.
Também o Amorim punha jogadores em posições não habituais.. até o Inácio jogou a médio, o Geny do lado esquerdo, o Edwards como segundo avançado.. etc.
Jogar a lateral num esquema de 4 defesas, sem ter que fazer ida e volta, é o mesmo que jogar a central, num esquema de 3 centrais.
Etc..
De Luís Carvalho a 05.01.2025 às 16:20
Meu Caro, é comum dizer-se que não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão. Apesar da vitória sobre o Benfica, fico com a ideia que é um treinador que apanhando-se a ganhar, recua a equipa, quer defender, não é audaz. Mas é a minha opinião baseada no que vejo, o meu caro não concorda, não há mal. Bom Domingo.
De Carlos N.T. a 05.01.2025 às 16:42
Compreendo-o

P.S.. -" a ganhar, recua a equipa, quer defender, não é audaz"-
Também não gosto, mas percebo a ideia dele.
Ele com isso quer descansar a equipa, e aos 70/75 minutos voltar a pegar no jogo e "matar". Muitos treinadores fazem isso.. Também pensando na longa temporada.
Também è uma forma de atrair o adversário, dar confiança e descuido defensivo no adversário. E até funcionou em ambos os jogos.
Todas estas nuances podemos aprecia-la nos dois jogos até agora feitos.(No jogo do Benfica Geny foi egoísta, no jogo contra o V.Guimarães, Gyökeres marcou o terceiro.)
O mesmo Amorim fez isso várias vezes, no passado.
Problema, os jogadores do Sporting não estão talhados/treinados para isso. Sentem-se desconfortáveis, melhor dito.. rebelam-se contra essa táctica.
É isso que o Ruizão Borges tem que rever.😄
Um abraço!.
De Luís Carvalho a 05.01.2025 às 16:57
Só uma achega, recuar a equipa um pouco não faz mal, mas teria que criar um factor de surpresa, fazer entrar Harder, talvez tirando Trincão, colocando um 4:4:2 clássico, fechando melhor as alas. Aguardemos pelos próximos jogos, cá para mim a Taça da Liga não me interessa, com a equipa cansada e tantas lesões, o Rui Borges que seja inteligente e pense na Liga e na Champions( 💲💲).
Eu que sou contra o desinvestimento em competições, penso que o "descanso" nesta Taça da Liga seria proveitoso.
De Carlos N.T. a 05.01.2025 às 17:41
Leão do Norte,
Nem quero sequer imaginar os adeptos, expert e o mundo no caso que propõem.. desproveitar a Taça da Liga, ser derrotado pelo FCP.😎
É para ganhar!.. As vitórias sempre trazem nova confiança, impulsos e certezas.
As vitórias não cansam.. são a dopamina que aumenta os níveis mentais e físicos.
Bora lá, carago!.😁
Viva o Sporting .. 💚🤍
Carlos, quem por aqui anda, sabe que sou um acérrimo defensor da aposta em todas as competições e da ideia que as vitórias trazem a confiança que "apaga" o cansaço.
No entanto, o próximo jogo, 96 horas após uma desgastante partida em Guimarães e contra um adversário que descansou por ter o jogo adiado, pode ser um presente envenenado, com repercussões físicas e emocionais na equipa muito negativas.
Luís Carvalho, a ideia que "apanhando-se a ganhar, recua a equipa, quer defender, não é audaz", também pode ser atribuída a vários jogadores em campo, dado o "trauma" e o contexto de derrotas recentes da equipa.
Acredito que todos, incluindo o treinador, durante os jogos vivam um permanente dilema, até conflito, de decisões a tomar.
De Luís Carvalho a 05.01.2025 às 18:11
É para o não permitir que está lá o treinador, dar indicações e fazer alterações que criem condições para a equipa não recuar tanto.
Teoricamente sim, mas com 2 jogos apenas, um escasso conhecimento do plantel e em processo de conquista da confiança e da influência sobre os jogadores, às falhas são naturais.
Eu próprio assisti, durante a segunda parte do jogo em Guimarães, a indicações suas contra a passividade de alguns jogadores e a pedir a subida no terreno.
De Luís Carvalho a 05.01.2025 às 21:27
Deixo-lhe algumas perguntas, não somos treinadores, eu pelo menos não sou, creio que o Meu Caro também não, acha prudente mudar o sistema de jogo a meio da época, mais ainda quando os jogadores foram “ criados” num sistema diferente e o plantel foi pensado para jogar num outro sistema? Optar por uma defesa a 4, sem laterais rotinados é uma boa solução? Quantos laterais esquerdos temos no plantel? Talvez um! Temos 2 laterais direitos, Esgaio( castigado) e Fresneda( que quase não joga) e fazer agora de Quaresma um lateral não é uma grande ideia. Saída de bola após pontapé de baliza, curta com 3 centrais ou com 2, é completamente diferente, com 3 e a descida dos médios laterais e com apoio no meio dos médios é uma coisa, com 2 inclusive o do lado esquerdo sendo destro, é um disparate, mais ainda quando, quer Diomandé, pior ainda com St. Juste não são bons no passe. Não o quero massacrar com as minhas ideias, mas muito sinceramente, eu não iria pelo caminho do Rui Borges, só espero estar enganado, ficaria tão contente.
Não somos treinadores, mas temos a capacidade de pensar e interpretar muitas das situações que ocorrem no futebol. Ao contrário do que muitos querem fazer crer, o futebol não é nenhuma ciência oculta e, como em variadíssimas actividades, o sucesso está muito dependente da forma como a inteligência lhe é aplicada.
Colocou perguntas interessantes que levariam a um extenso debate.
Resumidamente responderia às duas primeiras perguntas com um não. No entanto, pelo que vários treinadores dizem, o sistema de 3 centrais é dos mais difíceis de trabalhar e implementar. Nesta realidade acredito que um treinador que não se sinta confortável com a sua utilização não o queira usar.
No entanto, como bem exemplifica, o plantel do Sporting não tem opções válidas para implementar, com sucesso, o sistema preferencial do novo treinador.
Neste dilema eu acredito que o Rui Borges optou pela salvaguarda pessoal e nesta fase tenta adaptar jogadores ao seu esquema. Talvez na esperança que o mercado de Janeiro componha algumas lacunas e que alguns jogadores acabem por se adaptar.
A saída curta, em posse, neste sistema é um problema. Acredito que se o Rui Borges tivesse tempo para trabalhar, incluiria no meio-campo um novo médio defensivo (Debast ou Inácio), com qualidade de passe, e que teria papel essencial na saída de bola.
Os últimos tempos do Sporting trouxeram tanta instabilidade, tanta incerteza e tantas dúvidas, que a tarefa do novo treinador é de uma exigência extrema. Daí eu valorizar vários aspectos positivos que ele já revelou.
De Carlos N.T. a 05.01.2025 às 23:20
Bem..

Eu não quero zangar-me com nenhum dos dois mas, desculpem-me eu não poder concordar nadinha com as suas respeitadas opiniões.
O futebol é uma ciência tão oculta como qualquer outra. Por alguma razão têm que fazer cursos de futebol que tomam mais tempo que qualquer curso universitário comúm, corrente e famosamente conhecido.
Cada coisa no seu lugar...
Para um atleta de alto rendimento esteja e consiga ter a sua melhor versão, são necessários fisio-terapeutas, psicologos, doutores, preparadores-fisicos, video-analistasetc,.. e o seu chefe, o chamado treinador, o qual deve ter conhecimento mínimo geral de tudo o anterior, para além de ter de ser pai e amigo dos atletas e ser empático com dirigentes, adeptos e jornalistas.
Leão do Norte,
Para os treinadores que lhe disseram que o sistema de 3 centrais é o mais difícil de treinar, mostram que realmente que eles mesmo não sabem como o fazer.
Tudo na vida é fácil, desde que se tenha o conhecimento adequado. É como a pergunta do milhão, se eu a souber è fácil, senão...é a pergunta do milhão.
Luis Carvalho,
Desculpe a ousadia, pois eu sei que não è muito receptivo a comentários contrários.. mas a saída de bola a três ou a dois não há diferença nenhuma.. as movitações impostas no treino definem
Ex: se o Diomande e St.Juste abrirem o Hjulmand pode baixar e dá saída a três.
Tudo depende do que quer o treinador depois de análises exaustivas(toma mesmo muito tempo, não é só palavra bonita) de comportamentos e caraterística de cada jogador
Abraço!.
(Desculpem o longo texto.
È futebol)

Luís Carvalho,
Não me inibo de concretizar alguns jogadores que são mais limitados que o pensado ou percepcionado.
Como escrevi em anterior comentário, a jogar numa dupla central, St Juste revela várias limitações e Matheus Reis, com a colaboração do central do lado esquerdo, disfarçava a falta de velocidade para fazer a cobertura defensiva da lateral esquerda. Sendo ainda muito jovens e com potencial para evolução, Diomande e Debast têm limitações, antes muito menos perceptíveis, na leitura posicional defensiva e o primeiro na construção ofensiva. Esperemos que sejam corrigíveis. Em relação a Geny e Quenda parece mais uma questão de adaptação posicional.
Com vários jogadores escolhidos a dedo para um determinado sistema, acredito que esse facto exponenciava a nossa percepção da sua qualidade.
Neste momento não consigo definir se Rui Borges tem, ou não, mentalidade de treinador de equipa grande. E tudo muito precoce e, para além de estar a viver uma realidade incomparável com tudo o que desenvolveu, o contexto deste Sporting é muito condicionante. E se em Guimarães não foi reactivo o suficiente, no jogo com o Benfica, na segunda parte, mostrou audácia para segurar o resultado.