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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo da 19.ª jornada da I Liga, frente ao Olhanense, e ainda na "ressaca" do desaire exibicional da equipa leonina na Luz, Leonardo Jardim teceu algumas considerações relevantes para a recuperação imediata da equipa.
Começou por considerar que a mensagem do presidente no Facebook não foi uma reprimenda, mas sim uma expressão de insatisfação pelo ocorrido. Decerto que terá sido confrontado por um jornalista com esta questão, mas deveria ser desnecessário o treinador vir a explicar e/ou a justificar os actos do presidente. Com isto em mente, a sua análise da contenda é perfeitamente compreensível, visando união interna, sobretudo, quero crer.
Não hesita em sublinhar que a exibição no "derby" foi um dos piores jogos da época para os seus jogadores, que eles reconhecem isso sem a necessidade de alguém lhes dar uma qualquer reprimenda nesse sentido. Acredita, contudo, que os seus pupilos vão dar uma boa resposta já no próximo jogo frente ao Olhanense. Nada a apontar sobre estas considerações, em contrário, até porque a confiança tem que começar com ele e daí ser transmitida aos atletas.
Questionado sobre a opção por Heldon no jogo da Luz, o técnico explicou que as suas decisões são baseadas no rendimento dos jogadores e não no seu tempo de casa. Aponta, com toda a lógica, que a competitividade interna é importante para os jogadores se valorizarem e quanto maior competitividade, mais intensidade e qualidade. Relativamente à sua utilização de jogadores, como qualquer outro treinador em qualquer outra equipa, sujeita-se à opinião crítica vinda da bancada do adepto que, quer se queira quer não, não deve ser equacionada na sua tomada de decisões. É perfeitamente natural que os outros extremos tenham sentido a opção pelo recém-chegado jogador em seu detrimento, mas isto são questões com que treinadores lidam todos os dias e, consequentemente, a responsabilidade é toda de Leonardo Jardim. Dito isto, também não é segredo algum que todos os treinadores desportivos têm as suas tendências pessoais, e um qualquer jogador que não merece a confiança de A, B ou C, é um fora-de-série para outro. Exemplos desta natureza são inúmeros no futebol e ainda ontem me lembrei disto quando verifiquei quem marcou mais dois golos pelo Tottenham. Confesso, no entanto, que gostaria de ter ouvido uma explicação mais detalhada sobre o "desaparecimento" de André Carrillo, o extremo mais criativo da equipa e, potencialmente, o mais brilhante.
Pelas palavras de Leonardo Jardim, parece que Jefferson não foi tão enorme "bluff" como se entendeu originalmente. Estava apto para jogar na Luz, caso o treinador assim entendesse, e faz parte das contas para o jogo com o Olhanense. O técnico considera que o lateral esquerdino e William Carvalho são "peças" centrais na equipa, porque além de defenderem, fazem parte essencial da construção do jogo ofensivo.
Foi também explicado que o objectivo em colocar dois avançados em campo - com Montero a jogar nas costas de Slimani - é de ter mais jogo aéreo e maior presença dentro da área. Quando só joga um, o Sporting conduzirá mais o seu jogo pelos corredores, como tem feito toda a época. O que também é perfeitamente compreensível, mas... falta o tal "10" que tanto nos tem preocupado.
Não garante que entrem dois avançados logo de início no embate de sábado, mas a sua estratégia passa por exigir mais intensidade logo no início do jogo e chegar à frente com mais qualidade para viabilizar a finalização. Tudo lógico, decerto, veremos então a execução por parte dos jogadores.
Em geral, uma conferência bem conseguida pelo técnico do Sporting, como aliás têm sido praticamente todas durante a época. Não verifiquei qualquer comentário sobre a evolução de adaptação de Shikabala, jogador que pessoalmente desejo ver em campo o mais breve possível, por mais que não seja para se poder determinar se ele terá de facto os atributos necessários para fazer a diferença nesta equipa do Sporting.
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