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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Segredo da 13.ª vitória consecutiva não está apenas nos golos marcados, muitos deles tardios. Está também na aposta na consolidação defensiva que Rui Borges tem trabalhado e vai continuar a reforçar. 13.ª 'clean sheet' da época, 8.ª em casa só na Liga, tendo ultrapassado já as seis da temporada passada.
O 1-0 ao Famalicão na partida da 22.ª jornada, no domingo, assinalou a 13.º vitória consecutiva do Sporting em Alvalade. Um desempenho que começou a 22 de outubro com o 2-1 ao Marselha na UEFA Champions League e que pelo meio teve jogos também da Taça de Portugal, da Taça da Liga e, claro está, do campeonato. Alvalade transformado numa fortaleza de vitória esta temporada e não apenas pelos 55 golos marcados, também pelo trabalho defensivo que Rui Borges tem implementado e quer ver reforçado.
Esta época em casa, o Sporting já teve 18 jogos. Ganhou 16, empatou um (1-1 com o SC Braga na jornada 8, último resultado negativo dos leões em casa que remonta a 5 de outubro de 2025) e perdeu outro — 1-2 com o FC Porto na 4.ª jornada, no dia 30 de agosto. São 55 golos marcados (média de 3,06 por jogo) e dez sofridos (0,56 de média). Mas nos últimos quase quatro meses ganhou tudo, inclusivamente ao campeão europeu Paris Saint-Germain.
Há 52 anos que um treinador do Sporting não vencia 13 jogos seguidos em casa, fê-lo agora Rui Borges, tinha-o feito Mário Lino em 1973/1974 (conseguiu série de 16) e Joseph Szabo em 1953/1954 a caminho duma série de 15. O atual treinador persegue-os…
Muito se falou da capacidade goleadora dos verdes e brancos, agora na de marcarem nas fases finais das partidas — esta época são já 16 golos marcados no último quatro de hora (75’-90’+) — mas o técnico tem primado também por um trabalho defensivo que implementa nos treinos, dotando a equipa de ferramentas para contrariar o poderio ofensivo das equipas adversárias.
São então já 13 jogos dos leões esta época sem sofrer golos, dez em casa, sendo que oito no campeonato — o 3-0 ao Marinhense na Taça de Portugal e o 3-0 ao Club Brugge na Champions são as clean sheet fora da Liga; o 2-0 ao Casa Pia, o 1-0 ao Estoril e o 3-0 ao Tondela são as fichas limpas fora de portas. Na época passada foram seis.
Em casa, para o campeonato, são apenas então quatro golos sofridos pelos leões — FC Porto (2), SC Braga (1) e Nacional (1) —, média de 0.36 por jogo, registo que apenas é batido pelos números de 2017/2018, quatro golos sofridos no final das contas.
Alargando o desempenho defensivo na Liga também aos jogos fora, o total de golos sofridos pelos leões é de 12, quando na temporada transata à 22.ª jornada era de 18. É preciso recuar a 2020/2021 para se encontra um Sporting com menos golos sofridos por esta altura do campeonato: 11.
Rui Borges gosta destes números mas quer mais, quer consolidar ainda mais a defesa para o que resta de temporada e o que resta é a parte mais decisiva…
Arma leonina para este desempenho defensivo são também as recuperações no meio-campo adversário, verdes e brancos são a 3.º melhor equipa a fazê-lo nesta Liga. Quando esta linha de pressão é batida, a equipa procura organizar-se, fechando os caminhos à baliza de Rui Silva e tem sido isso um dos trabalhos em que Rui Borges tem insistido com os jogadores, com o intuito de manter a baliza a salvo.
A solidez defensiva do Sporting, segundo defesa menos batida do campeonato com 12 golos, superada apenas pela do líder FC Porto, que só sofreu sete golos, tem nos centrais Diomande e Gonçalo Inácio esteios, na baliza Rui Silva. Eduardo Quaresma junta-se na equipa de centrais de que também faz parte Zeno Debast. O internacional belga, porém, tem estado afastado por lesão e ainda não deve voltar para o jogo de sábado, deslocação ao terreno do Moreirense na jornada 23.
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