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Análise individual ao Sporting

Rui Gomes, em 20.02.15

 

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Marco Silva - Estudou bem o adversário e montou a estratégia lógica e necessária para o Sporting poder discutir o jogo. Lançou o melhor onze possível, salvo discussão sobre a sua insistência em Montero. Não passa de uma ilusão pensar que o Sporting poderia ter ido para a Alemanha enfrentar o 2.º classificado da "Bundesliga", com mais dois ou três "miúdos" integrados na equipa, nomeadamente no onze inicial. Terá pecado por não recorrer ao banco mais cedo, face à disponibilidade de Carlos Mané e Tanaka. No outro lado da moeda, não beneficiou da tão preciosa estrelinha e, também, de uma arbitragem imparcial. A realidade é que a equipa correspondeu ao que o treinador lhe exigiu, fez 45 minutos de grande nível e poderia ter chegado ao intervalo a vencer por 2-0: a falta de eficácia de Carrillo e a grande penalidade não assinalada. Neste mesmo periodo o Wolfsburg, não obstante a ameaça do seu jogo de transição, criou apenas dois lances perigosos: o remate de Schurrle que exigiu uma boa intervenção de Rui Patrício e uma outra jogada na área em que Paulo Oliveira surgiu a fazer o corte crucial.

 

Rui Patrício - Excelente exibição, a mostrar que não se deixou afectar pelo desaire no Restelo. Pouco mais poderia ter feito nos golos sofridos mas registou diversas intervenções decisivas que permitiu ao Sporting alimentar a esperança de um bom resultado em solo germânico. Pode não ser um fora-de-série, mas é indiscutivelmente um excelente guarda-redes, o melhor português da actualidade e, acima de tudo, é nosso, formado na nossa casa.

 

Cédric Soares - Um dos melhores jogos da época do lateral direito. Só tem 1,72 metros, mas foi dos maiores "leões" em campo. Não cometeu lapsos defensivos, sempre muito envolvido nas manobras ofensivas e efectuou um cruzamento milimétrico para João Mário, à boca da baliza, que salvo a incompetência do médio, teria dado o tão precioso golo fora ao Sporting.

 

Paulo Oliveira - Sentiu algumas dificuldades com os atacantes alemães e esteve nos dois golos sofridos, embora sem culpas exclusivas. Fez o acima referido soberbo corte a cruzamento de Jung (19'). Apesar do resultado e dos golos, seria injusto apontar-lhe uma exibição negativa.

 

Tobias Figueiredo - Esteve melhor que o seu companheiro da defesa, embora também com responsabilidades inerentes a lapsos no eixo. Saiu bem a jogar e exibiu uma eficácia razoável nos passes. Continua a ser um trabalho em progresso e com muita promessa.

 

Jefferson - Foi o elemento mais fraco da defesa e pouco contribuiu no ataque. Sentiu muitas dificuldades para travar os alas do Wolfsburg, nomeadamente Vieirinha, e errou muito nos passes. Um dos piores elementos em campo.

 

Oriol Rosell - Sem deslumbrar, integrou-se bem na equipa e cumpriu com o que lhe foi exigido por Marco Silva. Muito discilinado tacticamente e eficaz na recuperação de bolas. Falta-lhe confiança para elevar o seu jogo a uma outra dimensão.

 

Adrien Silva - Como o resto da equipa, muito melhor nos primeiros 45 minutos. Foi baixando de rendimento e acabou por pecar tanto no controlo da bola como nos passes errados.

 

João Mário - Fez uma boa exibição, embora demonstre falta de serenidade no último terço do terreno. Aquele desperdício a cruzamento de Cédric, à boca da baliza, é inadmissível a este nível.

 

André Carrillo - Fez o possível para desequilibrar enquanto teve pernas, mas não conseguiu o nível de performance que já se viu dele esta época. Não obstante o grau de dificuldade, poderia ter feito melhor no lance da primeira parte em que foi isolado pelo passe de Nani.

 

Nani - Ainda não mostrou o seu melhor jogo desde que regressou de lesão. O Sporting necessitava do Nani, neste jogo, ao nível do que se verificou na Champions. Bons pormenores, a espaços, a condizer com o seu enorme talento, mas, em geral, uma exibição muito aquém do que se esperava e desejava.

 

Fredy Montero - O mesmo jogador "desaparecido" que, infelizmente, se tem visto em diversos outros jogos. Foi um elemento inconsequente em Wolfsburg, quase deixando a ideia de que o Sporting estava a jogar com dez. Marco Silva tem de ter o discernimento de o sentar no banco e permitir a Tanaka o seu primeiro jogo como titular (salvo na Taça da Liga) já frente ao Gil Vicente e com o segundo jogo com os alemães em mente.

 

Carlos Mané, André Martins e Tanaka - Esforçaram-se, touxeram mais alguma dinâmica ao jogo, mais não tiveram tempo de jogo suficiente para fazerem a diferença e, também, porque de nenhum deles surgiu um qualquer lance de inspiração ao fechar do pano.

 

publicado às 14:59

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17 comentários

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De Rui Gomes a 20.02.2015 às 21:33

Pedro, bem sabemos que esta equipa do Sporting tem limitações naturais, daí que seja necessário uma exibição sólida de todos os elementos para poder ultrapassar este calibre de adversários.

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