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Aliviado com os 3 pontos de ontem e dado que a grande maioria dos meus amigos e até dos nossos leitores começa a dar-me razão naquilo que tenho escrito aqui há muito tempo quanto ao perfil do Bruno Carvalho, queria ajudar a esclarecer as pessoas do que, em minha perspectiva se passa em Alvalade na relação entre Marco Silva e Carvalho, contando a história da forma o mais aproximada possível à realidade (por mais conhecimento que tenha nem eu nem ninguém excepto os próprios terão os dados todos).

 

Bruno Carvalho aceitou com alguma dificuldade a forma como Leonardo Jardim o impediu de interferir com o seu trabalho, mas os bons resultados impediram que a “corda” partisse, excepto no fim da época quando o treinador já farto de aturar certas coisas do Presidente, se pôs à procura de novo clube e saiu, com muita pena da maioria dos sportinguistas.

 

Já com mais experiência no cargo e confiante com os resultados da época passada, Bruno Carvalho optou por contratar um treinador ainda mais “verdinho” que Leonardo Jardim e como tal, mais moldável, acreditando que agora sim poderia ver as suas ideias mais aceites e integradas. Começou logo por contratar mais uma carrada de jogadores de qualidade duvidosa sem “passar cavaco” ao treinador. O mal-estar começou a instalar-se com o facto de Macro Silva não apostar tanto nesses jogadores (em particular Ryan Gauld) nos jogos da pré-época e deu-se início a uma guerra fria, com alguns focos de tensão como nos casos Dier, Slimani e Rojo, nos quais Marco Silva não ajudou muito a posição do Presidente, com declarações a destacar a importância destes jogadores.

 

Depois, com a chegada apoteótica de Nani, Bruno Carvalho ficou ainda mais “inchado” e começa a tomar atitudes extemporâneas e de acordo com o seu perfil lampiónico, nomeadamente tendo feito quase um ultimato a Marco Silva na sequência do empate fora com o Maribor. A isto o treinador respondeu com frieza e declarações publicas que caíram muito mal junto de Bruno Carvalho. Este, à 1ª hipótese arrasou a equipa e desrespeitou o treinador depois do jogo de Guimarães com o tal post no facebook que marcou um corte de relações pessoais, mantendo-se a partir daí apenas o mínimo institucional.

 

Os empates caseiros e saída da Liga dos Campeões não terão ajudado a situação de Marco Silva e foi depois do jogo com o Moreirense que Bruno Carvalho decidiu que os dias daquele no Sporting (pelo menos esta sua 1ª passagem pelo nosso clube) ficaram marcados. No entanto e sabendo que esta é uma decisão muito arriscada, tendo em vista o seu grande objectivo e quase obcessão de ser reeleito, resolveu tirar da cartola a AG que não “lembra ao Diabo” excepto aos fiéis como o pai do seu psicólogo.

 

Marco Silva está agora num impasse, se por um lado a sua dignidade como pessoa e profissional diz-lhe e diz-nos que só lhe resta pedir já a demissão (aquela referência no comunicado ao Nani e João Mário e o que teria sido a época passada com eles é verdadeiramente assassina), por outro a sua relação com os jogadores e até adeptos e o seu futuro como treinador (a sair agora não seria com os resultados que acredita ainda poderemos ambicionar, apesar das limitações do plantel) pedem-lhe para ficar.

 

O resultado de ontem da Madeira ajudou todos a respirar fundo e a não haver decisões no imediato, mas não acredito que Marco aceite mais uma situação como esta, sob o risco de ser visto, até internamente como um treinador sem pulso.

 

Infelizmente quem tudo fazia para desestabilizar o Sporting quando estava fora do clube é quem continua a desestabilizá-lo dentro e ou há alguém com personalidade dentro da estrutura (coisa que não vejo) que lhe saiba fazer frente ou a coisa acaba muito mal para o nosso clube, cujos adeptos que têm tido um comportamento exemplar não mereciam isto que está a acontecer.

 

Um Óptimo Natal e Ano Novo com muitas vitórias leoninas (de preferência a ver-se mais verde e branco e menos amarelo).

 

P.S. Queria ter posto uma imagem de um abraço entre o Carvalho e o Marco Silva mas não encontrei nenhuma e arranjei esta que até vem de encontro ao espírito natalício.

 

publicado às 12:42

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64 comentários

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De JRamos a 23.12.2014 às 00:19

Mesmo assim, você acha que se o Sporting for manifestamente prejudicado e se recusar a assinar e cumprir a parte que lhe cabe que expulsam o Sporting da Liga? É só não esquecer o que é o Sporting. Em número de adeptos e simpatizantes em Portugal fica apenas atrás do carnide. E isto é força.
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De L a 23.12.2014 às 09:28

Só tentei explicar a definição de direitos centralizados, a partir da qual ninguém negoceia nada sozinho. A força do Sporting? Com o discurso à lampião de mais de 3 milhões de adeptos e 120 mil sócios? Há outras ponderações. Não adianta nada andar a pregar para os peixes sozinho enquanto o futuro se decide por maioria de clubes na Liga. E passando todos a receber mais o Sporting ficou completamente isolado. Ou também acha que a conversa das nádegas era um convite ao diálogo em sede própria? Se depois o Sporting recusar os direitos do Sporting problema do Sporting. Pode sempre impugnar uma decisão por maioria democrática, o que também resume bem a actuação do Bruno até aqui. Daí também a analogia com os orçamentos do Figueiredo na Liga com os desfechos dos processos judiciais à conveniência.

Para compreender a actual posição do Sporting era preciso ter guelras mas não consta que a AG se vá realizar debaixo de água.

Expulsam o Sporting para quê? A solução do Bruno para o futebol português é que passava por uma Liga sem nádegas não era? Com o famoso saco de propostas e a famosa sobranceria do Bruno para o futebol português? Mas o que é que alguém acabadinho de cair de páraquedas no futebol - em 2011 com 50 Milhões de aldrabices e em 2013 mais modesto, só com 20 Milhões - vinha ensinar a quem anda no futebol há 10, 20 ou 30 anos? Eu também concordo que ele para além de bazófias é sobretudo anormal mas noutro sentido.
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De L a 23.12.2014 às 09:51

Só para terminar o standart mais lógico e mais justo das várias ponderações dos direitos televisivos e publicidade centralizados na Europa. Por norma 40% ou 50% divide-se igualmente por todos, o que faz subir muito a dotação e a competitividade dos mais pequenos. E depois entram várias ponderações com 5%, 10% ou 15%, como as últimas classificações, a importância para a comunidade onde o clube está sediado, numero de adeptos, número de vezes que os jogos passam na televisão, etc. Por norma também nenhum clube se auto-exclui de discutir o seu próprio futuro!

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