De Joaninha avoa avoa a 26.03.2025 às 12:50
O que eu nunca vi foi a Patão increpar com agressividade uma jogadora adversária, como sistematicamente o Siqueira o faz com jogadoras das equipas que defrontam o Sporting..
Não sabe mais, não vale nada como treinador e depois vira-se com agressividade para as jogadoras adversárias.
A cara só vê o que as lentes encarnadas permitem ver!
Por mero acaso, eu não sou grande fã de Micael Sequeira, mas isso não anula o facto que a Patão é uma treinadora muito fraca, mas que vai continuar a ter sucesso enquanto o Benfica insistir em despender muitos milhões para lhe dar boas equipas.
De Joaninha avoa avoa a 26.03.2025 às 17:20
Antes fosse assim muitos milhões no futebol feminino, era sinal de grande evolução no futebol feminino, mas infelizmente não é. Por comparabilidade com o futebol masculino, são míseros tostões por dezenas e centenas de milhões.
O Benfica vendeu uma jogadora primordial para o Arsenal, a Lacasse por, nem sei bem, parece-me por perto de 200.000 euros, Depois vendeu a Kika, uma jogadora referenciada por menos de meio milhão.
Agora vai a Alidou para a América, se calhar ainda por menos.
Com o Sporting passa-se mais ou menos a mesma coisa. Venderam a Olívia Smith que fazia toda a diferença por uma miséria e compraram por outra miséria a Telma, que é uma jogadora de muita categoria, mas não faz a diferença que a Olívia fazia.
Posso estar enganada mas julgo que com a Olívia o Sporting perdia e ganhava ao Benfica. Desde que a Olívia se foi embora, nunca mais ganharam um jogo ao rival.
Os valores dos passes no futebol feminino não são comparáveis com os do masculino.
A Olivia Smith foi vendida ao Liverpool por cerca de 250 mil euros, um recorde para o clube inglês.
O que acontece no futebol feminino é que os clubes portugueses não podem oferecer os salários que estes outros clubes oferecem, além de estarem em ligas consideradas superiores.
O Benfica investe uns bons milhões na equipa feminina. Se fizer pesquisa, saberá quanto, exactamente. 2/3 vezes superior ao orçamento do Sporting.
Transcrevi isto do Relatório e Contas do Benfica...
"O “valor global da transferência definitiva do direito de exploração da actividade do futebol feminino para a Benfica SAD ascendeu a um montante de 5,8 milhões de euros”.
Por aqui, pode fazer uma ideia. Antes de se comentar certas questões, é imprescendível ter conhecimento dos factos.
O orçamento do Benfica não me incomoda minimamente, outras questões preocupam muito mais.
A leitora deve ter em conta que neste blogue não aceitamos bocas avulsas. Indiferente da razão, procuramos sempre debates construtivos.
A Carole Costa não foi meramente "negligente", nem sequer tentou ir à bola, optando por is às pernas da Telma Encarnação. Num lance praticamente idêntico, o Maxi Araújo, contra o Famalicão, foi expulso, e bem expulso, e ainda apanhou um jogo de castigo. No sábado, não vai poder alinhar contra o Estrela da Amadora.
Enfim, não tenho mais nada a dizer sobre este tema. Passe bem.
De Joaninha avoa avoa a 26.03.2025 às 18:53
Por acaso não sabia isso, mas também não vou pesquisar uma coisa que não me interessa. Acredito no que o senhor diz, não tenho motivos para não acreditar, muito mais que sendo autor de um blog muito conhecido e lido não podia arriscar a sua credibilidade a pôr-se a inventar.
Mas se é por um investimento superior ao Sporting que o Benfica obtém resultados que fogem ao Sporting a culpa não é do Benfica, acho eu. Só teria validade se houvesse um tecto estabelecido para o orçamento do futebol feminino, por clube.
Muito obrigada por me ter respondido, sem agressividade nem deselegância.
Continuação de um excelente fim-de-dia.
De Luis Carvalho a 26.03.2025 às 15:27
Voa para bem longe, vai, a idiotice, a estupidez, aqui não são bem-vindas, há outros lugares para gentinha como você, desaparece, some-te!
De Joaninha avoa avoa a 26.03.2025 às 17:31
Em cima perguntei-lhe educadamente q se a minha presença no seu blog o incomoda, que me dissesse que eu ia-me embora.
Aqui apoiando e rindo-se com o malcriado Luís de Carvalho, deu-me a resposta.
Fiquem bem, claro que não voltarei a comentar, mas virei muito em breve, talvez dentro de uma semana, divertir-me com o que vocês têm a dizer sobre o Benfica Penta campeão de futebol feminino.
Tenham pois, vocês todos, uma longa e muito divertida vida.
Mas que de tão extraordinário vai ter? Por acaso até valorizo muito mais fazer muito com menos investimento, isso sim é extraordinário e deve ser sempre assinalado como é o exemplo da equipa principal masculina, dá-nos muito mais gozo derrubar milionários que têm sempre o rei na barriga.
Quanto à competição feminina a vossa equipa tem toda a obrigação de agarrarem os títulos que são mais comprados que disputados.
A realidade dos clubes em Portugal não se enquadra com os balurdios que o Benfica gasta e tem gasto ultimamente, este ano ainda mais por ser um ano de eleições e com tantos candidatos a perfilarem-se o Rui Costa vai com tudo e depois seja como os santinhos quiserem, ou melhor o último que feche a porta, ou vai ou...racha.
De Joaninha avoa avoa a 26.03.2025 às 22:36
Senhor Julius Coelho, boa-noite.
Li com muita atenção o que o senhor disse sobre os balúrdios que o Benfica gasta com o futebol feminino, que, diz o senhor, são incomportáveis para a realidade do futebol feminino português.
Pois, senhor Julius Coelho, se são valores incomportáveis para o futebol feminino, os clubes que mudem o paradigma e criem orçamentos dignos para elevarem o futebol feminino português aonde merece estar. Boas contratações e vencimentos compatíveis que incentivem jogadoras de valor a quererem vir jogar para o nosso país. Boas contratações geram boas vendas também.
Disputarem os seus jogos nos seus estádios, que tragam público e consequentes receitas, e não jogarem num qualquer pedaço de terreno com relva plantada às três tabelas.
Isto se realmente quem manda e pode quer ter um futebol feminino de elevação, que é o que a Espanha, França, Bélgica e Inglaterra fizeram, com os efeitos que se veem, porque boas jogadoras Portugal tem em nada inferiores a essas estrangeiras. Só não têm são as mesmas condições favoráveis que elas têm.
Cumprimentos e resto de uma boa-noite.
Joaninha
Não podemos exigir Roma e Pavia feitas num dia, é um processo que tem evoluído de ano para ano, ainda há meia dúzia de anos o nosso futebol nacional feminino era da 3ª divisão europeia e hoje já se batem com com as melhores da Europa com resultado mais imprevisível, a evolução é clara, todavia avança ainda com margens duvidosas ou mesmo desconhecidas nas capacidades financeiras dos clubes portugueses. Ainda procuram saber até onde podem investir, sem descapitalizar na mola real, que é o futebol profissional masculino.
O Sporting foi quem deu o tiro de partida num maior investimento mais a sério, mas depois estagnou, entrou num marcar passo, gerindo com precaução os investimentos que faz, tenta primeiro perceber até onde pode chegar sem ter que depender como clube de alta competição, exclusivamente da venda de jogadores da equipa principal masculina, no geral, é verdade que gasta menos de metade que o Benfica, mas com uma maior proporcionalidade que o rival nas receitas, procura o seu melhor equilíbrio na realidade que é o futebol português. Em contrapartida o Benfica vive uma época de vacas gordas, muito extraordinária, no que respeita aos seus investimentos, seja nas equipas profissionais como nas amadoras, na verdade nunca gastou tanto e facilmente podemos perceber o motivo. É ano de eleições e o Rui Costa ficou a depender principalmente do sucesso da conquista do título da sua equipa profissional masculina de futebol, se não o conseguir provavelmente não será reeleito, isso explica "os balúrdios" que decidiu gastar, um risco que decidiu correr.
No futebol feminino encontraremos o nosso verdadeiro lugar dentro da realidade nacional que acredito estará num meio termo, o Benfica terá no futuro que gastar menos do que gastou esta época e o Sporting poderá gastar um pouco mais do que gasta atualmente, haverá na minha opinião essa aproximação, mas sempre haverá alguma distância assinalável.
Se no masculino existem enormes diferenças de orçamentos, diria que inalcançáveis para os clubes portugueses no futebol profissional masculino na comparação com os colossos europeus, não será seguramente no futebol feminino que irão conseguir equilibrar a competividade, são diferenças brutais de orçamentos, depois teremos sempre que contabilizar o numero de assistências no campeonato feminino que irão melhorar, é seguro, porque vem aí também a equipa do FC Porto. Irá demorar o interesse dos players que transmitem os jogos, essas receitas agora são irrisórias, o que torna ainda mais difícil manter ou contratar as melhores jogadoras.
Saudações desportivas.
Não vá por aí porque o treinador atual do Sporting não goza da simpatia da maioria dos adeptos do clube, não me parece é correto entrar em termos de comparações desse tipo, o orçamento do Benfica é mais do dobro do orçamento do Sporting e o quadruplo das restantes equipas no futebol feminino nacional e já escrevi aqui antes, que dessa forma deixa ter competividade mas sim a compra de campeonatos.
Torna-se fácil para a Patão, nem necessita perceber muito de bola, basta escolher 11 jogadoras, apontá-las de olhos fechados e pedir-lhes que subam ao relvado. Quando se ganha é tudo um mar de rosas, os outros é que dão sempre os maus exemplos, o filme do costume, sempre repetido.