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As Notas de Julius 2021/22 (15)

Julius Coelho, em 27.10.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Famalicão da 2.ª jornada do Grupo B da 3.ª fase da Allianz Cup (Taça da Liga) que resultou numa vitória leonina por 2-1. Golos de Manuel Ugarte (8') e Nuno Santos (61').

Uma equipa nova do Sporting, com 6 alterações no onze inicial, garantiu uma vitória justíssima contra a besta negra do Famalicão; foi a noite para Rúben Amorim matar finalmente o borrego. Um golo madrugador de Manuel Ugarte tranquilizou a equipa que controlou sempre o jogo até aos 90 minutos em que o Famalicão criou a sua única oportunidade e que resultou no seu golo, momento que provocou alguma agitação nos jogadores do Sporting nos derradeiros minutos da partida.

Screenshot (389).png

DESTAQUE - MANUEL UGARTE -  4 - A importância do seu golo logos nos minutos iniciais permitiu que a equipa se tranquilizasse e fizesse o seu jogo com maior confiança. Nota-se-lhe a natural falta de ritmo para poder ser mais intenso, mas foi regular e manteve o equilíbrio do meio meio campo na ligação entre as linhas da defesa e ataque da equipa. Matou sempre pela raiz as iniciativas mais atrevidas do adversário.

JOÃO VIRGINIA - 3.5 - Não merecia aquela traição no final, a única vez que foi chamado a intervir com grau de dificuldade maior sofre um golo de todo injusto, consegue chegar a tempo mas não pôde evitar o ressalto. Foi principalmente um assistente durante todo o jogo.

RICARDO ESGAIO - 3.5 - Teve direito a um chocolate do treinador, jogou a titular na sua posição de origem e fê-lo como peixe na água; na segunda parte matou saudades dos seus tempos em Braga subindo pelo seu corredor e a aparecer solto à direita por várias vezes encostado à linha. Foi sua a iniciativa do lance que resultou no segundo golo marcado pelo Nuno Santos.

LUÍS NETO (CAP) - 3 - Estava a fazer um bom jogo mas aquele lance aos 90' fê-lo borrar a pintura; reagiu bem para dar auxílio quando o Pablo fugiu ao Gonçalo Inácio e se isolou e depois ficou a olhar parado para o lance enquanto o Heriberto vindo de trás o ultrapassou nas suas costas e fez um golo fácil.

GONÇALO INÁCIO - 3 - Mais uma boa lição que aprendeu na noite de ontem. Até ao apito final do árbitro tem que manter sempre os níveis de concentração em alta, para mais quando faz a posição de central no eixo da defesa. Foi comido de forma infantil deixando escapar ao seu lado o Pablo, um deslize que foi fatal. Se já está atrás do avançado não pode recuar ainda mais para a tentativa de o colocar em fora de jogo, essa má decisão isolou o avançado do Famalicão e perdeu a chance de o poder alcançar.

ZOUHAIR FEDDAL - 3.5 - Foi o melhor dos três centrais e já se notou algum retorno do Feddal que conhecemos na época passada; mais rápido na chegada e sobre a bola, muito mais seguro no passe e deu nas vistas naquele sprint fantástico em que consegue recuperar a distância que o Pablo deu para o Gonçalo Inácio, pena o ressalto da bola ter ido parar precisamente aos pés do Heri que só precisou de encostar para o golo.

RÚBEN VINAGRE - 3 - Tem que se acalmar e usar mais a cabeça, quer mostrar serviço em todos os lances em que participa e com isso fica demasiado tempo grudado na bola quando a devia largar mais vezes e com mais critério. Mostra uma vontade enorme de se afirmar, mas ontem não o fez da melhor forma.

MATHEUS NUNES - 4 - Exibição intermitente, viu-se muito mais na segunda parte, mas a espaços, com as suas usuais arrancadas, aproveitando ter mais terreno livre à sua frente, principalmente a partir das substituições com a entrada dos consagrados Pote, Palhinha e Paulinho, ligou-se melhor ao jogo. Teve participação activa no segundo golo da equipa. 

NUNO SANTOS - 3.5 - Primeira parte discreta, só mesmo o cruzamento irrepreensível direitinho para o cabeceamento de Sarabia; tentou sempre entrar nas linhas da defesa do Famalicão mas fê-lo sem grande risco, preferindo o passe seguro para um colega solto mais recuado e com isso manter a posse de bola. Estava no sítio certo para a recarga no remate do Sarabia que o guarda-redes não conseguiu segurar e marcou o segundo golo.

JOVANE CABRAL - 2 - Estará à espera da final Four para voltar a explodir ? É que ontem voltou a não fazer nada que acrescentasse ao jogo da equipa. É nestes jogos e com estas oportunidades que deveria dar tudo para se fazer sentir. Fez um jogo muito discreto com muitos momentos a passar-lhe ao lado e também por isso foi o primeiro a ser substituído.

PABLO SARABIA - 3.5 - Se foi uma experiência jogar na posição (9), não surtiu grande efeito, embora seja verdade que quase nunca foi solicitado para se sacar as provas. O Nuno Santos colocou-lhe a bola redondinha na cabeça e o golo ficou à vista, mais tarde disparou forte para a baliza no lance em que a bola sobrou para o Nuno Santos fazer o 2-0. Saiu insatisfeito porque sabe que pode fazer muito melhor.

PEDRO GONÇALVES - 2.5 - Cavalga para a sua forma, na sua entrada fez quinze minutos de bom nível, muito activo nas movimentações, assumindo bem a bola, mas mesmo assim ainda não foi suficiente para chegar à nota positiva; falhou de novo um golo que parecia fácil.

MATHEUS REIS - 3 - Entrou muito bem no jogo, parece já adaptado e com confiança na marcação e no passe mas ainda se mostra pouco confortável com a bola no pé. Aqueles últimos dois lances do Famalicão que provocaram o desnorte na defesa do Sporting não foram pelo seu lado.

JOÃO PALHINHA - 3 - Também entrou muito bem no jogo e não perdeu nenhum lance que disputou. A equipa só foi traída nos instantes finais da partida, quando o Famalicão em desespero experimentou o jogo directo para as costas da defesa.

PAULINHO - 2.5 - Vinte minutos em campo deram para aparecer por duas vezes solto na esquerda já dentro da área adversária e nas duas ocasiões não tomou a melhor decisão. Na segunda tinha o Pote solto para atirar à baliza e deixou passar o timing.

BRUNO TABATA - 2.5 - Mexeu com o jogo, teve bons lances, faltando só o último passe. Viu-se numa boa iniciativa individual em que por pouco ficava isolado. Mostrou que está totalmente recuperado da lesão.

RÚBEN AMORIM - 5 - Manteve a série de vitórias e num jogo que era uma final para poder levar novamente a equipa a participar na Final Four da Taça da Liga, que tão boas recordações tem para si. Tinha que fazer rotação na equipa e os escolhidos estiveram à altura, o golo cedo também ajudou. Depois matou este borrego e só ao sexto jogo foi de vez com o Famalicão.

IVO VIEIRA - 3 - Quase que lhe saía o jackpot no final num golpe de teatro em que podia ter-lhe caído do céu o empate, o que seria uma enorme injustiça para o Sporting. Desta vez foi dominado de princípio ao fim e salvo os dois lances no final, nem cócegas conseguiram fazer na área dos leões.

MANUEL MOTA (Árbitro) - 2.5 - Quase que provocava uma grande caldeirada e livrou-se de boa, ao ter ajuizado mal um corte com o braço dentro da área do Famalicão e um outro ainda mais flagrante em que um jogador do Sporting se isolava; depois validou o golo do adversário numa jogada em que o início é bem duvidoso no fora de jogo; só faltava mesmo validar aquele outro lance que significaria o golo do empate, em que o auxiliar assinalou, correctamente, o fora de jogo.

(VAR) Esta fase da competição não tem VAR.

publicado às 03:49

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2 comentários

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De LeaoCapel a 27.10.2021 às 15:09

Gostei imenso dos primeiros 15 min de alta intensidade e dominio total com 2as linhas... Ugarte ficou-me na retina, nota-se ainda muita margem de progressão e que claramente pode ser opçao para uma época que se avizinha longa.
Gosto tambem desta mentalidade que Amorim trouxe ao Sporting de vencer em todas as competições, pese embora tenhamos que admitir que a Taça da Liga esta longe de ser uma das prioridades.
De negativo, destaco o relvado. A direcção cortou com a antiga empresa sob o argumento dos custos, mas este relvado veio provar que o que é barato sai caro, com tendencia para se agravar à medida que os jogos se vão avolumando.
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De Julius Coelho a 27.10.2021 às 23:59

De facto o relvado está a preocupar-nos a todos, ao fim de 30 minutos dos jogos começa a notar-se sulcos com relva levantada. Uma lástima porque necessitamos de um excelente tapete na nossa própria casa.

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