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As Notas de Julius 2021/22 (20)

Julius Coelho, em 25.11.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Borussia Dortmund em Alvalade da 5.ª jornada da fase de grupos da Champions League, que resultou numa vitória por 3-1. Golos de Pedro Gonçalves (30 e 39') e Pedro Porro 81'.

A grande noite em que mais de quarenta mil adeptos assistiram ao afundanço do porta aviões alemão de Dortmund com 3 tiros certeiros. A regra da história foi contrariada, no final ganhou....o Sporting e não os alemães, numa vitória histórica, na raça, no querer, no acreditar. O leão rugiu forte em Alvalade e deu o tremendo salto para os oitavos de final da Liga dos Campeões. Jogadores, técnicos e adeptos uniram-se numa só voz, numa só força e tornaram o leão indomável num jogo que será para recordar. Tudo saiu e acabou perfeito.

Screenshot (451).png

DESTAQUE - PEDRO GONÇALVES - 5.5 - O falhanço do penálti roubou-lhe a nota máxima. Aqueles dois tiros quase de rajada no porta aviões alemão indiciaram que a noite seria a do leão, a do campeão. Não começou bem o jogo falhando vários passes e timing de chegada mas quando as oportunidades lhe surgiram não falhou, nasceu para não falhar e aquele segundo tirazo que fez levantar o estádio vai correr mundo. Mais um pote cheio de milhões  com a passagem à fase seguinte.

ANTONIO ADÁN - 5 - Nunca se deixa intimidar seja quem for o adversário. Seguro, ágil, concentrado. É através da enorme maturidade que demonstra que tudo começa na equipa, todos se ajudam, todos acreditam mais ainda que podem ser felizes. O espanhol ganhou com muito mérito o enorme carinho dos adeptos. É um vencedor.

PEDRO PORRO - 5.5 - Mas que grande jogo fez o espanhol... mostrou toda a sua enorme qualidade na maioria dos lances que disputou. Continua a crescer e já é dos melhores laterais que passaram pelo Sporting CP. Sabe gerir bem o que o jogo pede. Muito oportuno para a recarga ao penálti defendido pelo Gregor Kobel ao remate de Pote, fazendo o terceiro golo, que acabou com as esperanças dos alemães. 

GONÇALO INÁCIO - 5 - Aos 40' roubou um golo aos alemães cortando uma bola em cima da linha de golo. Está a tornar-se um grande central e em breve estará na selecção ao lado do Rúben Dias. Rápido, seguro no passe, forte nos cruzamentos, cresceu muito com este jogo.

SEBASTIÁN COATES (CAP) - 5.5 - O golo dos alemães perto do final do jogo roubou-lhe a nota máxima e o destaque do jogo. Não teve culpa mas o cruzamento caiu na sua zona. Fez um jogo irrepreensível; se o argentino Otamendi foi uma águia gigante em Barcelona, o Uruguaio Seba foi o rei leão em Alvalade. Parece que tem todos os colegas à sua volta, ligados a ele por cordas e elásticos tal é a precisão com que os comanda. Secou os alemães que praticamente não tiveram oportunidades para marcar. E ainda teve tempo para aquele genial lançamento que isolou o Pote para o primeiro golo.

ZOUHAIR FEDDAL - 4.5 - Teve que fazer pela vida perante uma linha avançada alemã rápida e deveras perigosa nas triangulações. Esteve sempre à altura do que se esperava e exigia. Não era noite do colega do lado - o Matheus Reis - arriscar demasiado nas saídas, ficaram mais juntos para proteger as suas costas. Viu-se em vários cortes importantes por antecipação, mas teve maiores dificuldades no passe, na entrega.

MATHEUS REIS - 4.5 - Não irá esquecer nunca, quando no momento da sua substituição foi ovacionado de pé pelos adeptos em todo o estádio. A defender esteve sempre muito seguro e competente, rápido a fechar e a dobrar. Percebeu que não era jogo para sair dali, da sua área mais posicional; o adversário mostrou que merecia respeito. Mostrou também algumas dificuldades na entrega da bola e na ligação aos colegas à sua frente.

JOÃO PALHINHA - 4.5 - Jogo de exigência máxima e de enorme desgaste. Sentiu algumas dificuldades no início, quando os alemães impuseram o ritmo e posse de bola. Com os golos tranquilizou-se e passou a ler melhor o jogo do adversário. A partir daí conseguiu interceptar mais vezes a bola entre as linhas do meio campo alemão. Coates pediu-lhe para não se afastar muito da zona central, por onde o Borussia tentava quase sempre entrar.

MATHEUS NUNES - 4.5 - Exibição a espaços; demorou muito a entrar no jogo. Aqueles primeiros trinta minutos que antecederam os golos do Pote foram-lhe muito complicados, perdendo várias vezes a bola. Com os golos também ficou mais tranquilo, mais confiante pôde finalmente mostrar o seu futebol com algumas arrancadas de bom registo com bola que desequilibraram as linhas alemães. Foi subindo de produção e acabou em bom plano.

PABLO SARABIA - 4 - Logo no início da segunda parte podia ter matado o jogo, num lance em que apareceu com o Pote na área do Borussia com espaço; já na cara do guarda-redes falhou o que seria o terceiro golo. A sua qualidade foi importante em vários momentos do jogo segurando a bola, mas só foi feliz no passe no lance do segundo golo. Acabou muito massacrado pelos alemães e saiu exausto aos 68', dando lugar a Nuno Santos.

PAULINHO - 4.5 - Deu tudo o que tinha, muitas vezes sozinho como D. Quixote. Sempre esforçado nas tentativas de impedir a saída de bola dos alemães. Teve qualidade nas recepções, muitas vezes com bolas difíceis, mas só em contra golpe com poucos elementos do Sporting a conseguir colocar em pânico a defesa alemã. Teve o seu momento mais alto no lance da grande penalidade cometida sobre si.

RICARDO ESGAIO - 4 - O jogo pedia a sua entrada, dado que Matheus Reis já dava sinais de fadiga e já não correspondia com a agilidade necessária. A sua entrada foi importante para ajudar a fechar o lado esquerdo. Cumpriu com competência.

NUNO SANTOS - 3.5 - O Pablo Sarabia estava esgotado e o Nuno em pulgas para entrar. Foi o período em que o Sporting decidiu o jogo, veio a expulsão e logo a seguir o penálti. Depois foi hora de gerir o resultado até ao final. O Nuno ajudou e cumpriu batendo-se bem nos despiques.

TIAGO TOMÁS - 3 - Com a vantagem de três golos era tempo de gerir o resultado. O treinador aproveitou para refrescar a equipa, foi a vez de um esgotado Paulinho dar o lugar ao Tiago. Entrou bem, com velocidade desequilibradora. Ganhou duas faltas já no meio campo adversário. Mas a equipa estava mais recuada sem necessidade de arriscar.

FLÁVIO NAZINHO - 2 - Entrou e o Borussia fez logo a seguir o seu golo que provocou ainda alguma preocupação. Não teve lances para se mostrar, era definitivamente hora de defender o resultado e a passagem épica aos oitavos finais da Liga dos campeões. Ficou o registo da sua estreia numa noite que jamais irá esquecer.

MANUEL UGARTE - 2 - Entrou e os alemães aproveitaram algum relaxe da equipa instantes após as substituições para marcar. Ainda teve que se esforçar, cortando algumas bolas que poderiam gerar perigo na defesa da equipa.

RÚBEN AMORIM - 6 - Destaque e nota máxima para o jovem treinador do Sporting CP que mudou tudo em Alvalade. Hoje os adeptos do Sporting já não conseguem imaginar a equipa sem o Rúben Amorim. Numa noite muito especial em tantas coisas, confessou no final que começa a sentir-se contagiado e com isso sportinguista. Protagonizou mais um momento histórico e dos mais altos das últimas décadas ao levar a equipa a apurar-se para os oitavos de final da Champions League, depois de um primeiro jogo, em que levou 5 golos do Ajax. Preparou de forma excelente a equipa para esta final com os alemães. Um único deslize, a enxurrada de substituições na parte final do jogo em que podia ter deitado tudo a perder. A equipa perdeu concentração e relaxou.

MARCO ROSE - 3 - Apesar de se terem que apresentar sem a sua grande estrela Haaland, são sempre uma grande equipa e um poderoso adversário. Tentaram agarrar o jogo logo no início, período em que tiveram muita bola e pressionaram empurrando a equipa do Sporting para trás. Mas não contaram com o Pedro Gonçalves, dois tiros certeiros em dez minutos causou-lhes um grande rombo que acabou por os afundar definitivamente. Foram muito poucas as vezes que incomodaram o Adán.

CARLOS DEL CERRO GRANDE (Árbitro) - 4.5 - Também não teve um bom início de jogo, tomando algumas decisões erradas. Foi-se adaptando ao jogo e aos jogadores e saiu-se melhor com o passar dos minutos. Decisivo na amostragem do cartão vermelho ao Emre Can e na grande penalidade, um lance difícil de análise mas que o VAR não teve dúvidas.

JUAN MARTÍNES MANUERA - 5 - Não interferiu na decisão da expulsão, confirmando-a, e foi corajoso a alertar o árbitro no lance da grande penalidade.

publicado às 03:49

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1 comentário

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De Daniel a 25.11.2021 às 10:14

Análise perfeita.

Sem dúvida uma das melhores exibições que vi o Sporting fazer nas competições europeias. Foi uma exibição madura, extremamente sólida, como se fossemos um daqueles tubarões que marca presença anual na Champions, soubemos jogar com inteligência, mesmo passando por dificuldades, mas lutámos por cada milímetro naquele relvado e no final fomos recompensados por isso.


Mesmos com as ausências, o Dortmund provou que é uma equipa de outro nível, desde o jogo interior fortíssimo, passando pela velocidade de execução e capacidade para decidir em milésimos de segundo, a competitividade da Bundesliga está anos luz à frente da liga portuguesa, onde há quebras constantes no ritmo, onde os jogos são mais pausados seja por falte de "arte" seja por existirem equipas que só defendem, há muito poucos jogos por ano no nosso campeonato que obriguem a grande intensidade durante os 90 minutos.

Obrigado Rúben...Obrigado Capitão...Obrigado Pote e dá o desconto ao Fernando Santos de não ver aquilo que toda vê, o homem anda desorientado!!

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