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As Notas de Julius 2021/22 (22)

Julius Coelho, em 04.12.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Benfica da 13.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 3-1. Golos de Sarabia (8') , Paulinho (62') e Matheus Nunes (68').

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ONZE INDOMÁVEIS PATIFES ARRASARAM E CALARAM A LUZ 

Uma noite de sonho para o Sporting CP, deram uma lição do que é uma grande equipa contra um grupo de jogadores adversários. Grande vitória no palco mais apetecido de todos!... Os jogadores leoninos e o seu magnífico treinador jamais irão esquecer a noite em que despediram os adeptos do Benfica das bancadas e muito provavelmente o mestre da táctica. Domínio absoluto de todos os momentos de jogo de principio ao fim, com uma exibição irrepreensível e portentosa que deixaram orgulhosos e em festa os seus adeptos pelos quatro cantos do planeta. 

DESTAQUE - A EQUIPA DO SPORTING E O SEU TREINADOR - 6 - Uma exibição notável de todos que rebentou a escala, calaram e despediram os adeptos encarnados das bancadas da Luz no muito querer, nas garras afiadas do leão, na disponibilidade física que foi impressionante e na tremenda solidariedade; interpretaram na perfeição a estratégia do jovem treinador do Sporting que comeu de cebolada o mestre da táctica. Foi limpinho.

ANTONIO ADÁN - 6 - Mostrou toda a sua classe e faz tremer os avançados adversários. Está em grande forma o guardião espanhol do Sporting. Quase que consegue chegar à bola cruzada do Pizzi, um golo que não merecia.

PEDRO PORRO - 6 - Coitado do Grimaldo, vai ter pesadelos nas próximas noites, o Pedro meteu-o no bolso.

LUÍS NETO - 6 - Foi a melhor versão do Luís, que foi um autentico patife a varrer tudo à sua frente. 

GONÇALO INÁCIO - 6 - Alôô Fernando Santos já conhece o Gonçalo? Mesmo quando perdeu o colega do lado, o marroquino Feddal por lesão, não tremeu e deixou seguramente o seu capitão Coates muito orgulhoso. 

ZOUHAIR FEDDAL - 6 - Deu tudo o que tinha e que não tinha e foi até rasgar. Enquanto lá esteve, ajudou a manter as vedetas da equipa adversária sempre bem distantes da sua área. 

MATHEUS REIS - 6 - Foi um tremendo leão, incansável, aparecia por todas as partes a cortar e a dobrar. Com a lesão do Feddal ocupou o seu lugar e ficou mais posicional. Mas as suas pilhas nunca se esgotaram. Também está em grande forma.

MANUEL UGARTE - 6 - Sensacional exibição! Tinha uma tarefa de nível altíssimo, cortar os espaços de fuga ao Rafa e... secou-o. Que inveja provocou aos rivais, o Sporting tem dois jogadores fantásticos para aquela posição. Não tremeu um único momento e a equipa cedo percebeu que podia confiar no jovem Uruguaio.

MATHEUS NUNES - 6 - Que patife!!! Mas qual João Mário?... Agora todos ficaram a perceber quem ganhou e bem com a troca, desportiva e financeira. Foi um monstro, um autêntico patife a destruir a equipa do Benfica. O golo? É para ver e rever. 

PEDRO GONÇALVES - 6 - Outro patife à solta, depois do que vimos ontem ninguém iria querer estar na pele do imbecil do seleccionador nacional, que jogazo fez e ainda deu para ser perdulário falhando dois golos cantados.

PABLO SARABIA - 6 - Grande classe de um patife endiabrado, em espanhol diz-se... um ¨sinverguenza". Que golazo aproveitando aquela bola teleguiada do Pote de ouro e quase que marcava um segundo golo.

PAULINHO - 6 - A máquina ou o pior dos patifes, pobrezitos do Otamendi e Vertonghen que só com muita malandrice o paravam. Foi vítima do sistema que queria a vitória do Benfica; aquele golo anulado é golo em toda a parte do Mundo. Mas 50 mil nas bancadas presenciaram bem a sua marca que deixou vincadíssima no golazo que marcou. Esse valeu mesmo.

RICARDO ESGAIO - 6 - A lesão do Feddal obrigou a várias mexidas na defesa, o Ricardo foi para a esquerda e ainda foi a tempo de participar nas patifarias da grande noite na Luz, ajudando a equipa a marcar mais 2 golos. Num contra-ataque quase que também a metia lá dentro da baliza do grego.

TIAGO TOMÁS - 6 - A equipa concretizou o seu principal sucesso em ter conseguido ser um autêntico bloco sem oscilações durante os 97' da partida e por isso todos merecem a mesma nota máxima. O jovem patife Tomás também fez pontaria ao grego nos escassos minutos que jogou, logo após ter substituído Sarabia.

DANIEL BRAGANÇA - 6 - Substituiu um dos grandes heróis do dérbi, o uruguaio Ugarte. Foi quase ao cair do pano e não teve muita oportunidade para se exibir.

NUNO SANTOS - 6 - Quatro minutos em campo, a noite memorável já estava ganha e não teve tempo para as suas usuais patifarias.

RUBÉN AMORIM - 6 - Foi um grande patife, ao fazer toda aquela desfeita no estádio da luz, aos mais de 50 mil adeptos encarnados. Muitos deles não acharam piada nenhuma e foram-se embora logo a seguir ao grande golo do Matheus Nunes, ainda com mais de 20 minutos para se jogar. Por este andamento ainda ficamos sem ele (?) em menos tempo do que imaginamos. Estava bastante confiante e mostrou que tinha amplas razões para isso. Jogo fantástico, muito bem organizado e colocado em prática, é um craque de treinador. Vai despedir muitos treinadores adversários.

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JORGE JESUS - 1 - Foi arrasado e viu o adversário jogar o triplo na sua própria casa. Levou uma lição de futebol e como se joga com uma defesa a cinco. Depois de perceber que estava só a inventar, mudou-a para quatro e levou mais 2 golos. Esteve mudo e calado no banco, os onze patifes do Sporting deram-lhe um banho de bola, acontece.

ARTUR SOARES DIAS - 1 - Tentar bem tentou, não fossem os jogadores do Sporting mais patifes que ele e teríamos o caldo entornado. Depois percebeu que já não podia forçar mais e acalmou fingindo mais justiça nas suas decisões.

HUGO MIGUEL - 1 - Como pode anular o golo do Paulinho?... A bola não chega a ele, é interceptada pelo Sarabia e só depois o Sarabia lhe faz o passe com ele bem dentro do jogo. Felizmente não teve influência no resultado mas podia ter tido.

publicado às 12:16

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74 comentários

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De Pedro Santos a 04.12.2021 às 10:51

Tinha sido uma semana, por aqui, “acesa” em opiniões, por causa da forma como o Sporting teria que substituir , primeiro uma e depois a outra, duas peças fundamentais desta equipa. E logo, os dois principais esteios defensivos.
Independentemente dos diferentes pontos de vista - e eu era apologista da maior “rotina” de Bragança - o importante, disse-o sempre, seria a escolha de Amorim assente num princípio básico: o bem mais valioso desta equipa é… ela mesmo!

E foi isso que já tinha feito o Sporting alcançar um feito extraordinário, ao eliminar uma semana antes um poderoso adversário europeu da Liga dos Campeões e agora, com a mesma receita, dar um festival de futebol em plena casa do eterno rival.

Compreendo perfeitamente a forma “emocionada” como o Julius avaliou a equipa mas não posso, de todo, concordar com ele.
Isto porque, para ganhar na Luz, nem sequer precisaríamos nunca de ser perfeitos - longe disso. Além do mais, se exibição perfeita houve nestes últimos tempos, essa foi a de Alvalade contra os germânicos, que são uma equipa muito superior a este mal preparado Benfica.

O Sporting fez exactamente aquilo que todos nós, desde há muito, esperamos desta equipa. E isso bastou para desfazer uma equipa bem mais fraca.
Depois, em termos individuais houve destaques e, até, surpreendentes.
O melhor elogio que posso fazer a este conjunto de jogadores, alguns deles miúdos, é que o adversário não tem praticamente ninguém que eu substituísse por eles, pese embora a grande diferença orçamental.

No Sporting ninguém jogou mal ontem à noite. Todos merecem um destaque pela positiva. Mas houve protagonistas da vitória e esses devem ser realçados.
De trás para a frente:

Inácio, o tal miúdo de 20 anos, é uma das melhores descobertas dos últimos anos em Portugal. Faz-me tanto lembrar Ricardo Carvalho quando apareceu muito miúdo no FCPorto.

Porro é absolutamente intratável quando engata num jogo e ontem foi uma daquelas noites em que simplesmente arrasou.

Matheus Nunes surpreende-me todos os dias, sem me surpreender nada…
Desde o ano passado que eu disse-o claramente que o Sporting perdia imenso em manter João Mário, feito “vaca sagrada”, a arrastar-se em campo quando tinha este miúdo no banco. Por isso, fui dos tais que sempre respirou de alívio quando vi JM a sair…

Sarabia fez finalmente aquele jogo que há muito esperava dele para justificar o cartaz de talvez a maior “vedeta” actualmente a jogar em Portugal. Para nosso bem, de vedetismo não tem nada e, à parte da sua enorme qualidade individual, a entrega disciplinada aos processos da equipa é o que faz dele estar num momento de forma irrepreensível.
A selecção espanhola agradecerá, e muito, a Amorim…

Paulinho foi a minha maior surpresa. Não que eu não denote qualidade nele mas é incrível como consegue fazer um jogo destes contra o Benfica para depois ser desesperante vê-lo jogar contra marítimos e aroucas do nosso campeonato.
La está… se ele entender engatar de vez, então aí tornar-se-á um caso sério do campeonato português. Que este jogo lhe traga mais confiança.

Não esqueci mas deixei-o para último: Manuel Ugarte.
Nem acho que tivesse sido o melhor do Sporting ontem. Esse para mim foi M.Nunes.
Mas Ugarte foi, sem dúvidas, o mais importante ontem. Não só pelo que jogou mas porque substituía aquele que é, por muitos, considerado a principal chave do sucesso deste Sporting.
E Ugarte simplesmente tranquilizou-nos ao termos esquecido Palhinha ontem à noite…

Este miúdo tem 20 anos, tal como muitos jogadores desta equipa que ontem à noite “cresceram” anos de vida para se tornarem enormes para a sua carreira.
E muitos deles sem sequer sair do banco.
O que não terão apreendido e evoluído para o futuro miúdos como Nazinho, Essugo ou Esteves mesmo sem entrar em campo ontem à noite na Luz?
E isso tudo se deve apenas e só a uma pessoa que se tornou a melhor aquisição desportiva e financeira deste clube desde há largas dezenas de anos: Rúben Amorim.


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De Julius Coelho a 04.12.2021 às 12:27

Caro amigo Pedro Santos

Não retiro uma vírgula em tudo o que escreveu, tem razão em tudo o que disse. Antes de avançar para as notas refleti no que íria fazer e perante um cenário tão agreste pelas circunstâncias tão especiais que envolveu os dias anteriores ao jogo e perante o que representa uma vitória na Luz e da forma tão categórica como foi conseguida, decidi reconhecer-lhes o trabalho por igual a todos os jogadores, é um resultado que ficou histórico e será certamente comentado muitas vezes no futuro.

Se partirmos para os detalhes aí óbviamente existiram diferenças como as que o amigo Pedro bem comentou.

Nós, eu incluído, comentamos de forma salutar como a equipa se apresentaría e demos as nossas opiniões, mas o treinador está com eles todos os dias, treina-os e sabe melhor que ninguém como estão todos, de fora só podemos arriscar opinar pelo que vemos nos jogos mas tem sempre muito mais coisas que o jogo mostra que desconhecemos.

Manuel Ugarte esteve fantástico, secou os caminhos do Rafa o que não é fácil, o Rúben foi inteligente, sabia que se conseguisse anular o Rafa e as linhas de passe do alemão reduziria substancialmente as armas deste Benfica e foi isso que os nossos fizeram muito bem. Depois o Nunes encheu o campo que inveja deve ter provocado.
O nosso trio de ataque é o melhor a jogar em Portugal agora cada vez melhor entrosados são indomáveis patifes, terríveis para qualquer defesa.
O Gonçalo é um protótipo inventado e desenvolvido made Coates. Que personalidade perante mais de 50 mil "inimigos".

Amorim? É caso único.

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